Este blog está censurado!

A Meritíssima Juíza de Direito da Vara Cível da Comarca de Cícero Dantas, Dra. Denise Vasconcelos Santos, desde o dia 17.10.2011, ordenou a retirada de postagens que "denigram" o prefeito de Heliópolis Walter Rosário, bem como efetuar novas inserções negativas ao nome do alcaide.

Novidade

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A visita de Rui Costa III: a nova face governista

Rui Costa e a nova face do governo da Bahia
Agora que estamos um pouco distantes da visita feita pelo governador Rui Costa a Heliópolis, é possível fazer uma análise das implicações políticas, das marcas aqui deixadas e dos dividendos políticos das ações. O primeiro a ganhar é de fato o próprio governador. Não, não se trata aqui de cair na vala comum dos dividendos políticos do ato simples de inaugurar obras. Todos os governantes fazem obras, um pouco mais ou um pouco menos, mas nem todos se reelegem. Muitos entram num ostracismo de dar dó e morrem sem ver seu nome elevado como um grande administrador ou benfeitor. Rui ganha porque ele está criando um novo discurso, tentando dar uma nova cara ao ato de ser governador.
Muitos podem usar o contraditório dizendo que ele fez o mesmo de tantos outros governadores do passado quando defende seu partido das desgraças feitas na Petrobrás, quando favorece Dilma Rousseff contra o impeachment. Calma! Ninguém aqui está dizendo que Rui Costa é um revolucionário. Não vamos tão longe. Mas há um desejo de dar uma nova cara a isso que chamamos de administrar. Primeiro, é bom que se diga, nunca se viu um aparato significativo de segurança para um chefe de estado. Só Colégio Estadual José Dantas de Souza foi visitado inúmeras vezes por prepostos do Cerimonial, Casa Civil e Casa Militar. Rui Costa sabe que o seu partido deixou de ser, e há um bom tempo, o queridinho do pedaço. Prevenir não é exagero jamais.
Também mudou o discurso. Não se trata do todo poderoso governador da Bahia, mas de um homem simples, que enfrenta um estado com dificuldades financeiras e suplica a ajuda do povo na preservação do patrimônio público. E não esquece o infalível brado da educação como base importante para resolução da maioria dos problemas. Afinal, não adianta polícia nas ruas com as crianças fora da escola tragadas pelo tráfico e pela falsa ostentação da busca imediata do prazer. E aí o governador apela para as famílias na luta coletiva do ato de educar. Numa Bahia tradicionalmente governista, voltada para a visão de que os poderosos podem tudo, um discurso apelativo como este faz um efeito devastador.
E então, alguns dos vinte e poucos leitores deste blog rebatem com o argumento de que tudo isso é coisa de marqueteiro. Rui Costa estaria seguindo a cartilha dos que o orientam com polpudas verbas e nada mais. Pode ser. Não se pode duvidar do poder destes marqueteiros, mas julgo ser algo infalível. Até porque o governador tem pela frente um ACM Neto. Não é pouca coisa, principalmente para um político que andava nas sombras fazendo o jogo de Jacques Wagner, sacrificando até seus mandatos de deputado federal, a ponto de não ter nada para apresentar nos inúteis anos que ficou em Brasília. Foi literalmente um deputado apagado e não quer levar para a história esta fama como governador. Se sua eleição ele deve a Wagner, Lula e demais apoios, a sua reeleição será lavra de seu mandato, da sua boa ou ruim governança. Ele sabe que o cavalo está selado e só terá esta chance.
Coisa de marqueteiro ou não, há muito de Rui nas visitas de Rui Costa. Vejam o caso de ficar mais de uma hora numa escola estadual, visitar sala por sala, tomar nota de tudo, ouvir cuidadosamente e sem pressa toda a comunidade escolar e, ao final, oferecer ajuda e pedir a preservação de tudo. Com isso, Rui Costa está colocando os problemas da educação no colo do governo, eliminando as interferências e conquistando o seu público. Não resta dúvida que ele também está vacinando a Bahia contra uma nova greve dos professores, já que aumento real em época de crise não se pode sequer pensar, mesmo que se saiba ser a APLB um sindicato voltado, neste momento, para Salvador, apenas. 
O que está em jogo é saber se esta nova face governista tem lastro. Quer dizer, se Rui Costa resolverá mesmo os problemas, se a equipe de governo vai ter estrutura para sanar os problemas encontrados. No CEJDS, por exemplo, graças ao jogo político feito pelo próprio então secretário da Casa Civil Rui Costa, fez a escola mergulhar numa crise sem precedentes. Agora, com esta visita, com a nova diretoria e sanados os problemas, o atual governador corrigirá um erro e colocará seu nome no mais alto pedestal. Se a coisa falhar, duvidamos que haja marqueteiro na face da terra que o faça sair da lama e do caos.   

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Binho: “Administração com planejamento, transparência e participação popular.”

Fábio José (Binho) quer ser prefeito de Fátima 
O nome do nosso entrevistado é Fábio José Reis de Araújo (Binho de Alfredo) tem 30 anos. É filho de Alfredo da Coxinha e Dadinha, graduado em Ciências Sociais e especialista em Gestão Municipal pela Universidade Federal de Sergipe. Também graduando em Direito pela Faculdade Ages. Casado, leciona Sociologia no Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães em Fátima-Ba. É filiado ao Partido dos Trabalhadores desde os 16 anos. Foi candidato a vereador na eleição de 2008, obtendo 425 votos, assumindo a primeira suplência. Foi Secretário de Administração do primeiro mandato do prefeito Nego (2009-2012) e eleito como o vereador mais votado da história do município de Fátima no pleito de 2012, com 1.024 (mil e vinte e quatro) votos. Foi presidente da Câmara de Vereadores no biênio 2013-1014. O vereador é pré-candidato a prefeito da cidade de Fátima e coloca aqui suas ideias no Landisvalth Blog.  
Landisvalth Blog - Quais são as possibilidades de Binho de Alfredo ser candidato a prefeito de Fátima em 2016?
Fábio José (Binho) - As possibilidades são reais. Tenho discutido muito a nossa candidatura com amigos que já nos ajudam há duas eleições. Tenho andado o município e ouvido de muitos a vontade de que a nossa candidatura se consolide. O meu partido já sinalizou internamente esse desejo de uma candidatura própria ao executivo para o pleito que se avizinha. Então, entendo que a nossa candidatura vem sendo construída, não só por mim, pois não existe candidatura de si mesmo, mas por um conjunto de pessoas que acreditam nessa possibilidade. Obviamente que eu componho um grupo que foi vitorioso na última eleição, e essa discussão da nossa candidatura deve, e está passando, por esse agrupamento, é claro. 
Landisvalth Blog - Com quem ou com quais grupos políticos você aceitaria conversar sobre 2016?
Fábio José (Binho) - Nós sabemos que a política é, também, a arte do diálogo. Estou tentando construir uma candidatura majoritária e trabalharei dentro do meu agrupamento político para que ela se fortaleça. Mas é interessante pensarmos como os grupos políticos, em eleições municipais do porte da nossa, eles são flexíveis e se alteram entre uma eleição e outra. É claro que eu já dialoguei com lideranças que estão no campo da oposição sobre a consolidação da nossa candidatura. Acho isso muito natural, sobretudo porque sempre mantive uma relação respeitosa com essas lideranças. O fato é que a nossa candidatura vem sendo construída, e na política, não se constrói nada criando adversários, ao contrário, o caminho é o do diálogo. Os adversários vão surgindo naturalmente, dentro dos embates que caracterizam a política. Mas, agora é hora de dialogar.
Landisvalth Blog - Você tem preferência pelo seu vice-prefeito ou vai depender das circunstâncias?
Fábio José (Binho) - Na composição de uma chapa para prefeito e vice, é necessário muito diálogo e ver as possibilidades de agregar mais. Uma vez a nossa candidatura confirmada, eu não posso ter preferência por um vice, pois essa decisão deve ser do nosso agrupamento político.  
Landisvalth Blog - A candidatura de Binho é diferente das outras? O que o povo de Fátima poderia esperar de novo na sua atuação política?
 Fábio José (Binho) - A nossa candidatura se caracterizará pela constante mobilização, para o convencimento da população de que podemos contribuir muito para a melhoria do nosso município. Sem dúvidas, não será a campanha que terá mais dinheiro, mas será a que trará melhores ideias para o desenvolvimento dessa terra. Vamos beber suor e comer poeira, mas vamos olhar no olho do pai e da mãe de família fatimense e convencê-los de que se é verdade que a nossa candidatura não é milionária, ela é, sem dúvidas, aquela que, por exemplo, poderá dar uma educação de melhor qualidade para o seu filho, e possibilitar que ele tenha vida menos sofrida que a deles. Pautaremos a nossa atuação a partir de duas vertentes: o respeito à coisa pública e a ampliação dos mecanismos de participação popular no governo. Respeitar os recursos públicos vai muito além de ser honesto. Ora, a honestidade é uma obrigação, não pode ser o diferencial de quem quer que seja. Respeitar a coisa pública é fazer uma gestão com planejamento de forma que otimize o investimento dos recursos públicos. Não é possível, sobretudo em tempos de quedas de receitas, que uma administração pública continue trabalhando no varejo. Ou seja, aparece um problema hoje, tenta-se resolve-lo. Aparece outro amanhã, da mesma forma. É necessário construir um planejamento que iniba o surgimento dos problemas. Não é possível que a administração pública continue vendo as peças orçamentárias – PPA, LDO, LOA – como peças de ficção. Uma invenção e muitas vezes uma cópia de outro município. Não passa de um atestado de completa ausência de planejamento, um Projeto de Lei Orçamentário que pede 100% de suplementação de anulação de dotação orçamentaria, por exemplo. É inadmissível, nesses tempos, que a administração pública continue não se importando com o aperfeiçoamento da sua capacidade de arrecadação. Cometendo o crime de responsabilidade que é renunciar receitas. Respeitar a coisa pública, é planejar para fazer com que os serviços públicos, que na verdade são direitos da população, cheguem de forma eficaz a cada cidadão.
Mas não há planejamento, e agora falo da segunda vertente, sem a participação popular. Infelizmente ao longo dos anos, de forma arquitetada, foi inculcado na cabeça das pessoas que elas não deveriam participar das decisões do governo, porque administrar é uma coisa muito complicada, porque a população não tem conhecimento, etc. É justamente ao contrário, ninguém sabe mais das reais necessidades do povo do que o próprio povo. Isso eu tenho visto nas inúmeras reuniões que tenho participado junto as associações de agricultores familiares. A cada reunião eu saiu convencido de que essa gente deve ter espaço na gestão. E aí é necessário melhorar os mecanismos que já existem, como os conselhos municipais que devem ser dotados de legitimidade e autonomia e criar novos mecanismos, como o orçamento participativo nas comunidades e a subterritorialização do município com núcleos diretivos escolhido pelos moradores dos subterritórios. Outros instrumentos são possíveis, basta vontade política e isso nós temos de sobra.    
Landisvalth Blog - Até que ponto, caso fosse eleito, você sofreria influência do atual prefeito Nego?
Fábio José (Binho) - Professor, Nego não é apenas uma liderança política. Para mim ele é um grande amigo. E essa amizade, que esbanja consideração e respeito, foi construída em tempos difíceis. Já em dezembro de 2008, Nego me convidou para fazer parte da sua equipe de transição administrativa. Demonstrando confiança em mim, num jovem que tinha acabado de perder a eleição para vereador. Semanas depois, demonstrando ainda mais confiança, me convidou para ser o seu Secretário de Administração, cargo que com muita satisfação ocupei até meados de 2012 quando tive que me afastar para concorrer às eleições. Aprendi muito com Nego, e se o povo fatimense me escolher para ser seu prefeito a partir de 2017, eu jamais desconsiderarei a bagagem administrativa que Nego tem. O consultarei sobre os assuntos da administração e da política, sei que ele estará à disposição para contribuir com a gestão, dialogaremos muito. Aliás, como sempre fizemos. Dialogamos muito quando eu era seu secretário e inclusive nesse período que estou na Câmara. Com muita humildade, já dei muita opinião a Nego, algumas foram seguidas, outras não. E é assim mesmo que funciona. Da mesma forma, sem dúvidas, pedirei muitas opiniões a Nego. Algumas seguirei, outras talvez não.  
Landisvalth Blog - A volta de Nego ao cargo muda alguma coisa em relação às possibilidades de sua candidatura?
 Fábio José (Binho) - Não só referente à minha candidatura, mas a volta de Nego, pela sua condição de líder, mexe em todas as perspectivas políticas do pleito que se aproxima. Por exemplo. O nosso agrupamento político estava, e de certa forma ainda está, muito dividido. Muitas pessoas magoadas umas com as outras, enfim. Precisamos de uma liderança que tenha legitimidade política para dar coesão, para juntar o grupo, e a minha expectativa é que Nego venha com esse espírito. Um espírito de dialogar com um grupo, de construir consensos. Repare, que não estou com isso dizendo que seu Lourival foi incompetente ou algo do tipo. A questão é que a configuração política, de 2014 para cá, está tão complicada que requer muita habilidade, muito tino político e, em que pese seu Lourival sempre ter sido uma pessoa muito querida, isso não é suficiente no melindroso campo da política.
Landisvalth Blog – Nego apoiaria sua candidatura?       
Fábio José (Binho) - Aí, só Nego para responder. Eu, é claro, torço para isso e essa possibilidade existe, pois não somos adversários, ao contrário, compomos o mesmo agrupamento político. Mas, se conheço Nego, ele não irá impor nenhuma candidatura. Vai ouvir muito, vai dialogar muito e a candidatura será construída no seio do nosso grupo. Estou trabalhando para que seja a minha.   
Landisvalth Blog - Que peso teria o ex-prefeito sorria na sua administração? Há possibilidades concretas de ele apoiá-lo?
Fábio José (Binho) - Sorria é uma liderança de peso extremamente significativa em um processo eleitoral. Atua na política local desde a nossa emancipação política. Já em 1985, foi candidato a Vice-prefeito junto com Chico Borges para Prefeito, contra João Maria e Augusto Borges. Em 1992, novamente contra João Maria, foi candidato a Prefeito com Jairo Rabelo como seu Vice. Foi um opositor de primeira ordem contra, a então, maior liderança política de Fátima que foi João Maria. Em 2000 se elegeu prefeito. Em 2004 se reelegeu. Enfim, sem nenhum juízo de valor, Sorria é uma liderança muito importante no processo eleitoral. Se ele me apoiaria ou não, não tenho como responder essa pergunta, apenas ele pode fazê-lo. Por fim, penso que não se compõe governo com adversários. Governos são compostos com aqueles que estiveram na mesma trincheira durante a batalha eleitoral.
Landisvalth Blog - O que você acha da chapa Binho/Zezinho? Nego e Sorria apoiariam?
Fábio José (Binho) - Zezinho está em seu segundo mandato de vereador e, pela segunda vez, é presidente da casa legislativa. No seu primeiro biênio teve todas as contas aprovadas pelo TCM. Conduz a casa com responsabilidade administrativa e habilidade política. O que é fundamental numa nova proposta de governança. É claro que ele está gabaritado para compor a chapa majoritária. Mas volto a dizer, uma vez a nossa candidatura se consolide, a candidatura de vice deve ser uma escolha de todo o agrupamento político. Se fosse a chapa Binho/Zezinho? Se Nego e Sorria apoiaria essa chapa? Não me faça perguntas difíceis professor. Apenas Nego e Sorria para responderem isso.    
Landisvalth Blog - Há outras possibilidades de formação de uma chapa que una o grupo?
Fábio José (Binho) - Existem sim outras possibilidades de composição de chapa. Temos lideranças e, inclusive outros vereadores que pleiteiam compor a chapa majoritária. Não citarei o nome de nenhum aqui, para não ser injusto com alguém. Mas outras possibilidades existem, o que é natural em um agrupamento político do tamanho do nosso. O que será extremamente necessário na composição da nossa chapa a prefeito/vice é o diálogo e o fortalecimento do grupo. Pensando, obviamente, além do exitoso resultado eleitoral, em uma eficaz capacidade de governança.  
Landisvalth Blog - O que houve com Fátima após a saída de Nego? Você acha que Lourival fez o melhor que pôde?
Fábio José (Binho) - Nego saiu e o município estava com a situação fiscal equilibrada, superavitária, ou seja, com recurso em caixa, com alguns débitos é verdade, mas com recursos suficientes para pagá-los e estava adimplente no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias (CAUC). O município saiu entre os municípios da Bahia que mais tinha se desenvolvido entre 2009 e 2014. Aqui na região perdíamos apenas para Paulo Afonso, de acordo com a pesquisa de Índice de Desenvolvimento Municipal da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN). Pesquisa essa, que inclusive foi divulgada aqui no seu blog (http://landisvalth.blogspot.com.br/2014/06/firjan-heliopolis-cicero-dantas-canudos.html ). Nem tudo eram flores, é claro, mas avançávamos. Acredito que seu Lourival, orientado por alguns que participavam da administração, tentou fazer o que achava que era melhor. Acertos tiveram, equívocos não faltaram. Mas, sobre isso falava com frequência no exercício do meu mandato de vereador na Câmara. Sempre tentei contribuir, e as falas eram nesse sentido. Em que pese elas terem tomados sentidos diversos em alguns momentos, por alguns que compunham a administração. Mas, os sentidos diversos foram dados por estes, não por mim. Não duvido que seu Lourival fez o que ele achava melhor e se esforçou o que pôde para contribuir com o nosso município.    
Landisvalth Blog - O que você quer fazer com o mandato de prefeito de Fátima diferente do que os outros fizeram?
Vereador Fábio José (Binho)
Fábio José (Binho) - Professor, estamos vivenciando um momento na administração pública, não só de Fatima, mas brasileira, que exige um compromisso de gestão que deve estar acima de qualquer outra variável no exercício do mandato. Sob pena de municípios como os nossos não conseguirem sequer honrar com o pagamento do seu funcionalismo público. Os nossos municípios estão numa situação em que não mais é possível nenhuma aventura ou irresponsabilidade administrativa. Estamos em uma quadra onde o respeito e a transparência no uso dos recursos públicos devem ser o norte da gestão.     
Se o povo fatimense nos der a honra de assumirmos a condição de Prefeito de Fátima, a partir de 2017, a nossa atuação será no sentido de construirmos uma gestão pública de fato, com planejamento, transparência, participação popular e eficiência. Não quero, com a exaltação da gestão pública, passar a ideia de que ela, a gestão, é apolítica. Nada é apolítico, principalmente a administração pública.  Quem está na condição de gestor tem que tomar decisões, fazer escolhas e aí é que entra a política. A gestão e a política são complementares. Não adianta ter bons técnicos, ter boas ferramentas administrativas se o gestor é insensível para com as questões políticas.  A própria ideia de governabilidade requer projeto e capacidade de governo (gestão) e apoio político (politica). Casar essas variáveis é fundamental para um governo exitoso. E faremos isso em Fátima.
Landisvalth Blog - Quais as dificuldades que você enfrentaria para se tornar um prefeito diferente dos anteriores?
Fábio José (Binho) -  A primeira dificuldade será vencer as eleições. E iremos vencê-las com a força das ideias, do diálogo, das propostas. Isso não é fácil numa região onde alguns, minoria a cada dia que passa, mas alguns, colocam como pré-requisito para ser candidato a qualquer cargo público ter dinheiro. “Juntei dinheiro, agora vou juntar gente”, é o que pensam alguns. Isso está diferente. É claro que precisamos de uma estrutura básica de campanha, e a teremos. Mas, não pautaremos a nossa campanha pela força do dinheiro, inclusive nem temos. Aí, se formos vitoriosos, enfrentaremos novas dificuldades no exercício do mandato. Dificuldades que são comuns em uma administração pública de um município de pequeno porte como o nosso. A questão é como lidar com essas dificuldades. Nós, lidaremos com elas com muita vontade política e planejamento de gestão.        
Landisvalth Blog - Como você está vendo a conjuntura política atual? As dificuldades são passageiras ou o sistema político está falido?
Fábio José (Binho) - Estamos vivendo um momento na política brasileira de muita descrença para com os operadores da política. Um momento em que alguns sentem-se até envergonhados em dizer que ocupam um cargo político. De dizer que é vereador, que é prefeito, etc. Eu particularmente não tenho vergonha de dizer que estou vereador. Mas estamos vivendo esse momento. Um momento onde está sendo generalizado a ideia de que a política é coisa de corrupto, ladrão, gente que não tem escrúpulos, etc. Essa generalização é terrível porque provoca um processo de despolitização extremamente nocivo à política. Essa generalização acaba, ao meu ver estrategicamente, afastando pessoas de boas intenções, que poderiam contribuir muito ocupando um cargo eletivo de vereador, de prefeito ou qualquer outro, mas que por ser convencido de que política é coisa de corrupto e ele, naturalmente, não se acha corrupto, acaba se afastando da política. Tomando uma postura apolítica, indiferente, neutra para com as questões políticas. Como se isso fosse possível. Essa própria opção de indiferença é uma opção política. O deplorável exemplo de Pilatos, lavar as mãos, levou Jesus à cruz e libertou Barrabás. Os indiferentes, os omissos, pensam que não, mas eles contribuem para que aquelas que enxergam na política um meio de enriquecimento, que fazem da política a luta do poder pelo poder, galguem aos mais altos postos.
Vivemos uma criminalização da política que não contribui para superarmos os gargalos do nosso sistema político. Não é passando a ideia, como fazem a maioria dos meios de comunicação, de que a corrupção é “cria” desse ou daquele partido político que vamos vencê-la. A corrupção, esse mal que nos acompanha desde o nosso “descobrimento”, será inibida e já está sendo, por mais paradoxal que pareça, com alterações na estrutura do Estado. Com autonomia da Policia Federal, do judiciário, dos órgãos de fiscalização. Com a criação da Controladoria Geral da União, com a Lei de Transparência Pública, com o fortalecimento da participação popular nos governos. E isso, quem vem fazendo é o governo do PT. É claro que alguns que compõem esse partido erraram e devem ser investigados e punidos dentro do que estabelece o estado democrático de direito. O PT é um partido político, portanto fruto de uma construção social que está sujeito a desvios éticos. Não é, nem o PT e nenhum outro partido, um agrupamento de santos. Aliás, se tiverem atrás de santos, não venham procurar na política. A minha crítica ao PT é muito menos pelos desvios éticos de alguns dos seus componentes, e muito mais pelos equívocos estratégicos que vem cometendo ao longo dos anos. Mas não cabe aqui discuti-los.
Por fim, apesar de todo pessimismo que está na moda, acredito que podemos sair bem melhor de tudo isso. O sistema político poderá e já está sendo, com o fim do financiamento privado de campanha, por exemplo, melhorado. As investigações dos casos de corrupção, estão contribuindo para inibir aqueles que querem fazer da política um meio de enriquecimento, etc. Sairemos melhor de tudo isso, não tenho dúvidas.  
Landisvalth Blog - Se eleito, como você pretende administrar um município de uma região pobre, com o estado da Bahia sem dinheiro e com o governo federal com orçamento deficitário?
Fábio José (Binho) - De certa forma, já falei sobre isso aqui nessa entrevista. Não há outro caminho se não for uma administração com planejamento, transparência e participação popular. Isso garantirá a eficiência dos serviços públicos, esses que são na verdade direitos da população. É claro que não é fácil administrar, atender as infindáveis necessidades da população com parcos recursos. Mas antes de ficarmos reclamando do Estado ou da União, temos que fazer o nosso dever de casa. E para isso é necessário, vontade política, muita dedicação e planejamento.
Não é possível, por exemplo, que continuemos cometendo o crime de responsabilidade, renunciando receitas como fazem a maioria dos nossos municípios. Para se ter ideia, o município de Fátima, arrecadou de IPTU em 2014, menos de 20 mil reais. Menos da metade das unidades habitacionais da nossa cidade estavam cadastradas no setor de tributos. Essa arrecadação pode ser muito maior. Eu inclusive sou autor do projeto de lei que criou a campanha do IPTU PREMIADO que objetiva estimular a população a pagar o seu IPTU. Infelizmente essa lei não está sendo colocada em pratica, mas sei que ela contribuiria muito para ampliar a nossa arrecadação. Os nossos comerciantes fazem peregrinação para pagarem os seus alvarás de funcionamento. Poderíamos estar arrecadando bem mais com o processo de escrituração, seja através da obrigatoriedade de quitação do IPTU ou da Taxa de Reconhecimento de Domínio - TRD. Mas, parte significativa da população tem desistido de fazer a sua escrituração porque os gastos se elevam quando calculam os custos da contratação dos serviços de engenharia. Ora, porque não a prefeitura disponibilizar o seu engenheiro para fazer de forma gratuita esse serviços de engenharia para a população? Com isso, mais pessoas fariam a escritura da sua área e mais o município arrecadaria, nesse instante com a TRD, depois com o Imposto Sobre a Transmissão de Bem Imóvel – ITBI. Para ver que estamos dando pouca importância a nossa capacidade de arrecadação própria, basta lembrarmos que temos apenas um funcionário no setor de tributos da nossa prefeitura. Ou seja, controle de gastos, eficiência administrativa, ampliação de receitas através da arrecadação municipal, etc., são condições fundamentais, para junto com os repasses do Estado e da União, atender as demandas, estabelecendo prioridades, é claro, da população.  

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A mulher que venceu Lula e o Santander

Sinara estava certa e mostrou que conhece o Brasil e o governo Dilma (foto: Veja)
Numa reportagem de Naomi Matsui publicada e analisada no blog do jornalista  Augusto Nunes, de VEJA, acompanhamos a saga da analista do Santander, Sinara Polycarpo Figueiredo, demitida por ordem de Lula. O processo decretou, pela segunda vez, a derrota do ex-presdiente Luís Inácio Lula da Silva, e do banqueiro espanhol Emilio Botin. Veja o que diz Augusto Nunes:
Há duas semanas ─ um ano, cinco meses e vinte dias depois de perder por ordem de Lula o emprego no Santander ─, Sinara Polycarpo Figueiredo ganhou a segunda etapa da batalha judicial travada contra o banco que a demitiu. Neste 21 de janeiro, a juíza Cynthia Gomes Rosa, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, manteve a sentença expedida em agosto de 2015 pela juíza Lúcia Toledo Silva Pinto Rodrigues, que condenou a instituição financeira a pagar uma indenização de R$ 450 mil por danos morais causados à funcionária punida por ser honesta.
Ao recorrer da decisão em primeira instância, o Santander apenas adiou a consumação da derrota. Não há como inocentar o comando do banco, grita a reconstituição do monumento à subserviência que começou em 10 de julho de 2014, quando um documento produzido pela área chefiada por Sinara foi distribuído entre um grupo de clientes com renda mensal superior a R$ 10 mil. Na sentença, a juíza registrou que o texto limitou-se a  endossar “constatações uníssonas entre os analistas do mercado financeiro e nas diversas mídias independentes sobre investimentos”.
Um trecho do documento, por exemplo, registrou que “a economia brasileira continua apresentando baixo crescimento, inflação alta e déficit em conta corrente”. Linhas adiante, o diagnóstico nada empolgante preveniu que a paisagem ficava mais sombria sempre que Dilma subia nas pesquisas.  Passados dezoito meses, a releitura da análise atesta que se tratou de um caso exemplar de excesso de timidez. As coisas estavam muito piores. E já se tornara inevitável o naufrágio consumado em 2015.
Para Lula, numa campanha eleitoral só é crime perder a eleição. O resto pode. Era previsível que fingisse enxergar num papelório inofensivo a prova material de que até bancos estrangeiros estavam envolvidos na conspiração urdida para encerrar a supremacia do PT. A ofensiva contra o diagnóstico do Santander começou assim que trechos do documento chegaram à imprensa. E atingiu o climax com o ataque em pinça executado por Dilma e Lula em 28 de julho de 2014.
Numa sabatina na Folha, transmitida pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, Dilma puxou o trabuco do coldre: “Sempre que especularam não se deram bem”, apertou o gatilho ao responder a uma pergunta sobre a análise do Santander. “Acho inadmissível um país que está entre as maiores economias aceitar qualquer interferência externa. A pessoa que escreveu a mensagem fez isso sim, e isso é lamentável, é inadmissível”. Os disparos precipitaram a entrada no saloon de Lula, o pistoleiro que primeiro atira e depois pergunta. Quando pergunta.
No mesmo dia, num encontro noturno organizado pela CUT em Guarulhos, Lula acionou o tresoitão. No vídeo, andando de um lado para o outro, o copo até aqui de cólera começa o numerito cobrando gratidão do banco presidido pelo amigo Emílio Botín. “Não tem lugar no mundo onde o Santander esteja ganhando mais dinheiro que no Brasil”, rosna o animador de comício. Em seguida, recorda conversas e episódios que reduziram o banqueiro espanhol a um bajulador grávido de admiração pelo Lincoln de galinheiro. Por isso mesmo merecia o benefício da dúvida, informa a continuação do palavrório repulsivo.
“Ô Botín, é o seguinte, querido: olha, eu tenho consciência que não foi você que falô”, concede Lula na abertura do mais sórdido momento de uma trajetória repleta de infâmias: o antigo líder sindicalista vai ordenar ao dono do Santander que demita uma trabalhadora cujo único pecado fora contar a verdade aos clientes. “Mas essa moça tua que falô, ô, essa moça não entende porra nenhuma de Brasil e não entende nada de governo Dilma. Me desculpe… Mantê… mantê uma mulher dessa num cargo de chefia é, sinceramente… Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim que eu sei como é que eu falo”.
Assim se fez. Dois dias depois de formulada a exigência, Sinara foi demitida com outras duas pessoas de sua equipe. “Enviamos uma carta à presidente”, rastejou Botín em 30 de julho. “A pessoa tinha que ser demitida porque fez coisa errada”. O banqueiro espanhol não viveu para festejar a reeleição de Dilma. Morreu em setembro, um mês antes de completar 28 anos no cargo. Substituído pela filha e herdeira Ana Botín, o campeão da sabujice escapou de ler as considerações incluídas na sentença exarada em primeira instância e agora ratificada pelo Tribunal Regional do Trabalho.
A juíza Lúcia Toledo Silva Pinto Rodrigues entendeu que o banco maculou a carreira profissional de Sinara ao retratar-se publicamente pelo ocorrido. Concluiu, também, que o Santander foi longe demais ao agachar-se diante de Lula. Confira um trecho da sentença:
“O Banco reclamado foi sim submisso às forças políticas ao demitir a reclamante. Somente demonstrou a parcialidade da instituição em atender os interesses políticos que estavam em jogo na época por conta da eleição e a falta de comprometimento perante seus clientes investidores que, se acreditassem na assertiva de que a economia seguiria a ‘bem-sucedida trajetória de desenvolvimento’, fatalmente amargariam prejuízos financeiros, dada a retração da economia e a desvalorização do nosso câmbio e dos ativos negociados na bolsa de valores”. 
Nesta primeira semana de fevereiro, o documento que resultou na degola da analista foi transformado num monumento ao otimismo pelas apavorantes dimensões da crise econômica. Isolada em seu labirinto, Dilma Rousseff luta para adiar o enterro em cova rasa. Emilio Botín é só um quadro nas paredes do Santander. Lula, enredado em maracutaias urbanas e rurais, caminha para a morte política. Apenas Sinara está liberada para divertir-se no Carnaval. Ela derrotou seus algozes."

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Por que Genildo Reis renunciou?

Genildo Reis dá lugar a Eulina (foto Facebook)
O vereador Genildo Reis, de Ribeira do Amparo, renunciou ao cargo de presidente da Câmara Municipal da Ribeira. Quem agora administrará o Legislativo será a vereadora Eulina Amorim, do PT. A grande pergunta é: Por quê? Conversando agora a noite com o Landisvalth Blog, Genildo Reis disse que não se trata de problema de saúde, nem de acordo político. “Eu quis dar uma oportunidade a uma companheira. Acho que ela também fará um bom trabalho. Só isso!”
Genildo, que é do PV, está de malas prontas para a Rede Sustentabilidade, aguardando apenas a janela em março. Mas ele também confessa que não pôde realizar tudo o que quis. “Na verdade, eu queria construir o prédio da Câmara Municipal. Cheguei até a juntar parte do dinheiro, mas esbarrei na burocracia e na politicagem. Tudo deveria ser autorizado pela prefeita. Como rejeitamos as contas dela e sepultamos a possibilidade da sua reeleição, ela queria usar isso como moeda de troca. Foi aí que comprei o carro e alguns equipamentos para a casa. O sonho foi adiado.”
Agora Genildo vai costurar a possibilidade de vitória da oposição. Ele confirma que também é candidato por fora, mas se houver união em torno dos nomes de Germano e Rocha, ele fecha também e vai lutar para eleição de nomes da Rede para a vereança. No mais, Genildo espera que a colega Eulina Amorim faça um bom trabalho e que consiga contornar os intermináveis problemas da política de Ribeira do Amparo.
Missa de Dona Vanda
A Igreja Matriz ficou pequena para Missa de 7º Dia de Dona Vanda
A família de Dona Vanda pode se orgulhar. Faltou espaço para tanta gente na igreja do Sagrado Coração de Jesus. A missa de 7º Dia pelo falecimento da ex-vice-prefeita da cidade foi muito concorrida. Padre João Maranduba disse que a presença daquele povo todo era o reconhecimento do bom que Dona Vanda fez em vida. Agora, ela já vivia em vida eterna, embora fizesse falta no cantinho da igreja que sempre ocupou nas missas. Várias homenagens foram lidas, uma inclusive deste professor e do ex-prefeito Zé do Sertão. Dr. Gabriel Fontes, neto de Dona Vanda, agradeceu a todos pelos pesares, pelas orações e pelas presenças no velório, no enterro e na missa.
Esqueceram de mim
Quem foi completamente esquecido foi o vereador Claudivan. Não seria ele que assumiria agora em 2016 a presidência da Câmara? Fontes confirmam que o acordo foi feito, mas nem mesmo o vereador acredita que aconteceria. E até que foi bom. Já imaginou os pepinos que Giomar Evangelista está deixando? É melhor ficar onde está, Claudivan!
Pepinos
Dois pepinos do vereador Giomar Evangelista. O primeiro é que ele publicou licitação em pleno recesso, coisa absolutamente infantil. Os oito dias úteis não podem correr neste período. Outro pepino foi fazer um aditivo três dias após o contrato estar vencido. Que Giomar tem um parafuso contábil folgado todo mundo sabe, mas o que está fazendo o pessoal da contabilidade, pagos com gordos recursos do povo de Heliópolis? Estão conspirando contra Giomar ou ele é teimoso mesmo?
O caso Ana Dalva
Talvez Giomar seja mesmo teimoso. Acreditem, ele ainda não cumpriu a determinação judicial de pagar a Ana Dalva. Pelo menos totalmente. É que ele só pagou o mês de janeiro de 2016 e ainda não deu pistas de quando pagará o atrasado. Alguém pode ter aconselhado a ele entrar com um embargo alegando falta de recursos para cumprir o que manda a Lei. É pura teimosia. É recurso protelatório. Só vai aumentar o sangramento. Vai ter que pagar tudo e saborear a máxima de que lei existe para ser cumprida e isto também serve para os presidentes. Quem lamenta são os credores da vereadora. Vão ter que esperar um pouco mais.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Cadê o posto eleitoral de Heliópolis?

Completará no próximo dia 24 de fevereiro 1 ano da postagem aqui neste blog afirmando que o problema da transferência do município de Heliópolis da zona eleitoral de Cícero Dantas para a de Ribeira do Pombal havia sido resolvido a contento. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Desembargador Lourival Almeida Trindade, encontrou uma solução que agradou a todos. Heliópolis passaria a ter um Posto de Atendimento da Justiça Eleitoral na cidade. Os deslocamentos dos eleitores para o cartório acanhado e sobrecarregado da cidade de Cícero Dantas havia acabado. Um ano depois, tirar Título Eleitoral em Ribeira do Pombal virou um inferno. O TRE não cumpriu com o que prometeu.
A decisão foi tomada numa audiência de uma segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015, no TRE – Tribunal Regional Eleitoral – em Salvador. Compareceram ao evento os vereadores Giomar Evangelista, Ana Dalva Batista Reis, Doriedson Oliveira, Zeic Andrade, Ronaldo Santana, Valdelício Dantas da Gama, Claudivan Alves e José Mendonça Dantas. Também marcaram presença o secretário de administração e finanças de Heliópolis Beto Fonseca, o vice-prefeito Gama Neves, o advogado da câmara municipal Dr. Gabriel Fontes, o deputado estadual Sandro Régis e o deputado Federal José Carlos Aleluia. Todos foram enganados. Mas mais enganados ainda estão sendo as pessoas que se deslocam 45 quilômetros para ter o direito de exercer a sua cidadania. 
O desembargador Lourival Trindade fez ver aos políticos da oposição e situação que não havia outra solução naquele momento a tomar. Cabia então ao prefeito ceder os funcionários e o local para implantação do posto. Esta parte o prefeito Ildinho já providenciou. Até uma funcionária cedida pela prefeitura já trabalha no fórum em Ribeira do Pombal. Já há também o local onde funcionaria o posto eleitoral. Entretanto, o que vivenciamos hoje é um dia só em Pombal para atendimento exclusivo dos eleitores de Heliópolis, terça-feira, e apenas 35 senhas. Resultado, filas e mais filas. Já há pessoas saindo de Heliópolis na segunda-feira 10 horas da noite para conseguir fazer o seu registro eleitoral ou transferência.  Heliópolis hoje é da 110ª Zona Eleitoral de Ribeira do Pombal, e deixou de se atormentar numa distância de 25 quilômetros para sofrer numa de 45. É muito sofrimento!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A visita de Rui Costa II: Nada de concurso em 2016

Rui Costa anuncia que a Bahia não terá concurso em 2016
Em mais uma postagem sobre a visita feita pelo governador Rui Costa a Heliópolis, vamos aqui de uma notícia não muito agradável para a nossa educação. Embora tenha afirmado que não mais contratará servidores pelo regime PST – Prestação de Serviço Temporário, o governador Rui Costa deixou claro que não fará concurso para seleção de professores este ano. A afirmação foi feita após uma pergunta deste professor/blogueiro e Rui Costa deu razões técnicas para isto. As vagas existentes serão preenchidas com seleção pelo REDA.
Segundo informou o governador ao Landisvalth Blog, quando visitou o Colégio Estadual José Dantas de Souza, o Estado da Bahia ultrapassou o chamado limite prudencial da folha de pagamentos. Os percentuais giravam em torno dos 44%, mas as contas em 2015 podem revelar um percentual de 48%. Isto significa que foi ultrapassado o limite de 46%, o que impede a Bahia de realizar concurso público.
Rui Costa anunciou o concurso para 2015, inclusive não gostou quando o secretário de educação, prof. Osvaldo Barreto, falou que seria em 2016. Ambos estavam equivocados. A probabilidade, segundo o próprio Rui Costa, é que haja aumento de receita para que não se viole a Lei de Responsabilidade Fiscal. Numa análise bem otimista, concurso só em 2017. Para quem deseja uma melhoria considerável na educação, esta notícia não ajuda em nada.
CEJDS
Os alunos detalharam os problemas do CEJDS
Quem ficou bem na fita foi o Colégio Estadual José Dantas de Souza. Rui Costa ficou exatos 65 minutos na instituição. Olhou tudo, até as instalações sanitárias. Ele foi recebido e acompanhado pela diretora, professora Rivanda Nascimento, pelos vices Gilberto Jacó e Landisvalth Lima. Mas os que mais falaram foram os estudantes. Tiveram a oportunidade de ouro de colocarem os problemas enfrentados pela escola, a 147ª visitada pelo governador desde sua posse. Kemilly, Laura Batista, Euller, Karen e Kainan formaram o pelotão de frente, com Kemilly como rainha da bateria.
Calçamento
A primeira coisa que foi confirmada pelo governador foi o calçamento da rua em frete ao CEJDS. Os alunos se queixaram do lamaçal em épocas de chuvas na Francisca Alves e o governador pediu ao Prefeito Ildinho que acrescentasse a rua na lista de calçamentos. Um aditivo resolveria o problema. Agora vai.
Transporte Escolar
O governador percebeu que o turno da tarde não tem mais como colocar alunos e pediu a redistribuição nos outros turnos. Para isso, haverá necessidade de transporte escola para, pelo menos, mais um turno. Para isto, o estado estará mandando mais um ônibus para a frota da prefeitura. A direção prefere no turno noturno, para dar oportunidade aos moradores dos povoados a chance de concluir seus estudos.
Preservação
O governador pediu o empenho da comunidade escolar para preservar a escola. “Não adianta consertarmos se não for para preservar. O que for desgaste do tempo ou falha de construção temos que corrigir, mas e os riscos nas paredes, as carteiras quebradas? ”. Rui Costa pediu ajuda aos estudantes, professores, pais e funcionários. Deixou claro que aquilo tudo era de todos. A preservação ajuda a economizar e o dinheiro que sobra pode ser aplicado em outras coisas mais imediatas.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Heliópolis dá adeus a Dona Vanda

Na Missa de Corpo Presente, Dona Vanda foi chamada de Rainha
Foi uma longa e merecida homenagem com o gosto desejoso do infinito. Heliópolis se despediu na tarde desta sexta-feira (29) da mulher que mais influenciou o comportamento político e social deste rincão. Evanilde Ribeiro de Souza Fontes herdou de José Dantas de Souza o apego à política, sem nunca ter deixado de ser mãe, avó e bisavó. Tinha 75 anos e um desejo infinito de ser protagonista, sem mostrar vaidade por isso. Numa terra de patriarcas, ela nunca quis ser matriarca, mas, por circunstância da vida, foi sem nunca ter querido ser. Elegante, sempre otimista, nunca guardava ódio. Quando alçada ao cargo de vice-prefeita, foi preterida pelo grupo, um pouco por ser mulher, outro tanto por saber que todos estavam no caminho errado. O tempo deu razão a Dona Vanda.
A Avenida 7 de Setembro ficou pequena para o cortejo
E foi por tudo isso que uma multidão compareceu ao velório e ao sepultamento. As homenagens começaram a partir da Missa de Corpo presente na casa de Ivan Fontes, um dos seus filhos. O padre João Maranduba disse que havia morrido uma parte da história de Heliópolis e a chamou de Rainha. Após o ato religioso, em marcha fúnebre, o cortejo seguiu para a Câmara Municipal de Heliópolis onde o público pode se despedir de Vanda, da Madrinha Vanda ou de Dona Vanda. Usando a palavra, o Vice-Prefeito de Heliópolis, Gama Neves, fez um histórico da família e da sua importância para a formação de Heliópolis e da região. O ex-prefeito Zé do Sertão, aliado e outrora adversário político de Dona Vanda, fez um pronunciamento emocionado. Dr. Gabriel, neto da falecida, leu consternado uma mensagem da neta Lícia, que está em Londres, Inglaterra, em intercâmbio de estudos. O presidente da câmara aproveitou para anunciar que nomeará o Plenário da casa com o nome da ex-vice-prefeita. Também Suellen e Jane fizeram homenagens. 
O público prestou sua última homenagem a Dona Vanda
Da Câmara Municipal, o corpo fez seu último trajeto, seguindo em direção à Igreja do Sagrado Coração de Jesus e sepultado no cemitério local por volta das 17 horas e 30 minutos. Várias autoridades marcaram presença como o prefeito Ildinho, o secretário Beto Fonseca, a vereadora Ana Dalva, Ronaldo Santana, Claudivan Alves e tantos outros. Evanilde Ribeiro de Souza Fontes, ou simplesmente Dona Vanda, deixou um grande legado, que não pode ser medido pela régua dos valores monetários. O legado envolve honra, caráter, amor ao próximo e o encaramento da vida como algo simples e encantador.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Dona Vanda morreu!

O último ato político de Dona Vanda foi assistir ao discurso do governador Rui Costa
Ela tinha 75 anos e já foi vice-prefeita de Heliópolis por duas vezes.
A ex-vice-prefeita de Heliópolis na administração Aroaldo Barbosa, Evanilde Ribeiro de Souza, conhecida por Dona Vanda, faleceu esta noite. Ela era filha do maior lutador pela emancipação política de Heliópolis, José Dantas de Souza, o Nozinho, que foi prefeito de Ribeira do Amparo, município mãe de Heliópolis. Dona Vanda disputou a prefeitura municipal por duas oportunidades e não conseguiu seu intento de administrar o município que seu pai emancipou. Num acordo político com a oposição, elegeu-se vice-prefeita por duas vezes, em 1996 e 2000. Em seguida abandonou a política como disputa, mas nunca rompeu com ela definitivamente. Na visita do governador Rui Costa a Heliópolis, lá estava ela no meio do povo, lúcida, tranquila, olhando para tudo com sua visão serena de esperança. Sem saber, estava a dois dias de nos deixar.
A vereadora Ana Dalva, que passou a notícia inicial a este blog, ficou chocada. Eram colegas de academia e estava em plena saúde, apesar dos seus 75 anos. Nesta quinta-feira, Dona Vanda passou mal, foi atendida no posto médico de Heliópolis e levada às pressas para Ribeira do Pombal, Hospital Santa Tereza. Lá não resistiu a um ataque cardíaco e veio a falecer por volta das 21 horas. Ela era viúva de Antônio Fontes, ou Tonho de Vanda, e deixa quatro filhos: Isabel Fontes, Marcos Fontes, Ivan Fontes e José Dantas. O corpo está sendo velado na casa do filho Ivan, localizada na Praça que leva o nome do pai da ex-vice-prefeita, em frente à Prefeitura Municipal. O sepultamento será a partir das 15 horas desta sexta-feira (29).

A visita de Rui Costa I: A história

Rui Costa ao lado de Ildinho na Cajazeiras
Agora que passou todo o processo do antes, do durante e do depois, é possível fazer um apanhado melhor do que foi a visita do governador Rui Costa ao município de Heliópolis no dia 26 de janeiro deste ano. Neste artigo, faremos um raio X detalhado da vinda do governador que, para o povo do Estado da Bahia, foi mais uma visita com uma série de inaugurações. Para o povo de Heliópolis foi uma das três mais importantes que um chefe de estado já fez a nosso município.
Antes da chegada do governador, por volta das 8 horas, o prefeito Ildefonso Andrade Fonseca, o Ildinho, acompanhado de autoridades municipais e do deputado federal José Nunes, entregou ao povoado da Serra dos Correias uma quadra poliesportiva coberta e com vestiário, investimento de 510 mil com recursos do FNDE, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O prefeito e sua comitiva seguiram para o povoado Cajazeiras onde o governador pousaria para inaugurar uma série de outras obras.
Chegada do helicóptero à cajazeiras
Rui Costa chegou de helicóptero num pouso às 9 horas 40 minutos, no campo de futebol do povoado Cajazeiras. Estava atrasado apenas 20 minutos. Ildinho, acompanhado de várias autoridades e de uma multidão, foi receber Rui Costa e o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo. Como o campo fica ao lado da quadra poliesportiva, esta foi a primeira a ser inaugurada, Quem ainda não conhecia a estrutura ficou pasmado. Um senhor chegou até a dizer: “Mas uma obra dessas aqui! Na Cajazeiras? Não tem uma dessas na cidade de Heliópolis!”. Era verdade, mas um outro retrucou: “Deveríamos ter uma dessas em todos os povoados de Heliópolis!”.
Enquanto isso, Ildinho, Rui Costa e Marcelo Nilo tentavam fazer gol na quadra nova. Conseguiram. A goleira foi generosa. José Nunes, Beto Fonseca e outros resolveram não arriscar. Da quadra coberta, com vestiário, mais um investimento 510 mil reais do FNDE, seguiram para a praça do povoado que agora foi batizada como José Vital da Silva, uma justa homenagem a Zezito da Cajazeiras. A esposa, dona Rosália, não resistiu à emoção e caiu em lágrimas diante do prefeito e do governador. O investimento total foi de 188 mil reais. Cajazeiras precisou esperar 30 anos para receber duas obras que deixam a comunidade cheia de orgulho.
Rui Costa com Ana Dalva, a equipe de saúde e Zé do Sertão
Do povoado, o prefeito e o governador seguem em comitiva para o bairro Santos Dumont, na sede. Lá foram recebidos pela secretária de saúde, vereadora Ana Dalva, pelo médico Dr. Adriano e toda a equipe de saúde da Unidade Básica do Santos Dumont. O investimento é de exatos 200 mil reais, com farmácia, ambulatório, administração e capacidade para realizar atendimentos de odontologia e clínica geral, além da equipe de enfermagem que atende no posto. O bairro mais carente da cidade já começa a ter investimentos necessários, mas é só o começo. Ainda há muito a se fazer pela comunidade.
Antes do governador seguir para o centro da cidade, a vereadora Ana Dalva pediu que o governador fizesse a doação ao município do prédio e do terreno da EBDA, que está desativada, para a construção da Praça do Estudante. Antes mesmo de chegar ao local onde estava o palanque, Rui Costa foi, acompanhado pelo prefeito, olhar o local e fez um sinal de positivo ao Ildinho aprovando a ideia. Agora é só preparar o projeto. Foi Ildinho quem nomeou como Praça do Estudante, por ficar ao lado do Colégio Estadual José Dantas de Souza, a poucos metros da Creche e do Colégio Waldir Pires.  
Rui e Ildinho num positivo para este blog
Em palanque armado na avenida Helvécio Pereira de Santana, no largo da Emancipação, a comitiva governamental chegou e lá várias pessoas usaram a palavra, depois da apresentação da Banda Musimarcial do município. No palanque havia políticos do grupo do prefeito, alguns do oposição, prefeitos e vereadores de toda região. Muitos aproveitaram para entregar pedidos e dar ideias. Usou a palavra a deputada Fátima Nunes, vaiada porque ousou falar em nomes dos opositores do prefeito. Também falaram o deputado federal José Nunes e o quase eterno presidente da Assembleia, Marcelo Nilo. O prefeito Ildefonso Andrade Fonseca seria o penúltimo a falar, mas, depois de umas poucas palavras, quebrou o protocolo, pediu desculpas ao governador, mas disse que seu filho, Beto Fonseca, é quem falaria por ele. E Beto não decepcionou nos agradecimentos àqueles que contribuíram para a inauguração das dez obras. Enquanto isso, a multidão não se cansava de aplaudir e isso continuou quando o governador Rui Costa usou a palavra.
Rui discursa ao lado do deputado José Nunes
Além de chamar atenção para as obras, as quadras poliesportivas da Cajazeiras e da Serra dos Correia, a pavimentação asfáltica, e em paralelepípedo, de diversas ruas e avenidas, que somam, juntas, mais de R$1,2 milhão. Rui Costa distribuiu 57 títulos de domínio aos agricultores de seis municípios da região, somando investimento da ordem de R$ 44,2 mil. Para o governador, todas as mudanças promovem melhoria na qualidade de vida da população de Heliópolis. "A lista de investimentos que estamos entregando aqui hoje não é pequena. São duas quadras, ruas pavimentadas, unidade de saúde. Juntos, esses investimentos, com recursos do Governo do Estado e da prefeitura, além de obras em andamento, somam quase R$ 4 milhões. Nada vence o trabalho e continuaremos trabalhando pelo povo humilde”, afirmou Rui Costa.
Rui Costa e Beto Fonseca no CEJDS
Segundo o governador, já existem, no município de Heliópolis, obras em andamento sob a responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e, após inauguração, será assinado um convênio para fazer o restante da pavimentação. “Meu compromisso é continuar investindo e estamos montando consórcio de saúde que também chegará aqui nessa região". Um dos momentos mais importantes do discurso de Rui Costa foi pedir ajuda ao povo. Para ele, não adianta o governo fazer as obras se elas são danificadas ou subaproveitadas; não adianta colocar policias na rua se as pessoas não se educam.

Rui Costa com alunos, professores e equipe diretiva do CEJDS
Depois de posar para várias fotos e atender pacientemente políticos e pessoas, Rui Costa foi visitar o Colégio Estadual José Dantas de Souza. O CEJDS é a 147ª escola a ser visitada pelo governador. A ideia é aproximar o trabalho do Governo do Estado da realidade das escolas e lá foi recebido pelos professores Rivanda Nascimento, Gilberto Jacó e Landisvalth Lima, que formam o novo corpo diretivo da instituição, além do novo diretor da NRE-17, prof. Paulo Nery. O governador visitou todos os cômodos da escola e viu a realidade bem de perto. Também conversou com estudantes, entregou dez computadores, autorizou ao prefeito Ildinho o calçamento da frente do colégio e determinou providências para atender as necessidades do colégio antes do início das aulas. Foi uma visita importantíssima, não só pelas dez obras que inaugurou como pela nova visão de um governante à frente do Estado. Mas isso já é assunto para uma outra postagem.
Para ver mais fotos do evento, dê um clique AQUI

Rui Costa em Heliópolis