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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ana Dalva não consegue mudar Orçamento para 2013

Ana Dalva não conseguiu mudar o Orçamento para 2013

A vereadora Ana Dalva, do PPS, não conseguiu mudar uma vírgula do Orçamento enviado à Câmara Municipal de Heliópolis pelo atual gestor. Nem mesmo os atuais aliados se sensibilizaram e todas as emendas que a vereadora propôs não foram acatadas. Segundo ela, em discurso proferido no plenário na noite de ontem (12), “A Câmara de Vereadores de Heliópolis sempre esteve mais preocupada em servir ao prefeito que servir ao povo. Digo isso porque este ano perdemos mais uma oportunidade de pagarmos um pouco do que devemos à população de Heliópolis. Hoje temos a segunda votação de um Orçamento que é a cara do desprezo que a atual administração faz com a coisa pública. Pensei que com mais dois colegas na oposição poderíamos fazer uma pequena mudança num orçamento que já completa sete anos com os mesmo erros. O sistema é da Freire Informática, a mesma empresa que prestou serviços ao prefeito anterior e ao atual e que cobra uma fortuna ao município para continuar errando todos esses anos.”, disparou.
Segundo Ana Dalva, há um erro de ortografia da palavra “museu”, que aparece no orçamento grafada como “museo” desde o seu primeiro ano de mandato como vereadora. Além disso, há rubricas que indicam gastos com segurança pública com apenas 18 mil,  assistência ao idoso – só 24 mil, assistência ao portador de deficiência –  apenas 12 mil, gastos com Ensino médio – 10 mil, que não existe no município – gastos com patrimônio histórico, artístico e arqueológico – 2 mil – algo que nunca foi sequer imaginado, e outros absurdos que sempre foram aprovados pelos vereadores. Ana Dalva chama atenção que estes valores são anuais e questiona: ”Qual o prefeito que fará alguma coisa séria com um Orçamento destes? Como vamos cuidar de segurança pública com 1.500 reais por mês? Como vamos acabar com os esgotos nas ruas com apenas 2.300 reais por mês. Isto é piada!”, afirma.
A vereadora do PPS ainda apresenta coisas interessantes como no Orçamento da Secretaria de Administração onde há duas rubricas que chamam atenção: uma fala da Construção de um centro administrativo. Valor reservado para tal empreitada 4.276,00. “Será que dá para pagar ao pedreiro?”, pergunta a vereadora. Mais adiante tem a rubrica Programa de valorização do servidor municipal. Sabe quanto a prefeitura vai gastar nisso: 2 mil reais. Ana Dalva afirma que a falta de seriedade é tanta que para a rubrica Ação de Planejamento e Realização de Eventos há 249 mil reais e ainda estão reservados mais 243 mil reais. Com o 100 por cento de suplementação, isso pode chegar a quase 1 milhão de reais. Um absurdo! Já para   Manutenção de um Conselho Municipal de Educação, que não existe, a prefeitura coloca no Orçamento 20 mil reais, mas só quer gastar 15 mil reais com a recuperação física das escolas do município, muitas hoje em estado de miséria total. Para completar, segundo a vereadora, o Orçamento apresenta uma rubrica para construção de Casas de Farinha, isso mesmo, “Casas”, no plural, com apenas 4 mil reais. Também quer construir uma fábrica de polpa de caju com os mesmos 4 mil reais. Há ainda outras pérolas: Museu de Heliópolis (grafado como MUSEO) 2 mil, Centro de Artesanato – 2 mil, Implantação do parque infantil “Cidade das Crianças” – 1 mil, Construção de campo de futebol – 1 mil e Construção de Pontes – 1 mil reais.
Ana Dalva, ainda inconformada diz: “E para quem acha que é possível, o açude de Heliópolis poderá ser revitalizado por apenas 2 mil reais. E para aqueles que dependem da saúde pública, a Farmácia Básica será mantida pelo valor anual de 30 mil reais. Isto não é um Orçamento é um conjunto de piadas de mau gosto com o povo de Heliópolis. Eu esperava que os vereadores, pelo menos este ano, sentassem e começassem a mudar esta realidade, mas parece que é mais fácil votar a favor e fazer de conta que tudo está bem. Não está! O próximo prefeito não pode administrar com um Orçamento como este. Quem votou em Ildinho e votar a favor de um Orçamento como este não está querendo o bem da próxima administração ou não está se importando com o que vai acontecer no próximo ano. Ainda podemos mudar isso. Será que os vereadores não desejam melhorias para as comunidades que os elegeram? Eu quero que o calçamento da rua Isaías Ribeiro seja concluído, quero a conclusão do calçamento da Farmácia, quero a urbanização do Santos Dummont, quero água encanada para o Arrozal e nada disto está contemplado no Orçamento. Será que vamos perder novamente a chance de transformar esta casa na voz do povo ou vamos colocar de novo esta câmara aos pés do prefeito para dizer apenas amém. Aqui há uma prática condenável de não fazer sua parte e esperar que o prefeito sozinho resolva tudo. Não pode ser assim. A Câmara tem que fazer sua parte e depois chamar o prefeito e dizer o que quer. O problema é que ninguém faz nada e só se curva para dizer amém, se for do lado do prefeito, ou votar contra se for adversário. Quando é que vamos colocar os interesses do povo em primeiro lugar?”, conclui a vereadora, que votou contra a aprovação do projeto e foi voto único. Clique aqui  para ler o discurso na íntegra.
Roubos misteriosos
Não é só o patrimônio da Prefeitura Municipal que está sendo surrupiado. Esta semana, um zunzunzun deu conta do desaparecimento de computadores do Colégio Estadual José Dantas de Souza. Falam em três aparelhos da nova remessa enviada à escola por dado projeto do governo. A ordem é o silêncio, até porque não houve arrombamento e nada passa pelo portão sem autorização. A coisa promete!
Presidência da Câmara
Uma reunião mostrou o nível de entendimento dos vereadores que apoiam Ildinho e Gama na prefeitura. Era para ser uma reunião de conciliação e formação de uma ação única entre os aliados. Conseguiram unanimidade! Todos querem ser presidente! Amor de aliado é lindo!