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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Povoado Angico pede socorro!

                                                           Landisvalth Lima
Moradores do Angico interditaram a BA 393
O povoado Angico, município de Fátima, localizado no km 3 da rodovia BA 393, que liga Heliópolis-BA ao município de Poço Verde-SE, tem vivido momentos de aflição. Seus moradores perderam o sossego desde a chegada do asfalto. Não que os moradores não queiram a chegada do progresso, mas está difícil a convivência com a falta de segurança no local. Isto ninguém nega.
É que há alguns bares na localidade com alta frequência nos domingos, feriados e sábado à noite. Como existe pouco espaço para estacionamento, as pessoas ficam expostas ao perigo. Não há um único quebra-molas no local e os veículos, por mais devagar que possam trafegar, sempre representam um perigo. Apelos já foram feitos, mas até aqui nada de providências.
A presidente da Câmara Municipal de Heliópolis, vereadora Ana Dalva, fez indicação, apoiada por todos os vereadores, para recuperação da estrada, que já apresentava buracos, e construção de um redutor de velocidade no local. Ofício nesse sentido foi encaminhado ao Derba de Cipó. Prontamente, o processo de recuperação foi feito, mas o quebra-molas não foi construído. Vale salientar que a região pertence ao município de Fátima e os apelos já foram feitos aos poderes locais. Até aqui nada foi feito.
O povoado tem vivido dias de desassossego. Além do perigo representado pela rodovia, há os transtornos causados por sons e paredões. Várias queixas foram parar na Delegacia de Polícia, tanto de Fátima como de Heliópolis. A polícia tem agido, mas os donos dos veículos de sons parecem que são surdos. Colocam o volume em toda altura o dia inteiro e pensam que as pessoas podem conviver com os tímpanos em discórdia.
As vítimas
Adão tinha apenas 16 anos
Vários acidentes têm ocorrido na localidade e não se pode esconder que aconteceram até assassinatos. Um dos “protegidos” do pistoleiro Augusto de Lerindo, ou Zé Augusto, foi assassinado por dois homens em uma moto há poucos dias no Angico. Ricardo, como era conhecido o assassinado, tinha passagens por várias delegacias da região, tanto na Bahia como em Sergipe. Mas os acidentes também vêm tirando o sono do povo do lugar. O último aconteceu neste domingo (30 de novembro).
Adão Barbosa Nascimento, 16 anos, foi atropelado por uma motocicleta e morreu no local. Ele tinha ido ao povoado para ver o estrago provocado por um outro acidente ocorrido minutos antes. Um automóvel Classic, placa KHZ 7035, licença de Poço Verde-Sergipe, atropelou duas pessoas que estavam numa motocicleta. Os que trafegavam na moto ficaram gravemente feridos e várias pessoas se aglomeravam no local. Uma outra moto vinha em alta velocidade. Muitos conseguiram sair, mas Adão foi arremessado violentamente no meio do asfalto e Saiu da vida.
Tudo começou com este Classic
O Landisvalth Blog ainda não conseguiu os nomes do motorista atropelador do Classic, das duas vítimas, nem do atropelador que guiava a moto. Eles foram enviados para hospitais de Sergipe e não correm risco de vida. O piloto da moto atropelada pelo Classic teve fratura nas pernas e quebrou uma clavícula. Já o corpo de Adão foi levado para o IML de Euclides da Cunha e ainda não foi liberado. O problema é que não há peritos nem em Euclides nem em Paulo Afonso. O corpo será necropsiado em Juazeiro e a família aguarda a chegada do corpo para apenas esta terça-feira.
Adão Barbosa Nascimento era estudante do EJA – Educação de Jovens e Adultos – do Colégio Waldir Pires, do turno noturno. A tragédia abalou seriamente a família. Há um ano, o tio de Adão também morreu em trágico acidente também no Angico. Para completar o quadro de angústia, ele perdeu um irmão em acidente de moto há exatos oito meses.
Rodovia interditada
Como tudo tem limites, nesta segunda-feira (01 de dezembro) os moradores resolveram chamar a atenção dos responsáveis públicos e interditaram a rodovia BA 393 na localidade. Tocaram fogo em paus, pneus e outros troços. Uma fumaça negra do luto das mortes do local chamou a atenção de todos para o drama. A interdição começou por volta das oito horas da manhã e só foi encerrada depois do meio-dia com a interferência de policiais militares, que negociaram a desobstrução da pista.
Enquanto as autoridades não tomam providências, o povoado Angico vai crescendo sem usufruir das benesses do progresso. Sim, porque progresso sem ordem é como remédio em excesso: vira veneno.