Este blog está censurado!

A Meritíssima Juíza de Direito da Vara Cível da Comarca de Cícero Dantas, Dra. Denise Vasconcelos Santos, desde o dia 17.10.2011, ordenou a retirada de postagens que "denigram" o prefeito de Heliópolis Walter Rosário, bem como efetuar novas inserções negativas ao nome do alcaide.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Reportagens do UOL revelam que política no Brasil é um grande negócio

Três grandes reportagens feitas pelo portal UOL mostram que a política brasileira está contaminada pela corrupção. As campanhas viraram investimentos de grandes empresas e a solidez de um estado democrático e republicano está cada vez mais distante.

Sete dos dez maiores doadores de campanha são suspeitos de corrupção

Leandro Prazeres – do portal UOL.

Levantamento feito pelo UOL constatou que sete das dez maiores empresas doadoras de campanha nas eleições de 2010 foram ou estão sob investigação devido a indícios de corrupção envolvendo contratos públicos ou por conta dos seus relacionamentos com partidos e políticos.
Para especialistas em direito eleitoral e em contas públicas, os altos valores doados por empresas a candidatos criam uma relação de "promiscuidade" na política que favorece a corrupção no Brasil. Segundo eles, os casos de corrupção investigados ou constatados são, segundo os especialistas, um "efeito colateral" desse relacionamento e as doações são, na realidade, um "investimento" feito pelas empresas. Empresas doadoras e partidos e políticos que receberam as verbas rebatem o argumento e alegam que doações foram feitas dentro da lei.
A pesquisa tem como base dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e aponta que, juntas, essas empresas doaram aproximadamente R$ 496 milhões para candidatos e partidos (veja gráfico detalhando os destinatários do dinheiro ao final do texto).
Entre as doadoras há cinco empreiteiras, um banco e um frigorífico. Parte das investigações sobre os envolvimentos dessas companhias em crimes de corrupção ainda está em curso, mas já há casos de condenações.
A maioria dos crimes investigados envolve o desvio de recursos públicos, superfaturamento de obras contratadas por governos ou empresas públicas e a não contabilização de recursos utilizados em campanhas eleitorais, o chamado caixa dois (veja os principais casos envolvendo cada doador).
As sete maiores doadoras de campanha em 2010 suspeitas de corrupção são: Construções e Comércio Camargo Correa S.A, Construtora Andrade Gutierrez S.A, JBS S.A, Construtora Queiroz Galvão S.A, Construtora OAS S.A, Banco BMG e Galvão Engenharia S.A.
Entre políticos e partidos, apenas a direção nacional do PSC (Partido Social Cristão) e o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT-SP), candidato ao governo de São Paulo em 2010, responderam. Os dois disseram que as doações recebidas pelo partido em 2010 seguiram a legislação eleitoral.
Para o secretário-geral e fundador da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco, as doações de campanhas no Brasil criam uma relação de promiscuidade entre as doadoras, partidos e políticos. "Não é doação, é investimento. Existem estudos que indicam que, de cada R$ 1 doado em campanha, as empresas conseguem outros R$ 8,5 em contratos públicos", diz Castelo Branco.
Para Marlon Reis, que atuou por dez anos como juiz eleitoral e é autor do livro "Nobre Deputado", as doações de grandes empresas colocam partidos e políticos em situação de "dívida" para com os doadores.
"Entrevistei vários políticos que me explicaram como as doações são feitas. Um deles me disse que essas doações são, na realidade, um adiantamento por futuros contratos públicos que as empresas esperam ganhar. É o que eles chamam de bate-pronto", explica.
Outro lado
O UOL entrou em contato com todas as empresas, partidos e políticos citados nesta reportagem. A Camargo Corrêa S.A e a JBS S.A não retornaram aos e-mails e às ligações. A Galvão Engenharia informou que não iria se manifestar sobre o assunto. O Banco BMG respondeu dizendo que não iria comentar sua política de doações. 
A Queiroz Galvão S.A, a OAS S.A e a Construtora Andrade Gutierrez S.A responderam alegando que todas as suas doações foram feitas de acordo com a lei brasileira. A Andrade Gutierrez S.A justificou suas doações com base na representatividade política de cada beneficiado.
A legislação eleitoral brasileira permite que empresas privadas façam doações a candidatos e partidos políticos. O limite imposto pela lei é de 2% do faturamento das empresas. As principais exceções são empresas concessionárias de serviços públicos como operadoras de telefonia, rodovias e de serviços de saneamento básico.
Uma ação movida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no STF (Supremo Tribunal Federal) pediu a proibição das doações de empresas para campanhas e, apesar a ação ter os votos da maioria dos ministros do STF, a restrição não vai vigorar neste ano.
Doação para campanhas é 'investimento', dizem especialistas
Para Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, estudos indicam que para cada R$ 1 doado em campanha, as doadoras recebem R$ 8,5 em contratos públicos
Para Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, estudos indicam que para cada R$ 1 doado em campanha, as doadoras recebem R$ 8,5 em contratos públicos
Para o secretário-geral e fundador da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, as vultosas doações feitas por grandes empresas a partidos e candidatos são uma forma de "investimento" que elas fazem para garantir contratos no futuro. "Não é doação, é investimento. Existem estudos que indicam que, de cada R$ 1 doado em campanha, as empresas conseguem outros R$ 8,5 em contratos públicos", diz Castello Branco.
Segundo o juiz Marlon Reis, autor do livro "Nobre Deputado", parlamentares que ele entrevistou confirmaram que algumas doações são feitas com uma espécie de "adiantamento" por contratos que deveriam ser direcionados às empresas doadoras. "Eles chamam de doação bate-pronto. Eles doam, mas já deixam explícito as áreas nas quais vão querer os contratos", diz o magistrado.
Para a dupla de especialistas, os casos de corrupção investigados pelos órgãos de controle e as eventuais condenações resultante desses processos são meros "efeitos colaterais" desse tipo de "investimento". "Em tese, para essas empresas, não há muitas opções. Elas fizeram uma doação e precisam conseguir o retorno. As únicas formas de elas recuperarem o investimento é superfaturando obras ou conseguindo contratos generosos por conta de benefícios concedidos", explica Castello Branco.
Castello Branco diz que um dos elementos que o faz acreditar que as doações são vistas como investimentos é a falta de critério ideológico com a qual elas são feitas. "Se fosse ideológico [o critério de doação], as empresas não doariam dinheiro para candidatos e partidos adversários disputando o mesmo cargo. Eles fazem isso para manter boas relações com quem quer que vença as eleições. Eles doam para quem eles acham que pode ganhar as eleições", diz.
Marlon Reis, que narrou a história de um político corrupto em seu livro, diz que as empresas não fazem doações esperando apenas contratos, mas também proteção em caso de investigação. Ele diz que os poucos casos pelos quais as empresas são investigadas ou condenadas representam uma fração mínima do total negociado de forma obscura entre políticos e empresas doadoras.
"O orçamento da União, por exemplo, é enorme. O que se consegue pegar de casos de corrupção é muito pouco se comparado a tudo o que acontece. É um investimento com uma taxa de retorno bastante alta", diz o magistrado.
Um exemplo de que a rede de proteção criada por doadores e políticos pode estar sendo bem-sucedida é a redução no número de indiciamentos por crimes do colarinho branco pela Polícia Federal.
Levantamento feito pelo UOL em fevereiro de 2014 constatou que o número de indiciamentos por corrupção pela Polícia Federal caiu 75% nos últimos quatro anos, apesar das sucessivas operações da PF no combate a esse tipo e crime.
Suspeitas entre gigantes da economia envolvem desvio de verbas e propinas
O grupo de doadoras de campanha pesquisadas pelo UOL está presente nas listas das maiores empresas do Brasil e, em alguns casos, do mundo. O frigorífico JBS, por exemplo, é a maior companhia do mundo no segmento, com um valor de mercado de US$ 9,6 bilhões. Mas elas também figuram no noticiário relacionado à corrupção. Elas dizem obedecer à lei em relação a doações eleitorais.
Entre os casos dos quais as empresas são suspeitas de participar estão o mensalão, o cartel do metrô de São Paulo e o esquema investigado pela Polícia Federal que deu origem à operação Lava Jato, no qual, segundo a PF, o doleiro Alberto Youssef operava um sistema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro avaliado em R$ 10 bilhões.
Veja os principais casos envolvendo cada uma das sete empreiteiras suspeitas de atividades irregulares:
Camargo Corrêa S.A
A Camargo Corrêa S.A foi a campeã de doações em 2010. O escândalo mais recente envolvendo a campeã de doações para campanhas em 2010 ficou conhecido como Operação Lava Jato, durante a qual o doleiro Alberto Youssef foi preso. Um consórcio formado pela empreiteira para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, pagou R$ 29 milhões a empresas ligadas ao doleiro. A Polícia Federal suspeita que parte do dinheiro tenha sido utilizada para o pagamento de propina a políticos e funcionários públicos.
Em 2009, durante a Operação Castelo de Areia, da PF, diretores da Camargo Correa foram presos e depois liberados sob suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro e repasses ilícitos a políticos. Em 2011, uma decisão do STJ anulou as provas da operação obtidas por meio escutas realizadas pela PF.
Andrade Gutierrez S.A
A empresa foi a segunda colocada no ranking de doações em 2010. Entre as investigações nas quais a Andrade Gutierrez aparece como suspeita de corrupção, estão o superfaturamento detectado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em 2012 na construção da Arena da Amazônia, que recebeu quatro jogos da Copa do Mundo, em Manaus. O órgão detectou superfaturamento de R$ 86 milhões.
Em março de 2012, a Justiça de São Paulo denunciou quatro diretores da empreiteira por suspeitas de integrarem o cartel que teria acertado resultado de licitações para a ampliação da linha 5-lilás do Metrô de São Paulo.
Mais recentemente, em 2014, a PF de Mato Grosso realizou o último desdobramento da operação Ararath, e a empreiteira voltou aos holofotes. A PF suspeita que a empresa tenha abastecido um esquema de corrupção envolvendo o recebimento de precatórios e o desvio de dinheiro público.
JBS S.A
 A JBS S.A foi a terceira maior doadora nas eleições de 2010. A Polícia Federal de Mato Grosso investiga o suposto relacionamento entre o presidente da empresa, Wesley Batista, e o grupo suspeito de participar de um esquema que envolvia o pagamento de precatórios com deságio, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas. O caso foi revelado durante a operação Ararath.
Em 2011, o Ministério Público Federal abriu uma investigação para apurar os aportes bilionários no valor de R$ 3,5 bilhões em compra de debêntures feita pelo BNDES.
Construtora Queiroz Galvão S.A
A empreiteira foi a quinta maior doadora de campanha em 2010. Ela está sendo investigada pela suposta formação de cartel nas obras de despoluição da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Em junho de 2013, a empresa venceu, juntamente com as empreiteiras Andrade Gutierrez e OAS, a licitação para as obras. Meses antes, porém, a revista "Época" publicou um anúncio cifrado indicando que o resultado da licitação havia sido acordado entre empresas do setor - prática conhecida como "cartel".
A empresa também é investigada por outra denúncia de cartel, envolvendo licitações para o Metrô de São Paulo.
Construtora OAS S.A
A Construtora OAS S.A foi a sexta maior doadora de campanha em 2010. Entre os diversos casos de corrupção pelos quais a empresa é e foi investigada, o mais recente veio ao público no início deste ano. A PF investiga a suposta relação da empreiteira com o doleiro Alberto Youssef, preso durante a Operação Lava Jato. A PF suspeita que dinheiro repassado a empresas do doleiro estivesse sendo utilizado para pagar propinas ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Banco BMG S.A
Sétimo maior doador de 2010, o Banco BMG teve executivos do banco mineiro condenados no processo do mensalão do PT que correu na Justiça de Minas Gerais. As condenações foram em 2012 e incluíram o presidente do banco, Ricardo Annes Guimarães, sentenciado a sete anos de reclusão.
A instituição foi acusada de falsificar empréstimos ao PT, assim como o Banco Rural, para justificar transações da contabilidade do caixa dois da campanha presidencial de 2002.
Galvão Engenharia S.A
A Galvão Engenharia foi a décima maior doadora de campanha de 2010 e, assim como a OAS, também está sob investigação por conta do seu suposto envolvimento com o doleiro preso Alberto Youssef. 
A empreiteira também foi investigada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em relação ao suposto superfaturamento no valor de aproximadamente R$ 70 milhões na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

sábado, 26 de julho de 2014

Heliópolis prestando contas: Mulher, Infância e Educaçâo

Istoé mostra insatisfação dos nordestinos com Dilma

Nordeste: a preocupação de Dilma
Campanha petista tenta consolidar hegemonia em seu histórico reduto eleitoral, mas esbarra no crescimento da oposição e na insatisfação da população com promessas não cumpridas
Izabelle Torres – da revista ISTOÉ – edição 2331.
A CONTA - Produtores rurais e moradores que perderam plantações durante
 a seca amargaram prejuízos financeiros estimados em R$ 15 bilhões

(foto: Eraldo Peres)
Depois de perder força no Sudeste, a campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT) preocupa-se agora em não abrir espaço para a oposição na região onde o PT historicamente registra seus maiores índices de aprovação. A presidenta lidera as pesquisas na região Nordeste, mas se vê diante de um cenário bem diferente de 2010, quando a então candidata conseguiu a adesão de quase 90% dos nordestinos na disputa contra o tucano José Serra. Agora, quatro anos depois, além de perder eleitores para a chapa encabeçada pelo pernambucano Eduardo Campos (PSB), Dilma sofre com a migração de integrantes da sua base aliada para campanhas dos opositores e vê o senador Aécio Neves (PSDB) celebrar alianças com puxadores de votos em Estados estratégicos como Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.

No domingo 20, ao participar da missa pelos 80 anos da morte de Padre Cícero, na cidade de Juazeiro do Norte (CE), Aécio Neves deu o tom da ofensiva do PSDB na região e anunciou que vai apresentar este mês um plano estratégico para o Nordeste, incluindo o aumento de repasses financeiros para municípios de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Na prática, atendeu a um pleito dos prefeitos nordestinos, que reclamam que são tratados de maneira desigual em relação às cidades mais ricas. “Será um conjunto de ideias que vai permitir o desenvolvimento do Nordeste”, disse ele. Já Eduardo Campos planeja intensificar a campanha na região na reta final das eleições. Ele acredita que a divulgação de suas realizações em Pernambuco, Estado que governou por oito anos, pode gerar uma identificação dos nordestinos com a candidatura socialista. “A campanha no Nordeste começa mais tarde. Temos certeza de que, à medida que ela avançar, nós teremos um cenário semelhante ao que ocorre no Sudeste: a migração de antigos aliados para candidaturas de oposição”, aposta.
Outra preocupação no PT é com a lista de pendências do atual governo com a região. O Nordeste viveu a pior seca dos últimos 50 anos durante o mandato de Dilma Rousseff e o Executivo não conseguiu cumprir nem metade das promessas que fez a produtores rurais e aos moradores que perderam plantações, ficaram sem água e amargaram prejuízos financeiros estimados, por um estudo da Organização Mundial de Meteorologia, em R$ 15 bilhões. O governo do PT também não concluiu obras consideradas essenciais, como a transposição do rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina. A conta já começou a ser cobrada pelo eleitor

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A propaganda governamental e o nosso IDH

                                                     Landisvalth Lima

Penso que já deveríamos tomar uma providência com relação à publicidade institucional pública no Brasil. Parece brincadeira o que estão fazendo com os recursos para este setor. Quem acompanha o marketing dos governos deve estar atônito. Se não imaginar que se trata de propaganda eleitoreira, chega a pensar que vivemos num paraíso. E tudo por causa deste bendito calendário eleitoral. Emissoras exibiram peças publicitárias quase que pedindo pelo amor de Deus um voto. Nas inaugurações só faltaram falar no filho do PAC que o pariu! E para nosso desespero, agora sabemos que era tudo falácia. O Brasil não está bem. Não piorou, mas está quase no mesmo lugar. Prova é o relatório do IDH de 187 países.  O Brasil subiu uma posição no novo ranking.  O índice, que vai de 0 a 1, foi de 0,744 em 2013. Quando aplicada a mesma metodologia aos números do relatório anterior, o IDH do Brasil em 2012 ficou em 0,742. Por esse cálculo, o Brasil passou do 80º para o 79º lugar, atrás de países como Ilhas Maurício, Cazaquistão e Líbia. Ocorre que nós somos a 7ª economia do mundo. Quem disse que país rico é país justo?
A Noruega se manteve no primeiro lugar da lista, com um IDH de 0,944. Em seguida, aparecem Austrália, Suíça, Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Nova Zelândia, Canadá, Singapura e Dinamarca. No lado oposto da tabela, a 187ª e última colocação ficou com o Niger. Os dezoito últimos colocados são africanos. Entre 2000 e 2013, o crescimento do IDH brasileiro foi de 0,67% ao ano, em média – abaixo da média mundial, de 0,74%. Entre 1990 e 2000, o índice havia sido de 1,1%. Na década anterior, de 1,16%. Desde 2008, o Brasil perdeu quatro posições – não porque teve uma redução no IDH, mas porque outros países cresceram mais rápido: Irã, Azerbaijão, Sri Lanka e Turquia, especificamente. Na América Latina, o país ficou atrás de Argentina, Uruguai, Chile e Venezuela. Ou seja, não estamos fazendo a lição de casa. Mas a propagando diz que somos quase perfeitos.
O cálculo da ONU considera números da expectativa de vida, de educação e de renda. Os dados avaliados no caso do Brasil mostram uma renda per capita anual de 14.275 dólares, a expectativa de vida de 73,9 anos, mortalidade infantil de treze óbitos a cada mil nascimentos, a escolaridade média de 7,2 anos de estudos, e um índice de 53,6% da população que, tendo mais de 25 anos de idade, completou pelo menos a educação secundária. Entre os Brics, o IDH brasileiro é o segundo maior – perde para a Rússia. Mas, mantido o ritmo atual, a China deve tomar esse posto em breve. A China, que é a 2ª economia do mundo, aparece em situação ´pior que o Brasil. O relatório da ONU menciona o Bolsa Família como elemento de melhoria social, mas o impacto deles pode ser limitado se ainda existe uma infraestrutura a ser implementada, como no Brasil. "Programas do tipo precisam ser desenhados para garantir que as capacidades – especialmente aquelas da próxima geração – sejam protegidas", diz o relatório. Isto quer dizer, que não adianta só dar o alimento se não há educação de qualidade e saúde de fácil acesso. A ONU também elaborou rankings temáticos. Em um deles, que calcula o IDH ajustado à desigualdade de renda, o Brasil perde dezesseis posições em uma lista na qual constam 145 países. Na tabela que leva em conta a igualdade entre os gêneros, o país é o 85º dentre 149 nações.
Mas os propagandistas de plantão já entram em campo para mascarar os resultados. O governo federal questionou nesta quinta-feira (24) os dados usados pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, sob a justificativa de que estão defasados, e disse que, se recalculado, o Brasil subiria 12 posições, passando do 79º para o 67º lugar no ranking. Segundo o governo, números mais recentes do IBGE, de 2013, apontam que a expectativa de vida ao nascer no país, que é levada em conta no IDH, está em 74,8 anos. No entanto, o escritório da ONU levou em consideração dados de 2010, cujo valor era de 73,9 anos. É sempre assim: hoje a realidade é outra, dizem. Amanhã, a realidade será um pouco pior. Diabo é que tenho que me conformar em saber que nós estamos pagando tudo isso: o fracasso e a propaganda do falso progresso.
Nilmara Publio
Nilmara Publio
Foi com enorme satisfação que participei da solenidade de formatura de mais de 70 novos enfermeiros da Faculdade Anísio Teixeira, em Feria de Santana, no último sábado (19). Assisti a alegria da formanda e prima Nilmara Publio, filha de Iramá e Nilza. Foi muito divertido. Lá estava ao lado de minha jovem tia Djanira e da minha prima Perolina. Curti com Heitor, Perla e Claudio uma noite de muita tosse, mas todos sobreviveram. Depois da solenidade, com Nete, Demá, Tide, Diogo, Brasilia, parentes e aderentes, desfrutamos música de qualidade com Marquinhos e danças sensuais com Lila. Impagável. Agora, a enfermeira quer trabalhar e mostrar o que aprendeu. É uma outra luta! Mas ela tem talento, beleza e muita vontade. O registro fotográfico é do meu primo Arivaldo Publio. Parabéns!
 Só para me indignar
Acreditem, o PT está tentado salvar Paulo Maluf da cadeia. Parece que o partido está se especializando na proteção de malfeitores. Segundo o blog do Fernando Rodrigues, Maluf e seu advogado procuraram José Eduardo Cardozo para resolver os problemas de Maluf com a Interpol. O ministro enviou um comunicado para o governo dos Estados Unidos perguntando a respeito da possibilidade de o deputado federal, aliado da administração federal do PT, ser ouvido no Brasil sobre um processo no qual está relacionado na Justiça norte-americana. O deputado está citado num caso de possível evasão de divisas –o que ele nega– e a Justiça dos EUA o trata como foragido. Por essa razão, desde 2009, a Interpol exibe em seu site uma foto de Maluf como “procurado''. O Ministério da Justiça afirmou que o caso de Maluf foi o único até agora com essas características: um brasileiro, com residência fixa e com aviso de procurado na Interpol (para ser preso nos EUA) requerendo o direito de ser ouvido no Brasil. Se outro cidadão nessa condição solicitar ajuda ao governo, será atendido, segundo o Ministério da Justiça. Ah, Tá! Me engana que eu gosto, Cardozo!
Beatriz Construções
Vereadora Ana Dalva
Denúncia da vereadora Ana Dalva feita ao Ministério Público da 3ª Promotoria de Cícero Dantas, contra a administração municipal anterior, foi arquivada esta semana. Segundo o promotor, Dr. Hugo Casciano, toda a documentação referente ao processo licitatório de reforma da Secretaria de Educação não foi encontrado na prefeitura. Na época, o prefeito anterior gastou quase 50 mil para “reformar” o prédio. Nunca houve reforma. Só pintura e retoques. Ocorre que todo mundo sabe que o prefeito anterior estava com toda documentação em sua casa. É só fazer cruzamento com as informações da Operação 13 de Maio. A Beatriz Construções e Serviços é uma das empresas de fachada do município de Fátima no esquema desvendado pela Polícia Federal. Ana Dalva vai pedir o desarquivamento à promotoria.
Com informações complementares do portal da Revista Veja, do UOL e do Bahia Notícias.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pesquisa Ibope/TV Bahia: Paulo Souto em 1º e Lídice em 2º

Pesquisa encomendada pelo CORREIO trouxe resultado similar em maio. Souto venceria no 1º turno. Candidato do PT é o único a perder ponto.
Da Redação do CORREIO
Paulo Souto (DEM)
O ex-governador Paulo Souto seria eleito para o governo da Bahia no primeiro turno com 42% das intenções de votos, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (23) pela TV Bahia. A pesquisa é a primeira com os candidatos já confirmados pelos partidos e tem margem de erro de 3 pontos percentuais.
Lídice (PSB) aparece em segundo lugar, com 11% das intenções de voto. O candidato do PT, Rui Costa, tem 8% das intenções de voto. Da Luz (PRTB), com 2%, Marcos Mendes (PSOL), com 1%, e Renata Malet (PSTU), com 1%, aparecem em seguida. Brancos e nulos somaram 18% e indecisos chegam a 17%.
Lídice da Mata (PSB)
O Ibope também levantou a rejeição dos candidatos. Da Luz aparece na frente, com 27% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. Lídice é a segunda, com 20%. Paulo Souto e Rui Costa aparecem empatados com 18%. Marcos Mendes e Renata Malet aparecem com 13% cada. Não rejeitaram nenhum dos candidatos 11% dos entrevistados. Outros 25% não souberam ou não opinaram. O Ibope ouviu 1008 eleitores entre 19 e 21 de julho em 59 municípios baianos. A pesquisa foi registrada no TRE com número 00006/2014 e no TSE com número 00237/2014.
Em maio, pesquisa Ibope encomendada pelo CORREIO mostrava que o ex-governador Paulo Souto (DEM) venceria as eleições ainda no primeiro turno, com o mesmo percentual de intenção de votos - 42%.
Rui Costa (PT)
Ainda pré-candidato da aliança de oposição ao governo Jaques Wagner (PT) que reúne, entre outros, DEM, PMDB e PSDB, Souto largou na frente na pesquisa estimulada, 31 pontos percentuais diante da senadora Lídice da Mata (PSB) que tem 11% das intenções de votos apuradas. O então pré-candidato da situação, Rui Costa, seria o terceiro, com 9%. Lídice e Costa estão tecnicamente empatados. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Os demais pré-candidatos da época eram Rogério da Luz (PRTB), com 2%, e Marcos Mendes (PSOL), com 1% das intenções de votos. 
A pesquisa foi realizada entre 15 e 19 de maio com 1.008 entrevistados e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A sondagem foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) com número BA-0004/2014.

A saga da persistência

                                                  Landisvalth Lima
Lideranças de Heliópolis recebidas por Paulo Souto
(Veja nota abaixo)
Na cabeça do leitor desavisado, o ato de fazer política é um paraíso. Para ele, isto aqui é um mar de facilidades. Quem está na política tem vida boa, etc. Até aqui não vi nada disso. Sei que não faço parte do mundo dos privilegiados, onde tudo é mais fácil, onde o sofrer dói bem menos e o sorrir chega ser um orgasmo. Mesmo estando num partido muito organizado e com uma equipe que segue rigorosamente a Lei Eleitoral, minha candidatura este ano começa com muito sofrimento. Estou numa luta árdua só para validar uma conta bancária eleitoral no Banco do Brasil. Já fui a todos os lugares que o banco me obrigou a ir e a conta, até esta data, ainda não foi validada. Consequência: minha campanha perde terreno. Não posso sequer fazer um santinho porque tudo passa pela bendita conta eleitoral. Para completar a desgraça, recebo ligação de um inocente da Secretaria de Educação do Estado de Sergipe afirmando que minha licença para concorrer a mandato eletivo não foi aceita porque eu concorro em outro estado. Isso me obriga a, mais uma vez, brigar por um dever/direito expresso na Lei 8.112. Como Sergipe não tem lei estadual que trata do assunto, esquece que a federal rege a lacuna. Como se não bastasse, peguei uma gripe de matar. Parece coisa de adversário. Cinco longas noites de tosse, tosse e mais tosse. Um inferno! E só para não dizer que o paraíso está próximo, morrem João Ubaldo Ribeiro e Ariano Suassuna. Ah! Tudo conspira para que eu desista. Mas eu persisto porque o bom da viagem não é só a chegada, mas o que se pode ver da paisagem.
Lei para os grandes
Há certas coisas que não entendemos. Os poderosos vivem a burlar leis e não acontece nada. Hoje, o juiz Márcio Reinaldo Miranda Braga, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), determinou a retirada de placas de propaganda institucional do governo do Estado no prazo de 48h sob pena de multa diária de R$ 20 mil por peça. Fosse um país sério, já teria sido decretada a prisão dos responsáveis. A decisão foi deferida parcialmente, após pedido de liminar impetrado pela defesa da coligação do candidato ao governo estadual Paulo Souto (DEM). Segundo o entendimento do magistrado, com base no artigo 73 da Lei nº 9504/87, as placas, quando associadas à gestão estadual, “acabar por fazer uma divulgação que beneficia o candidato apoiado pelo atual governo, Rui Costa (PT), que ora se apresenta como apto a continuar o trabalho que vinha sendo desenvolvido”. Está mais que claro. E o governo insiste na questão porque sabe da impunidade neste país. Ao fim, não vai pagar nada e já ganhou o governo oito dias de propaganda gratuita, financiada com o dinheiro público.
Marcelo Nilo e Josué Telles
Josué Telles

Marcelo Nilo
Está completamente errado quem pensar que o grupo político do prefeito Ildefonso Fonseca ficará com apenas um deputado estadual. Até mesmo Vando (PSC), candidato do prefeito, sabe que não terá todos os votos para estadual. Uma parte do grupo estará com Marcelo Nilo (PDT) e a vereadora Ana Dalva, além do federal Landisvalth Lima, o marido, vai de Josué Telles (PPS) para estadual. Numa coisa todos concordam: não há disputa acirrada. Cada um transita no pedaço que lhe cabe.
Comparações
Se compararmos as candidaturas de 2010 com as de 2014 para a Assembleia e para a Câmara dos Deputados, haverá uma substancial diferença. Para a ALBA o número de pretendentes caiu. Eram 692 em 2010 e agora são 629. Troca sutil da dezena com a unidade. Para os candidatos a ir a Brasília, eram 280 em 2010 e neste ano concorrem 339, até aqui. São dois vestibulares difíceis: 10 e 9 candidatos por vaga, respectivamente.
Com Paulo Souto
O vereador Valdelício Dantas da Gama mostrou que está com Paulo Souto e não abre. Levou para Salvador, a convite do vice-prefeito Gama Neves, dezoito lideranças do município de Heliópolis. Foram recebidos pela chapa majoritária do DEM/PMDB/PSDB, pelo candidato a deputado federal José Carlos Aleluia e pelo estadual Sandro Régis. Se a eleição ainda não desperta interesse no eleitor, nos políticos ela já está pegando fogo.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Dilma está ‘morta’: Aécio ou Eduardo Presidente

                           por Samuel Viana – Publikador.com
Já está chegando a hora de se despedir da candidata Dilma, a 3ª pior média de crescimento da história republicana do país está simplesmente a matando. Tal média, decorrente do fato de que nenhuma reforma, como a Tributária, ter estado ao menos na pauta do Governo, vem fazendo o brasileiro ter medo de alguns velhos monstros, como:
– a inflação que está acima do teto (6,5%); e,
- o fato de a geração de empregos em junho de 2014 ter sido a pior para o período nos últimos 16 anos.
Datafolha:
Uma pesquisa não deve ser analisada olhando os resultados de hoje e imaginando que no futuro eles serão iguais, deve-se entender as tendências e projetá-las no futuro.
Nos gráficos abaixo vemos uma clara tendência de derretimento da candidata Dilma independente de quem seja o candidato (Aécio ou Eduardo) no 2º turno. Hoje Dilma e Aécio já estão tecnicamente empatados, a expectativa é de que em breve tanto Aécio quanto Eduardo a superem.
Motivos para Aécio e Eduardo continuarem crescendo:
O principal indicador é o fato de que 88% dos eleitores conhecem muito bem ou um pouco a candidata Dilma, este número cai para 43% no caso do Aécio e ‘despenca’ para 26% no caso do Eduardo Campos. A expectativa é de que quanto mais gente passe a conhecer os outros candidatos, maior seja suas intenções de votos.
É possível extrapolar que próximo ao dia 5 de outubro os 3 candidatos tenham entra 20 e 30% das intensões de voto.
O atual nível de rejeição à candidata Dilma também é um ponto ‘assustador’ para sua campanha. Quando perguntados “Em quem desses candidatos você não votaria de jeito nenhum no 1º turno da eleição?”, os eleitores responderam:
- Dilma (13): 35%
- Aécio (45): 17%
- Eduardo (40): 12%
Dilma, visivelmente desgastada, aparecerá no mínimo 10 minutos, todos os dias, na sua televisão. Há fortes dúvidas se isso contribuirá positivamente ou negativamente à sua imagem.
Aécio ou Eduardo Presidente?
Inicialmente imaginava-se que o candidato Aécio não seria capaz de derrotar Dilma. Apostava-se que Eduardo, por ser mais forte no Nordeste, faria com que Paulistas e Sulistas estrategicamente migrassem e se unissem em torno de sua candidatura (40), pois teria uma probabilidade maior de ganhar.
Atualmente projeta-se que tanto Aécio quanto Eduardo ganhariam de Dilma no 2º turno, sendo assim, tal migração (Aécio > Eduardo) faz menos sentido.
Porém agora projeta-se um novo cenário, sabendo que Dilma não tem mais chances de ganhar e imaginando que Aécio será exaustivamente propagado como o ‘mal’, uma parcela dos eleitores de Dilma tende estrategicamente a migrar para o 40 (Eduardo). Nesta situação, o eleitor dela se indagaria: “Eduardo Campos ou Aécio Neves presidente? ”
O interessante de um 2º turno entre Eduardo e Aécio é o fato de que tal debate tende a ser muito mais sobre quais estratégias o país deva ter, ao invés de mera Propaganda do Governo. Como o eleitor do Aécio também votaria no Eduardo, é possível imaginar uma nova união popular em torno do Eduardo que tende a gerar um Governo de União. Um governo em que partidos como o PR, PP e PTB teriam muito menos ‘poder de barganha’.
Dilma estará no segundo turno?
A legislação diz que:
§ 2º A substituição poderá ser requerida até 20 dias antes do pleito, exceto no caso de falecimento, quando poderá ser solicitada mesmo após esse prazo, observado em qualquer hipótese o prazo previsto no parágrafo anterior.
– Capítulo VII da resolução 23405
(tal resolução é 3 de abril de 2014 e o Relator foi o Ministro Dias Toffoli)
Caso seja evidente a derrota da candidata Dilma, por que não tentar manter o poder e ‘ir de Lula’?
É evidente que Lula tem um capital político superior ao da ‘criatura’, resta saber se ele conseguiria desassociar sua imagem à dela (Dilma). Esse seria um grande fator surpresa, imaginemos que a probabilidade para que isto ocorra é de 50%.
Como extrapolamos que os 3 candidatos (Dilma, Aécio e Eduardo) tenham entre 20 e 30%, vamos considerar que probabilidade de haver uma migração em massa do 13 para o 40 seja de 1/3.
Então, através destes números é possível considerar que Dilma tenha 66% de chances de nem chegar ao 2º turno.
Entenda a conta:
- Caso Lula seja o candidato, Dilma não será candidata, logo, neste cenário, a probabilidade dela não estar no 2º turno é de 100%. A probabilidade considerada deste cenário ocorrer é de 50%.
- Caso Dilma seja a candidata, ela tem uma probabilidade de 33,33% de não estar no segundo turno. Este segundo cenário também tem 50% de chances de ocorrer.
- Então:  (1*0,5) + (0,5*0,3333) = 0,6666 > 66,66%
Em resumo:
- Dilma perde a eleição, tendo 66% de chances de não chegar ao 2º turno;
- Eduardo Campos (40) é a melhor opção para o país, já que ele tende a promover um Governo de União, e não uma mera União de Poderes (interesses próprios/setoriais), como vem ocorrendo, pelo menos, desde os anos 80.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

De mal a pior

                        Por Saulo Queiroz*
Saulo Queiroz (foto: o Globo)
A última pesquisa Datafolha mostrou a extensão de uma doença que avança pelo País: a rejeição ao PT e a Dilma. Como são duas entidades diferentes, não é fácil saber qual é depositária do percentual mais forte, mas há indícios de que a rejeição ao PT é de controle mais difícil.
Outro aspecto que fica claro é sua susceptibilidade ao contágio, que aumenta com maior velocidade nos grandes conglomerados urbanos, mas avança também, mais lentamente, nas pequenas cidades e até em espaços que pareciam imunes, como o Nordeste, onde a rejeição a Dilma alcançou incríveis 23%.
Para se ter uma ideia do que isso significa vale lembrar que na eleição presidencial passada, em pesquisa Datafolha de 23.07.2010, a rejeição a Dilma em todo o País era de 19%. Nesta última pesquisa já alcança 35%, quase o dobro de igual período em 2010.
Para uma identificação mais precisa do depositário da maior taxa de rejeição, se o PT ou Dilma, é preciso uma rápida caminhada pelo País, começando pelo Sul. O PT tem candidato nos três Estados, mas apenas no Rio Grande do Sul seu candidato está em segundo lugar nas pesquisas.
No Paraná e Santa Catarina estão em terceiro. No Sudeste, o desempenho é pífio em São Paulo com Alexandre Padilha, sofrível no Rio de Janeiro, com Lindhberg Farias, em quarto lugar, e sem expressão no Espírito Santo.
Apenas em Minas Gerais, com Fernando Pimentel, apresenta um desempenho satisfatório, mas a lógica é que ele não resistirá a máquina de moer carne que o espera, com Aécio Neves crescendo nas pesquisas para Presidente, um candidato ao governo, Pimenta da Veiga, de boa história, e um ao Senado, com a qualidade e aprovação de Antonio Anastasia, o governo do Estado e a maioria de deputados.
No Nordeste seu candidato na Bahia, maior colégio eleitoral da região está muito atrás do candidato do DEM. É segundo no Ceará e apenas no Piauí mantém folgada liderança. Nos demais Estados apoia candidatos de outras legendas, o que significa dizer que nestes quatro anos não consolidou personagens estaduais para concorrer ao cargo de governador, o que demonstra fragilidade partidária.
A pergunta que fica é: que culpa cabe à presidente Dilma por esta fragilidade do PT em seu principal reduto eleitoral que é o Nordeste. Penso que muito pouca. No Norte, afora o Acre onde pode reeleger o governador, não tem presença de destaque nos principais colégios eleitorais, visto que apoia o PMDB no Pará e Amazonas, além de fazer o mesmo em Tocantins.
No Centro Oeste tem candidato a reeleição no Distrito Federal com baixa perspectiva, em Goiás sem nenhuma e no Mato Grosso não tem candidato. Apenas em Mato Grosso do Sul tem perspectivas concretas de vitória porque seu candidato, o senador Delcídio Amaral, está bem a frente nas pesquisas e tem baixa rejeição. A questão é saber até onde ele resistirá ao processo de contaminação, visto que o Estado é vizinho de São Paulo e Paraná, onde é virulenta a rejeição ao PT – a maior em todo o País. Há que se vacinar para controlar o contágio.
Finalmente, é quase chocante que um partido que comanda o País há 12 anos, tenha favoritismo para eleger apenas três governadores, em Estados de pequena densidade eleitoral e dois senadores. Cinco em 54 disputas majoritárias. Quase nada. A pergunta, repetitiva, é se foi Dilma a responsável por uma rejeição que se estendeu por todo o Pais ou se foi o PT o principal responsável pela rejeição de Dilma. Não vale dizer que as duas se encontram.
A verdade é que estes últimos quatro anos de governo da presidente Dilma foram marcados por dificuldades na economia, não só aqui no Brasil, mas em quase todo mundo. Evidente que o governante paga uma conta que nem sempre é sua, como aconteceu nas eleições realizadas na Europa, mas é do jogo da política.
Lula presidente, a economia bombou, ele soube tirar proveito político disso e se tornou quase um ídolo no País. E ainda arrastou seu PT para o bom caminho da vitória nas eleições de 2010. Mas será que as dificuldades de Dilma, a baixa avaliação de seu governo, seria a causa principal para o desgaste do Partido em quase todos os Estados ou será que a causa é mais além?
Com certeza, mais além. No período do governo Dilma o País viveu o episódio que representou o maior massacre pelo qual já passou um partido na história política desse País: o julgamento do mensalão. Meses e meses de intensa cobertura de televisão, rádios e jornais de um julgamento onde o principal réu acabou se tornando o PT.
Engana-se quem acha que isto não teve grande importância. Teve sim e pensar o contrário é um menosprezo à opinião pública. Evidente que foi determinante para criar esse vírus da rejeição ao PT, que se espalha pelo País. A bem da verdade, nem Dilma nem seu governo têm qualquer coisa a ver com o mensalão. Ela, como muitos outros candidatos petistas, é apenas uma vítima.
Quanto à eleição presidencial deste ano o quadro caminha para um desfecho trágico para o PT e sua candidata. Quem estiver olhando para os números atuais das pesquisas e avalia que há um quadro de indefinição comete um erro básico de julgamento.
Há um status totalmente diferente entre os competidores, porque enquanto Dilma é conhecida por 99% dos eleitores, 19 e 36% desconhecem Aécio e Eduardo Campos, respectivamente. Todos os dados das pesquisas atuais mostram apenas a notória rejeição da candidata à reeleição.
Aécio e Campos são fatos para após o início do horário eleitoral. Vale que olhemos um pouco para 2010. Em 23.07, havia um empate entre Dilma e Serra, ambos com 36% de preferência. Em 15.09, com 25 dias de horário eleitoral, Dilma tinha 50% e Serra 27%.
Evidente que, agora, em meados de setembro, quando todos conhecerem melhor Aécio e Campos, os números serão diferentes e, tudo indica, um deles estará a frente de Dilma e, muito à frente, ambos, em uma simulação de segundo turno.
Não é provável, mas não impossível, que nesta data a campanha da presidente esteja com a preocupação voltada para assegurar sua presença no segundo turno. Apenas isso, porque não haverá mais nenhuma perspectiva de vitória.

             *Secretário – Geral do PSD. Artigo especialmente escrito para o blog do João Bosco, no Estadão.

sábado, 19 de julho de 2014

43 quilos de cocaína são apreendidos em Poço Verde

Cocaína estava em fundo falso no veículo
  Policiais federais prenderam em flagrante um homem de 35 anos, por transportar cerca de 43 kg de cocaína que estavam ocultos em um fundo falso no porta-malas de um automóvel, nesta quinta-feira, 17/07, durante barreira policial realizada na rodovia de acesso a cidade de Poço Verde.
Ao ser abordado pelos policiais, o condutor do veículo demonstrou grande nervosismo. Dessa forma, o condutor e o veículo foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Sergipe onde, após detalhada vistoria, foi constatado 43 kg de cocaína ocultos em um fundo falso no porta-malas do veículo. Além disso, após revista pessoal, foram encontradas várias cápsulas de cocaína nas vestes do conduzido, razão pela qual lhe foi dada voz de prisão em flagrante.
A ação foi fotografada por populares
Durante o interrogatório, o preso não confessou a origem e nem o destino do entorpecente apreendido. As investigações prosseguirão a fim de verificar o destino da droga e os eventuais participantes do crime.
O indiciado, que não teve seu nome revelado, responderá pelos crimes de tráfico interestadual de entorpecentes e foi encaminhado à Delegacia Plantonista de Aracaju/SE, onde permanecerá à disposição do Juízo da Comarca de Poço Verde/SE. Populares chegaram a registrar o momento da abordagem e liberaram imagens via Whatsaap.

Informações do portal do EDELSON FREITAS.
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