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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Protestos recomeçam

A 35 dias do início da Copa do Mundo, uma onda de protestos voltou a ocorrer no país, direta ou indiretamente relacionados com a realização do Mundial.
No Rio, a população amanheceu praticamente sem ônibus. Motoristas e cobradores estão em greve por 24 horas. Pelo menos 325 ônibus foram depredados durante a manhã em vários ataques pela cidade. Eles reivindicam aumento de salário. Situação parecida foi enfrentada na Grande Florianópolis. Mais de 300 mil passageiros ficaram sem transporte coletivo por causa de uma paralisação de motoristas e cobradores. Já na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, moradores bloquearam dois trechos da BR-040 entre a capital mineira e Brasília. O grupo quer melhorias no transporte coletivo.
Em junho do ano passado o país passou por uma onda de manifestações que tiveram como estopim o aumento no valor da tarifa do transporte público em diversas cidades. Os atos reuniram milhares de pessoas nas mais diversas cidades de norte a sul do país. A violência, tanto por parte de manifestantes quanto pelo uso excessivo da força policial, também marcaram as manifestações de 2013. O clima de instabilidade nacional fez com que governos voltassem atrás e suspendessem os reajustes tarifários e propusessem mudanças estruturais. Dilma chegou a fala, em cadeia nacional, para propor um plebiscito que iria discutir a reforma política no Brasil. A presidente ainda propôs uma assembleia constituinte, o uso do dinheiro dos royalties do petróleo para a saúde e educação e a redução no número de ministérios como uma forma de acalmar os ânimos da ruas.
MTST coloca Dilma na parede e exige moradia popular
Após a realização de cinco protestos de movimentos que lutam por moradia na manhã desta quinta-feira, 8, em São Paulo, representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) se encontraram nesta tarde com a presidente Dilma Rousseff (PT), em Itaquera, na zona leste. Segundo a assessoria da presidente, ficou acordado na reunião que o Ministério das Cidades vai estudar a inclusão de moradores de ocupações de São Paulo no programa Minha Casa Minha Vida.
Segundo um dos coordenadores do MTST, Guilherme Boulos, o encontro durou 20 minutos e teve a presença do prefeito Fernando Haddad (PT). "A reunião foi positiva. O governo vai estudar a possibilidade de desapropriação do terreno onde está a ocupação Copa do Povo, em Itaquera, para a construção de moradias populares."
Pela manhã, três atos simultâneos convocados pelo MTST, Movimento Popular por Moradia (MPM)e pelo Movimento de Luta Popular (MLP) terminaram com a invasão e a pichação de prédios das três principais construtoras responsáveis pela reforma e construção dos estádios da Copa do Mundo: Odebrecht, Andrade Gutierrez e OAS.
A manifestação, que teve início na estação Butantã do Metrô, se juntou à marcha do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), somando cerca de 1,5 mil pessoas. Eles caminharam até o prédio da Odebrecht, onde um grupo de cerca de 150 integrantes conseguiu entrar na recepção e pichar vidros, paredes e o chão com frases como "Copa das tropas e das empreiteiras" e "O poder é do povo". A ação no prédio durou cerca de 15 minutos e funcionários foram impedidos de entrar no local. "Não sei o que fazer, parece que eles fecharam todas as portas", disse um funcionário da construtora que chegava para trabalhar e preferiu não se identificar.
Os manifestantes que se concentraram na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, caminharam até a sede da construtora OAS, na Avenida Angélica, onde também houve pichações. Segundo a empresa. Funcionários foram ameaçados por manifestantes. Já o protesto em frente ao prédio da Andrade Gutierrez partiu da Estação Berrini da CPTM.
Empresas. Após os protestos, as construtoras divulgaram nota lamentando o ocorrido. A Odebrecht disse que "respeita todo tipo de manifestação pública pacífica, mas repudia qualquer ato de vandalismo". Segundo a empresa, o sistema de segurança do local foi reforçado após o ato. A OAS afirmou que "respeita manifestações públicas pacíficas. No entanto, repudia veementemente atos como os ocorridos nesta manhã". A Andrade Gutierrez informou que "respeita toda e qualquer manifestação pública pacífica e entende que isso representa o exercício da democracia. No entanto, a companhia lamenta e repudia atos de vandalismo e violência".

Com reportagens de Almir Leite e Laura Maia de Castro, de O Estado de S. Paulo, e informações da Folha de São Paulo.