Obrigado a todos!

E paro por aqui.
Há um tempo para tudo!
Se nada mudou,
acho que ajudei a melhorar o mundo,
ou, talvez,
a repetição da dor
engana o nosso sofrer.

Exclusivo!

A história do invicto Artur Lima

                                                                            Landisvalth Lima O nome dele é Artur Lima, natural da cida...

Novidade

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Termina dia 22 inscrição para Pré-Universitário

     O coordenador do polo do Pré-universitário da Seed em Poço Verde, prof. Salmeron Sales, avisa que já estão abertas as inscrições para a formação da turma deste ano de 2017. Quem estiver cursando o 3º ano ou já concluiu o ensino médio pode se inscrever. A prova de seleção será dia 5 de fevereiro próximo e as aulas estão previstas para começarem dia 6 de março. O Pré-Seed é uma iniciativa da Secretaria de Educação do Estado de Sergipe e o objetivo é revisar todo o conteúdo necessário para que os alunos das escolas públicas tenham uma boa aprovação no Enem. As inscrições estão abertas e vão até o dia 22 de janeiro. O curso em Poço Verde conta também com o apoio do Colégio Prof. João de Oliveira e uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Poço Verde. Maiores informações pelo whatsapp 999761378.

A história do invicto Artur Lima

                                                                            Landisvalth Lima
O nome dele é Artur Lima, natural da cidade de Serrinha-Ba, filho de Patrícia e de meu irmão Laivikson Lima (Pirica). Completou agora 20 anos e reside na cidade de Curitiba, no Paraná, onde tenta solidificar sua carreira como atleta de MMA. Artur é praticante de Jiu Jitsu, Muay Thai, Box e Taekwondo. Ele é atleta da academia Evolução Thai e está invicto há 2 anos. Foram 3 lutas de Muay Thai, sendo uma por nocaute; 2 lutas de box, uma delas por nocaute também. Artur Lima foi também 2 vezes campeão paranaense de Jiu Jitsu categoria e absoluto, campeão do Litoral Open em 4 vitórias de desafios por submissión.
Ele esteve em Heliópolis para a posse da vereadora Ana Dalva, para visitar este seu tio e sua irmã Vitória Linge, estudante do Colégio Estadual José Dantas de Souza, e contou um pouco de sua história. Ele disse que começou a treinar Jiu Jitsu aos 14 anos na academia de Neto Ferreira, em Serrinha, com o mestre Jéferson Almeida, e venceu vários campeonatos baianos, campeonato brasileiro, Open e Norte-Nordeste. Como se destacou, começou a se interessar pelo MMA. Foi daí que veio o contato com Curitiba e com a academia Evolução Thai, que tem os melhores técnicos do Brasil, como os mestres André Dida e Daniel Acácio. Só na equipe há 6 atletas UFC.
Sobre seus mestres, Artur Lima não se cansa de detalhar. Diz que mestre Dida é lutador K1, maior evento de trocação do mundo. Sobre Daniel Acácio, do antigo Pride, só elogios. Por isso ele tem certeza de que está no caminho certo por ser atleta da melhor equipe do mundo. Mas o que deixa Artur bem animado é saber que, em novembro do ano passado, foi inaugurado o maior centro de treinamento do Brasil, em Curitiba, onde já mora há 2 anos.
Invicto em várias modalidades das artes marciais, Arthur Lima já tem data para um novo desafio. Dia 11 de fevereiro ele fará sua primeira disputa de cinturão do evento Katana Fight. É o início de uma carreira que promete dar muitas alegrias aos Serrinhenses, aos baianos e à equipe da Evolução Thai.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Conclusão do ensino médio no CEJDS

Estudantes festejam a conclusão do ensino médio (foto: Landisvalth Lima)
 No último sábado (14) a Igreja Matriz de Heliópolis ficou lotada com a realização da Missa em Ação de Graças promovida por dezenas de estudantes que concluíram o ensino médio no Colégio Estadual José Dantas de Souza no ano passado. O ato religioso foi celebrado pelo Padre João Maranduba e, além dos padrinhos, pais e familiares, vários professores e a direção da escola marcaram presença. Após a celebração, seguiram para a quadra esportiva do CEJDS, animados por Wesley Nascimento, Júnior, Ítalo e Isaque.

Para ver mais fotos do evento, dê um clique AQUI.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O heroísmo de servir ao outro

Irena Sendler e Santa Inês: a luta pelo outro e pela liberdade individual
(foto\montagem: Landisvalth Lima)
                                           Dedicado a Ana Dalva

     Estou escrevendo meu décimo livro e o primeiro capítulo dele é só uma frase: “Somos uma obra inacabada de Deus!” Está embutida aí a ideia da nossa imperfeição. Se Deus é superior, não somos a sua imagem e perfeição de jeito e maneira.  Somos incoerentes acima de tudo. E isso se confirma até na criação dos nossos heróis. Alguém pode me dizer por que Alexandre da Macedônia é considerado herói? Padre Vieira o chamava de um grande ladrão. Como Alexandre, há outros heróis questionáveis ao longo da história. Mas a verdade é que cada nome elevado à condição de herói atende a um status quo de um tempo e de uma época. Nem sempre percebemos nossos personagens heroicos.
Um caso reconhecido pela Igreja Católica é o de Inês de Roma, a Santa Inês. Ela viveu em Roma, onde foi martirizada em 304. De família nobre, tinha 13 anos quando foi cobiçada, por sua extraordinária beleza, riqueza e virtude, pelo jovem Fúlvio, filho do Prefeito de Roma, Semprônio. Como o rejeitou, Inês foi levada a julgamento e obrigada a manter o fogo sagrado aceso de um templo dedicado à Vesta, deusa romana do lar e do fogo, o que se recusou a fazer, dizendo: "Se recusei seu filho, que é um homem vivo, como pode pensar que eu aceite prestar honras a uma estátua que nada significa para mim? Meu esposo não é desta terra", se referindo a Jesus. Depois de episódios fantasiosos registrados em vários livros lendários, por fim Inês foi decapitada a mando do vice-prefeito de Roma, Aspásio.
Temos certeza de que Santa Inês não foi a única mulher do planeta a se negar a se submeter a uma imposição da nobreza de Roma. Ela e tantas outras lutaram, ao longo de séculos, pela liberdade de fazer com o seu corpo aquilo que lhe aprouver, desde que dentro dos limites da moralidade, da ética e do respeito ao outro. Ainda hoje as mulheres lutam, mas não se fala mais em Santa Inês. As heroínas têm outros nomes, que logo serão esquecidos. A luta pela liberdade do eu é sempre um tema infinito e explorado. Hoje o tema está diluído no feminismo, na luta dos homossexuais, trans e periféricos, e também na luta contra o bulling.  
 E quando a mulher luta a favor do outro? Aí será difícil virar heroína.
Vou logo direito a um caso que só fiquei sabendo pela glória do cinema. Viva o Netflix! O nome dela é Irena Sendler, que faleceu no dia 12 de maio de 2008, aos 98 anos.  O Instituto Yad Vashem reconheceu o valor dessa mulher extraordinária, em 1965, concedendo-lhe o título de "Justo entre as Nações", mas poucos conheciam sua história até menos de duas décadas atrás. Em 2000, o silêncio que se formara em volta de seu nome foi quebrado, quase por acaso, graças ao empenho das alunas de uma escola secundária de Uniontown, Kansas, nos Estados Unidos: Megan Stewart, Elizabeth Cambers, Jessica Shelton, de 14 anos, e Sabrina Coons, de 16. Nos primeiros meses de 2000, decidiram escrever uma peça teatral baseada em sua vida, intitulada "Life in a Jar", Vida dentro de uma garrafa. E, para grande surpresa, descobriram que Irena ainda estava viva e bem de saúde, apesar de presa a uma cadeira de rodas, há anos, por lesões provocadas pelas torturas que sofreu nas mãos da Gestapo. As jovens entraram em contato com Irena e, a partir dali, mudaram sua vida.
Irena nasceu em 15 de fevereiro de 1910, em Otwock, cidade próxima a Varsóvia, filha única do casal Krzyzanowski. A família sempre manteve estreitas relações com a comunidade judaica da cidade. O pai, Stanislaw, era médico e entre seus pacientes havia vários judeus, muito dos quais sem recursos. Ardente socialista, Stanislaw não cansava de ensinar à pequena Irena que o ato de ajudar devia ser para todo ser humano uma necessidade que emanasse do coração, não importando se o indivíduo a ser ajudado era rico ou pobre, nem a que religião ou nacionalidade pertencia. Em 1917, Otwock foi tomada por uma epidemia de tifo. Stanislaw, fiel aos seus ideais, não deixou a cidade e continuou socorrendo os doentes. Ele mesmo contraiu tifo, mas antes de morrer fez uma última recomendação à filha: "Se vires alguém se afogando, deves pular na água e tentar ajudar, mesmo se não souberes nadar".
Casou com Mieczyslaw Sendler, com o qual não teve filhos e passou a trabalhar como assistente social. Quando os alemães invadiram a Polônia, em setembro de 1939, ela trabalhava no Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia, única organização oficial polonesa autorizada a atuar no país, além da Cruz Vermelha. Irena era responsável pela administração dos refeitórios comunitários localizados em cada distrito da cidade, que, graças a ela, distribuíam, além de alimento, roupas, medicamentos e algum dinheiro. E, quando se tornou proibido atender os judeus, ela registrou aqueles que iam pedir ajuda com nomes cristãos, fictícios. Para evitar visitas de inspeção, colocava nas fichas que na família havia doença infecciosa, como tifo ou tuberculose.
Na Polônia, a perseguição nazista aos judeus iniciara-se imediatamente após a invasão. Os alemães sabiam que o profundo antissemitismo que permeava a sociedade polonesa facilitaria a execução de seus planos para a comunidade judaica. Em outubro de 1940, a Gestapo decretou a transferência imediata de todos os judeus de Varsóvia para um antigo bairro que, em poucos meses, se tornou um gueto no sentido mais nefasto da palavra.  Dentro do gueto, as condições de vida eram subumanas. As cotas de alimentos eram mínimas, produtos sanitários e farmacêuticos em quantidade insuficiente. Grande parte da população sequer tinha abrigo; quem conseguia algum cômodo o partilhava, com mais 10 pessoas. Além das execuções sumárias, os nazistas queriam matar os judeus de fome, frio e doenças. Entre o início de 1940 e meados de 1942, uns 83 mil morreram.
Com o passar dos meses, as condições de vida no gueto se tornaram ainda mais terríveis. Sabe-se que a partir de junho de 1941 o número mensal de mortes chegou a 5 mil. Irena estava definitivamente convencida de que a única forma de salvar alguém daquele inferno era ajudando-o a fugir. Passa, então, a trabalhar na organização das fugas. Os primeiros a serem retirados foram as crianças órfãs. Em julho de 1942, os nazistas iniciaram a deportação em massa para o campo de Treblinka. Tornara-se ainda mais premente remover do gueto o maior número possível de pessoas. Irena já estava de posse de uma lista de endereços onde os judeus poderiam ficar, principalmente as crianças, até conseguir documentos de identidade "arianos" e encontrar um lugar onde viver em relativa segurança. Sendler e Schultz conseguiram 3 mil documentos falsos.
Como as deportações continuavam sem tréguas, Irena decidiu procurar ajuda e se filiou à Zegota, movimento clandestino com a infraestrutura e o dinheiro necessários. Esta organização, que contava com o apoio financeiro de judeus britânicos, foi criada naquele fatídico mês de julho por poloneses católicos, muitos, entre eles, membros da resistência, que se opunham ao extermínio em massa de judeus.  Usando o codinome Jolanta, Irena se tornou uma das principais ativistas da Zegota. Comandava uma equipe de 25 pessoas incumbidas de tirar crianças do gueto, obter documentos falsos e encontrar uma família ou local onde as abrigar - algo não tão fácil de conseguir. Durante os últimos três meses antes da liquidação do gueto, lutando contra o tempo, Sendler e uma sua amiga, Schultz, retiraram 2.500 crianças. Alguns eram escondidos dentro de ambulâncias. Crianças pequenas eram sedadas para não fazer barulho. Nas mãos de Irena qualquer coisa se transformava em instrumento de fuga: sacolas, latas de lixo, sacos de batatas, caixões. Chegou a esconder algumas dentro de seu casaco! Já fora dos muros, as crianças eram levadas para locais onde iam ficar até serem entregues a famílias ou instituições religiosas confiáveis.
Irena Sendler em 2006
No dia 20 de outubro de 1943, Irena foi à casa de sua mãe para uma reunião de amigos. No final da tarde, a Gestapo invadiu o local. Por sorte, ajudada por uma amiga, ela conseguira esconder documentos que a incriminavam e uma grande quantia do Zegota destinada à ajuda aos judeus. A busca durou três horas. Não encontraram nada, mas Irena foi presa e levada à terrível prisão de Pawiak. Uma de suas colaboradoras havia sido presa e, sob tortura, revelara seu nome. O alemão que a interrogou era jovem, com boas maneiras e falava perfeitamente o polonês. Queria os nomes da liderança do Zegota, endereços e a relação de todos os envolvidos. Apesar de brutalmente torturada - quebraram-lhe as duas pernas - ela não cedeu.  Um dia, Irena estava sendo levada para o local onde devia ser fuzilada quando um agente da Gestapo surgiu com a ordem de conduzi-la a outro interrogatório. O Zegota conseguira subornar o agente minutos antes da execução; após conduzi-la a um canto, o nazista mandou-a desaparecer. Estava livre. Na mesma noite, Irena viu cartazes, nos muros de Varsóvia, com o nome das pessoas executadas. Entre eles, constava o seu. A Gestapo não tardou a descobrir o que ocorrera; isto forçou Irena a viver escondida, sob falsa identidade, até a libertação da Polônia pelos exércitos russos - exatamente como tantos outros a quem salvara. Mas, mesmo perseguida pela Gestapo, continuou a atuar.
A guerra acabou e esqueceram a luta de Irena. Tanto tempo depois, aquelas quatro meninas resolveram remexer a história. Irena rememora o momento em que soube do projeto das jovens: "Fiquei boquiaberta e fascinada, a um só tempo; interessada, muito feliz". Em uma das primeiras cartas de Irena às jovens, escreveu: "Minha emoção está sendo ofuscada pelo fato de que ninguém do meu círculo de colaboradores, que viviam arriscando suas vidas, pôde viver o bastante para desfrutar todas as honras que hoje recaem sobre minha pessoa... Não encontro palavras para lhes agradecer, minhas queridas meninas... Antes de vocês escreverem a peça "Life in a Jar", ninguém em meu próprio país e em todo o mundo se havia preocupado com minha pessoa ou com o trabalho que desempenhei durante a guerra...".
Reparem que o próprio país não a havia descoberto. Foram estudantes americanas! Em maio de 2001, as 4 jovens, acompanhadas do professor Conrad, viajaram a Varsóvia para se encontrar com Irena. Na mesma época, a mídia internacional começa a divulgar sua história. Emocionada, Irena diz às jovens que elas eram "as resgatadoras da história de Irena perante o mundo". Ao publicar a história, vários jornais colocaram uma antiga foto dela. De repente, diversas pessoas a contataram: "Lembro-me de seu rosto... sou uma daquelas crianças, devo-lhe a minha vida e meu futuro, preciso vê-la!" No ano de 2003, Irena Sendler recebeu uma carta do papa João Paulo II. Em março daquele ano foi a vez da Polônia fazer reparações oficiais. Irena é agraciada com a Ordem da Águia Branca, a mais importante distinção concedida pelo governo daquele país. No ano seguinte foi publicado um livro sobre sua vida escrito por Anna Mieszkowska: Mother of the Children of the Holocaust: The Irena Sendler Story. Ela também foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, mas perdeu para o político americano Al Gore. No ano em que celebrou 98 anos, recebeu das jovens de Kansas a notícia de que a peça sobre sua vida fora representada pela 254ª. vez, em Toronto, Canadá. Ela sempre disse que poderia ter feito muito mais. Ela não se conforma de não ter salvo todas as crianças do gueto. Nunca reclamou seu reconhecimento e nem lamentou ter sido torturada. Irena pensava sempre no outro. Talvez seja este o tipo de heroísmo de que o mundo esteja precisando. 
(Com a colaboração do portal Morashá e do Wikipédia)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O débil, o mentecapto, o ególatra, o desvairado e o farsante

Claudivan, Mendonça, Giomar, Zé do Sertão e Valdelício (foto/montagem: Landisvalth Lima)
Os cinco personagens do artigo de hoje não honraram o apoio recebido do povo de Heliópolis, ao longo de suas vidas públicas. Pelo menos foi isso que demonstraram no último domingo ao promoverem o maior fiasco político da história do município. Até aqui, não se sabe o que motivou tal comportamento. Cheguei a pensar em vingança, mágoa, desejo de poder, traição velada, exibicionismo e outras desgraças, sem chegar a nenhuma delas. Acho que foi a mistura de tudo isso, e mais um pouco. Vamos tentar explicar o que aconteceu com cada um deles.
Claudivan Alves
O vereador comunista Claudivan Alves perdeu a talvez última oportunidade de assumir a presidência da Câmara Municipal de Heliópolis. Sabendo que o esquema já estava fechado em torno de Valdelício, a vereadora Ana Dalva tentou lançar o nome de Claudivan para presidir o parlamento municipal e ele não aceitou, mesmo sendo colocado de lado nas tramoias patrocinadas por Zé do Sertão, Valdelício, Giomar e Gama Neves. Na sexta-feira (30), na casa de Beto Fonseca, Ildinho e os vereadores da situação decidiram não votar em Giomar Evangelista ou Valdelício. Qualquer outro nome era passível de conversa, mas a preferência recaía sobre Claudivan Alves. Não aceitou. Deu como desculpa o problema de saúde vivido por sua genitora. Na verdade, Claudivan é um débil, um fraco, aquele sem energia, sem força, sem vigor ou saúde política. Frágil, covarde, de pouca resistência, sua expressiva votação não conseguiu fazê-lo desenvolto. Passa e ideia que é quase desprovido de inteligência e não tem convicção de caráter. Viverá o resto de sua vida política como prestador de serviços ao povo. Está mais para o serviço social que para a política.
José Mendonça
O ex-vereador José Mendonça fez certo ao tomar a frente e ser o candidato da oposição. Foi uma atitude, se não imediatista, inteligente e de frutos num futuro bem próximo. Só que o futuro virou ex. Se tivesse a Inteligência de perceber o perigo nas relações entre Zé do Sertão, Giomar e Gama Neves, notadamente no projeto de eleição de Valdelício para presidir o parlamento, manteria seu nome como o grande opositor de Ildinho, e com ajuda do prefeito. Era só convencer Claudivan a ser o presidente da Câmara. Ana Dalva chegou a visitá-lo com a proposta. Fabinho do bar e Ronaldo também. Ficou de dar a resposta no domingo às 8 da manhã. A resposta não veio e Mendonça agiu como um mentecapto. Não utilizou a razão e sua mente se desorganizou, movida ainda pela dor da derrota nas últimas eleições. Ficou sem juízo, maluco e usou o fígado no lugar do cérebro. Isso afetou a sua capacidade intelectual, gerando falta de inteligência. Agiu como um tolo, um idiota. Perdeu o lugar de maior opositor do prefeito. Restará para ele apenas um lugar de candidato a vereador na próxima eleição e lutará por Gama Neves ou Giomar Evangelista.
Giomar Evangelista
O ególatra é aquele que se coloca no centro de tudo. Ele não vê o todo a não ser pela ótica do seu eu. Sofre de egolatria a pessoa que é excessivamente egocêntrica, que idolatra o próprio eu. Giomar Evangelista é um indivíduo que sofre desta doença. É um egômano, um egocêntrico excessivo. Ele gosta de falar bem dele e ainda pergunta ao outro o que achou do que ele disse sobre ele mesmo. Ai do pobre que discordar! Como Zé do Sertão sofre da mesma doença, imaginem os dois num mesmo ambiente? O ruim do ególatra é que ele pensa que está convencendo todo mundo e que ele é o mais inteligente e mais bem preparado para os desafios. Giomar foi capaz de tentar desestabilizar a candidatura de Mendonça e depois rasgar elogios para não perder votos. Agora deu o golpe fatal em Mendonça. E não pensem que ele morre de amores por Zé do Sertão, Gama Neves ou Valdelício. Estes são apenas copos descartáveis. Giomar quer ser o próximo candidato da oposição e vai conseguindo até aqui.
Zé do Sertão
Além da egolatria, Zé do Sertão sofre de uma doença chamada desvario. Apesar de passar a ideia de que é um grande político, na verdade nunca passou de um grande sortudo e não soube aproveitar a inteligência quando a sorte lhe faltou. Entrou em desatino e passou a agir de forma desregrada no modo de proceder. Colocou na cabeça uma ideia fixa e não foge dela de maneira alguma. Chega a ser algo próximo da loucura, da falta de sanidade e de juízo. Ao insistir discursar num momento tenso daqueles, cometeu excessos, inclusive achando que convence mais alguém em Heliópolis com aqueles discursos longos, sem nexos, sem sentido e amplamente repetitivos. Zé do Sertão se mostra com comportamento exagerado, esbanjador e sem sensatez. Ele sonha não só com a filha no parlamento, mas com a volta do seu prestígio. Daí a inquietação, a falta de calma, a construção de uma fantasia quase impossível, a imaginação delirante, teimosa e incontrolável. Zé do Sertão ainda não percebeu que sua carreira política acabou e que Valdelício, Giomar e Gama Neves apenas o usaram nesta história toda. A última coisa que eles pensam é apoiá-lo a alguma coisa.
Valdelício Gama 
No teatro, o farsante é aquele que faz rir com suas representações, gracejos e piadas. Na política e na vida, é a pessoa que não procede com seriedade. É o fingido, o dissimulado, o falso, o aleivoso, o desleal. Ele age de forma sempre incorreta e a coisa mais difícil é saber o que ele quer além do dinheiro. Esta talvez seja a definição mais próxima do vereador Valdelício Dantas da Gama. Não se pode aqui analisá-lo como cidadão ou pai de família. A questão aqui é o seu comportamento político. Na sua história de vida, é difícil encontrar uma época em que ele foi fiel a um ou outro grupo político. Sempre caminhou para o governo. Desta vez foi o contrário e ninguém ainda entende o porquê. Seria para, no controle da câmara, cobrar um pedágio maior? Talvez. Alguns chegam a comparar com a eleição de Ana Dalva em 2013. Um absurdo sem precedentes. Ana Dalva jamais traiu seu grupo. Aceitou os votos da oposição sem romper com Ildinho e foi eleita por unanimidade. Ela lutou para ser valorizada no seu próprio grupo, o que de fato ocorreu. Não envolveu dinheiro, barganha ou chantagem. Agora, Valdelício fez tudo errado e ainda se armou com os maiores inimigos políticos do prefeito. Malandro demais se atrapalha. É osso! 
                                       Landisvalth Lima

domingo, 1 de janeiro de 2017

Zé do Sertão, Valdelício e Giomar vaiados na posse dos eleitos em Heliópolis

Ildinho, entre Zé do Sertão e Valdelício, vendo os votos que configuraram a traição
(foto: Landisvalth Lima)
Uma palavra só poderia resumir o que ocorreu neste primeiro dia deste já real 2017: indignação. Depois de uma manhã tranquila, serena e nublada, o povo e os políticos foram para a Igreja da Matriz do Sagrado Coração de Jesus, em Heliópolis, para uma Missa em Ação de Graças. Bem como disse o padre João Maranduba, “para agradecer o que alcançamos e o que desejamos alcançar.” Lá estavam Ildefonso Andrade Fonseca, o prefeito eleito; Ana Dalva Batista Reis, Ronaldo Santana, José Clóvis Pereira e Maria da Conceição Andrade, os vereadores, e seus familiares. Faltaram o vice-prefeito eleito, José Emídio Tavares, e o vereador Valdelício Dantas da Gama. Estava ali configurado que a oposição engordou. Também, nenhum dos vereadores eleitos de fato pela oposição marcaram presença.
Apesar da indignação da ausência da oposição e dos novos membros que aderiram a ela, o evento não foi triste. Uma banda musimarcial desfilou pelas ruas da cidade, guiadas pelo prefeito e pela primeira dama Santaninha. A Missa começou por volta das 10 horas da manhã e foi bastante organizada. O padre João pediu que o prefeito governasse para todos e que a igreja não tinha partido. Aquela missa era para agradecer as graças alcançadas de todos. Findada a parte litúrgica, as autoridades e o povo seguiram para a Câmara Municipal de Heliópolis. Lá, uma multidão aguardava a posse dos eleitos.
Após orientação aos eleitos sobre a documentação a ser providenciada, percebemos a ausência do advogado dr. Gabriel Fontes. Informações indicavam que já havia um acordo para ser o advogado da Câmara Municipal o advogado do vice-prefeito eleito. Iniciaram-se os trabalhos. O presidente que saía passava o comando para o vereador mais idoso, justamente o Valdelício Dantas da Gama que, até o dia anterior, fazia parte do grupo do prefeito eleito. Tudo isso após formar toda a mesa com os eleitos. Depois o vereador mais idoso devolveu a bola para o ex-presidente da casa, nomeando-o para secretariar os trabalhos. Esse jogo já começava a impacientar o público que, vez ou outra, soltava uma vaia, um apupo e até gritos de “ladrão”, direcionados ao vice-prefeito eleito. A história do rompimento com o prefeito já não era mais segredo.
Depois dos juramentos, leitura de declaração de bens e posse, foi a vez da eleição para os membros da mesa. Como adiantou este blogue, a chapa nº 01 tinha como candidato a presidente Valdelício Dantas da Gama – Vice-presidente, Giomar Evangelista dos Santos – 1º Secretário, Manoel do Tijuco e, como 2º secretário, Doriedson Oliveira. A chapa nº 02 já havia sido inscrita e trazia como presidente, José Clóvis Pereira – vice-presidente, Maria da Conceição – 1ª secretária, Ana Dalva Batista Reis e, 2º secretário, Ronaldo Santana. Durante todo o processo, a indignação do público aumentava. Gritos, palavras de ordem, xingamentos, vaias, dirigidas sempre a Zé do Sertão, Valdelício ou Giomar Evangelista. Ildinho foi aplaudidíssimo. Ana Dalva, Ronaldo, José Clóvis e Maria de Renilson igualmente. O público já havia tomado partido e a sessão solene ameaçava caminhar para o descambado, embora Giomar tentasse em vão silenciar a plateia.
Começa então o processo de votação, logo após a assinatura das cédulas eleitorais. Um a um seguem para o voto direto e secreto. Ao final, é feita a contagem e os números refletem o que todos já esperavam: Chapa 01- 5 votos, Chapa 02- 4 votos. Os novos administradores da Câmara Municipal de Heliópolis tomaram posse para os próximos dois anos, claro, debaixo de uma sonorosa vaia. Já no cargo, Valdelício Dantas da Gama dá posse ao vice-prefeito Zé do Sertão. Ninguém ouviu seu juramento. Nunca se viu uma quantidade tão grande de palavrões direcionados a um político na história de Heliópolis. A gritaria foi espetacular. Embora a mesa tentasse conter os ânimos, a ação foi inútil. Quando foi a vez do prefeito Ildinho, houve também muita zoada, mas eram aplausos, gritos de “Ildinho, Ildinho!”, um dos poucos momentos alegres da solenidade de posse dos eleitos.
O momento infeliz ao extremo foi quando foi dada a palavra a Zé do Sertão. Mais vaias, mais gritos ofensivos. Um verdadeiro tumulto. Teimoso, o vice-prefeito continuou falando, mas era uma disputa insana. A plateia sempre foi mais forte. Para aumentar a desgraça, Giomar Evangelista ameaçava tomar providências e chamar a polícia. Mas não adiantava, o povo estava irritado com a traição de Zé do Sertão ao grupo fundado por ele próprio. Para evitar um problema maior, já que o presidente não tomava uma atitude, o prefeito empossado e os vereadores governistas se retiraram do Plenário e convocaram a todos para deixarem a Câmara Municipal. 
Com o Plenário vazio, Valdelício tentou justificar sua atitude de mudar de lado mais uma vez, rotina na sua atuação ao longo dos oito mandatos. Giomar Evangelista, como sempre, enalteceu suas supostas virtudes, já com a presença ostensiva da Polícia Militar. Após o encerramento, os governistas voltaram para assinar o Termo de Posse quando tudo parecia caminhar para a normalidade. No dia em que Ildinho perdeu a maioria na Câmara Municipal e rompeu definitivamente qualquer possibilidade de reaproximação com seu vice, numa atitude inteligente, esvaziou o ambiente do Poder Legislativo e evitou uma tragédia anunciada desde o início da sessão.
Para ver mais fotos da posse dos eleitos, dê um clique A Q U I.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Uma prostituta vereadora

Coroca, a prostituta que virou vereadora
Lendo o jornal A Crítica, de Manaus, na Amazônia, graças ao advento da Internet, fiquei animado com a democracia. Com 1.122 votos, Francisca Ferreira da Silva, 32 anos, a prostituta Coroca, foi a vereadora mais votada nas Eleições municipais em Manacapuru (a 74 quilômetros de Manaus) e a quarta colocada entre todos os eleitos. Neste domingo (1) ela tomará posse na câmara municipal do município de 95 mil habitantes, localizado a 100 quilômetros de Manaus.  
Coroca, que para concorrer a uma das 15 vagas da Câmara Municipal da "Princesinha do Norte" recebeu apoio do PDT Nacional, trabalha em um bordel da cidade, e é com o que ela ganha lá que sustenta os três filhos: duas meninas, de 6 e 10 anos, e um menino, de 7. A sua campanha foi feita apenas com santinhos, com gastos de apenas 155 reais.
Durante a campanha, em suas redes sociais, Coroca levantou a bandeira contra o machismo e a violência contra a mulher. Ela também relatou, em vários momentos, que sofreu preconceito durante a campanha por conta de sua profissão, mas recebeu o apoio dos eleitores - a maior prova foi a votação expressiva. Em uma postagem de setembro, ela pede o voto dos humildes, para lutar na Câmara Municipal pelas reais necessidade do povo. "Peço os votos do povo humilde, que já sentiu na pele a necessidade de muitas das vezes não ter o que comer, de não ter remédio, de não ter a quem recorrer nas horas difíceis".
Ela apoiou o prefeito Angelus Figueira, que perdeu para Beto Dangelo, eleito prefeito de Manacapuru, com 14.427 votos. Muitos dos seus eleitores ouvidos disseram que votaram nela porque é uma mãe dedicada e sustentava a família com o que lhe foi possível fazer. Todos são unânimes em dizer que espera que ela surpreenda e faça mais que os outros atualmente fazem. Ela terá salário de 7.800 reais e verba de gabinete de mais de 3 mil. Poderá ainda contratar 4 pessoas. Vamos ver até onde Coroca está disposta a ir. 
Esta notícia confirma que a democracia é o melhor de todos os regimes, apesar de suas imperfeições. E são muitas. Aqui no Brasil, não preciso nem mesmo relatar. Na Bahia, puts! Mas em Heliópolis é diferente. Não se tem notícia que prostitutas tenham sido eleitas por aqui, mas o que tem de vereador se prostituindo, não está no gibi. É verdade! São dois ou três. A maioria está salva, mas que tem prostituto na política de Heliópolis, isso eu não tenho dúvida! E não é por necessidade, é por ambição. Leva quem dá mais!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O jogo não acabou!

                                                                    Landisvalth Lima
O jogo não acabou, mas Ildinho enfrenta sua pior crise (foto-montagem: Landisvalth Lima)
Quem faz a coordenação política do grupo do prefeito Ildinho já passou de levar um bom puxão de orelhas. Não é minimamente aceitável ver o aperto que o prefeito está passando nesta transição do primeiro para o segundo mandato. Já não é mais segredo: Valdelício Gama, Zé do Sertão, Giomar Evangelista e Gama Neves estão unidos com um só propósito: colocar Ildinho numa sinuca de bico.
Para entender o que está acontecendo, é preciso dizer que a vereadora Ana Dalva já esgotou quase todos os cartuchos de sua arma política e não está conseguindo reverter a situação. Chegou ao ponto de fazer uma visita ao Líder da oposição, presidente do PCdoB e candidato derrotado na eleição deste ano, José Mendonça Dantas. A conversa com Mendonça serviu para ver mais nitidamente o problema. Ele é bem maior do que se pensa.
Ana Dalva  X Valdelício
Uma coisa que ficou clara: até a data desta postagem, somente Ana Dalva e Valdelício se mantém como candidatos. Nas contas dos políticos, Ana Dalva já tinha seis votos para voltar ao comando da Câmara. Valdelício só tinha o voto dele. Mas a coisa teve um revertério patrocinado, tudo indica, por Gama Neves. Quando Valdelício se viu acuado, sem votos para se eleger, chegou a pensar em desistir. Zé do Sertão e Giomar Evangelista armam uma desculpa para que o vereador da Serra dos Correias volte a ser favorito. A condição era uma só: terá os votos da oposição se romper com Ildinho.
Chapa “registrada”
Para que o enredo mentiroso ficasse ainda mais fantástico e colocasse Ildinho na parede com a faca na garganta, foi “registrada” uma chapa nº 1 para concorrer à mesa diretora da Câmara Municipal de Heliópolis, biênio 2017/2018. Presidente: Valdelício Dantas da Gama – Vice-presidente: Giomar Evangelista. A chapa se completa com Doriedson Oliveira e Manoel do Tijuco. Claudivan ficou de fora, provavelmente por não concordar. O besteirol é tão ridículo que será guardado como uma das coisas mais piegas da política heliopolitana. Sim, porque não tem efeito jurídico nenhum. A chapa só poderá ser oficializada depois da posse dos novos membros, a partir do dia 1º de janeiro. O objetivo é um só: pressão sobre Ildinho. E o que eles querem?
Giomar Evangelista
Além da sede de vingança permanente contra Ana Dalva e o prefeito Ildinho, o presidente da câmara quer mais dois intentos. O primeiro é liderar a oposição, tirando Mendonça do seu caminho. Como Mendonça ficará sem mandato, Giomar, que já não via o colega com bons olhos, pretende ser o mandachuva para guiar os opositores a uma suposta vitória em 2020. Para isso conta com o apoio irrestrito de Gama Neves. Ele aposta que o atual vice-prefeito será candidato a deputado estadual e se elegerá. Com ACM governador e Gama Neves deputado, Giomar será o candidato da oposição e realizará seu segundo intento. Se isso for verdade, só falta combinar com o povo.
Gama Neves
Daqui a dois dias, Gama Neves concluirá seu mandato de vice-prefeito. Do ponto de vista político, foi sua maior vitória. Da eleição de 2012 para cá, a nível de município, tudo deu errado para Gama. Apostava ser o candidato da oposição e viu Mendonça triunfar, mesmo perdendo. Agora quer continuar manejando Giomar Evangelista para controlar a oposição e levá-la ao colo de ACM Neto. Além disso, o DEM precisa voltar aos velhos tempos e Gama será candidato a deputado estadual. Já conta com Zé do Sertão, Valdelício e Giomar Evangelista. Quer ainda Doriedson, Claudivan, Manoel do Tijuco e José Clóvis. Com isso, matará cinco coelhos numa só tramoia. Além de consolidar a oposição, se livra da liderança de Mendonça, coloca a faca no pescoço de Ildinho, ajuda a eleger ACM Neto governador e ainda se elege deputado estadual. Seria a glória feita de vingança e vitórias.
Valdelício Gama
Fica difícil dizer o que quer Valdelício com sua eleição para a Câmara de Heliópolis. Não se trata de uma pessoa voltada para a administração e com ambições de futuro no jogo político. Não há, portanto, motivos para Valdelício brigar tanto por um cargo que exige dedicação quase que total. Alguém chega a afirmar que se trata apenas de dinheiro, o que não surpreende ninguém neste jogo sujo costumeiro. Mas desta vez ele quer mais que isso. Porque não é admissível que, já no seu oitavo mandato, o vereador se deixe manipular por Zé do Sertão, apenas para fazer o jogo do futuro vice-prefeito. E Valdelício sabe que, se o jogo não for bem jogado, é sua despedida da política em Heliópolis.
Zé do Sertão
Este blogue já tem divulgado todas as intenções ocultas do vice-prefeito eleito. Não é segredo o que ele quer. Além de dar uma cadeira à filha no parlamento municipal, sua ambição vai além. Ele quer voltar a ser o bambambã da política em Heliópolis. Sente saudades do tempo em que dividia com Deus a preferência dos heliopolitanos. Quer reverter uma situação quase impossível de se resolver ou mesmo insolúvel. Para isso, conta com o silêncio benevolente da cúpula da prefeitura municipal, com a falta de planejamento, diálogo e união entre os vários nomes do grupo que apoia o prefeito. Zé do Sertão está vencendo por 1 a 0. Fez um golaço quando Ildinho teve que engolir sua candidatura a vice. Mas o jogo não acabou e Zé quer fazer o seu segundo gol.

Poço Verde tem Superação como exemplo

Projeto Superação é exemplo de ação nota dez
Vivemos a era da cólera. Intolerância, preconceito e egocentrismo dominam as relações humanas nesta segunda década do século 21. Esquerdistas se colocam como solução para tudo, desde que se exterminem tudo aquilo que eles considerem ligados ao imperialismo americano. A direita responde com ideias inconsistentes para um mundo já pós-moderno, pregando um mínimo de estado e o máximo de um liberalismo que só resolve os problemas da própria direita. Artistas, pensadores, professores, profetas e outros formadores de opinião levantam bandeiras perpetuando um lado ou outro. Enquanto os problemas perduram, um agrupamento humano, aqui e ali, pratica ações que, de fato, são importantes para a evolução da sociedade. Em Poço Verde, o Projeto Superação é um exemplo disso.
Nascido há dois anos, o Projeto Superação foi criado pela minha ex-aluna Amanda Coelho, que estudava no Colégio Estadual Professor João de Oliveira. Enquanto praticamos nossa individualidade doentia, Amanda e mais 18 voluntários saem por aí levando alegria àqueles que já tinham a solidão como sua companheira quase inseparável. No dia 21 de dezembro último, por exemplo, o Superação esteve no Asilo Santo Antônio, em Lagarto-SE. Foi um dia de alegria para as chamadas crianças idosas. E a satisfação com as brincadeiras e com os presentes não era só dos velhinhos e das velhinhas. Os voluntários do Superação pareciam tomados pela contaminação do amor ao próximo.
No dia seguinte, o Superação já estava em Poço Verde e foi visitar populares no povoado Lagoa do Junco. Mesmo com o sol a pino, com dificuldade para conseguir transporte, os voluntários fizeram a alegria da garotada e de várias famílias do povoado. Contaram com a colaboração fundamental de Negão  da São José Calçados e do vereador Jaci de Silvino. Foram distribuídos brinquedos tanto em Lagoa do Junco como em Cedro e em todas as casas da estrada até a sede de Poço Verde. Também sortearam cestas básicas para diversas famílias da localidade.
Com apenas 2 anos e 2 meses de existência, Amanda Coelho se orgulha do muito que já fez, admitindo que ainda precisa fazer muito mais. Para isso, conta com seus bravos voluntários e espera que o grupo cresça cada vez mais. 
Num fim de ano marcado por meses de um pacote completo de maldades: corrupção, miséria, desamor, desemprego, dívidas, injustiça e outras misérias, a vitalidade do Projeto Superação é um lenitivo para nossa região. Enquanto alguns pensam que a solução está na matança de nossos jovens, ou em outras atividades práticas violentas que eliminam o livre arbítrio e o livre pensar, Amanda Coelho e seus voluntários dão exemplos poetizados por Drummond: só de mãos dadas poderemos remover as pedras no meio do caminho. Caso contrário, um dia bem próximo, restará apenas a opção de, sem destino, perguntarmos a nós mesmos: e agora?
Para ver mais fotos do Superação, dê um clique AQUI.   (Landisvalth Lima)