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Poucas & Boas 2017.3

2020 já começou? Alguns políticos de Heliópolis precisam saber que 2020 só começa após 2018. Ou seja, os resultados de 2018 podem in...

Novidade

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Juíza em Sergipe condena dez da Operação Navalha

João Alves Neto: 17 anos de prisão (foto: JL Política)
Reportagem do Jornal CINFORM, de Aracaju, revela que o filho do ex-governador João Alves, e mais nove réus são culpados pelos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e formação de quadrilha
A juíza federal, Telma Maria Santos Machado, julgou e condenou dez réus da Operação Navalha, um esquema criminoso montado para saquear os cofres públicos e desviar recursos dos governos federal e estadual. A Operação deflagrada pela Polícia Federal gerou uma Ação Penal no âmbito do Estado de Sergipe. A Justiça Federal de Sergipe divulgou nesta segunda-feira o resultado do julgamento do processo criminal.
 Os pedidos formulados pelo Ministério Público Federal (MPF) foram acolhidos  em parte pela juíza Telma Machado. Os crimes objeto de análise na denúncia foram os de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e formação de quadrilha referente ao desvio de mais de R$ 178 milhões das verbas de duplicação da adutora do Rio São Francisco.
A juíza determinou a condenação de dez pessoas.
1. Zuleido Soares de Veras – 26 anos e 06 meses de reclusão e 760 dias-multa no valor de um salário mínimo nacional vigente à época dos fatos.
2. Ricardo Magalhães da silva – 19 anos e 10 meses de reclusão e 562 dias-multa no valor de 1/20 (um vigésimo) do salário mínimo nacional vigente à época dos fatos.
3. Flávio Conceição de Oliveira Neto – 27 anos e 04 meses de reclusão e 836 dias-multa no valor de 1/10 (um décimo) do salário mínimo nacional vigente à época dos fatos.
4. João Alves Neto – 17 anos e 02 meses de reclusão e 500 dias-multa no valor de 1/10 (um décimo) do salário mínimo nacional vigente à época dos fatos.
5. José Ivan de Carvalho Paixão – 10 anos e 10 meses de reclusão e 287 dias-multa no valor de 1/20 (um vigésimo) do salário mínimo nacional vigente à época dos fatos.
6. Max José Vasconcelos de Andrade – 13 anos e 02 meses de reclusão e 385 dias-multa no valor de 1/20 (um vigésimo) do salário mínimo nacional vigente à época dos fatos.
7. Gilmar de Melo Mendes – 09 anos de reclusão e 275 dias-multa no valor de 1/20 (um vigésimo) do salário mínimo nacional vigente à época dos fatos.
8) Victor Fonseca Mandarino – em 07 anos de reclusão e 185 dias-multa no valor de 1/20 (um vigésimo) do salário mínimo nacional vigente à época dos fatos.
9) Kleber Curvelo Fontes – 5 meses de detenção e substituindo a pena privativa de liberdade por uma de prestação pecuniária no valor de 30 vezes o salário mínimo atual.
10) Sérgio Duarte Leite – 09 anos de reclusão e 275 dias-multa no valor de 1/20 (um vigésimo) do salário mínimo nacional vigente à época dos fatos.
Da sentença cabe recurso para o TRF da 5ª Região. (Jornal CINFORM.COM.BR)

domingo, 15 de outubro de 2017

Poucas & Boas 2017.3

2020 já começou?

Alguns políticos de Heliópolis precisam saber que 2020 só começa após 2018. Ou seja, os resultados de 2018 podem influenciar decididamente na eleição municipal de 2020. Isso quer dizer que não adianta colocar o carro adiante dos bois. Nada está definido e não cabe, portanto, lançar candidaturas agora. Todas que forem lançadas prematuramente morrem na praia. Os últimos anos mostram que os vencedores foram candidatos que ninguém imaginava, muitos deles sem serviços sequer prestados ao município.
A força do desejo...
Há inclusive políticos que, na ânsia de conseguir espaço, empurram os companheiros, tomando-lhes o que foi conquistado com trabalho. Estão esquecidos de que não se vence uma eleição só com o apoio do prefeito. O próprio Ildinho, para vencer, formou um leque de apoio que mais se aproxima de uma colcha de retalhos. Engana-se quem pensar que o grupo tem uma liderança só. Há de fato uma liderança majoritária, que é o prefeito, mas ele sozinho jamais ganharia uma eleição, quanto mais vencer sozinho apoiando um candidato. O único que, no passado, sozinho formava um grupo, hoje está isolado, esquecido e sem força sequer para eleger um vereador. Querer não é poder.
... pode atrapalhar!
Na política heliopolitana, não basta querer. Não basta também só trabalhar achando que o seu esforço será reconhecido. Aqueles que mais trabalham sempre estão a tirar leite de pedras para galgar uma posição política. Não se deve pensar também em reconhecimento. Os que menos fazem mais espaço ocupam. Terá sucesso quem souber se aproveitar do trabalho do outro em seu benefício. Desejo só atrapalha. É melhor deixar o desejo para os seguidores, para os que torcem. Político desejoso de poder só atrapalha a si e aos outros.
Secretário de gabinete
Ex-vereador José Mendonça Dantas
A situação péssima em que se encontra o PT foi um bom negócio para o ex-vereador José Mendonça Dantas. Mesmo sendo do PCdoB, foi encontrar guarita no gabinete da deputada petista Fátima Nunes. Sabendo que o partido já não tem mais aquela dinheirama toda da Petrobrás, a deputada quer ampliar seu eleitorado em solo heliopolense. Desempregado pela primeira vez, Mendonça foi alçado à condição de Secretário de Gabinete, com salário aí próximo dos 4 mil reais. O ex-vereador quer manter-se vivo até 2020 e ele sabe que a escolha do seu nome para liderar o grupo está mais difícil. Agora, uma pergunta fica no ar: será que os deputados do PCdoB sabem disso? Se sabem ou não, pouco importa. Vão ter que engolir.
Uma nova aposta
Valdelício, Fátima Nunes e Zé do Sertão: parceria improvável (foto: gabinete Dep. Fátima Nunes)
A deputada Fátima Nunes não tem tido muita sorte em Heliópolis. Seu último grande apoio foi do vereador Claudivan, que já pagou, muito bem, o que devia. No início deste ano, a deputada flertou com duas figuras conhecidas, como mostra a foto muito bem. Deu xabu! Valdelício voltou ao ninho, se bem que não se sabe realmente qual o ninho de Valdelício, e o vice-prefeito está vivendo o seu ostracismo político. Não se pode duvidar, mas é improvável os dois votando na deputada. Foi uma aposta indicadora do desespero vivido pela deputada em busca do seu quarto mandato.
No muro
Um edil não esconde que um dos seus colegas já não consegue disfarçar o comportamento dúbio na câmara de vereadores. Ele é fiel ao grupo, mas não quer bater de frente com a oposição. Não quer fechar as portas para a possibilidade de um abrigo em 2020. Já chegou ao ponto de até apresentar atestado médico em dia de votação para derrubar proposições dos opositores. O atestado era só para fazer um exame! Já pensou se fosse para uma cirurgia?
Desesperado
O vereador Giomar Evangelista está preocupado com o resultado do julgamento de suas contas à frente da presidência da câmara de vereadores. Como não seguiu a determinação do TCM de pagar os subsídios da vereadora Ana Dalva, vê a possibilidade de suas contas serem rejeitadas. Assim como vibrou por ser o único a ter suas contas aprovadas sem ressalvas, pode amargar o outro lado: o de ter sido o único a ter contas rejeitadas. Para isso, entrou pedindo efeito suspensivo para que o não pagamento à vereadora não entre no mérito do julgamento final. É querer que o gelo não derreta sob um sol de 40 graus. Coisa de desesperado.
Sem solução
A vereadora Ana Dalva continua pagando alto preço no grupo do prefeito Ildinho. Mesmo após a adesão novamente do vereador Valdelício, a sua situação não foi resolvida. Continua sem receber os subsídios e conta com enorme paciência dos credores. Mas é assim mesmo por aqui. O dinheiro só aparece se for para comprar consciências. Direito líquido e certo vem a passos de cágados.
     Boa notícia
      Finalmente os estudantes de Heliópolis já têm sua morada em Aracaju. Este mês o contrato foi fechado. A residência estudantil fica no Rosa Elze, bem próximo à UFS. Méritos para o prefeito Ildinho, que cumpriu a palavra. Também contribuíram o secretário de educação, professor Dênis, e a vereadroa Ana Dalva. Os futuros intelectuais agradecem.

De quem são os 51 milhões de Geddel?

     Por mais paradoxal que possa ser o título desta postagem, ainda não se sabe de quem são, de onde vieram e para que finalidade havia 51 milhões no apartamento do ex-ministro de todos os últimos governos do país. Artigo extraordinário do jornalista J.R. Guzzo, publicado em VEJA, denominado O mistério da caverna, trata da questão. É imprescindível a leitura. Dê um clique AQUI.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

É possível fazer política sem partido?

Uma reportagem interessante da jornalista Fabíola Perez, publicada na edição desta semana da revista semanal ISTOÉ, acende uma luz no fim do túnel do submundo da política nacional. Em época de radicalismos e de recaídas, de predadores republicanos e de pessoas desejosas de chutar o pau da barraca e mandar tudo para o inferno, não deixa de ser um lenitivo o interesse em restaurar a ética e a transparência no setor público a partir da criação, por meio dos jovens, de grupos de mobilização para engajar o cidadão comum e pressionar o Congresso a fim de atender às demandas populares, principalmente em períodos distantes das eleições. Um país que confie em seus políticos e políticos que representem seus eleitores. Esse é o pensamento que perpassa a origem de todos os novos movimentos políticos que surgiram no Brasil no último ano. Eles têm como objetivo reduzir a distância entre a população e a política e são formados por jovens engajados, que fazem parte de uma geração que estudou para batalhar por uma nova democracia.
Os novos grupos propõem mudanças, desenvolvem mecanismos para recuperar a ética, incentivam o surgimento de novos nomes para ocupar cargos públicos e pressionam o Congresso para aprovar as transformações que desejam colocar em prática. “O que há de novo nisso tudo é o que o desejo por uma maior participação nas tomadas de decisão vem acompanhado por novas ferramentas que nos permitem ultrapassar as velhas barreiras da ação coletiva”, afirma Ricardo Borges Martins, cientista social, articulador de diversos movimentos e coordenador do grupo Reforma Que Queremos. “A revolução digital é um marco de repercussões profundas para a democracia”, diz. É por meio dessas plataformas que os movimentos Transparência Partidária, Agora, Acredito, Bancada Ativista e Nova Democracia planejam suas ações, se articulam, cobram transparência, monitoram governos e mobilizam outros cidadãos em torno da crença de que política não se faz apenas por meio do voto.
Para ler a reportagem completa no portal da ISTOÉ, dê um clique AQUI.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017