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sábado, 3 de outubro de 2015

O poste caiu. Governo do PT acabou!

A menina que olha para a câmera é Taisiane em 2005
Em duas reportagens da revista ISTOÉ desta semana é possível medir a dimensão do que está sendo o governo do Partido dos Trabalhadores, teimosamente protagonizado pela falaciosa gerente Dilma Rousseff. A primeira reportagem é intitulada “A ruína das conquistas sociais”, das repórteres Débora Bergamasco e Ludmilla Amaral, fala do corte de R$ 26 bilhões na Saúde, Educação e moradia que fizeram ruir o último discurso petista, aniquilando conquistas e pondo em xeque a capacidade de o governo domar a crise.
Hoje, Taisiane é mãe e a realidade é a mesma
Logo no início, a revista faz um histórico da tarde de fevereiro de 2005, quando Taisiane Simião viu o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva descer do céu, no bairro de Canaã, em Caruaru, Pernambuco. “Eu jogava bola com os meninos quando voaram dois helicópteros por cima da gente”, diz. “Saímos correndo do campinho e fomos para perto da cerca. Na época eu não sabia, mas era o Lula. Ele se agachou, perguntou nossos nomes e idades. Aí deu lanche, pão e bolo. Depois, sumiu.” Taisiane – no retrato acima, ela é a criança que encara o fotógrafo com olhos sonhadores – tinha 5 anos e estava prestes a entrar na escola. A vida era dura para a família dela. Ivonete, a mãe, fazia bicos como faxineira, mas o dinheiro não dava para nada. João, o pai, ganhava uns trocados como servente de pedreiro. Taisiane e outras seis pessoas viviam em uma casa de um cômodo, sem água encanada e banheiro. Na rua, o esgoto era a céu aberto. A chegada estrondosa de Lula, que desceu do helicóptero como um herói que retornou para salvar o seu povo, mexeu com aquela garotinha. O presidente, afinal, encarnava a esperança de um futuro melhor.
Mas a grande realidade é que nada mudou. Dos que aparecem na foto, Jackeson de Jesus abandonou a escola aos 11 anos, Taisiane Simião engravidou aos 15, Rubson Leite só vive de bicos. A visita de Lula ao povoado, há 10 anos, não surtiu efeito algum. A propalada propaganda do PT de retirou muitos da miséria é uma grande falácia. Foi a era de um paliativo, de um analgésico para a dor. A doença da miséria ainda perdura. Nos últimos 13 anos, desde que o PT chegou ao centro do poder, Lula tem repetido a mesma cantilena. A grande marca da gestão petista, diz ele, é a inclusão social. Para Lula e seus seguidores, políticas públicas como o Bolsa-Família, o Farmácia Popular e o programa Minha Casa, Minha Vida transformaram a vida de milhões de brasileiros ao oferecer oportunidades negadas em governos anteriores. Na campanha presidencial, Dilma Rousseff conquistou votos ao afirmar que seu partido foi o único capaz de diminuir drasticamente a distância que separa os pobres dos que estão no topo da pirâmide. É preciso reconhecer que, durante muito tempo, esse argumento pareceu válido. Se a principal marca do governo Fernando Henrique Cardoso foi a estabilidade monetária, na era petista muita gente ascendeu socialmente. O símbolo máximo dessa escalada atende pelo nome de “classe C”, a nova camada social que fez disparar os níveis de consumo no País. Tudo isso poderia ser verdade até pouco tempo atrás, mas não agora. A bandeira do avanço social não pode mais ser hasteada pelos petistas. O discurso da inclusão, tão caro a Lula e Dilma, ficou sem sentido. Ele faz parte do passado. Acabou.
Os números falam por si só. De acordo com dados do Ministério do Planejamento, em 2016 o governo Dilma vai cortar pelo menos R$ 26 bilhões dos programas sociais, o que equivale a quase todo o investimento feito por uma empresa do porte da Petrobras durante um ano. Uma conta rápida mostra como a tesoura de Dilma está afiada, e em que direção ela aponta. Com os R$ 26 bilhões, é possível construir mais de 17 mil leitos de UTI ou 6 mil creches. Só o programa Minha Casa, Minha Vida será ceifado em R$ 9 bilhões, ou cerca de 50% do total gasto no ano passado. Com isso, a equipe governamental decidiu suspender o lançamento da já prometida terceira fase do programa de moradia.
Lula e Dilma: criador e criatura
Na segunda reportagem, Acabou o escrúpulo, o repórter Sérgio Pardellas mostra como Dilma, orientada por Lula, rende-se ao mais rasteiro fisiologismo e ao vale tudo político para se manter no cargo, mesmo que isso não garanta, porém, que ela conseguirá
Desde a primeira eleição de Dilma Rousseff, em 2010, ela e o ex-presidente Lula estiveram reunidos dezenas de vezes para debater a conjuntura política. Os dois últimos encontros entre o criador e sua criatura aconteceram na quarta-feira 23 e na quinta-feira 1 no Palácio da Alvorada e foram bem diferentes dos anteriores. Em ambos, Dilma praticamente só ouviu. O tom enfático e as palavras duras proferidas por Lula não autorizaram réplica. Instada pelo petista a promover uma reforma ministerial de modo a contemplar todas as alas do PMDB e a promover à coordenação-geral do governo um lulista de carteirinha, o ministro Jaques Wagner, a presidente aquiesceu, como se alienasse o governo com porteira fechada ao antecessor. Por isso, a reforma ministerial anunciada no final da última semana diz mais sobre Lula do que Dilma. Mas as mudanças na Esplanada também falam muito sobre a presidente. Fragilizada, a petista virou uma marionete, pois topou fazer o diabo para prosseguir com a única agenda que a consome há pelo menos seis meses: a de “não cair” – ou seja, evitar o impeachment a todo e qualquer custo.
Daí se explica porque a mulher sapiens mandou às favas qualquer escrúpulo. Não importa – a não ser para a manutenção do poder – se para tentar se sustentar no cargo ela tenha de escalar um time de quarta divisão para comandar o seu primeiro escalão. Não importa se para empreender as mudanças no governo ela tenha de tratar com desdém os ministros descartados na reforma. Para abrir espaço no ministério da Saúde a Marcelo Castro (PMDB-PI), um apadrinhado do líder do PMDB na Câmara, o neogovernista Leonardo Picciani, Dilma não se constrangeu em demitir o petista Arthur Chioro por telefone. “É uma grande pancada que os militantes do SUS estão recebendo do governo. A decisão de lotear o cargo para tentar atrair a fidelidade do PMDB no Congresso é ingênua, posto que terá resultado efêmero, e a cada votação se restabelecerá uma nova chantagem”, lamentou o deputado do PT baiano, Jorge Solla. Sem a menor hesitação de consciência, a presidente também passou o trator sobre o respeitado filósofo Renato Janine Ribeiro, escolha comemorada havia menos de seis meses como um raro feito de seu segundo mandato. A decisão atendeu ao único propósito de acomodar na Educação Aloizio Mercadante, apeado do cargo de ministro da Casa Civil. Mercadante será o quarto ministro da Educação, área considerada prioritária por Dilma, ao menos no discurso, em apenas dez meses. Ascende à chefia da Casa Civil, Jaques Wagner, aliado de primeira hora de Lula.   
Dilma já não governa mais coisa nenhuma. Acabou. Lula segura o respirador e o PMDB tem o controle do oxigênio. Deitada no leito presidencial, só lhe é dado o direito de balançar a cabeça concordando com o que dizem a ela. De vez em quando, para não se esquecer de que é uma moribunda, o seu criador pede para alguém repetir uma música preparada especialmente para ela: Réquiem para um poste caído. 
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