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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Zé Augusto é morto em confronto com a polícia

Segundo a SSP de Sergipe, acusado era fugitivo e teria reagido à prisão. Zé Augusto, ou Augusto de Lerindo, era tido como o pistoleiro que promoveu extermínio de infratores em Poço Verde, Heliópolis e Tobias Barreto.
José Augusto foi morto em ação da Polícia Civil de Sergipe
Uma ação desencadeada pela polícia civil para cumprimento de mandado judicial culminou com a morte de José Augusto Aurelino Batista, o Zé Augusto, e deixou sua esposa ferida. A ocorrência foi registrada no início da manhã desta quarta-feira, 15, dentro da residência do morto, na cidade de Poço Verde. Zé Augusto foi preso no ano passado no município de Paragominas, no Estado do Pará, acusado de integrar um suposto grupo de extermínio que teria forte atuação na região de Poço Verde, esquema denunciado pela deputada Ana Lúcia Menezes na Assembleia Legislativa de Sergipe.
Quando ainda preso, a desembargadora Maria Aparecida Gama, plantonista no Tribunal de Justiça de Sergipe, opinou pela liberdade de José Augusto Aurelino Batista, 40, acusado pelo assassinato do adolescente Jeferson Nascimento Santana, 16, dentro de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) próximo ao povoado São José, na estrada que liga os municípios de Poço Verde e Simão Dias. Na ocasião, a desembargadora atendeu pedido da defesa feito em habeas corpus impetrado pelo advogado Getúlio Sávio Sobral Neto. No remédio jurídico, o advogado sustenta que, durante a instrução do processo, não se colheu provas que vincule o acusado ao crime. Ao observar o habeas corpus, a desembargadora acolheu os argumentos da defesa, deixando claro “não há elementos que apontem os indícios de autoria e materialidade delitivas” no processo judicial. Em novembro de 2013, o Tribunal de Justiça manteve a prisão do réu. Mas o advogado, à época, garantiu que seria vitorioso no momento em que o habeas corpus fosse julgado devido à ausência de provas.
O rumor da existência de um grupo de extermínio, inclusive denunciado pelo Landisvalth Blog, fez a deputada Ana Lúcia (PT) levar à Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe no mês de abril do ano passado. Ana Lúcia Menezes (PT) é presidente da Comissão de Direitos Humanos daquela casa legislativa. O delegado Éverton Santos, da Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci), garantiu que a situação na região estava controlada e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) não viu necessidade do envio de tropas federais para o município de Poço Verde para proteger a população do suposto grupo de extermínio denunciado
Enquanto Zé Augusto estava preso, o delegado Éverton Santos pediu a renovação da prisão preventiva do principal suspeito de chefiar o grupo de extermínio, localizado e preso em Paragominas, no Estado do Pará, no mês de abril do ano passado, dias depois da denúncia feita pela parlamentar.  Zé Augusto não falava sobre o assunto, mas, após soltura, era comum conversas dele com populares informando que estava eliminando vagabundo para proteger os pais de famílias dos trabalhadores. Zé Augusto passou a ter popularidade e muitos defensores. Alguns chegavam a dizer que Poço Verde estava em paz graças a ele. Hoje mesmo, no Facebook, há manifestações de pesar de admiradores. Muitos chegam a afirmar que acabou a paz na região e que os malandros vão voltar a praticar roubos. Não é sem razão que o candidato a deputado estadual apoiado por Augusto de Lerindo, como era também conhecido, teve mais votos que o candidato a deputado estadual do prefeito. Gustinho Ribeiro, candidato a deputado estadual, tinha cartazes espalhados por Poço Verde com uma mensagem: Apoio: Augusto de Lerindo.
Corpo de Zé Augusto sendo recolhido por policiais
Apesar de oficialmente não haver nenhuma comprovação tácita, o delegado Éverton Santos não tinha dúvida de que José Augusto chefiava o grupo de extermínio, mas ainda não identificou quem financiava a ação do grupo. “Há provas suficientes que ele chefiava o grupo, mas falta identificar quem financiava e quem agia com ele para cometer os homicídios”, observa o delegado.
De acordo com informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública, José Augusto é considerado foragido da justiça e a equipe da SSP vinha realizando diligência desde a semana passada para prendê-lo, em cumprimento a mandado judicial expedido contra José Augusto, acusado de envolvimento no assassinato do adolescente Jeferson Nascimento Santana, 16, crime ocorrido no dia 15 de novembro de 2012, dentro de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A assessoria informou que, ao receber a voz de prisão na manhã desta quarta-feira, 15, José Augusto teria reagido com tiros disparados contra os agentes que participavam da operação. A assessoria informa que o acusado estaria portando uma pistola TT 100 ponto 40, de uso restrito das forças policiais. A arma foi apreendida, segundo a SSP, com munição deflagrada e que estaria com a numeração raspada. Estranho é saber que ele era considerado foragido, mas circulava em Poço Verde normalmente e ainda participou ativamente da campanha política em apoio ao deputado estadual eleito Gustinho Ribeiro.
Mas, entre a família do acusado, o sentimento é que houve crime de execução praticado pela polícia. A esposa do acusado, Simone Correia, está em estado de choque. Aos prantos, ela contou ao Portal Infonet que os policiais teriam chegado à residência já atirando. “Eu fui abraçar ele para ajudar, mas recebi um tiro na mão”, contou Simone, sem controlar os soluços.
 O suposto grupo de extermínio liderado por Zé Augusto utilizava duas listas para praticar os homicídios em Poço Verde. A maioria dos integrantes da lista era jovens infratores que tinham envolvimento com tráfico de drogas ou passagem pela polícia por roubos e furtos. O lema do grupo de extermínio era “Ladrão e traficante vai rodar se ficar em Poço Verde”. Mas a ação chegou a municípios da Bahia, como Heliópolis, e ainda Tobias Barreto, em Sergipe. A lista dos marcados para morrer tinha mais de 20 nomes. Segundo a superintende da Polícia Civil, Katarina Feitosa, a lista era sempre atualizada. “A maioria das vítimas eram adolescentes infratores e esta lista era sempre atualizada.”, afirmou.

Com informações de Cássia Santana, do portal Infonet.