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Pilão Arcado - Cidades do Velho Chico 12

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Nesta nova fase da série Cidades do Velho Chico, a primeira providência que tomamos foi começar a continuidade das reportagens Pilão Arcado. Qualquer que fosse nossa nova empreitada, deveria esta cidade ser o ponto de partida. Isso tudo porque ficou um ar de missão não terminada quando retratamos Remanso, Casa Novo, Sento Sé e Sobradinho, todos nas margens do maior lago do Velho Chico. Nossa viagem começou em Heliópolis no primeiro dia de 2024. O destino final daquele dia seria Pilão Arcado. Já em Remanso, seguimos a 235 e, logo depois, marchamos pela BA 161. As rodovias estavam em perfeitas condições.  Mas minha chegada a Pilão Arcado foi marcada por uma tragédia. Antes mesmo de providenciar uma pousada, fui ao povoado Porto de Passagem, uma vila de pescadores no lago de Sobradinho. No retorno, fui verificar as condições da BA 335 – que liga Pilão Arcado ao povoado de Lagoa do Padre, além de me informar sobre a possibilidade de ir até Vila do Saldanha. As informações colhidas eram...

Cansanção - Um Lugar no Sertão - episódio 9

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Pouco mais de 40 kms separam as cidades de Itiúba e Cansanção. A via de ligação entre as duas cidades é a BA 381, em bom estado. Logo depois do distrito de Rômulo Campos, precisamente no açude Jacurici, começa o território de Cansanção. A cidade fica logo após percorrermos 25 kms. Além da BA 381, que liga o município a Itiúba e Quijingue, há ainda a BA 120, destino para as cidades de Queimadas e Monte Santo. A única via sem asfalto é a ligação com Quijingue. Neste episódio da série Um Lugar no Sertão mostraremos um pouco de Cansanção. Iniciaremos pela sua história. A localidade surgiu, como tantas outras, na segunda metade do século XIX. Por aqui chegou um fazendeiro chamado Luiz Buraqueira e fez destas terras sua morada. A área pertencia ao município de Monte Santo. Buraqueira logo transformou o local em uma fazenda produtiva. Plantou milho, feijão, cultivou a mandioca e criou gado. Com a fazenda organizada numa região fértil e cortada por riachos, batizou-a com o nome Cansanção porqu...

Vamos começar 2024?

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Os problemas que ficaram para 2024

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Itiúba - Um Lugar no Sertão - 8º episódio

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Neste episódio de Um Lugar no Sertão chegou a vez do município de Itiúba. Saímos de Filadelfia logo cedo e pegamos a BA 381. Passamos por duas localidades ainda em território de Filadélfia: Cabeça da Vaca e Morrinhos. Logo depois do limite entre os municípios, chega-se ao povoado Carrapato, que é o lugar mais estruturado entre as duas cidades. Depois de percorrer cerca de 35 kms, numa rodovia de boa estrutura, chega-se a Itiúba. De onde quer que se olhe, é a serra que desponta soberana, provocando suspiros nos visitantes. Certamente não foi sua beleza pura e simples que despertou interesse para que colonizassem esta região. Então vamos saber a história desde o começo. O território do atual município de Itiúba era habitado pela tribo indígena dos Caricás, além de outras diversas etnias indígenas, com destaque para os povos genericamente denominados de tapuias e cariris, quando os primeiros colonizadores ali chegaram. Os primitivos habitantes, certamente os Caricás, deram ao local a deno...

O batizado de Maysa e mais 12 crianças no povoado Tijuco

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Acorda, Criatura! - Crônica sobre a formatura do CEJDS

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Vai, Criatura! Toma o teu destino nas mãos. Pega este canudo vazio e o preenche com o que falta em tua vida. Afinal, é época de festejar o final de uma etapa e o início de uma nova caminhada. Não se iluda. A luta está apenas no seu início. O que você conquistou foi o básico, o necessário. É como se um alicerce fosse terminado. Resta saber se as pedras e o cimento tenham sido suficientes para suportar a construção sobre ele. As pedras representam as horas de estudo e o cimento é o conhecimento. Quanto mais cimento, mais solidez. O vento e a chuva chegarão, cada um a seu tempo, para testar seu aprendizado. As possibilidades são sempre infinitas e você será testado o tempo todo. O cimento do seu alicerce poderá levá-lo ao setor de empacotamento das Casas Bahia, a um lugar na frente de montagem da Dakota Calçados, a uma das valas da construção do Metrô ou a uma sala de cirurgia cardíaca de um hospital israelita, comandando uma equipe de médicos no momento do transplante de um famoso qualqu...

Minha Casa Minha Vida em Heliópolis e a Reforma Tributária

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Moradores do povoado Tanque Novo impedem medição de consumo de água pela Embasa. Valérias também sem água potável

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Heliópolis na Maratona Tec em São Paulo

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A política e o Mito da Caverna

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Filadélfia - Um Lugar no Sertão - episódio 7

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Neste episódio 7 da série Um Lugar no Sertão, vamos registrar a simpática cidade de Filadélfia, na Bahia. Quando por lá andamos, vínhamos de Senhor do Bonfim pela BR 407, rodovia em estado mediano.   Já se fazia noite e precisávamos pernoitar. Logo na avenida principal da entrada da cidade, localizamos o hotel Portal da Cidade e repousamos. A estadia foi nota dez. Tudo organizado e limpo. A cerveja estava gelada e o café da manhã foi top de linha. Mas o nome pomposo da cidade é um chamativo. Longe de ter o poder econômico da Filadélfia americana, a cidade é muito jovem. Tudo começa com a tribo Cariri, que pela região fez sua história, até ser expulsa de suas terras, deslocando-se para outras regiões, em nome da sobrevivência. Viveram aldeados nos séculos XVII e XVIII nas Missões religiosas do Sahy (Senhor do Bonfim da Tapera), de São Francisco Xavier (atual Jacobina Velha) e de Bom Jesus da Glória de Jacobina (Santo Antônio de Jacobina). Com a invasão portuguesa nesta região, h...

Reunião com a Embasa na Câmara de Vereadores debateu soluções para a falta de água em Heliópolis

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Senhor do Bonfim: Um Lugar no Sertão - episódio 6

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A nossa viagem da série Um Lugar no Sertão continua. Deixamos Andorinha reservada na memória e no coração e seguimos ao capítulo 6, dedicado ao município de Senhor do Bonfim. A BA 220, de Andorinha para Senhor do Bomfim, é toda asfaltada. São 45 kms que separam as duas cidades. É uma região densamente populosa porque no meio do caminho tem Pereiros, Queimadinha, Igara e Baraúna. O distrito de Igara é o mais populoso de Senhor do Bonfim. São mais de 10 mil habitantes, já com ares e estrutura de uma pequena cidade. Sua grandeza é tão significativa que o distrito está recebendo asfalto em várias ruas e avenidas. Do distrito de Igara para Senhor do Bonfim são apenas 12 kms. A partir de agora, contaremos sua história. A colonização por aqui se confunde com a busca por pedras preciosas e a criação de gado. Já no século XVI, portugueses pertencentes à Casa da Torre, de Garcia D’Ávila, organizavam expedições com destino ao rio São Francisco e às minas de ouro de Jacobina, iniciando a ocupação ...

Poucas & Boas - O retorno - nº 105

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Programa do Governo Federal - Samu - distribuiu 36 ambulâncias a municípios baianos (Foto:Secom-BA) Ambulancioterapia I A chegada de uma ambulância do Samu em Heliópolis foi motivo de festa. Os seguidores do prefeito José Mendonça, incluindo os incansáveis trabalhadores em cargos comissionados, desfilaram pelas ruas da cidade, queimaram fogos de artifícios e estamparam sorrisos de vitória antecipada. Nas redes sociais, os TCC’s (Trabalhadores em Cargos Comissionados) bradavam nos teclados e telas digitais o nome poderoso da administração profícua e soberba do grupo. Tudo em repetição. O disco não é o mesmo, mas os comportamentos jamais diferem. Nem mesmo agir de forma diferente a administração que prometeu ser diferente não consegue se diferenciar. Olha a ambulância aí, gente! Ambulancioterapia II Tanto alvoroço em torno de uma ambulância tem vários sentidos, mas escondidos. É preciso interpretar os gestos politiqueiros, que não são de hoje. Toda vez que um grupo, partido político ou l...

As obras da BA 393 entre Heliópolis, Farmácia e Tijuco

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Um Lugar no Sertão: Andorinha

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Saímos de Monte Santo pela BA 220, irmanada com a BA 120, com destino ao município de Andorinha. Em Pedra Vermelha, as duas rodovias se separam. A BA 120 segue para Uauá e nós seguimos pela 220. Dali até Andorinha, a estrada é de barro batido. Ao longo do caminho vimos os efeitos iniciais do El Niño. O açude do povoado Horizonte Novo estava completamente seco. Uma rês tentou encontrar água na lama e ficou atolada. Homens lutavam para tirá-la daquela situação. O povoado está no território de Monte Santo e a população conta os dias e as horas da chegada das trovoadas. Seguindo a estrada, 50 kms depois de Monte Santo e 25 kms após Pedra Vermelha, a BA 220 faz um quase contorno na Companhia de Ferro Ligas da Bahia – Ferbasa, já no município de Andorinha. A estrada ainda não tem asfalto, mas de tão bem cuidada, pode-se dizer que é o mesmo que asfaltada. A Ferbasa é uma empresa de mineração criada há 62 anos e está em Andorinha desde 1973. A empresa atua na extração de cromita no Vale do Jac...

Edivaldo Silva e o presente ao Contraprosa

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Um Lugar no Sertão: Monte Santo e Pedra Vermelha - Capítulo 4

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Saímos de Euclides da Cunha e pegamos a BA 220 para Monte Santo. Percorremos 38 kms de estrada em perfeito estado de conservação. Ao logo do trajeto, três comunidades se apresentam irmanadas com a rodovia e pertencentes ao território de Monte Santo: Derba, Lajinha e Laje. Alguns quilômetros antes, já é possível desfrutar a imagem deslumbrante da Serra do Piquaraçá e, aos seus pés, como se a fazer reverência, está toda a cidade de Monte Santo. Chegamos ao município por volta do meio-dia e o estômago reclamava. Fomos então para a Lanchonete D’Ana, que serve almoço nos dias de feira livre. Não foi difícil deixar o prato vazio porque a comida estava ótima. Barriga cheia, fomos à luta! Mas Monte Santo não é de hoje. Sua história começa em outubro de 1775, quando o Frei Apolônio de Todi sai da aldeia de Massacará para atender um chamado do fazendeiro Francisco da Costa Torres. Este ara dono da fazenda Lagoa da Onça e pretendia realizar uma missão de penitência em sua propriedade. Na chegad...

Um Lugar no Sertão: Euclides da Cunha

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Quem sai de Caimbé pela BA 220, com destino à cidade de Euclides da Cunha, tem a impressão de que o governo acordou para a importância da ligação entre o município sede e um dos seus mais importantes distritos. Mas é só mesmo impressão. Logo depois, a BA 220 se transforma num corredor de areia, buracos e lama. Bem próximo da cidade, a estrada volta a ser um pouco larga, mas, mesmo assim, não parece ser uma BA. Mais uma promessa foi feita para a chegada do asfalto. As máquinas estão na pista mais uma vez e o povo, com razão desconfiado, espera o término da obra ou o seu reinício. Toda essa região foi um dia habitada pelos índios Caimbés, da tribo dos Tupiniquins. Mas os brancos chegaram por aqui vindos de Monte Santo e Tucano, principalmente. Fixaram suas famílias e trabalharam nas lavouras e criação de gado. O povoamento da colonização teve início na Fazenda Cumbe do Major, de propriedade do Major Antonino, primeiro explorador das terras do município. Os padres jesuítas, em missão de...