Acajutiba - UmLugar no Sertão 30
Neste episódio de Um Lugar no Sertão, hoje conheceremos a simpática cidade de Acajutiba, no nordeste da Bahia. O município tem área relativamente pequena. São 181,475 km², abrigando uma população, censo de 2022, de 13.795 pessoas – densidade demográfica de 76 pessoas por km². Acajutiba faz limites com os municípios de Esplanada, Aporá, Rio Real e Crisópolis. Fica distante de Salvador por 182 km. O IBGE projetou sua população para 2024 em 14.215 pessoas. A taxa de mortalidade infantil média em Acajutiba é de 12,82 para 1.000 nascidos vivos.
A história da cidade começa em 1907, quando surgiram os trilhos da Viação Férrea Federal Leste Brasileiro, ligando o povoado de Cajueiro, antigo nome de Acajutiba, à capital do estado. O acontecimento marcou a época e trouxe um surto de desenvolvimento para o comércio local. O povoado de Cajueiro, pertencente ao Município de Vila Rica, possuía em 1914, apenas 20 casas. Atraídas pela fertilidade das terras, várias famílias se fixaram no povoado a partir de então. Em 1918, a sede do Município de Vila Rica foi transferida para o arraial de Cajueiro, que já mostrava grande movimento. Entretanto, em 1931 foi extinto o município, sendo seu território anexado ao município de Esplanada.
Ainda em 1933, o município de Vila Rica foi restaurado, mas extinto logo dois anos depois e anexado ao município de Conde. Em 1937, Cajueiro passou a fazer parte novamente do município de Esplanada. Sete anos depois, pelo Decreto Estadual nº 12.978, de 1º de junho de 1944, seu nome foi mudado para Acajutiba, nome que significa local de muitos cajueiros ou onde há cajus. Finalmente, em 28 de novembro de 1952, pela Lei Estadual nº 505, foi criado o município de Acajutiba, constituído de distrito único, com sede na vila de mesmo nome e desmembrado do Município de Esplanada. A instalação só ocorreu em 7 de abril de 1955. A principal povoação fora da sede é o povoado de Marambaia que, em breve, será um bairro, dada a proximidade com o centro de Acajutiba, de pouco mais de 2 km.
Com o fim de todo movimento pela estrada de ferro, Acajutiba hoje vive transportando suas riquezas pelas BA 233 e pela BA 398, caminhos de ligação com as Brs 101 e 110. Quem visitar a cidade, precisa conhecer a antiga estação e a Igreja de Nossa Senhora das Candeias. Além disso, a marca da cidade é receber bem o visitante e o seu comércio tem quase tudo que sua população precisa. A economia também passa pela pujança da agricultura. Cortada por vários riachos e pelo rio Itapicuru, há inúmeros nichos de irrigação, que ajudam na expansão da agroindústria.