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domingo, 22 de julho de 2012

Começou a campanha eleitoral em Heliópolis


Verdadeiramente neste sábado foi dado o pontapé inicial da campanha eleitoral 2012 em Heliópolis. As movimentações feitas pela oposição na semana passada foram apenas aperitivos e não tiveram uma resposta contundente dos encastelados no poder. A coisa só esquentou mesmo quando a trupe do PCdoB colocou seu bloco na rua. Dois fatos marcaram o dia: a adesão do vereador José Clóvis ao PSC e a carreata feita pelo PCdoB para inauguração do seu Comitê Eleitoral. Pela manhã, a coligação liderada pelo PSC/DEM, dos candidatos Ildinho e Gama, deu um forte golpe no desejo de reeleição do atual alcaide. O vereador José Clóvis (PSD) abandonou o barco do poder e caiu nos braços da oposição. É a segunda baixa sofrida pelos partidários da administração municipal na Câmara de Vereadores. Antes, com a adesão do PT, Renilson Alves havia desistido de tentar o oitavo mandato e indicou o filho Zeic (PTN) para disputar uma vaga na coligação da oposição. José Clóvis (ou Clóvis da Massaranduba) foi recepcionado em grande estilo, desfilando pelas ruas da cidade até a casa do candidato Ildinho Fonseca, guiado pelo vice Gama Neves. Ainda não está definido como será administrada a adesão de Clóvis. Falam que o vereador não renovaria o mandato e o seu filho, o bacharel em direito Júnior, sairia candidato pela coligação da oposição, substituindo José Milton (DEM), que desistiu de concorrer. Se isso ficar concretizado, a oposição marca um gol de placa e garante a maioria no legislativo, pelo menos na análise de observadores. Na Câmara Municipal, o aglomerado da oposição, que estava resumido a Ana Dalva (PPS) e Naudinha (PSDB), agora dobrou de tamanho.
     No início da noite foi a vez da inauguração do comitê eleitoral da coligação dos governistas. O objetivo era causar impacto para amenizar o golpe sofrido pela manhã. E se depender da existência de carros, a vitória será disparada. Desfilaram aproximadamente 200 automóveis e igual número de motocicletas. É verdade que muitos deram a volta e repetiram o trajeto, mas havia muitos carros. O problema é que estavam, em boa parte, vazios. Quando vinham lotados, havia presença de muitas crianças. Sem falar na participação dos ocupantes de cargos comissionados e de pessoas de vários municípios da região, notadamente de Cícero Dantas. Do ponto de vista visual, causou boa impressão, mas não mudou a situação eleitoral. A oposição está em nítida vantagem, restando apenas a esta um pouco de organização nas ações. A inauguração do comitê eleitoral da coligação liderada pelo PSC será dia 29 de Julho e promete ser a arrancada dos opositores.
     Um problema chamado PMDB
     Nilda Santana deve entrar para a história como a política que foi sem nunca ter sido. Está protagonizando uma confusão para juiz eleitoral nenhum consertar. Destituiu os 4 membros da comissão provisória que desejavam que o PMDB se coligasse com a oposição, entre eles o ex-vereador Mundinho do Tijuco. Em seguida aderiu ao grupo do prefeito e se lançou candidata a vereadora, mesmo não estando legalmente apta para tanto, já que foi alvo de dupla filiação. Só que os 4 destituídos fizeram a convenção do partido no último dia do prazo legal e lançaram os nomes de Romerito e Bita para concorrerem a vereador. A nova comissão nomeada por ela só foi efetivada dia 3 de Julho, fora do prazo eleitoral para realização de convenções. Ou seja, ou o PMDB vai de oposição ou será afastado do processo eleitoral este ano. Mais uma dor-de-cabeça para os governistas. Nildinha está afundando o PMDB. Com a palavra o deputado Lúcio Vieira Lima.
     Disputa acirrada na vereança
     Com a pouca quantidade de candidatos a vereador, está cada vez mais clara a acirrada disputa pelas nove vagas no legislativo. Os números indicam que há 36 nomes em disputa, mas o cômputo final não deve passar de 30, com as desistências e inaptos. Quatro nomes já despontam como os mais bem posicionados. Pelos governistas aparecem Giomar Evangelista e Claudivan, ambos do PCdoB. Pelas hostes da oposição surgem Zé do Sertão (PDT) e Ana Dalva (PPS). Analistas apontam que, se tudo se mantiver como se apresenta, a bancada feminina deverá ser reduzida ao nome de Ana Dalva, já que Naudinha não vai tentar renovar o mandato. Em compensação, pode haver a maior renovação de cadeiras da história do legislativo de Heliópolis. O número pode chegar a seis substituições.