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sábado, 3 de março de 2012

“Privataria Tucana” atinge Coelba, PFL, Ilha do Urubu e PT


      Por David Mendes – do Bahia Notícias.
Amaury Ribeiro Júnior (foto: Andrei Amós)
     O autor do livro “A Privataria Tucana”, Amaury Ribeiro Júnior, que participou nesta quinta-feira (2), em Salvador, de uma discussão sobre a publicação, reafirmou, em entrevista ao Bahia Notícias, que o processo de privatização da Coelba (1997) e a doação das terras da Ilha do Urubu (2006), em Porto Seguro, foi conduzido através de “esquemas de corrupção e pagamento de propina”. Os dois casos são citados em sua publicação. “No que diz respeito à Bahia, as denúncias são baseadas em documentos da CPI do Banestado. Esses documentos mostram que o homem que definiu o processo de privatização da Coelba aqui na Bahia, Ricardo Sérgio Oliveira, recebeu propina do lobista do grupo Iberdrola, vencedora do processo, Gregório Marin Preciado. O dinheiro saiu de uma casa de câmbio na Espanha e, através de uma rede de doleiros do Banestado, foi depositado em uma offshore de Ricardo Sérgio no exterior”, disse. Ainda segundo o jornalista, tudo isso já está comprovado. “Já se sabia que tudo isso foi conduzido com esquema de propina e corrupção, mas agora está comprovado. O homem que levou o dinheiro da Previ (Banco do Brasil), que foi fundamental para o consórcio espanhol ganhar o processo, depois ganhou dinheiro de propina. Toda essa transação contou com a participação do governo estadual, através do elo entre o partido (PFL) e o PSDB nacional, através de Ricardo Sérgio, que era sócio de José Serra”, acusou. Em nota enviada ao site, a assessoria do ex-governador Paulo Souto (DEM) negou as acusações e acusou a obra de ser uma "tentativa de resposta política aos sucessivos episódios de desvio ético envolvendo o PT". "No livro citado nada existe que mostre que a menor incorreção do Governo da Bahia na condução do processo, o que, aliás foi atestado pelo resultado excepcional obtido e pelos sinais de acirrada concorrência no leilão", disse. O escritor garantiu que não sofreu ainda nenhum processo desde o lançamento do livro. "O PSDB prometeu uma avalanche de processos, mas até agora nada. Talvez, agora com o (José) Serra sendo candidato (em São Paulo), ele deve me processar para dizer nos discursos que me processou. O livro é demolidor, já vendeu 120 mil cópias, e se fosse uma mentira não venderia tanto assim”, disse.
     No livro “A Privataria Tucana”, que trata do processos de privatização ocorridos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o autor Amaury Ribeiro Júnior também reservou algumas páginas para relatar episódios que retratam as brigas internas também dentro do PT, durante o processo eleitoral que elegeu a presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao Bahia Notícias, o jornalista relatou os fatos: “Havia uma briga pela disputa de espaço, quando setores do PT plantaram dados do setor de inteligência na Revista Veja. Mas, todo esse processo já está sendo esclarecido, tanto é que uma parte já foi demitida, como o ex-ministro (Antonio) Palocci, que era ligado a esse grupo. A outra parte está ligada agora ao desvio de merenda (escolar), que são pessoas próximas ao presidente Rui Falcão. Essas pessoas estão sendo desmoralizadas por conta própria, isso acontece, e o livro também mostra isso", explicou. Para o escritor, que garantiu que não pretende ingressar na vida pública, o capítulo mostra, principalmente, a realidade dos bastidores de uma eleição presidencial. “Muitas vezes a briga interna é maior do que a briga de adversários”, afirmou. Para o deputado estadual Joseildo Ramos (PT), responsável pela realização da Sessão Especial na Assembleia Legislativa da Bahia, que discutiu nesta quinta-feira (1º) a publicação, sempre haverá essas disputas políticas entre os petistas. "Na história política do nosso partido, nós convivemos com essas contradições internas que não vão parar por aqui. Esconder para de baixo do tapete não resolve e não qualifica o processo. O PT tem expurgar os seus problemas internos e externos para que tenha vida. Então, é o meu papel como petista lançar luzes sobre essas questões", disse, em entrevista ao BN. Na avaliação do petista, o livro, mesmo que aponta problemas dentro do PT, é um "relatório bem feito". "A verdade é pétrea e, na hora que você tem, inclusive, a comprovação que todas as informações foram obtidas por meio lícitos, através de documentos públicos, através de uma ação de exceção da verdade, ou seja, ele se coloca na condição de não ser alcançado pela Justiça, porque o que ele disse, efetivamente, ele acaba de provar. Eu fico muito à vontade no plano político por levantar essa questão, e o parlamento não pode passar ao largo de uma situação tão importante como essa. Isso é um processo que cabe a qualquer petista que se respeita e, aquele que meteu a mão na massa de forma equivocada que 'se lixe', e que preste contas, inclusive, ao próprio partido", defendeu.