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Exposição “Universo Feminino – Singular e Plural” Completa sete anos e segue até 31 de março

"Bagagem" fotografia vencedora do "Universo Feminino - Singular e Plural", de Élbio Gonçalves. A 7ª Edição da Expo...

Novidade

domingo, 17 de março de 2019

Exposição “Universo Feminino – Singular e Plural” Completa sete anos e segue até 31 de março

"Bagagem" fotografia vencedora do "Universo Feminino - Singular e Plural", de Élbio Gonçalves.

A 7ª Edição da Exposição fotográfica coletiva “Universo Feminino – Singular e Plural” que promove olhares diversos para o mundo da mulher, inaugurou na última quinta-feira, dia 14 e segue até o dia 31, no Boulevard Shopping Camaçari.
A mostra é composta por 30 imagens de diversas origens, foram 3 países, 10 estados, 9 capitais e outras 12 cidades, escolhidas entre as 200 fotos inscritas no concurso produzidas por 70 participantes, divididos em 32 fotógrafos e 38 fotografas, de onde foram selecionadas as 30 fotos que compõe a exposição. 
A exposição é uma homenagem do Clube de Arte Fotográfica Camaçari - CAFC no mês de comemoração a mulher, ilustrando o “Universo Feminino” de forma “Singular e Plural” buscando estimular a reflexão sobre o feminino na sociedade atual. Ilustrar a importância desta presença e expressar ações neste sentido, através da fotografia.
Inspirados no “Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 5” que tem a finalidade de “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”, foi solicitado aos participantes que a partir dessa orientação ilustrassem o tema proposto “A Presença Feminina, suas singularidades e pluralidades. ”. O concurso e a exposição tem sua realização fundamentada no financiamento coletivo (Crowdfunding) através da plataforma Kickante.
A organização faz questão de agradecer aos que compreenderam que juntos são mais fortes, não menos importante e também merecedores de gratidão, a comissão julgadora que teve a difícil tarefa de escolher as imagens que compõem a exposição, a Daniele Rodrigues - jornalista, fotógrafa e campeã do Universo Feminino de 2015, Cida Cerqueira - blogueira e ativista de causas sociais, Tais Araújo - jornalista, blogueira e fotógrafa amadora, parceira do CAFC e Michel Dória - publicitário, designer, fotógrafo e fundador do CAFC.  O apoio foi da CONFOTO - Confederação Brasileira de Fotografia, Objetiva Laboratório Digital, Alma Fine Art & Galeria, Contrato e do Boulevard Shopping Camaçari.
A Exposição está também na web, tanto no site do evento, quanto na página do facebook. Link:https://singulareplural.wixsite.com/2019.

Lista dos Premiados

Elbio Gonçalves (1º Colocado)
Londrina, Paraná, Brasil
Natural de São José do Rio Preto, em São Paulo, atualmente mora em Londrina-PR. É membro do Foto Clube de Londrina e pratica fotografia voltada para a expressão artística.
Título da Foto: Bagagem (no início desta reportagem)
Descrição da Foto: Fotografia mostra a força da mulher que carrega seu filho nas costas com alegria e um sorriso

Marcia Marchetto (2ª Colocada)
Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil
Fotógrafa amadora pertencente ao Clube do fotógrafo de Caxias do Sul. Realizou 4 exposições individuais e participou de 7 exposições coletivas.
Título da Foto: No more Frog
Descrição da Foto: Mulher expelindo um sapo pela boca. Direito a falar e não calar

Leticia Zica (3ª Colocada)
Paris, França
Letícia Zica cresceu na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, e atualmente vive em Paris, França. Seu trabalho fotográfico consiste em autorretratos e um baseia-se em um largo estudo sobre o corpo feminino. Cursa fotografia na renomada universidade Paris 8, e segue seus caminhos por meio da fotografia em preto e branco.
Título da Foto: Flowered Darkness
Descrição da Foto: "Walter Benjamin insistia que a fotografia preserva de maneira tanto mais intensa do que a pintura a questão a respeito da pessoa retratada. No trabalho de Letícia Zica, quem se dispõe aos nossos olhos é a própria artista, que fez a si mesma de objeto de sua obra. Estamos diante de uma auto ficção fundada nessa conhecida experiência criativa e de grande pureza: um eu criador que se faz criatura. Mas essa experiência não se esgota na técnica do autorretrato. Toda a figuração de Flowered Darkness convida à experiência mística-mítica de uma criação. Do mais denso negro, surge um corpo, levemente inclinado, de ombros encolhidos, cabeça reclinada e lábios entreabertos. Como se emergisse do Nada, o corpo parece se doar ao mundo, mas em especial ao observador, ora convidado a uma experiência de sensibilidade singular. Essa é a experiência do feminino, não apenas evidenciada pelo corpo nu figurado, mas pela composição de gestos e pelo simbolismo das flores. E se o arquétipo feminino remete às ideias de doação e vulnerabilidade, no gesto de criação essas são suas forças, a oferta de algo novo e belo. Finalmente, o olhar em flores, como se fosse a alma anunciando sua naturalidade, pede em retorno a mesma contemplação. Diferente da Górgona, que com seu fatal olhar transforma homens em pedra, este olhar em flores restaura a vida, repondo uma experiência de doação, sensibilidade e beleza. Flowered Darkness: a Anti-Medusa. (Texto escrito por Diego Ramos).

Não se esqueça:
Exposição fotográfica “Universo Feminino – Singular e Plural”
Data: 14 a 31 de março
Local: Boulevard Shopping Camaçari
Ingresso: Entrada gratuita

sábado, 16 de março de 2019

Poucas & Boas 2019.3

Ainda não será o fim
As vítimas do massacre de Suzano não serão as últimas. O Brasil está doente! (foto-montagem: G1)
Quem leu alguma coisa nos jornais ou sites, redes sociais, ou parou diante de uma TV ou rádio, teve a sensação de que a raça humana está chegando ao seu fim. Ouso discordar desta sensação tão comum em tempos sombrios. É que ainda não chegamos ao fundo do poço. Também estamos muito longe de uma terceira guerra mundial, embora saiba que os conflitos que pipocam no mundo inteiro, juntos, geram vítimas em maior quantidade que conflitos mundiais. Calma, gente. Ainda não será o fim. Teremos que piorar muito para que o ser humano perceba o coletivo como algo bem mais importante que o individual.
Exemplos não faltam I
Para apimentar o ambiente de ódio e ajudar a aumentar a sensação de descrédito no país, dois grupos poderosos se revezam num festival de provocações que assola o país. Começo pelo consagrado ator de Tropa de Elite. Wagner Moura chamou membros da direita brasileira de agressivos e medíocres. Não contente, disse que quem ganhou as eleições no Brasil foi a “mamadeira de piroca”. Afirmações como estas, vindas de um artista de fama internacional, formador de opinião pública, acabam por contaminar ainda mais de ódio um ambiente em constante estado de guerra. Daí para um assassinato é um pulo.
Exemplos não faltam II
E para aqueles que estão acostumados ao embate dicotômico, que só enxergam dois lados, também o nosso governo bolsonariano vem pisando na bola. O presidente não consegue largar o palanque. Seus filhos e seguidores continuam espalhando falso moralismo nas redes sociais. Aquele vídeo do carnaval foi uma canelada, mas o que é mesmo lamentável é a discussão rasteira sobre a reforma da previdência. Um assunto de vital importância para o Brasil ganha nas redes sociais o tratamento equiparado a uma mera discussão de bonecos controlados por ventríloquos. E que me desculpem os bonecos pela vil comparação.
Tempos de cólera
Já disse que esta coisa de esquerda e direita no Brasil é uma dupla farsa. Seria melhor classificar estes grupos de aproveitadores travestidos de esquerda ou direita. Querem o poder para sugar o estado. E, para continuarem em evidência, semeiam o ódio. Apimentam o discurso com fundamentalismo do nós contra eles. Bolsonaristas e Petistas, alimentados por satélites, difundem o ódio 24 horas por dia. Qualquer fato, qualquer espirro, qualquer cena, tudo vira motivo para uma guerra verbal. E mentem! Meu Deus, como mentem em tempos de cólera!
Decadência suprema
O fundamentalismo divisionista também chegou ao poder judiciário. A Suprema Corte brasileira – o STF – virou uma queda de braço entre os que querem reformar o país e os que se acomodaram ao que sempre foi assim. Parece que, para alguns, nós não devemos nos adaptar às leis, mas elas é que existem para justificar os fatos, ao bel prazer de uns e de outros. Afinal, brechas são criadas para tal e novas leis são forjadas todos os dias para satisfazer uma poderosa elite, de supostos esquerdistas ou direitistas, que se alimentam do estado. O STF pode sim um dia ser orgulho deste país, como hoje é a Lava Jato, mas demorará muito. Velhas cabeças, comprometidas com velhos vícios, jamais perceberão que caminham ladeira à baixo. O ministro Barroso resumiu bem a situação: “Todo mundo sabe o que está acontecendo aqui.” E sabemos onde isso vai dar, Ministro.
O limite do absurdo!
A sociedade está tão doente que já não sabemos mais o limite das coisas mais absurdas. Confesso que tenho medo de achar que ainda não vi tudo. Além de juízes corruptos, professores contra a ética e a moralidade, religiosos pedófilos, famílias devastadas pela busca de prazeres, pais que não enxergam os erros dos filhos, crianças sendo usadas na prostituição... Todos os limites inimagináveis já foram ultrapassados. Nenhum deles, entretanto, supera o que li na internet, num destes portais que aplaudem o que os garotos de Suzano fizeram na escola Raul Brasil. O texto esculacha nosso país. Diz que é um país de merda porque nem matar direito consegue. Enquanto na Nova Zelândia aquele australiano fez 49 vítimas, a dupla brasileira fez só oito e ainda não teve coragem de enfrentar a sociedade.
Antagonismo oportunista
O antagonismo entre PT e PSDB ou entre Bolsonaristas e Petistas é puro oportunismo. Na hora da defesa dos seus interesses, os opostos se atraem. Sem nenhuma cerimônia, PT e PSDB se uniram para a eleição do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Aliaram-se para reeleger o tucano Cauê Macris, da ala do governador paulista. Petistas e Bolsonaristas se engalfinham nas redes sociais. Quando se ouve a pergunta “quem mandou matar Marielle?”, o dedo aponta para uma suposta direita; já quando se escuta “quem mandou matar Bolsonaro?”, o dedo segue na direção da suposta esquerda. Entretanto, ambos se unem quando o assunto é Rede Globo ou imprensa nacional. São contra porque dizem agredir a democracia brasileira.
É devagar, devagarinho...
Que me perdoe o governador Rui Costa com o seu “Papo correria”, mas o estado da Bahia anda devagar, devagarinho, quase parando. Até o fechamento desta edição, lá se vão 40 dias para se fazer um reparo no telhado do Colégio Estadual José Dantas de Souza – CEJDS, em Heliópolis. Toda parte documental foi feita no tempo adequado. Os funcionários da escola, os representantes do NTE 17 e o setor de engenharia da SEC foram hábeis e corretíssimos, mas... O estado se arrasta. Não há mais a quem apelar. Resta esperar. Ainda bem que também contamos com a presteza da Prefeitura Municipal de Heliópolis. Não fosse isso, estaríamos com 630 alunos sem aulas. O governador é correria, mas o estado é uma gorda e lenta tartaruga.  

quarta-feira, 6 de março de 2019

Tudo pronto! Aulas do CEJDS começam nesta quinta-feira

Escoramento e isolamento devidamente feitos (foto: Landisvalth Lima)
     A direção do Colégio Estadual José Dantas de Souza - CEJDS - comunica a toda sua comunidade escolar que o cronograma estabelecido na Assembleia Geral foi fielmente cumprido. Nesta Quarta-feira de Cinzas, servidores da Prefeitura Municipal de Heliópolis concluíram os escoramentos e isolamento da área afetada pelo problema no telhado. As aulas começam, de fato, nesta quinta-feira, dia 7 de março. A direção do colégio agradece mais uma vez o socorro dado pela Prefeitura, louvando os trabalhadores, Fabinho do Bar e o secretário municipal de educação, prof. Dênis Correia.
     Entrega de Certificados
     O professor  Gilberto Jacó, diretor do CEJDS, comunica que a entrega dos certificados dos alunos que concluíram o ensino médio em 2018 será dia 12 de março, terça-feira. O problema é que houve um atraso na impressão dos certificados, forçando o adiamento da solenidade de entrega. O evento acontecerá a partir das 15 horas, na própria escola. 

Tia Dejinha foi ao Pedrão

Tia Dejinha (de cajado), Ana Dalva e Perolina em busca dos antepassados (foto: Landisvalth Lima)

Há muito tempo eu tinha prometido a minha tia que faríamos uma viagem ao município de Pedrão, localizado na região de Feira de Santana. Motivos não faltavam, mas o principal era que ela nos passava a ideia de que já está muito velha e precisava tentar rever seus antepassados. Maria Djanira Santos da Anunciação, carinhosamente chamada pelos inúmeros sobrinhos de Tia Dejinha, nasceu na fazenda Sapateiro, próximo às fazendas Tiririca, Tamburi e Umburana, em 1933, no 12º dia daquele ano, em Serrinha. É a filha mais idosa de Artur José dos Santos e Celestina Teixeira da Silva. As outras duas, Joana (minha mãe) e Isabel já faleceram.
Os casarões de Pedrão. Tempos de fartura! (Foto: Landisvalth Lima)
Neste carnaval, aproveitamos a segunda-feira para irmos ao Pedrão. Minha prima Perolina Marinho, única filha de Tia Dejinha e do ex-vereador José Felipe da Anunciação, conhecido por Zé de Sindé, ficou encarregada da confirmação da feira do município. Como lá não tem carnaval, a prefeitura manteve a feira na segunda. Saímos de Feira de Santana, depois de um fim de domingo regado a Cláudio, Perla, Heitor e Old Parr. Da BR 101, entramos na BA-503, totalmente em asfalto novíssimo. Sem nenhum embaraço, chegamos ao Pedrão. A cidade fica no alto de um morro, como se fosse no alto de uma grande pedra. Talvez daí tenha surgido o seu nome.
A feira se concentra na frente do Mercado Municipal (foto: L. Lima)
A povoação em Pedrão começou por volta de 1745. O casal Francisco Ferreira de Moura e Maria Mendes Bezerra chegou ao local e construiu um sobrado. Usaram para isso cerca de 30 escravos. Forma daí o primeiro núcleo familiar com os filhos João Ferreira de Moura, Padre André Ferreira de Moura, Eusébio Ferreira de Moura e Luiza Ferreira de Moura. Em 1779, construíram a primeira capela do Sagrado Coração de Jesus onde hoje se encontra o Cemitério. O primeiro vigário foi justamente o padre André Moura. Em 1782, iniciaram a construção da Igreja Matriz e mais dois sobrados, um deles pertencente a Miguel Mendes, o primeiro a plantar de cana-de-açúcar no local.
Um tempinho para a Fé (foto: L. Lima)
Dos pioneiros das famílias Moura e Mendes para a proliferação de engenhos e alambiques foi um pulo. A região passou à condição de uma das mais bem povoadas da Bahia. Só para se ter uma ideia, no censo de 1890, Pedrão aparecida com 13.763 moradores, ainda então pertencente a Purificação (hoje Santo Amaro), que tinha um total de mais de 70 mil moradores. Na época, Salvador tinha 174 mil habitantes e Feira de Santana contava com 61 mil viventes. Hoje Pedrão tem cerca de 7 mil pessoas. O município também ganhou destaque com os chamados Encourados de Pedrão. Foram 40 homens que saíram da região para lutar a favor da Independência da Bahia, em 1823. Entre eles estavam o Padre José Maria Brayner e o seminarista Manoel Martins Valverde.
Todos os homens se encontram no Mercado Municipal de Pedrão
(foto: Landisvalth Lima)
Enquanto eu fotografava a cidade, minha tia, auxiliada por Ana Dalva, calmamente tentava descobrir com velhos moradores nomes, locais e causos, todos guardados na memória dos seus apenas 7 anos. É que minha tia visitou Pedrão ao lado do pai. Conheceu a tia Ercília, visitou o alambique das Gamelas. Ninguém mais se lembrava de ninguém, nem mesmo de Benedito de Magalhães, patriarca que, ao lado da família Valverde, dominava politicamente o Pedrão no final do século 19 e primeiras décadas do século 20. Meu avô nasceu no Pedrão em 1901. Foi para Serrinha em 1920 e sempre voltava à terra natal para visitar a mãe. O pai, Benedito Magalhães, morreu logo que meu avô nasceu, sem receber o sobrenome pomposo. Era filho de quintal.
A Igreja do Sagrado Coração de Jesus (foto: L. Lima)
Minha tia não queria acreditar que não havia mais vestígios dos seus antepassados. Não há mais nada. Só nomes e imagens na cabeça dos mais velhos. Um senhor, perto dos seus 90 anos, dizia que não havia mais nada. No lugar do alambique das Gamelas hoje era pasto. Todos foram embora para Feira de Santana, Salvador, São Paulo, Pará... Fim dos engenhos, dos alambiques, da rapadura doce e farta. Fim de uma era. Mas minha tia não se conforma de não se guardar nada, nenhuma lembrança. Os comuns estão fadados ao esquecimento. Não virarão nem mesmo nome de rua ou povoado. Até mesmo o local onde ela nasceu, fazenda Sapateiro, hoje também é pasto. Na saída fomos até o povoado de Lustosa, distrito de Teodoro Sampaio, às margens da BR 101. Lá nos indicaram a possibilidade de encontramos alguma informação. Mais uma vez, nada!  
Missão cumprida. (foto: Landisvalth Lima)
Perdemos o dia? Não. Minha tia, que se locomove com dificuldades, até surpreendeu a todos o tanto que andou, auxiliada por um pequeno cajado e amparada sempre por Ana Dalva, minha esposa. Senti que seria melhor se encontrássemos algo, mas pior seria se não fôssemos. Visitamos a igreja. Oramos pelos que se foram e pelos que ainda virão. Encontrar o passado é uma dádiva, mesmo que não o repitamos. Não o encontrar é reflexo da nossa luta pela sobrevivência num país sem memória. Mas o passado está lá na pele enrugada, nos cabelos brancos, no olhar turvo, nas pálpebras cansadas, no suor do esforço, nas imagens da memória. Dia 12 de julho, Pedrão fará 57 anos de emancipação. Ninguém se lembrará dos que lutaram para que a cidade estivesse onde hoje está. Também não se lembrarão de uma menina e de uma mulher que visitou o local aos 7 e aos 86 anos, mas tia Dejinha foi ao Pedrão.

sábado, 2 de março de 2019

Um instante para Ilma

Ilma Rosário com parentes e amigos na Matriz de Poço Verde (Foto: Vinícius)
    Todos os professores, estudantes e funcionários do Colégio Estadual José Dantas de Souza conhecem a funcionária da secretaria da escola, responsável pela elaboração dos históricos escolares. Pontual, exigente, compromissada pelo que faz, Ilma Rosário ainda encontrou tempo para cursar o nível superior. Nesta sexta-feira, dia 1º de março, recebeu seu merecido diploma como Gestora em Recursos Humanos pela Universidade Tiradentes - Unit. Depois da Missa em Ação de Graças na Igreja Matriz de Poço Verde - Sergipe, uma pausa para as fotos. Parentes e amigos foram lá para os abraços fraternos. Depois, em sua residência, em Heliópolis, a recepção calorosa e a certeza de mais uma etapa vitoriosa.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

A noite não parece tão escura como o normal


Naely Matos

    A noite não parece tão escura como o normal.

    O mundo está perdendo o nexo, e ninguém está percebendo! 
    Talvez tudo aquilo que pensávamos ser, não é.
Estamos vivendo em um mundo onde andamos em cordas bambas, sem um fundo por baixo, é preciso equilíbrio, acima de tudo, assim como foco e determinação, um deslize e é o fim, o final parece tão longe, mas tão perto ao mesmo tempo!
Amizades, namoros, depressões, TPM, adolescência, puberdade, é tudo muito sem sentido, mas tão eficaz, um mundo com regras que parecem não ser seguidas! Pessoas que tem direitos e ao mesmo tempo não, e ainda lutam por algo que já tem!
Será, que nenhuma vez sequer, possamos sentar numa varanda, num quintal olhar as estrelas e respirar fundo e dizer que tudo está bem.
Pessoas não se compreendem, não se respeitam, com sede de fazer algo mórbido e ineficaz para não ter tédio!
MUNDO, algo tão grande para mentes tão pequenas.
Pessoas nem se permitem sonhar mais, não se permitem amar, por medo, por decepções, isso é algo tão deprimente e depravado, quantos caras que acham que podem ser maiores, só por conta de um saldo bancário!
Onde pregam a paz, mas não a tem em si mesma, é mais que notório que está tudo perdido, e talvez não haja saída!
Todos fecharam os olhos para aquilo que precisavam ver e abriram para o que não lhes cabia!
O mundo ficou estranho, a escravidão acabou, mas o preconceito e a discriminação continuam, o pobre e o rico não se misturam, uma sociedade que se padronizou em um magro e gordo, alto e baixo, preto ou branco, cacheado ou liso, crespo ou quimicado!
Está tudo errado, um mundo tão subdesenvolvido, para pensamentos tão estúpidos.
Presos por um fanatismo, uma paixonite, um simples pequeno aparelho celular.
Pessoas escondem seus sentimentos por medo de se ferir, de ferir o próximo, ninguém pede mais ajuda, se afogam em si mesmos. Suicídios, transtornos alimentícios, paranoias, depressões, tantas coisas só por causa de uma dor que você não consegue superar ou desabafar!
Bunda, peito, barriga chapada, tudo lindo, mas tão sem graça, ninguém precisa "se" melhorar para ninguém, mas parece que não entendem. Assédios, abusos, estupros [...] será que não somos donas nem do nosso próprio corpo mais?
Estou falando isso aqui, porque depois talvez eu não possa mais.
Mas tudo o que o vento hoje leva, um dia ele traz de volta.
Você se pega pensando, triste e chorando, dizendo: Já era a hora!
Ah meu mundo, não está nem perto de acabar a história.

CEJDS Iniciará ano letivo em 7 de março

CEJDS decide pelo início das aulas após o Carnaval (foto: Landisvalth Lima)

Em reunião concorrida, realizada nesta quarta-feira (27), o Colégio Estadual José Dantas de Souza decidiu pelo início das aulas dia 7 de março. O professor Gilberto Jacó, diretor da instituição, disse que o limite de espera já havia sido atingido. Se as aulas não fossem iniciadas, o ano letivo estaria comprometido. Diante de uma centena de pais, professores, membros do Colegiado Escolar e representantes do Grêmio Estudantil, a direção apresentou toda a documentação providenciada para acelerar a recuperação do telhado, que apresentou defeito na estrutura desde o dia 6 de fevereiro deste ano, exatamente na Semana Pedagógica.
A direção apresentou como proposta a reposição dos dias letivos parados em 5 sábados – com a realização da Gincana anual e mais 4 sábados para aulões de revisão para a prova do Enem. Os outros dias seriam recuperados em dias do recesso junino e com o acréscimo de mais um horário na grade escolar, durante toda a primeira unidade. A proposta foi discutida com a presença do Diretor do Núcleo Territorial de Educação – NTE 17 – de Ribeira do Pombal – Professor Francisco de Assis Cezar. Como as aulas de 50 minutos deixariam o turno da tarde com problemas no transporte escolar, por sugestão do professor Marcos Lino, estas passariam a ter apenas 45 minutos durante o período com 6 horários. Pela manhã as aulas serão de 50 minutos, com início às 7 horas, e, pela noite, durarão 40 minutos, com início às 18:20.
Quanto ao problema no telhado, o NTE e a Direção do CEJDS solicitaram à Prefeitura Municipal, através de Fabinho do Bar, o escoramento da área danificada, isolando a passagem de pedestres, deixando apenas espaço para acesso à cozinha e aos banheiros. Toda a programação já levará em consideração a semana de paralisação quando da recuperação das estruturas danificadas do telhado do pátio, tempo em que as aulas serão, mais uma vez, suspensas.
As propostas foram colocadas para análise dos presentes e não houve oposição, mas alguns pais visitarão a escola para ter a certeza de que o escoramento não oferecerá perigo. O professor Gilberto Jacó preferiu o isolamento da área por meio de tapumes, para evitar algum aluno aventureiro. Além de Francisco de Assis Cezar, diretor do NTE-17, marcaram presença Ana Cristina Nascimento - NTE, os novos professores aprovados no último concurso, professores já conhecidos da casa, Fabiano Gama e demais membros do Grêmio Estudantil, dentre outros, Fabinho do Bar e o secretário municipal de educação, prof. Dênis Correia.

Wagner, Marcelo Nilo, Pelegrino e Gabrielli na lista de propinas da OAS

Pelegrino, Gabrielli, Marcelo Nilo e Jaques Wagner receberam 2 milhões e 620 mil da OAS

De acordo com o jornal O Globo, uma das maiores empreiteiras do país, com contratos bilionários no Brasil e no exterior, a OAS distribuiu entre 2010 e 2014 cerca de R$ 125 milhões em propinas e repasses de caixa dois a pelo menos 21 políticos de oito partidos. Daqui da Bahia estão relacionados o senador Jacques Wagner, o deputado federal Marcelo Nilo e o ex-presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli. A revelação foi feita por oito ex-funcionários que atuavam na “Controladoria de Projetos Estruturados”, o departamento clandestino da empreiteira, em delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado e que era mantida até agora em sigilo.
O GLOBO teve acesso a um relatório de 73 páginas da Procuradoria-Geral da República (PGR) em que a procuradora-geral, Raquel Dodge, resume as revelações dos ex-executivos, contidas em 217 depoimentos, e pede providências ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo. Os funcionários do setor revelaram os nomes dos políticos, as campanhas financiadas irregularmente, as obras superfaturadas para alimentar o caixa clandestino da empreiteira e o método de funcionamento do esquema. A lista de beneficiários elencada pelos delatores é multipartidária e reuniria alguns dos mais proeminentes políticos do país no período.
Entre os acusados de receber propina estão o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), além do ex-governador Fernando Pimentel (PT-MG), do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) do ex-ministro Edison Lobão (MDB-MA), e do deputado federal Marcelo Nilo (PSB-BA). Vários outros teriam recebido caixa dois, entre eles o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o senador José Serra (PSDB-SP), o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-prefeito Eduardo Paes, o ex-governador Sérgio Cabral, o ex-deputado federal Sérgio Gabrielli, e o deputado federal Nelson Pelegrino, dentre outros. Procurados, eles refutaram as acusações ou negaram-se a comentá-las.
O esquema ilegal da construtora envolvia o superfaturamento de obras emblemáticas, como estádios da Copa de 2014, a transposição do Rio São Francisco, o Porto Maravilha, no Rio, e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, além de empreendimentos no exterior. Uma parte desses recursos extras seria posteriormente repassada aos políticos. De acordo com a delação, a OAS assinava contratos frios com empresas de fachada, no Brasil e no exterior, para esquentar o dinheiro. Um dos principais operadores desse caixa era Alberto Youssef, doleiro preso pela Operação Lava-Jato, que fechou delação em 2014 e começou a revelar a extensão das relações criminosas da empreiteira com o universo político.
No relatório enviado ao Supremo, a procuradora-geral, Raquel Dodge, pede o envio de depoimentos da delação dos ex-executivos para até nove estados onde a Justiça de primeira instância investiga políticos que receberam dinheiro sujo da OAS. A procuradora-geral também solicita que as acusações dos ex-funcionários sejam anexadas a inquéritos que tramitam no Supremo e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) de modo a embasar investigações contra políticos com foro privilegiado. “Nestes autos, há narrativa de diversos fatos que podem constituir infrações penais, dentre eles o pagamento de vantagens indevidas a parlamentares federais. Para facilitar a análise dos documentos coligidos e a definição de competência do Supremo Tribunal Federal ou de outros órgãos da jurisdição, segue o resumo de cada termo de declaração e da providência ora solicitada”, escreve Raquel Dodge.
Adriano Santana, executivo da OAS do setor de propinas, responsável pelas entregas de recursos na região Nordeste, disse ter montado uma sistemática de pagamentos de caixa dois e propina para políticos baianos. Entre os citados estão o senador Jacques Wagner (1 milhão) o deputado federal Marcelo Nilo (400 mil) e o ex-presidente da Petrobrás Sérgio Gabrielli (120 mil). De acordo com o relatório obtido por O Globo, “o delator citou Wagner em dois anexos. Em um deles, descreveu a utilização de um contrato fictício com uma empresa de Pernambuco para repassar, em 2013, a propina de 1 milhão de reais a Carlos Daltro, que seria operador de Wagner.” A propina para José Sérgio Gabrielli foi revelada pelo ex-executivo, Ramilton Lima, como beneficiário de uma mesada de 10 mil reais paga pela empreiteira depois que ele deixou a estatal, em 2012. O dinheiro teria sido repassado ao petista, em espécie, na filial da construtora em Salvador, durante todo o ano de 2013, totalizando 120 mil reais”.
De acordo com os delatores, a influência de Jaques Wagner teria feito a empreiteira realizar repasses de Caixa 2 para seus aliados na Bahia. Segundo Adriano Santana, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT-BA) recebeu da OAS R$ 1 milhão, via Caixa 2, em 2012, quando disputou e perdeu a eleição para a Prefeitura de Salvador. O atual deputado federal Marcelo Nilo (PSB-BA), que presidiu o parlamento estadual cinco vezes, recebeu, segundo Santana, “vantagem indevida” da OAS. Os valores variavam de R$ 50 mil a R$ 400 mil e teriam sido pagos entre 2012 e 2013. Marcelo Nilo rechaçou a acusação. “Nunca recebi recurso de nenhum Adriano Santana, porque não conheço ninguém com esse nome”.
 (Jornal O GLOBO)