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sexta-feira, 25 de abril de 2014

A incapacidade de o PT reconhecer os erros cometidos poderá custar o fim da legenda

                                                      Landisvalth Lima
Já não é mais novidade que o PT jogou sua história na lata do lixo. Diriam os defensores que isso acontece com qualquer partido ao longo de sua história. Também diriam os experientes que o erro não mata nenhuma legenda, desde que seus dirigentes percebam a tempo de corrigi-lo. A solidez de um partido não está em acertar o tempo todo, mas em estar o tempo todo atento aos erros, vícios e derrapadas, comuns principalmente aos encastelados no poder. Não persistir no erro, agir sempre com ética e coerência são ações de recall corriqueiras. O PT insiste no erro. Quando vi o Gabrielli exigir de Dilma suas responsabilidades na questão da compra da refinaria de Pasadena, chequei a pensar que o partido acordara. Mas não, foi só uma ação individual e desesperadora de tentar dividir o fracasso.
Hoje, li o Reinaldo Azevedo, da Folha de São Paulo, e ele afirma que seja qual for o resultado desta eleição, o PT começa a sua descida ladeira abaixo. Afirma o colunista: “A arte de demonizar o outro, de tentar silenciá-lo, de submetê-lo a um paredão moral seduz cada vez menos gente. Ao contrário: há uma crescente irritação com os estafetas dedicados a tal tarefa. Se, antes, nas redes sociais, as críticas ao petismo eram tímidas, porque se temia a polícia do pensamento, hoje, elas já são desassombradas. E se multiplicam. Os blogs sujos viraram caricatura. A cultura antipetista está em expansão. E isso, obviamente, é bom.”. Seria melhor ainda se o partido procurasse usar este momento para fazer uma faxina interna e renascer. Mas acho que é pedir demais, depois de ver os mensaleiros sendo presos com os punhos fechados socando o ar!
Prefeito cassado
O prefeito de Barreiras, Antônio Henrique (PP), teve seu mandato cassado e foi decretada a perda de seus direitos políticos por determinação da Justiça Federal. O prefeito vai recorrer da decisão e disse acreditar firmemente que os tribunais superiores lhe darão razão. “Não houve desvio de um único centavo dos cofres públicos”, afirmou. Sobre a contratação de empresas de transporte, com fracionamento de despesas, conforme diz a sentença, o prefeito afirma que, em 2001, período no qual ocorreram as irregularidades, Barreiras vivia um momento “ímpar”, com a criação do município de Luís Eduardo Magalhães, o que causou problemas de transporte dos alunos da região do "Cerradão" e exigiu medidas emergenciais. Segundo ele, a modalidade licitatória escolhida, carta-convite, resultou em um gasto anual de R$ 286 mil, em benefício dos estudantes da zona rural. Ainda sobre a licitação, Antônio Henrique diz que “o juiz entendeu” que o procedimento deveria ocorrer via tomada de preço.
Eduardo Campos e Lídice da Mata
Lídice, Marina, Eleiana Calmon e Eduardo Campos (foto: Correio)
O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) participará de eventos no interior baiano na próxima semana, conforme anunciou a senadora Lídice da Mata (PSB), que postula ao governo estadual. O presidenciável estará na próxima sexta-feira (2) em Ilhéus, para participar do 13º Fórum de Comandatuba, encontro de empresários. Já no dia 8 de maio, Campos deverá participar do ato de devolução simbólica do mandato do ex-prefeito Chico Pinto, cassado durante a ditadura, em Feira de Santana, ou de um evento no município de Luís Eduardo Magalhães.
Um rombo de 80 bilhões
A situação da economia brasileira vai de mal a pior. Nesta sexta-feira (25), o Banco Central anunciou que o rombo nas contas externas brasileiras extrapolou neste último trimestre e é o maior desde da série histórica, que se iniciou em 1970. Isso significa dizer que a diferença entre o que o país compra no exterior foi maior do que o que conseguiu vender. O montante (déficit) chegou a US$ 25,186 bilhões. O próprio Banco Central estima que o Brasil deverá encerrar 2014 com um rombo desfavorável em torno de US$ 80 bilhões. A diferença entre as importações e as exportações, desse modo, tende a crescer, sinalizando as dificuldades que o país atravessa na sua economia.
Bancos demitem
Os bancos brasileiros fecharam 1.849 postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano. O saldo negativo foi puxado pelas instituições privadas, que fecharam 2.985 vagas. A Caixa Econômica Federal, entidade financeira pública, abriu 1.132 empregos e impediu que o número subtraído fosse maior. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo (menos 967 vagas), no Rio de Janeiro (276), no Rio Grande do Sul (260) e em Minas Gerais (186). As informações estão na Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada nesta quinta-feira (24) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Além do fechamento de vagas, a consulta mostrou também alta rotatividade no emprego bancário. De acordo com o estudo, as instituições contrataram 8.266 funcionários e desligaram 11.115. O fato impactou nos ganhos da categoria, já que o levantamento aponta que o salário médio dos admitidos no primeiro semestre foi R$ 3.129,17, contra R$ 5.372 dos desligados.

Informações da Agência Brasil, Folha de São Paulo, Bahia Notícias e A Tarde.