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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Povoado Riacho: esquecido pelos políticos

O povoado Riacho começou a partir da construção deste imóvel
O povoado Riacho nasceu da construção de uma bodega. Sua primeira casa foi construída entre 1958 e 1959 por um senhor conhecido pelo alcunha de Zeinha. No local funcionava um bar, ou bodega, onde todos os finais de semana as pessoas iam para se divertir. Com o passar dos tempos, algumas casas foram sendo construídas e também surgiu à necessidade de uma escola. Foi Ivo Carleon, político ligado ao município de Ribeira do Amparo, município-mãe de Heliópolis, quem fundou a primeira escola em 1970. Hoje, a Escola Jorge Amado é sede de Polo Educacional e responsável pelo desenvolvimento do povoado. Entre 1975 e 1976, o Sr. Maurício, também político de Ribeira do Amparo, com a colaboração de Joãozinho Preto, Ana Maria Nunes e João de Carrinho, fundaram a Igreja Matriz da localidade. Várias histórias do povoado são contadas pelos moradores Pedro Queirão, Zé Cardoso da Silva e dona Maria do Carmo.
Dão: "Os políticos nos abandonaram."

Igreja matriz
O povoado Riacho é o maior em concentração de eleitores do município de Heliópolis, embora sua sede não seja urbanamente a maior. O povoado chegou a ter um prefeito administrando Heliópolis. Em 1992, Genival Nunes Santos disputou como vice-prefeito na chapa liderada por José Emídio (Zé do Sertão). Após vitória, Zé do Sertão optou por assumir mandato de deputado estadual e renunciou ao cargo de prefeito. Genival assumiu a prefeitura em fevereiro de 1993 até finais de 1996. Segundo João Alves de Souza, conhecido popularmente por Dão, morador no povoado há 38 anos, o Riacho evoluiu bastante. Tem quadra esportiva, escola e posto de saúde. Porém, precisa melhorar muito em outros aspectos. “Há 15 anos nenhum político tem mais interesse em melhor a qualidade de vida dos moradores deste lugar.”, revelou queixoso. Verdade seja dita, o povoado Riacho precisa mesmo de mais atenção política, por que há anos o mesmo não progride. Parece estar estagnado no tempo, sem perspectiva. A única coisa que não mudou foi a exportação de trabalhadores para São Paulo, coisa que tem aumentado frequentemente nos últimos anos.

         Reportagem realizada por Terezinha Santana, Maria Aparecida, Marciela Batista, Daniela Nascimento e Daniel Matos, como avaliação de Redação e Expressão, ministrada pelo Professor Landisvalth Lima, na turma 3º A, do Colégio Estadual José Dantas de Souza.