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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

TRE recebe 19 pedidos de proteção policial na Bahia


Carol Aquino – do Portal do jornal A TARDE
O acirramento dos ânimos durante a campanha eleitoral fez com que fossem registrados no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia 19  pedidos de reforço de proteção policial até o dia 6 de setembro. A expectativa é que esse número seja maior, embora a violência durante as campanhas políticas municipais tenha caído em relação a pleitos anteriores. Em 2008, foram 44 pedidos de reforço de proteção e, em 2004, registraram-se 39.  Na próxima semana,  serão analisados os pedidos de aumento do efetivo policial. As ocorrências são todas relativas a cidades pequenas do interior da Bahia.
Um dos municípios em que a situação está grave é Candiba (a 497 km de Salvador), mas ainda não foi feito pedido de  reforço policial. A cidade tem 13 mil habitantes, três candidatos a prefeito e há casos de espancamento a militantes partidários e ameaças ao candidato a vereador Gilson Alves (PT): "Recebo ligações anônimas, bilhetes, dizendo que vão me pegar, que vão sumir comigo".
A guerra está instalada entre militantes do atual prefeito e candidato à reeleição, Reginaldo Prado (PMDB), e partidários da candidata Alécia Prado (PSB). Os dois prefeituráveis são primos e o pai de Alécia, Aleci Prado, é  vice-prefeito do município. Rumores dão conta de que pessoas ligadas ao prefeito anunciam em locais públicos uma lista com mais de dez pessoas a serem espancadas, composta por lideranças políticas e funcionários de Alécia. "Três das pessoas dessa lista já foram agredidas, duas delas sofreram tentativa de homicídio. Já identificamos o autor, mas ele está foragido",  informa um funcionário da delegacia, que prefere não se identificar. O  promotor eleitoral de Guanambi, Leandro Mancini, está em alerta. "Por enquanto só chegaram a mim oficialmente incidentes mais leves, mas há denúncias de agressões vindas do grupo do prefeito que estão acirrando os ânimos". O promotor reconhece que um dos problemas é falta de policiamento, na cidade há apenas dois policiais.
O advogado da coligação, Gabriel Carvalho, estuda a possibilidade de requerer ao TSE proteção da Força de Segurança Nacional. "Um dos ameaçados é o  representante da Coligação de Dra. Alécia, Austeclino Magalhães,  que já registrou  ocorrência,  revela o advogado.
Agressões entre eleitores nas cidades de Cipó, Ribeira do Amparo e Antas levaram à proibição de manifestações eleitorais com agrupamentos pelo juiz  Marcelo Luiz Santos Freitas e terminou com o ex-vereador Gilberto Onofre preso por ameaçar a ordem pública. O estopim da confusão aconteceu no dia 25 de agosto em Cipó. Durante carreatas dos grupos adversários, militantes  de dois grupos políticos (PSD e PT) brigaram entre si e duas pessoas foram atropeladas. Três candidatos a  vereador e um a vice-prefeito  foram denunciados à Justiça por  lesão corporal e outros crimes.  Já haviam sido registrados outros atos de violência durante manifestações políticas.
Briga pelo poder - Para o cientista político Joviniano Neto, as rivalidades políticas acabam em agressão porque o instinto de poder é um dos mais fortes do ser humano. "No interior, principalmente nas cidades com menos de 50 mil habitantes, essa disputa é mais personificada porque há maior  visibilidade das posições políticas e as pressões são mais fortes". Além disso, as decisões políticas interferem mais diretamente na vida das pessoas porque o poder econômico, político e  prestígio social  estão concentrados nas mãos dos grupos políticos.