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Poucas & Boas 2019.17

Vítor Marrocos, entre Ildinho, Thiago Andrade, Ana Dalva e populares. Vereança a caminho. (foto: Landisvalth Lima) Leia clicando A Q U I...

Novidade

domingo, 10 de novembro de 2019

Poucas & Boas 2019.17

Vítor Marrocos, entre Ildinho, Thiago Andrade, Ana Dalva e populares. Vereança a caminho.(foto: Landisvalth Lima)
Leia clicando A Q U I.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Poucas & Boas 2019.15


Pesquisa Controverso 
A Controverso Comunicação, empresa controladora do portal Contraprosa e do estúdio Versão Brasileira, começa a marcar presença em Heliópolis com uma pesquisa que engloba os seguintes pontos: 1 – Candidaturas a prefeito para 2020, 2 – Prestígio dos vereadores junto à população, 3 – Nota da população à administração do prefeito Ildinho, 4 – Nome de novos candidatos a vereador e 5 – Pontos que atormentam a nossa população. A pesquisa foi realizada nos povoados de Tanque Novo, Riacho, Jiboia, Cajazeiras, Sacatinga, Trapalha, Tijuco, Sapé, Pau Ferro, Farmácia, Serra dos Correias e na sede do município. Os dados estão sendo analisados e serão publicados no Contraprosa, Landisvalth Blog e parceiros que desejarem. A pesquisa não foi contratada e não tem patrocinador. O que se pode dizer é que foram relacionados dez pré-candidatos: Evanilson, Fabinho do Bar, Thiago Andrade, Ana Dalva, Professor Kelton, Mendonça, Doriedson, Adilson de Aroaldo, Celso Oliveira e Zé do Sertão.  A única coisa certa é que os números são surpreendentes.
Lavanderia do Açude
Professores e alunos do CEJDS no mutirão de limpeza da Lavanderia (foto: Landisvalth Lima)
O professor Gilberto Jacó mobilizou professores e alunos e conseguiu fazer uma limpeza considerável na Lavanderia Municipal do Açude Pindorama. O local é bem aprazível e pode abrigar um restaurante ou área cultural de lazer. A ideia de Gilberto Jacó é anexar o local ao Colégio Estadual José Dantas de Souza e revitalizar toda aquela região. No mesmo dia, vários alunos, guiados pelo Grêmio Estudantil Novas Tendências, fizeram uma pesquisa sobre o impacto do açude na vida do povoado Pindorama, que pertence ao município de Cícero Dantas. Foi uma boa ação.
Dia do professor
Ano vai e ano vem e parece que ser professor neste país não é nada diferente de outras profissões. Não há muita coisa a comemorar. O pouco que resta é quando percebemos que um aluno seu, em dada época, hoje, desfruta o nome de profissional exemplar. Isso vale a pena. No mais, caminhamos para a aposentadoria sem ver as promessas de uma vida melhor. Vibramos quando aparece um osso descarnado no meio da estrada, caso ele não seja motivo de briga entre colegas. É a vida.
Aposentadoria
E por falar em professor e aposentadoria, o Diário Oficial tem sido generoso com os professores que pediram aposentadoria. Falam em mais de 3 mil profissionais na fila para se aposentar. Agora, todos os dias, a página da Secretaria de Administração está repleta com nomes de profissionais da Secretaria de Educação. No dia do professor, 15 de outubro, foram mais de vinte professores listados. Este mês devem ser colocados na ociosidade merecida mais de uma centena de “tios” e “tias”.
O STF e o pior
O que esperávamos de ruim que pudesse acontecer ao país pode se concretizar nesta quinta-feira (17). Sem a prisão em 2ª instância, 170 mil condenados estarão nas ruas. Tudo isso por causa de um único homem: Lula. É incrível como o destino de uma nação passa pela condenação ou absolvição de um único ser. Só em épocas medievais parte considerável de uma nação se unia para proteger o rei ou imperador. Aqui, no caso específico, é só um homem que errou e, nem mesmo admite o erro praticado. Pelo menos, na era medieval, os reis admitiam que faziam aquilo porque eram reis. Patético!
Pesquisa fantasma
Uma pesquisa apareceu e circulou no meio político de Heliópolis, mas ninguém assumiu a paternidade. Nela, só aparecem quatro nomes: Thiago Andrade, Mendonça. Evanilson e Fabinho do Bar. Os números dão a Thiago 36%, Mendonça 12%, Fabinho do Bar 3% e Evanilson 1%. Há 48% que ninguém sabe para onde foram. É o tipo de coisa que não cola porque a informação tem que estar completa. Ninguém pode ver os números como parâmetro para a atual situação política. O crescimento de Thiago Andrade é visível, mas a queda do ex-vereador Mendonça, para quem conhece a vida política de Heliópolis, não pode ser levada em conta. Pelo sim, pelo não, vem aí a pesquisa da Controverso.
Orçamento aprovado
Quem imaginava o endurecimento do Legislativo, em ano pré-eleitoral, com o Orçamento de 2020, perdeu e perdeu feio. Na sessão da última segunda-feira (14), a Câmara Municipal de Heliópolis, em 3ª votação, aprovou a Lei Orçamentária para o ano vindouro. Foi aprovada por unanimidade e sem alteração alguma. O último ano de mandato do prefeito Ildinho será uma bênção orçamentária. Resta saber se a crise vai dar uma trégua.
Praça da Rodoviária
Finalmente vai sair do papel a reforma da Praça da Rodoviária, denominada oficialmente de Honorina Alves, em homenagem à mãe do ex-vereador Renilson. O investimento ultrapassará os 600 mil reais, com contrapartida da Prefeitura Municipal de Heliópolis. O projeto está perfeito e dará mais vida ao local. Parece que o prefeito Ildinho não encerrará seu mandato sem inaugurar a maior praça da cidade e, esperamos, a mais bonita. Notícia boa!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Poucas & Boas 2019.14


1 milhão em emendas
Félix Mendonça quer que o PDT tenha candidato a prefeito em Heliópolis em 2020 (foto: PDT)
João de Deus Ferreira Lino, presidente do PDT de Heliópolis, foi a Salvador conversar com o presidente estadual do partido, deputado federal Félix Mendonça. Na pauta, as filiações prováveis de Ana Dalva, Maria da Conceição, Thiago Andrade, Van da Barreira, Fabiano Gama, Vítor Marrocos e outros que ele ainda não revela. João estava muito bem acompanhado e ouviu do deputado a decisão de o PDT ter candidato a prefeito em Heliópolis agora em 2020. Além do nome de Thiago Andrade, há o do professor Kelton Almeida. João de Deus logo lembrou das emendas prometidas para obras diversas em Heliópolis, incluindo uma praça na Viuveira. Félix Mendonça disse que tinha pensado em 600 mil, mas como o ar condicionado do gabinete não estava muito bom, pediu a sua assessoria que começasse com 1 milhão para Heliópolis. Tomara que não consertem o aparelho tão cedo.
Curiosidade
Alguns leitores têm me questionado por que o nome de Zé do Sertão não aparece em nenhum lugar nos quadros do PT. Procuramos saber e o que dizem é que ele ainda não está filiado ao partido. Será que está aguardando garantias sobre algum acordo? Velhos pardais de guerra confirmam que ele não será vice, nem de Mendonça nem de Doriedson. Calma, gente! Ainda é cedo. Ele também não seria vice de Ildinho.
Novos edis
Gabriel Oliveira
Além do nome do professor Lourinaldo rolar a toda hora como o mais novo a ter uma cadeira carimbada na Câmara Municipal de Poço Verde, se assim desejar e não for apanhado como vice de alguém, outro desponta como promessa entre os novos futuros edis: trata-se de Gabriel Oliveira. Ele fará 18 anos em novembro e é fundador e diretor do portal Hora da Notícia PV. Ainda é estudante e leitor assíduo do Poucas & Boas. E o garoto entra com certa coragem. Disse que vai se candidatar a vereador porque é o que a idade permite. Ele deseja mesmo um dia ser prefeito de Poço Verde. Perguntado se estava ligado a algum grupo, afirmou que se criou no grupo de Everaldo Oliveira, mas na última eleição votou com Toinho de Dorinha. Hoje se diz independente. Vale dizer que boa parte do eleitorado gosta de estar sempre inovando. É bom lembrar as expressivas votações de Alexandre Dias e do próprio Lourinaldo. Gabriel Oliveira chega em boa hora. Resta saber se não vai deixar a peteca cair.
BA 393
A rodovia que liga Heliópolis à BR-110 recebeu um tratamento razoável e está bem melhor, mas a mesma BA 393, que liga Heliópolis-BA a Poço Verde-SE está em petição de miséria. Ninguém mais dá notícias sobre a recuperação. Parece que deixaram de mão. O trecho da serra da Vaca Brava até Poço Verde está insuportável. Vamos aguardar a volta do prestígio dos nossos políticos, coisa que só deve ocorrer em período de eleição estadual.
Depende da zanga
Um político procurou um vereador e perguntou a ele se votaria num certo nome para ser candidato do grupo político. Como não gostava do indicado, o vereador disse que não. Perguntado como seria sua campanha, o vereador revelou que não se candidataria nem subiria em palanque algum. No dia da eleição viajaria para São Paulo. E deixou bem claro: “Isso se eu estiver calmo. Zangado, são outros quinhentos!”.
Helânio caiu por 2 votos
Finalmente a novela das contas do ex-prefeito Helânio Calazans teve o seu capítulo final. Foram reprovadas, mesmo tendo maioria. O problema é que não alcançou o quórum mínimo de 9 votos. O resultado foi 7 a 5. Pode ser incrível, mas Helânio ainda teve 7 votos a seu favor. Precisava de mais 2. Agora, ficará inelegível por 8 anos, tendo ao lado a companhia luxuosa do também ex José Weldon. O caminho está aberto para a candidatura do vereador Nininho de Nedito a prefeito em 2020.
Aposentadoria complementar
E por falar em contas públicas, sem querer dizer que isso é o principal motivo da má administração em Poço Verde, há um Projeto de Lei na Câmara de Vereadores de Poço Verde que dará muito pano para manga. É para corrigir o que chamaríamos de privilégio assustador. Poço Verde não tem previdência própria e seus servidores têm como parâmetro o regime geral previdenciário, que é o INSS. Há professores que ganham acima do teto, hoje 5.800 reais. O desconto previdenciário é limitado ao teto, mas, quando se aposenta, o professor poço-verdense recebe um complemento do município até atingir o valor do seu salário real. Só que não há nenhuma arrecadação para garantir este complemento e é a prefeitura que tem que arcar com o jabuti, porque é Lei. Para quem não sabe, a dita Lei foi criada em 2009 pelo então prefeito Antônio Dórea e começa a inviabilizar a administração dos recursos da educação. O jabuti está na câmara para ser corrigido. Caso não seja, o próximo prefeito ou prefeita vai desejar não ter entrado na política.
Salários em dia
A promessa de Iggor Oliveira de deixar os salários em dia na quarta-feira (18) foi parcialmente cumprida. Segundo Mário Almeida, secretário de finanças, só restam uns poucos funcionários lotados no gabinete para sanar tudo. Agora, o projeto de lei de aumento de 3,5% para os servidores, segundo Alexandre Dias, presidente do legislativo municipal, ainda não chegou ao seu gabinete. E pra quem não sabe, em Poço Verde, o pagamento de salários com o FUNDEB já compromete os 100%. Esta conta não vai fechar bem.
História de terror
Dizem que, em certos grupos políticos da nossa região, quando há briga dentro da agremiação quase sempre é por causa de dinheiro. Raros são os casos de escolha por força popular ou pela capacidade do indivíduo. Mas há uma história que circulou muito tempo em nossa região e serve para alertar os políticos que fazem da política seu meio de vida. Um vereador queria ser presidente da Câmara e pediu voto a um colega, que logo foi dizendo o valor do voto. Decepcionado, o vereador desistiu da presidência. Tempos depois, aquele que cobrou pelo voto virou nome do grupo para ser o prefeito e foi falar com o colega. Preparado, levou certa quantia para garantir o voto. O que queria ser presidente anteriormente não aceitou dinheiro nenhum. A campanha foi uma desgraça e os dois não se elegeram mais para nada.
Pesquisa
A Controverso Comunicação fará sua primeira pesquisa eleitoral em Heliópolis e em Poço Verde no mês de outubro. Mais detalhes na próxima edição do Poucas & Boas.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Eraldo Rocha lança clipe da música "Mil desculpas"

     Eraldo Rocha, cantor poço-verdense, lança música do compositor Carlão Santos, também de Poço Verde. A composição foi gravada no estúdio Versão Brasileira, de Heliópolis, que tem direção musical de Klécio Silva, guitarrista da Banda de Alaelson do Acordeom. A música, denominada Mil desculpas, conta a história que envolve grande perda amorosa, bem no estilo romântico/sofrência. No clipe lançado hoje, Eraldo Rocha também atua ao lado da estudante Valéria Trindade, aluna do 2º ano do Colégio Estadual José Dantas de Souza. As imagens também foram gravadas em Heliópolis e passaram pelo processo de montagem com o professor Landisvalth Lima. Contribuíram ainda para o sucesso do lançamento Elvis Santana e Luís Silva, que trabalharam na questão da ritmização, masterização e instrumentação musical. Colaborou com o projeto a vereadora Ana Dalva.

sábado, 14 de setembro de 2019

O Festival de Inverno de Garanhuns

Cidade do interior pernambucano promove o maior evento de diversidade cultural da América Latina
Catedral de Santo Antônio lotada para ver Carmem Monarcha e maestro José Renato Accioly 
(foto: Landisvalth Lima)
Um município, estado ou país se desenvolve bem ou mal a partir de suas origens. É comum conhecermos cidades localizadas em regiões ricas e que não têm resultados satisfatórios. Outras, mesmo em regiões limitadas, conseguem marcas desenvolvimentistas que ultrapassam fronteiras, inclusive internacionais. O município de Garanhuns, no Estado de Pernambuco, pode servir de exemplo de como é possível, apesar das diversidades, ter uma logomarca original, criativa e atraente, que incorpore sua identidade e eleve seu nome e seu povo para além dos seus limites. Garanhuns tem mais de uma logomarca, mas, nesta reportagem, falaremos sobre o Festival de Inverno de Garanhuns – FIG.
Antes, vamos nos situar geográfica e historicamente. Garanhuns era antes Tapera do Garcia. Suas terras eram habitadas por índios cariris até a chegada de brancos e negros fugidos do domínio holandês, no século XVI. Em 29 de setembro de 1658, o português Nicolau Aranha Pacheco, Cosmo de Brito Cação, Antônio Fernandes Aranha e Ambrósio Aranha de Farias receberam, do governador André Vidal de Negreiros, 20 léguas de extensão. Surge então os campos de Garanhuns e Panema. No mesmo ano nasce o Sítio Garcia, exatamente onde hoje está a cidade de Garanhuns. Em 1670, com a Guerra dos Cariris, o Sítio Garcia foi totalmente destruído, passando a ser conhecido como Tapera do Garcia. No meu romance Cariri Sangrento (Kindle/Amazon) o local serve de ponto de apoio para a invasão do Quilombo dos Palmares.  
Elba Ramalho é nome carimbado do FIG (foto: Landisvalth Lima)
Além da guerra com os índios, o quilombo de Zumbi prejudicava o dito progresso da região. Por muito tempo o local não passou mesmo de uma tapera. Nenhum fazendeiro queria ser alvo de ameaças constantes de depredações, saques e morticínios. Com a morte de Zumbi, em 1696, o desenvolvimento estilo europeu tomou conta da região. Em 1699 foram expedidas cartas régias criando comarcas de juizado. Entre elas estava a de Garanhuns, sede da capitania do Sertão do Ararobá. O coronel Manuel Pereira de Azevedo comprou a Tapera do Garcia por volta de 1704. Logo em seguida morreu. A viúva, Simoa Gomes de Azevedo, passou a administrar o local e, em 1756, fez doação de meia légua à Confraria das Almas da matriz de Garanhuns, local onde hoje está erguida a cidade. Curiosamente, foi o período de decadência de Garanhuns. Com a criação da Vila de Cimbres, hoje município de Pesqueira, em 1762, Garanhuns ficou apenas como sede da freguesia de Santo Antônio de Garanhuns, perdendo a condição de sede da capitania do Sertão do Ararobá. Quatro anos depois, a capela local deixou de ser curato e passou à condição de sede do vicariato. Em 15 de agosto de 1800, foi criada a paróquia de Santo Antônio da povoação de Garanhuns. Foram anos de ostracismo. Somente nos fins do século XIX, com a construção da estrada de ferro para o Recife, Garanhuns volta a ser protagonista e vê sua população crescer. Em 1990, com a criação do Festival de Inverno, o turismo passou a ser a ser moeda forte e principal gerador de renda da região.
Ainda falando da formação do município, Garanhuns está situado entre sete colinas, no planalto da Borborema, a 842 metros acima do nível do mar. No ponto mais elevado, a altitude chega a 1.030 metros. É o principal município do Agreste Meridional, distante 230 quilômetros da capital Recife. Sua população supera os 130 mil habitantes, mas é uma espécie de capital de uma região que supera 1 milhão de habitantes, fazendo fronteira com Caetés, que já pertenceu a Garanhuns e onde lá nasceu o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, além de Capoeiras, Jucati, São João, Palmerina, Correntes, Lagoa do Ouro, Brejão, Terezinha, Saloá e Paranatama.  As sete colinas, que lhe proporciona um clima em torno dos 21 graus e temperatura no verão de 30, são Monte Sinai, Triunfo, Columbino, Ipiranga, Antas, Magano e Quilombo. É clima de montanha e pode chegar a 9 graus durante o Festival de Inverno. Não é por acaso que a chamam de Suíça Pernambucana ou Cidade das Flores.
Siba participou da homenagem a Biu Roque no 29º FIG (foto: Landisvalth Lima)
Até mesmo na bandeira e no brasão do município há marcas da sua vocação para o progresso. Longe de ser apenas símbolo de identidade e pertença, a bandeira de Garanhuns, idealizada pelo monge beneditino Dom Paulo, e oficializada pela Lei 457, de 05 de março de 1958, revela a vocação da cidade para o protagonismo.  Claro que o branco simboliza a paz, o vermelho simboliza a autenticidade e fortaleza dos filhos da terra, mas são os anuns voando para o alto que indicam a busca de ideias elevadas. O FIG pode ser muito bem visto como uma das ideias mais elevadas do município. Para completar, as esferas de cores azuis e branco simbolizam as fontes de águas minerais: Vila Maria, Pau Amarelo e Serra Branca, que, infelizmente, ainda não tive a chance de conhecer. Talvez por isso seja a cidade mais diversificada do agreste meridional de Pernambuco, centro regional de saúde e educação com diversos hospitais, empresas de saúde e assistência médica. Presença da Universidade de Pernambuco – UPE; a Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE; a AESGA – Autarquia de Ensino Superior de Garanhuns, todas com cursos de graduação e pós-graduação.  
Sempre que faço uma reportagem não gosto de deixar dúvidas. Mas, afinal, o que significa Garanhuns? Fiquei pasmo com a quantidade de significados e teorias sobre a palavra. Mas me convenceu a teoria do lexicógrafo José de Almeida Maciel. Para ele, Garanhuns vem de guirá-nhum, os pássaros pretos, nome de uma tribo existente no local. Como os pássaros estão presentes na bandeira e no brasão, ficamos por aqui. A possibilidade nos parece a mais completa, comprovável. Também cabe uma explicação: até o início de 2014, o município comemorava o dia da sua emancipação em 4 de fevereiro. Esta não ficou sozinha após uma pesquisa realizada pelo presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Garanhuns no Museu do Tombo, em Portugal. Ele encontrou a Carta Régia do município, assinada por Dom João IV, que elevava Garanhuns à categoria de vila, datada de 10 de março de 1811. Portanto, Garanhuns é mais velha que o Brasil como nação independente. Mas a data é da criação do município. Sua emancipação é de 4 de fevereiro de 1879, e isso não mudou.
 Festival de Inverno de Garanhuns
Mestre Anderson Miguel participou do projeto Som na Rural, do 29º FIG (foto: Landisvalth Lima)
O Festival de Inverno de Garanhuns é o principal evento realizado no município e o maior evento multicultural da América Latina. São mais de 500 mil visitantes por ano e só perde para o Forró de Caruaru, distante 94 quilômetros. Foram as meninas da banda Samba de Moça Só que idealizaram a viagem. Eu e Ana Dalva saímos no dia 18 de julho e só percorremos três rodovias: Ba-393, BR-110 e BR 423. Basta seguir para Paulo Afonso, dobrar à direita e pegar a 423. São 370 quilômetros, saindo de Heliópolis, 6 horas de viagem, com direito a parada para o almoço. Para quem não sabe, lá também tem um bairro chamado de Heliópolis. Quem quiser ir para lá, o melhor é alugar uma casa com antecedência. Sai bem mais barato que qualquer pensão e pode passar os dez dias com tranquilidade.   
No primeiro dia, tentamos participar da abertura. Alta concorrência. A fila era enorme. O Teatro Luiz Souto Dourado, no Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti, só tem lugar para 500 sobreviventes e foi o palco da abertura do evento e da primeira atração do 29° Festival de Inverno de Garanhuns. O espetáculo “O Som e a Sílaba”, dirigido pelo ator e roteirista Miguel Falabella, reuniu centenas de pessoas na noite de quinta-feira (18), após a abertura oficial do evento. Não assistimos à abertura oficial nem a “O Som a Sílaba”.  Minha esperança era que a fila estava enorme e resolveram abrir uma sessão extra. Mesmo assim ainda não deu para quem queria. Teve gente que chegou para ficar na fila 6 horas da manhã. Não conseguimos novamente. No outro dia foi a vez de outra peça teatral: O alienista, baseado em obra de Machado de Assis. Também não foi possível. O FIG de 2019 não reservou cadeira para mim no teatro. Paciência.
Banda de Pau e Corda fez show marcante no Palco Dominguinhos (foto: Landisvalth Lima)

Mas longe de mim dizer que não prestou. Havia inúmeras outras atrações. No festival, a música, o cinema, as artes cênicas, a cultura popular e todas outras formas de expressão se encontraram entre os dias 18 e 27 de julho, na 29ª edição do FIG. O festival oferece aos turistas desde os grandes shows aos cortejos da cultural popular pernambucana e brasileira, do espetáculo teatral ao recital de poesias nas feiras livres, tendo toda riqueza e diversidade cultural abrangida. Não se trata de uma coisa centrada em algo que faz sucesso. A palavra do FIG é diversidade cultural e isto acaba nos proporcionando o conhecimento de novas manifestações culturais, virando uma espécie de porta para divulgação das culturas erudita e popular.
Foram dezessete polos de folia espalhados pela cidade, diversos grupos e artistas de renome, assim como estreantes patrimônios vivos e destaques da atualidade. Uma das principais praças da cidade, a Praça Mestre Dominguinhos, o sanfoneiro é filho de Garanhuns, segue servindo de palco para artistas bastante admirados pelo país. Foi lá que assistimos mais uma vez Elba Ramalho, que continua a Diva da nossa MPB. Antes, tivemos Golden Hits Orquestra e um tributo ao cirandeiro Biu Roque, com Alessandra Leão, Siba, Caçapa, A Fuloresta e Renata Rosa. Depois de Elba tivemos a homenagem a Jackson do Pandeiro, o nome homenageado da 29ª edição do FIG. Passaram pelo palco Silvério Pessoa, Geraldo Maia, Lucinha Guerra, Lady Laay, Mari Periférica, a própria Elba Ramalho e ainda Zélia Duncan, Maciel Salu e Luiza Fittipaldi. No dia seguinte, no mesmo palco, Amanda Back, Banda de Pau e Corda, Mariana Aydar, Zélia Duncan e Barão Vermelho.
Antônio Nóbrega também fez show na Catedral de Santo Antônio (foto: Landisvalth Lima)
Não conseguimos ver nem dez por cento do que estava na programação, da literatura ao cinema, mas participei de uma experiência extraordinária: O “Som na Rural”. A ideia é exibir artista e espetáculos alternativos. A rural fica no Parque Euclides Dourado, próximo de diversas outras atrações e onde está boa parte da gastronomia do evento. Grandes nomes da música pernambucana e nacional passam no polo do ‘Som na Rural’, projeto idealizado por Roger de Renor e Nilton Pereira, há mais de 10 anos. São diversos os tipos de manifestações culturais que o “Som na Rural” leva pelo estado de Pernambuco. Antes de chegar ao 29º FIG, “Som na Rural” fez uma viagem pelo interior, desde a Zona da Mata, Agreste até o sertão.  Na sexta-feira (19), vimos e ouvimos o show da cantora Cibele do Cavaco e, na sequência, foi a vez da ciranda e do maracatu com o Mestre Anderson Miguel, de Nazaré da Mata, em Pernambuco. O cantor trouxe para Garanhuns canções do seu álbum “Sonorosa”, que foi lançado em 2018. No show, Anderson teve a participação do cantor e compositor Siba, nas guitarras, e do Mestre Nico, nos trombones. A noite ficou completa com as intervenções do Dj Evandro Q?. Além destes, o Som na Rural teve o forró de Edmilson do Pífano, o pop recifense do cantor e instrumentista Samico, o Coco de Tebei, a banda Saga HC, a mineira Brisa Flow e a banda de punk rock recifense, Devotos, dentre tantos outros nomes.
Agora, é preciso viver algo para dar uma dimensão exata daquilo que se vê. E, confesso, as apresentações feitas na Catedral de Santo Antônio foram para lá de extraordinárias. Pena que o espaço ficou pequeno. Logo na sexta-feira (19) apresentou-se a Orquestra Sinfônica de Câmara de Pernambuco com a solista Carmem Monarcha. A regência foi do maestro José Renato Accioly. Para completar o dia, a apresentação de Ayrton Montarroyos e o seu “Mergulho no Nada”. No dia seguinte, o impagável Antônio Nóbrega apresentou o seu SaGRAMA. Pela noite foi a vez de “Buarqueanas”, com Alexandre Caldi e Quarteto Encore. Mas faço aqui destaque a duas apresentações. Na sexta-feira (18) aconteceu na Catedral uma homenagem ao pernambucano Luiz Vieira, com Altermar Dutra Jr., Claudete Soares, Eliana Pittman e Márcio Gomes. Espetacular. Também merece destaque o show de Leila Pinheiro, ocorrido no domingo pela noite. Depois disso, qualquer ser humano vai para casa dormir o sono dos justos.
Grupos de Afoxés também têm espaços garantido no FIG (foto: Landisvalth Lima)
Para preencher os horários entre um espetáculo e outro, corríamos para o Parque Euclides Dourado, um pouco distante do centro, ou para o Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna, onde vários grupos de afoxés, maracatus, cocos, cirandas se apresentam, bem próximo à Catedral Santo Antônio. Como dissemos antes, não deu para ver tudo que queríamos. Até porque é humanamente impossível estar em vários lugares ao mesmo tempo. Também, precisávamos voltar para Heliópolis. O trabalho nos esperava na segunda-feira. Não precisa dizer que estou me programando para a 30ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns em 2020. Desta vez farei o possível para ficar os dez dias. Isso me fará menos frustrado por não ter ido a nenhum lançamento de livro, de não ter assistido a nenhuma peça teatral, não ter visto shows de Sheyla Costa, Leonardo Neiva, Leo Mancini, Duo Siqueira Lima, Boca Livre, João Bosco, Anastácia, Maciel Melo, Otto, Lenine, Alcione e tantos outros artista lá do “Som na Rural”, além dos não conhecidos do público baiano e que Pernambuco tem de sobra, para si e para o mundo.  

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

21 senadores lançam movimento Muda Senado e querem CPI da Lava Toga

     O senador Jorge Kajuru postou um vídeo ao vivo nas redes sociais e revelou a decisão de 21 senadores da realização de um movimento, dia 25 de setembro, na Praça dos Três Poderes, em Brasilia. O evento, chamado de Muda Senado, terá três eixos principais: 1 - Fim do Foro Privilegiado; 2 - Implantação da CPI da Lava Toga; e 3 - Análise de impeachment de Ministros do Supremo Tribunal Federal. Entre os senadores é possível destacar o senador Alessandro Vieira, de Sergipe, Major Olímpio, por São Paulo, e Leila do Vôlei, por Brasília. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, terá muita dor de cabeça pela frente.