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quinta-feira, 27 de março de 2014

Senado vai instalar CPI da Petrobrás

Presidente do Senado deve negociar com líderes nesta quinta a data das próximas etapas antes da abertura das investigações; governistas trabalham para senadores retirarem assinaturas
Débora Álvares - O Estado de S. Paulo
Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que "não há mais o que fazer" sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás. "Evidentemente que uma CPI em ano eleitoral mais atrapalha do que facilita a vida do Brasil. Mas agora não há mais o que fazer, porque temos o requerimento, o fato determinado, o pedido, o número de membros da própria comissão. Vamos marcar a data, fazer a conferência dos nomes e instalar a CPI", disse.
Publicamente contra a comissão, Renan reiterou em seguida que ainda precisa negociar com os líderes da Casa a data das próximas etapas anteriores à abertura das investigações. Embora a oposição tenha conseguido uma assinatura a mais do que o necessário - o requerimento recebeu a adesão de 28 senadores; eram necessárias, pelo menos, 27 -, a CPI ainda não está garantida. Isso porque, regimentalmente, os senadores podem retirar seu apoio. Na noite de quarta mesmo, quando se confirmou a coleta da quantidade de nomes necessários, governistas já começaram a trabalhar para convencer adeptos da CPI a retirarem o apoio.
Os próximos passos, a partir de agora, são marcar a data de leitura do requerimento de CPI no Plenário e fazer a conferência de assinaturas. Renan disse que, ainda nesta quinta, vai conversar com as lideranças partidárias para avaliar a melhor data para isso. "Vou conversar por telefone com os líderes e ver com eles do ponto de vista do encaminhamento, da necessidade de nós instalarmos rapidamente como deveremos fazer." O presidente do Senado não garantiu, contudo, que o requerimento siga para plenário já na próxima semana. Isso porque, os líderes da base tentarão atrasar o quanto puderem a instalação.
Até a meia noite do dia em que o pedido de investigação for lido no plenário, os senadores poder retirar assinaturas. Caso a investigação continue contando com o apoio de, no mínimo, 27 parlamentares, a Comissão de Inquérito é instalada. Para isso, contudo, Renan ainda precisará indicar os membros da CPI. Para minimizar os danos ao governo em ano eleitoral, a estratégia será tentar colocar um peemedebista na presidência e um petista a relatoria.
Mais uma de Wagner
Tido como um bom negociador, parece que o governador Jaques Wagner escolheu este ano para fazer todas as besteiras possíveis. Além de escolher seu pupilo impopular para liderar a chapa do governo nas eleições deste ano, colocou um vice que ninguém queria e fez Marcelo Nilo sair do sério. Agora, fez mais uma que intrigou até os Democratas. O governador divulgou esta semana na Rádio Metrópole números de uma pesquisa colocando em foco o potencial de crescimento do petista Rui Costa e minimizando a influência da transferência de votos do prefeito ACM Neto (DEM). Só que a pesquisa não tinha sido registrada e o DEM já entrou com ação na Justiça Eleitoral. Wagner deverá pagar a bagatela de 53 mil, se for condenado.  
Governo Dilma em queda
A parcela da população que considera o governo Dilma Rousseff bom ou ótimo caiu sete pontos percentuais, para 36%, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada na manhã desta quinta-feira (27). A queda foi observada em todos os estratos da população, com destaque para moradores de municípios com menos de 20 mil habitantes, onde a redução foi de 15 pontos, para 44%. O número de pessoas que confia na presidente também caiu, de 52% para 48%. A aprovação pessoal da presidente diminuiu para de 56% para 51%. O número de entrevistados que considera o governo Dilma pior que o de Lula aumentou de 34% para 42%. Os dois governos são considerados iguais por 46% dos entrevistados.
PDT zangado
A reunião da cúpula pedetista na Bahia com o presidente nacional da sigla, o ex-ministro Carlos Lupi, em Brasília, ontem, teria sido um momento de detonação das insatisfações, diante dos últimos episódios em solo baiano, envolvendo a definição do vice da chapa governista. Após ouvir o relato dos deputados federais e estaduais, entre eles o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, preterido na escolha, o dirigente nacional criticou o processo conduzido pelo governador Jaques Wagner (PT). O líder teria sinalizado que o partido irá reavaliar o suposto apoio à chapa do pré-candidato Rui Costa (PT). Os partidários saíram oficialmente sem definição do encontro, mas a aposta é que até maio haja uma posição fechada sobre a sucessão estadual. Por Marcelo, o rompimento já estaria consolidado. O problema são os que não querem largar o osso e aqueles que tem empresas inseridas na administração estadual em diversas áreas, com contratos altíssimos e muita grana atrasada. Talvez seja por isso que o governador aposte na permanência do PDT na aliança.
STRH: nada foi fácil
Engana-se quem pensou que a assembleia que reelegeu a atual Junta Diretiva do Sindicato dos Trabalhadores Rurais ocorreu de forma fácil e pacífica. O ex-presidente, Juarez Carlos, entrou na Justiça Comum para barrar a realização da reunião. A causa foi encaminhada para o fórum correto, que é a Justiça do Trabalho. Lá, Dra. Tereza Cristina conseguiu derrubar todas as pretensões do opositor e o STRH está livre de problemas, pelo menos por enquanto. Todos apostam que nada mais vai atrapalhar e as eleições serão realizadas em breve. Juarez é carta fora do baralho.