Exclusivo!

Mais duas mortes trágicas em Heliópolis

Mariza Alves sofria de asma Adriano faleceu em acidente A cidade de Heliópolis tem vivido uma das maiores epidemias de mortes de...

Novidade

terça-feira, 24 de julho de 2012

Há 105 dias em greve, professores da Bahia decidem continuar movimento


Da Redação de A TARDE, com informações de Luana Almeida e foto de Raul Spinassé.
A Assembleia foi no Colégio Central
Professores da rede estadual de ensino da Bahia fazem passeata, nesta terça-feira (24), no Corredor da Vitória, centro de Salvador. De acordo com informações da APLB, a mobilização dá continuidade aos protestos da classe contra as atitudes do governo do estado que, segundo afirmam, não cumpriu acordo de reajuste de 22,22%, que equipara o salário dos professores ao piso nacional da categoria, determinado pelo MEC. Em assembleia realizada nesta manhã, no Colégio Estadual da Bahia (Central), os professores decidiram continuar com a greve que hoje completa 105 dias. Ao todo, mais de um milhão de estudantes ficam estão sem aulas neste período. De acordo com informações da assessoria de comunicação da Secretaria da Educação do Estado (SEC), a proposta apresentada pelo governo na reunião mediada pelo Ministério Público não será modificada. A secretaria informou, ainda, que as aulas públicas do projeto Aulões Enem, previstas para começar no  último dia 14, foram adiadas “por motivos de logística”. O novo calendário está sendo elaborado e será divulgado esta semana. Até o final do ano, ainda de acordo com a SEC, está prevista a realização de 384 aulões, sobre 32 temas nas áreas de matemática, linguagens e ciências, a cargo de professores especialistas na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio – que este ano será utilizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) para selecionar candidatos no maior vestibular baiano.
Afastamento - O comando de greve dos professores estaduais desmentiu, também nesta manhça, a possibilidade do afastamento da diretora do setor jurídico da Associação dos Trabalhadores em Educação (APLB-Sindicato), Marilene Betros. A informação foi dada pelo presidente do sindicato, Rui Oliveira. A notícia de que Marilene Betros seria afastada do movimento veio à tona após alguns professores alegarem que a coordenadora teria um discurso favorável ao fim da paralisação.
Reivindicação - Os professores pedem 22,22% de reajuste a serem pagos ainda esse ano a título de equipação do salário ao piso nacional da categoria determinado pelo MEC. O governo não aceita a proposta e oferece aos professores licenciados, em novembro de 2012, promoção por meio de curso, com ganho real de 7%. Em abril de 2013, nova promoção, também com ganho real de 7%, para os licenciados.
Professores federais em greve e governo tentam novo acordo nesta terça
Segundo a presidente do sindicato, 'a categoria nunca rebateria uma proposta que fosse boa'; docentes estão parados desde dia 17 de maio
Gheisa Lessa - Central de Notícias e O Estado de São Paulo
São Paulo - Uma nova reunião com o objetivo de definir o rumo da greve dos docentes de instituições federais deve acontecer às 14h desta terça-feira, 24. Na tarde da última segunda-feira, 23, o governo federal, por meio de representantes do Ministério do Planejamento, apresentou uma proposta que foi rejeitada por unanimidade pela categoria. Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes), a rejeição de uma proposta em 100% das assembleias aconteceu pela primeira vez na história da categoria.
Durante reunião que durou quatro horas, o governo apresentou R$ 3,9 bilhões em reajustes salariais para os próximos três anos. Segundo a presidente do Andes, Marinalva Oliveira, a proposta não atende às reivindicações da categoria e desestrutura ainda mais a carreira dos docentes. Diante da rejeição, o governo marcou a reunião desta terça com o objetivo de reavaliar a posição adotada pela categoria na última segunda, assim como possíveis alterações na proposta.
Desde o dia 17 de maio os professores das universidades federais de todo o Brasil estão em greve, reivindicando de forma prioritária a reestruturação da carreira, ou seja, um plano de carreira unificado, com 13 níveis salariais, com diferença de até 5 %.
"A proposta coloca uma série de elementos que dificultam a progressão da carreira dos professores. É uma proposta muito ruim", afirma a presidente do sindicato. Segundo ela, a categoria estranha que o governo se mostrou surpreso com a rejeição unânime. "Mostramos documentos que provam que esta proposta atrasa a carreira dos nossos docentes, mas mesmo assim o governo federal mostrou-se surpreso", afirma Marinalva e ainda destaca "a categoria nunca rebateria uma proposta que fosse boa".
O Ministério do Planejamento afirma que a negativa de um investimento em reajustes salariais no valor total de R$3,9 bilhões é uma atitude complicada por parte dos sindicatos. A pasta não afirma a chance de uma contraproposta ser apresentada nesta terça, mas adianta que provavelmente o valor não deve mudar. "Se houver alguma mudança, será pontual", diz.
O Andes argumenta que a proposta de reajuste salarial apresentada deixa 75% da categoria com perda salarial. "Pode ser oferecido um valor alto, mas quando redistribuído há desvantagens para os professores e isso barra a evolução da carreira", argumenta a presidente do sindicato.
Greve dos Servidores. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), afirma que os docentes federais são a única categoria que tem uma proposta oficial apresentada em mesa. A greve dos servidores teve início em 18 de junho, segundo a Condsef. Após um mês e seis dias do comando de greve por tempo indeterminado, o País tem 300 mil servidores públicos de braços cruzados em reivindicações salariais.
Segundo o secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa, na última semana aconteceu uma reunião com o governo federal em que nada foi concluído. Um novo encontro está marcado para a próxima terça-feira, 31. De acordo com a confederação, apenas as categorias de base da Condsef representam 80% de todos os servidores do executivo federal que aderiram à greve nacional.