Doutor Canalha!
Uma reportagem de Marcelo Rocha
e de Raul Montenegro publicada esta semana em ISTOÉ, com o sugestivo nome de “Negócios
em família”, mostra como empresários e lobistas montaram uma rede de proteção
em torno dos filhos de Lula e passaram a bancá-los, em troca de benesses no
governo. O envolvimento dos familiares arrasta ainda mais o ex-presidente
petista para o epicentro dos escândalos e o coloca como um mestre na arte de
enganar pessoas.
No início do mês de outubro, uma
movimentação atípica chamou a atenção no edifício nº 450 da Rua Padre João
Manuel, nos Jardins, endereço nobre em São Paulo. A vizinhança notou que
pessoas retiravam papéis e outros objetos da LFT Marketing Esportivo, de propriedade
de Luís Cláudio Lula da Silva. Naquela ocasião, já era de conhecimento público
que a empresa do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrara no
radar das autoridades responsáveis pela Operação Zelotes, investigação que
desbaratou uma quadrilha acusada de fraudar o Carf, o conselho que julga
recursos contra multas aplicadas pela Receita. Os condôminos do conjunto
comercial ouvidos por ISTOÉ ficaram com a impressão de que os responsáveis pelo
escritório estavam de mudança. Não se tratava disso. Tudo ficaria mais claro
três semanas depois: na segunda-feira 26, a Polícia Federal promoveu uma
devassa no escritório. Vasculhou o local atrás de informações para tentar
elucidar as relações de Luís Cláudio com um grupo de lobistas acusados de comprar
medidas provisórias editadas pelo governo federal.
Se, ao que tudo leva a crer, o
filho do ex-presidente tinha algo a esconder, ao se antecipar à ação da PF e
fazer uma limpa no imóvel, só o aprofundamento das investigações poderá dizer
com mais precisão. A PF, no entanto, já reúne indícios suficientes para
concluir que em torno dos filhos de Lula foi montada uma espécie de rede de
proteção sustentada por empresários que, com a ascensão do petista ao poder,
tinham interesses em estreitar laços com o governo e turbinar seus negócios.
Com o beneplácito do próprio Lula.
Um dos empresários escalados
para encostar nos filhos do ex-presidente, e prover-lhes do que fosse
necessário, foi o pecuarista José Carlos Bumlai. Dono de acesso livre no Palácio
do Planalto, durante a era Lula, Bumlai passou a ser alvo da Lava Jato após ser
acusado de intermediar valores desviados de contratos da Petrobras. A função do
pecuarista seria a de fazer o dinheiro chegar ao destino final, o que incluiria
uma das noras do ex-presidente. A acusação foi feita pelo lobista Fernando
Soares, conhecido como Fernando Baiano, após firmar acordo de delação premiada
com os procuradores da República. Segundo ele, R$ 2 milhões foram repassados à
nora do ex-presidente por intermédio de Bumlai. O empresário nega essa versão.
Servir de elo com os familiares
de Lula é uma especialidade do pecuarista, na avaliação dos investigadores da
PF. Segundo apurou ISTOÉ, ele teria contribuído para aproximar o empresário
Natalino Bertin, proprietário do Grupo Bertin, do clã Lula em meio às
negociações para venda de uma fatia do frigorífico. A proximidade resultou em
favores aos filhos de Lula. A pedido de Bumlai, Bertin disponibilizou um
jatinho para os filhos de Lula em São Paulo entre 2010 e 2011. De acordo com um
piloto da cidade de Lins (SP), onde a aeronave chegou a ficar estacionada, os
Lulinhas usaram e abusaram do mimo. “O jato foi utilizado com frequência. Principalmente
aos fins de semana, quando a família ia para praias do Nordeste”, afirmou.
Agora está explicado porque Lula
se referiu ao filho como “O Ronaldinho dos negócios”. Só agora se sabe porque a
família Lula da Silva enriqueceu da noite para o dia. Luís Inácio Lula da Silva
é uma falácia. Pior é que ainda há defensores que vão dizer que isso é o Brasil
e todos agem assim. Mas não seria Lula o que faria diferente? O que acabaria
com a corrupção e com a miséria? Lula é um grande craque. Conseguiu enganar
milhões de brasileiros, transformou os filhos em craques de negócios e ainda
elegeu um poste para a presidência. É um doutor em canalhice.
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