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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Jacques Wagner afirma a ISTOÉ que Lula foi mais tolerante que Dilma

     O ex-presidente Lula só o chama de “Galego”, apelido dos tempos de militância sindical. Já a presidente Dilma Rousseff lhe reserva o tratamento carinhoso de “Jaquinho”. A intimidade com Lula e Dilma fez do governador da Bahia, Jaques Wagner, um personagem privilegiado da política nacional. Em entrevista exclusiva à ISTOÉ, ele garante que a presidente levará adiante a faxina ética. “Dilma está deixando claro que o código de conduta dela é extremamente restrito nesse campo.” Wag­ner discorda dos que apontam no governo passado os focos de corrupção, mas admite que Lula, por seu perfil, foi mais complacente com desvios do que Dilma. “É claro que o presidente Lula, por ser um homem totalmente da política, acabou sendo mais tolerante com o gênero humano e seus erros. Nesse aspecto, Dilma tem uma bem-vinda taxa de intolerância muito grande”, afirma. Para o governador, a reação da base aliada se deve mais ao corte das emendas parlamentares do que à caça aos corruptos. “Não tenho dúvida de que, quando as emendas forem liberadas, vai se respirar muito melhor no Congresso Nacional.” Wagner fala com autoridade. Graças ao bom trânsito do governador no Palácio da Alvorada, a Bahia tem merecido atenção especial do Executivo na distribuição de verbas para educação, saúde e habitação. Recentemente o Estado foi escolhido para sediar duas das quatro novas universidades federais. Satisfeito com a preferência, ele antecipa que vai lutar pela reeleição de Dilma Rousseff em 2014. “Percebo que ela está gostando do exercício da Presidência e certamente sairá candidata.” Em sua opinião, Lula só vai concorrer se Dilma abrir mão.
     Veja entrevista completa clicando aqui.