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É só uma foto!

A equipe do CEJDS em confraternização de fim de ano no Nação das Águas        É só uma foto! Mas ela representa o conjunto do trabalho ...

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sábado, 8 de dezembro de 2018

É só uma foto!

A equipe do CEJDS em confraternização de fim de ano no Nação das Águas 
     É só uma foto! Mas ela representa o conjunto do trabalho de muitos que querem o melhor para o Colégio Estadual José Dantas de Souza, em Heliópolis - Bahia. O momento aconteceu neste sábado, 8 de dezembro de 2018, no aconchegante espaço do Nação das Águas, ou na Piscina de Luís.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Ildinho tem contas rejeitadas pelo TCM

Apesar da boa administração, Ildinho teve contas rejeitadas pelo TCM (Foto: Landisvalth Lima)

O prefeito de Heliópolis recebe a primeira fatura pela não mudança de comportamento na administração. Na sessão desta terça-feira (04/12), o Tribunal de Contas dos Municípios rejeitou as contas da Prefeitura de Heliópolis, da responsabilidade de Ildefonso Andrade Fonseca, referentes ao exercício de 2017. Embora tenha sido, quase que por unanimidade, considerado o melhor prefeito da história de Heliópolis, Ildinho não mudou a estrutura administrativa e continuou praticando vícios comuns da política clientelista deste nosso Nordeste. Agora, a fatura vai ser alta e não faltou quem avisasse. Com a redução drástica das receitas, a máquina não foi devidamente azeitada para enfrentar o período de vacas magras.
O prefeito, em seu segundo mandato, extrapolou mais uma vez o limite máximo para gastos com pessoal, o que comprometeu o mérito das contas. Nas prestações anteriores o TCM já havia alertado sobre esta questão. O gestor ainda foi multado em R$32.400,00, que corresponde a 30% dos seus subsídios anuais pela não recondução da despesa ao limite previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Também foi aplicada uma multa de R$7 mil pelas demais irregularidades identificadas nos relatórios.
O conselheiro substituto Cláudio Ventin, relator do parecer, constatou que a despesa total com pessoal foi realizada no montante de R$14.602.255,43, que corresponde a 54,16% da receita corrente líquida do município no exercício, superior, portanto, ao limite de 54% estabelecido na LRF. A receita arrecadada pelo município de Heliópolis alcançou o montante de R$27.401.861,68 e as despesas realizadas foram de R$27.852.821,81, o que indica um déficit orçamentário de R$450.960,13, configurando desequilíbrio das contas públicas.
Apesar dos pontos negativos, o próprio TCM apontou alto investimento na área de educação, onde o prefeito é mais rejeitado, inclusive pelos professores concursados. Em relação às obrigações constitucionais e legais, o prefeito aplicou 28,11% da receita na manutenção e desenvolvimento do ensino, quando o mínimo exigido é 25%. No pagamento da remuneração dos profissionais do magistério foi investido um total de 77,56% dos recursos advindos do FUNDEB, sendo o mínimo 60%. Também na área da saúde, Ildinho não economizou. Foram aplicados 17,32% dos recursos específicos, também superando o percentual mínimo de 15%. Está claro que o setor jurídico vai recorrer da decisão, mas é preciso também que se façam os cortes necessários. Há muitos cargos comissionados de alto escalão, sustentando certos cabos eleitorais. É hora de olhar para o futuro e cortar vícios da velha política.
(Com o Portal do TCM e o Blog do Joilson Costa)

CEJDS realiza a II FECULTARTE

Na II Fecultarte do CEJDS o tema este ano foi sobre Profissões (Foto: Landisvalth Lima)
     O Colégio Estadual José Dantas de Souza - CEJDS - realizou nesta terça-feira (04) a sua II Fecultarte - Feira de Ciência, Cultura, Arte e Tecnologia. Este segundo evento a escola dedicou ao tema Profissões. As turmas ficaram com a incumbência de pesquisarem sobre as várias profissões em todas as áreas do conhecimento. Durante todo o dia o CEJDS recebeu estudantes e curiosos de várias localidades do município. No fim da tarde, os alunos dos 3º C e D, do Colégio Estadual Professor João de Oliveira - CEPJO - da cidade de Poço Verde - Sergipe, fizeram apresentação dos espetáculos teatral e dançante "O choro dos traídos" e "Felicidade", que receberam nota máxima no III ECCA daquela instituição, promovido pela disciplina de Língua Portuguesa.
     A II Fecultarte é o último evento do ano. Nesta quarta-feira, o CEJDS abre a temporada de avaliações, em sua última unidade. Para os alunos que não se dedicaram muito aos estudos, ainda há uma boia salva-vidas jogada no oceano: dia 18 de dezembro começam as avaliações de recuperação final. O professor Gilberto Jacó, diretor do CEJDS, informa que em 2019 a escola já fará parte do Novo Ensino Médio e sua carga horará passara para mil horas anuais em cada série, duzentas a mais que a atual carga horária. Os alunos passarão a ter 6 horários diários em cada turno, exceto o noturno. Também há possibilidade de já ofertar os cursos técnicos em Fruticultura, Informática para Internet e Enfermagem. A reunião final com toda a comunidade escolar será dia 28 de dezembro, fechando o ano letivo de 2018. 
     Para ver fotos da II Fecultarte, dê um clique A Q U I.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Governador do Rio preso pela Lava Jato

Pezão foi preso hoje pela Polícia Federal (foto: Fabiano Rocha/O Globo)

O governador do Rio Luiz Fernando Pezão foi preso nesta quinta-feira, 29, pela Polícia Federal, no Palácio Laranjeiras, sede do Governo do Estado. A ordem judicial é do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pezão foi vice-governador do Rio na gestão Sérgio Cabral (MDB) entre 2007 e 2014. Cabral está preso desde novembro de 2016, condenado a mais de 180 anos de prisão. A Operação Lava Jato atribui ao ex-governador o comando de um esquema milionário de corrupção e propinas. Além de Pezão, outras oito pessoas foram presas segundo nota da Procuradoria-Geral da República. A PF cumpre um total de 30 mandados, que estão sendo cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro, de Piraí, de Juiz de Fora, Volta Redonda e Niterói.
Além das prisões, o ministro Felix Fischer, autorizou buscas e apreensões em endereços ligados a 11 pessoas físicas e jurídicas, bem como o sequestro de bens dos envolvidos até o valor de R$ 39,1 milhões. De acordo com as investigações que embasaram as medidas cautelares, o governador integra o núcleo político de uma organização criminosa que, ao longo dos últimos anos, cometeu vários crimes contra a Administração Pública, com destaque para a corrupção e lavagem de dinheiro. Ao apresentar os pedidos, Raquel Dodge lembrou que a organização criminosa – que desviou verbas federais e estaduais, inclusive, com a remessa de vultosas quantias para o exterior –, vem sendo desarticulada de forma progressiva, com o avanço das investigações. Enfatizou ainda que Luiz Fernando Pezão foi secretário de Obras e vice governador de Sérgio Cabral, entre 2007 e 2014, período em que já foram comprovadas práticas criminosas como a cobrança de um percentual do valor dos contratos firmados pelo Executivo com grandes construtoras, a título de propina.
 “A novidade é que ficou demostrado ainda que, apesar de ter sido homem de confiança de Sérgio Cabral e assumido papel fundamental naquela organização criminosa, inclusive sucedendo-o na sua liderança, Luiz Fernando Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros”, afirma Raquel Dodge. Neste caso específico – a origem das investigações – foram informações decorrentes de uma colaboração premiada homologada no Supremo Tribunal Federal e documentos apreendidos na residência de um dos investigados na Operação Calicute. A partir daí foram realizadas diligências que permitiram aos investigadores complementarem as provas. Foram analisadas provas documentais como dados bancários, telefônicos e fiscais. Na petição enviada ao STJ, a procuradora-geral explicou que a análise do material revelou que o governador Pezão e assessores integraram a operação da organização criminosa de Sérgio Cabral (preso há mais de dois anos e já condenado judicialmente) e que o atual governador sucedeu Cabral na liderança do esquema criminoso.
 Cabia a Pezão dar suporte político aos demais membros da organização que estão abaixo dele na estrutura do poder público e, para tanto, recebeu valores vultosos, desviados dos cofres públicos e que foram objeto de posterior lavagem”, destacou a PGR, em um dos trechos do documento, ao descrever o papel do governador no grupo. Além de apresentar a existência de provas, segundo as quais o esquema criminoso estruturado pelo ex-governador Sérgio Cabral continua ativo, o Ministério Público Federal sustentou na petição que, solto, Luiz Fernando Pezão poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa.
Há registros documentais, nos autos, do pagamento em espécie a Pezão de mais de R$ 25 milhões no período 2007 e 2015. Valor absolutamente incompatível com o patrimônio declarado pelo emedebista à Receita Federal. Em valores atualizados, o montante equivale a pouco mais de R$ 39 milhões (R$ 39.105.292,42) e corresponde ao total que é objeto de sequestro determinado pelo ministro relator. Sobre a importância do sequestro de bens, a procuradora-geral destacou que “é dever do titular da ação penal postular pela indisponibilidade de bens móveis e imóveis para resguardar o interesse público de ressarcimento ao Erário e também aplacar os proventos dos crimes”. Destacou ainda a existência de materialidade e indícios de autoria, conforme revelaram provas obtidas por meio de quebras de sigilos, colaborações premiadas, interceptações telefônicas, entre outras. “Existe uma verdadeira vocação profissional ao crime, com estrutura complexa, tracejando um estilo de vida criminoso dos investigados, que merece resposta efetiva por parte do sistema de defesa social”, pontua um dos trechos da petição. (Estadão)

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Mais de 100 mm de chuva até dia 6.12


O portal do Tempo Agora está fazendo uma previsão de chuva para nossa região que pode significar o fim do período de estiagem. O maior quantitativo de milímetros é para cidade de Poço Verde, em Sergipe, que deve receber de 27 de novembro a 6 de dezembro aproximadamente 110 mm de chuva. É muita água. O bom é que ela virá suavemente, sem ser uma trovoada de 8 a 10 horas. Haverá seis dias chuvosos que acumulará toda esta água.
Em Heliópolis, a chuvarada deve render 102 milímetros a partir desta terça-feira (27), que terá apenas 2 mm. Dia 28, na quarta, poderá chegar a 11 mm, e quinta-feira – 8 mm. O dia mais chuvoso na nossa região será dia 2 de dezembro. Em Heliópolis será 28 mm e em Poço Verde – 29 mm. Dias 3, 4, 5 e 6 de dezembro, a média será de 15 mm por dia nos municípios de nossa região. Na região de Jeremoabo, Carira e Coronel João Sá, a chuva será um pouco menor, algo superior a 60 mm. Não é pouca coisa para quem perdeu as últimas quatro safras.
As previsões mudam a todo instante, mas todos os portais na Internet preveem chuvas generosas para nossa região até dia 8 de dezembro. E não são chuvas litorâneas, como estamos acostumados a receber. Aracaju, por exemplo, terá tempo aberto por todo início do próximo mês. São mesmo as esperadas chuvas do Norte ou do Oeste. Que venham pacíficas, abundantes e sem desesperos. Já temos problemas demais.

domingo, 25 de novembro de 2018

O Nordeste é vermelho!

No Nordeste, o vermelho da insensatez esconde o vermelho da violência
Não, caro leitor. Não se trata de política, mas pode ser. É verdade que o Nordeste deu números generosos à candidatura de Fernando Haddad. Sem o Nordeste, o candidato do PT estaria menor que Marina Silva em 2014. Mas a cor vermelha não vem da bandeira desbotada do Partido dos Trabalhadores e de sua estrela ofuscada pelos escândalos de corrupção. Vem dos números generosos da violência desenfreada que espalha glóbulos inúteis sobre a aridez da terra.
Em artigo de Giampaolo Morgado Braga, publicado neste sábado (24) na Revista Época, há um grito chamativo para o problema. O articulista chega a dizer que, já rompida a barreira das 30 mortes por cem mil, aqui no Brasil, é necessário lançar mão de outros adjetivos para tentar se aproximar da realidade violenta em que estamos vivendo. Giampaolo diz ser Indecente, imoral, bestial e vergonhosa. 
 O Nordeste é dono do pódio da violência no Brasil. Os três primeiros lugares são nossos! Sergipe, Ceará e Alagoas. Isso mesmo! O menor estado brasileiro é dono da maior taxa de homicídio do país. Quem está acostumado com os filmes de Hollywood, pensa que os Estados Unidos são violentos. O lugar mais violento dos gringos é o estado de Lousiana, que tem taxa de homicídio menor que o nosso estado menos violento, que é São Paulo. Se o maior estado brasileiro ousar baixar a taxa de mortes violentas em 10% ao ano, só daqui a 20 anos chegará aos níveis do menos violento estado dos Estados Unidos, New Hampshire, que tem cerca de um homicídio por cem mil.
Se pegarmos Sergipe como exemplo, e compará-lo com a violência na Europa, não dormiremos. A Áustria é o país com uma taxa de menos de um homicídio por cada cem mil habitantes. No nosso pequenino estado, cinco vezes menor que a Áustria, chega ao catastrófico número de quase 58 mortes em cada 100 mil. Resumindo, Sergipe mata mais que a Europa inteira. E não há perspectiva de melhoras nos três estados mais violentos do país porque não há nada de novo que possa sequer dar esperança de uma transformação. Até mesmo na questão política a coisa degringolou: os três atuais governantes foram reeleitos!
Do meio da desgraça dos números, há o Piauí que tem taxas parecidas com as dos estados do sul. E é só. Até mesmo, se levarmos em conta os números de mortes em cidades, ainda não somos campeões. A cidade que Queimados, no Rio de Janeiro, foi a mais violenta de 2016. Lá morrem quase 135 pessoas por cem mil habitantes. Só que o Nordeste leva o vice-campeonato. No assassiômetro daquele ano, Eunápolis, na Bahia, matou 124 em cada cem mil, taxa que ultrapassa qualquer época de guerra em todo o mundo.
Guardem estes números. Quando estiverem nas redes sociais denegrindo o seu adversário e, muitas das vezes, defendendo o seu corrupto preferido, colocando de lado as discussões em torno das reais necessidades do país; quando a temperatura subir nas discussões inócuas sobre quem é gay, quem é preconceituoso ou quem é machista ou não, lembre-se de que morreram 62.517 pessoas assassinadas em 2016 no Brasil. Lembre-se ainda de que boa parte destas mortes está no Nordeste. Depois de tudo, podem elevar o tom e repetir em alto e bom som: Deus é brasileiro! Cristo nasceu na Bahia! E os sergipanos podem dizer do fundo do peito: Glória a Deus! E todos nós gritemos para o mundo ouvir: O Nordeste é vermelho! Tudo isso para esconder a vergonha da nossa insensatez! 

sábado, 24 de novembro de 2018

Para quem defende ideias!

Prestes e Olga foram presos e tiveram suas cartas apreendidas no Brasil (Foto: Istoé)

Artigo publicado no portal revista ISTOÉ, desta semana, assinado por Antônio Carlos Prado, denominado  A teimosia dos fatos, traz três exemplos de como a verdade histórica sempre se revela e se impõe ao obscurantismo dos regimes totalitários. Se você é um leitor que defende ideologias, e não ideias, pare por aqui! Não perca seu tempo com textos que nos fazem ver a história como alicerce para construção de futuros.  
O texto inicia dizendo que governos arbitrários e regimes autoritários fazem mirabolantes movimentos para esconder as atrocidades e desumanidades que cometem. Varrem a própria sujeira para debaixo do tapete da história na tonta ilusão de que nunca chegará alguém para arrumar a sala. Um belo dia, o destino recompõe a verdade, como acaba de acontecer com a revelação de trezentas e trinta e uma cartas enviadas por Olga Benário a seu marido, o líder comunista Luiz Carlos Prestes, quando ambos estiveram presos, vítimas do nazismo na Alemanha e da ditadura do Estado Novo implantada no Brasil por Getúlio Vargas. O destino em questão é um pobre e humilde carroceiro, sem eira nem beira, que encontrou o pacote com todas essas cartas numa lixeira de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Desconhecendo totalmente do que se tratava, ele, o destino a puxar carroça, vendeu tal pacote na feira de camelôs e ambulantes da Praça Quinze. O comprador interessou-se pelos selos e envelopes carimbados com a expressão “censura” pelos governos do México, Brasil, França e Alemanha, mas também não atinou com o valor histórico daquilo que possuía em mãos. Finalmente, o barraqueiro Carlos Otávio Gouvêa Faria percebeu que todo aquele amontado de papeis era a correspondência de Olga e Prestes — e, imediatamente, adquiriu todo o material (não revela o quanto pagou). Tudo isso se desenrolou ao logo de cinco anos, até que a história vem agora a público pelo excelente trabalho dos jornalistas José Casado e Ascânio Seleme.
Façamos um rápido corte na história das cartas para situarmos, também rapidamente, os personagens históricos Luiz Carlos Prestes e Olga Benário. Eles se conheceram na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em dezembro de 1934. Por que estavam em Moscou? Prestes era o líder máximo do Partido Comunista do Brasil, stalinista e membro de destaque do Comintern (a Terceira Internacional instaurada, nos anos 1920, pelo leninismo). Olga Benário, de origem judaico-alemã, era uma das mais destacadas agentes soviéticas. Apaixonaram-se. Casaram-se. Lua de mel? Vieram ao Brasil para deflagrar o levante comunista de 1935 (Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro) contra o governo de Getúlio Vargas. A derrota se deu de forma fragorosa. Em 1936 ambos foram presos no Rio de Janeiro, e aí começam as cartas (voltemos a elas) que, tantas décadas depois, seriam negociadas na Praça Quinze – e que por pouco não acabaram trituradas em algum caminhão de limpeza urbana. Elas tornam pública toda a tortura física e mental que Prestes e Olga sofreram, torturas promovidas e ocultadas pelo nazismo e por Vargas. Agora o tapete da sala do arbítrio foi levantado.
Em uma das primeiras cartas, jamais recebida por Prestes porque a ditadura de Getúlio Vargas a bloqueou, Olga informava sobre a sua gravidez. Mesmo grávida, no entanto, foi deportada por Vargas para a Alemanha de Adolf Hitler, e lá nasceu em novembro de 1936, em um campo de extermínio, a filha Anita Leocádia. Olga foi executada em 1942 em Ravensbrück. Prestes permaneceu preso no Rio de Janeiro por nove anos (sete deles numa solitária), ganhou anistia em 1945, elegeu-se senador e encontrou Anita, pela primeira vez, quando a garota já estava com quase dez anos de idade.
Há na história do Brasil muitos outros tapetes que esconderam sujeiras de regimes de exceção, mas que acabaram erguidos quando se abriram portas e janelas para o sol da democracia entrar nos aposentos — “o sol, o melhor detergente”, como o definiu o ex-juiz da Suprema Corte dos EUA Louis Brandeis. O tapete do golpe militar de 1964 serve de exemplo. No auge da repressão contra os que se opunham à ditadura, diversos guerrilheiros, assassinados sob tortura, tiveram os seus corpos enterrados clandestinamente no cemitério Dom Bosco, no bairro paulistano de Perus. Os coveiros da ditadura enterraram-nos em valas comuns, junto aos muros, e com os codinomes pelos quais tais militantes eram conhecidos em suas organizações de guerrilha. Quis o destino (sempre ele!) que ISTOÉ obtivesse listas com os nomes verdadeiros e também com os codinomes dessas pessoas. ISTOÉ foi então ao Instituto Médico Legal. Diante da apresentação dos nomes verídicos, nenhum registro surgiu de empoeirados e cavernosos arquivos. Quando esses arquivos foram consultados pelos nomes falsos, a verdade berrou: todos os cadáveres enterrados, no silêncio das madrugadas, no cemitério de Perus.
Igual sujeira, varrida e escondida nessa época, foi a morte selvagem imposta ao guerrilheiro Stuart Edgar Angel, filho da estilista Zuzu Angel — ele morreu com a boca acoplada a um escapamento de jipe, do qual saía gás quando os torturadores aceleravam o veículo. Zuzu, que chegou a costurar para a esposa do ditador Arthur da Costa e Silva (o carrasco do AI-5), procurou saber a verdade sobre a morte de Stuart junto aos próprios militares. Nada conseguiu. Fez campanha no Brasil, e nada. Fez campanha no exterior, e nada. A perceber que agentes da repressão começavam a segui-la, e temendo que provocassem a sua morte em um acidente de carro, distribuiu cartas a amigos, entre eles o cantor e compositor Chico Buarque, avisando que, se “algo” lhe acontecesse, os responsáveis seriam “os mesmos que mataram o meu filho”. O acidente ocorreu em 1976. Duas décadas depois, o próprio governo brasileiro (gestão FHC) levantou o tapete e admitiu: Zuzu fora assassinada. Para ela, Chico compôs “Angélica”: “(…) quem é essa mulher/ que canta sempre esse estribilho/só queria embalar meu filho/que mora na escuridão do mar (…)”. Na quarta-feira 21, a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu o leilão das cartas que estava programado.
E quer saber como essa raridade histórica foi perdida a ponto de ser encontrada numa lixeira.