Exclusivo!

Racismo estrutural: Vidas negras importam?

Novidade

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Poucas & boas 2017.1

Brasil sem honoris causa!
O título de Lula foi além do que devia (foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
Sem conseguir derrubar na Justiça a liminar que suspendeu a entrega do título doutor honoris causa pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano, a comitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) improvisou um ato na portaria da instituição. Cerca de 1.500 pessoas ouviram o ex-presidente, que lamentou não receber o título. Paixões à parte, só num país de democracia capenga é que fatos como estes acontecem. Por um lado, uma instituição pública de ensino, uma academia de conhecimento, onde se aprende a ética, conferir um título tão nobre a um condenado, dando-nos uma impressão de que ou a Justiça ou a Universidade está equivocada. Por outro, adversários do ex-presidente, com áureas de falsos moralistas, tentando impedir a entrega do título e dando a indevida publicidade ao evento. Só quem não tem nada a ganhar com tudo isso é o Brasil
Da compra e da venda
Leitores me mandam mensagens pedindo para que comente e registre o que eu achei da nova composição da Câmara Municipal de Heliópolis com a re-re-re-re-adesão do vereador Valdelício Dantas da Gama ao grupo do prefeito Ildinho e da adesão do estreante Manuel do Tijuco ao grupo encastelado no poder. Espero que esta postagem seja a primeira e última sobre este pula-pula de políticos de um lado para outro. Não vale a pena falar sobre isso. Heliópolis não sairá do lugar se continuarmos com estas velhas práticas. Não contem com este blog, não contem com minha aprovação. Política, para mim, é unir forças (honestas!) para melhorar a vida das pessoas. Não entendo de política como a arte da compra e da venda. Até porque, quem pratica isso, pode amanhã aceitar um preço melhor.
Político caloteiro
Outra praga que parece não desaparecer de nossa região é o político caloteiro. Esta semana um cidadão me procura e lamenta estar num prejuízo desanimador. Ele alugou dois veículos a um candidato na campanha do ano passado. Os dois veículos estão danificados e ficou certo de o candidato pagar, já que tinha sido eleito. Dez meses depois, nada de pagamento. Pior é que o acordo foi feito de boca, na base da confiança, no fio do bigode. Este político é marca registrada em deixar débitos de campanha sem pagar e alguns pequenos negociantes já quebraram por causa dele. O fio do bigode dele é falso e a melhor palavra que se pode dizer dele é caloteiro. O rapaz não quis revelar o nome porque quer receber, mas em Poço Verde-SE, Heliópolis, Cícero Dantas e Ribeira do Pombal há inúmeras vítimas dele. A questão é: como esse sujeito ainda consegue se eleger?
Rede Sustentabilidade
A Rede Sustentabilidade de Heliópolis está com nova direção. Na convenção do final do mês passado, a funcionária pública municipal Josefa Andrade passou a ser a Porta-Voz (Presidente) do partido de Marina Silva. A vereadora Ana Dalva continua como Vogal e representará o partido no Diretório Estadual. O professor Landisvalth Lima será Delegado a nível estadual. Nas eleições estaduais de 2018, o partido deve lançar chapa completa para concorrer em todos os níveis e espera já estar presente em mais da metade dos municípios do Estado da Bahia.
Fiscalização do TCM
O Tribunal de Contas dos Municípios vai apurar indícios de acumulação ilícita de cargo, emprego ou função pública e o excedimento do teto de remuneração por servidores em todos os municípios baianos. Um edital publicado na edição de ontem do Diário Oficial Eletrônico do TCM estabelece prazo de 60 dias para que as prefeituras e câmaras municipais procedam a apuração de cada indício, adotem providências corretivas, e informem o Tribunal sobre elas, com a correspondente documentação comprobatória. Também haverá investigação sobre colocação de parentes em cargos comissionados. Mas não se preocupem, é o TCM! Não há muito perigo. Se assim fosse, o vereador Giomar Evangelista estaria em apuros.
Eleitor conservador 
É incrível como é difícil mudar este país. Veja o caso do Amazonas. As revelações da Operação Lava-Jato, a falência administrativa do estado e um governador cassado por abuso de poder econômico na eleição de 2014 não foram suficientes para transformar a disputa eleitoral do próximo dia 6 no Amazonas. Os eleitores terão de escolher, como bem revelou o jornal Extra, um governante tampão entre candidatos e práticas tradicionais da política. A aposta de que o atual ambiente político poderia provocar uma renovação dos candidatos, favorecendo os chamados atuantes na nova política, gente de fora dos tradicionais círculos partidários, não se confirmou na primeira eleição estadual sob esse novo cenário. Não basta acabar com os políticos conservadores se temos tantos eleitores conservadores.