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segunda-feira, 16 de julho de 2018

São Pedro de Heliópolis 2018: última noite de Limão com Mel, Brasas e Gringas!

Forró das Gringas no São Pedro de Heliópolis 2018 (foto: Landisvalth Lima)
     É preciso estar muito com cara cheia para não perceber que já não há mais dia superior ou inferior no São Pedro de Heliópolis. Apesar das críticas infundadas sobre as bandas contratadas, o nível foi infinitamente superior ao ano anterior. Se em 2017 o destaque foi Mastruz com Leite, este ano fica quase impossível apontar um vencedor. Até bandas de estrutura menor se mostraram mais ousadas. Neste domingo, terceira e última noite, teve de tudo um pouco.
Zé de Airton, Brasas do Forró, recebido pelo pessoal da produção
  
(foto: Landisvalth Lima)
Começa o espetáculo com o pessoal do Império da Sofrência que levou sua proposta com uma qualidade sonora muito superior. É o melhor momento da banda e com espaço para crescer ainda mais. Na sequência vieram as meninas do Forró das Gringas. O ponto alto da banda é sua cantora. Winnie tem uma voz extraordinária. Um músico que estava no palco disse que era “voz de cd”. Além disso, o inglês é perfeito, além de mandar ver no espanhol. A especialidade da banda é forrozear músicas do inglês e espanhol. É um show de alta qualidade, apesar de haver muitos espaços em brancos entre as músicas. Foi também divino quando crianças foram chamadas ao palco para dançarem. Dois momentos ótimos foram com ”Despacito” e o encerramento com “Frevo mulher”, de Zé Ramalho.
Adma, Raphael e Diego, as vozes de Limão com Mel (foto:divulgação)
Para esperar a banda Brasas do Forró se arrumar direito, foram chamados ao Os barões do Forró, banda da casa. Em ritmo de pisadinha, não deixaram o bom público esfriar. Quando Brasas do Forró, lá de Fortaleza, entrou em cena, o forró eletrônico subiu de tom. Para quem não sabe, a banda cearense é a pioneira do gênero forró eletrônico. Surgiu em 1989 e costuma misturar forró com fandango e vaneirão. Uma de suas músicas de sucesso é, inclusive, "Tão pedindo um vaneirão". Seu líder e criador é o sanfoneiro Didi, ou Ivanildo Façanha. Assum Preto e Zé Airton, os vocalistas, parecem que nasceram para cantarem juntos. Uma sintonia de vozes perfeita. Não deixam a peteca cair. Foram programados para sacudir corpos. Impecáveis!
O dia ainda não havia amanhecido quando Limão com Mel iniciou seu show. Já sem Batista Lima, e com a afinado trio Diego Rafael, Adma Andrade e Raphael Marrone, a banda parece que descobriu o avanço de vários outros ritmos ameaçando a hegemonia do forró eletrônico, principalmente no período de festas juninas. Daí, assistimos a um desfilar de ritmos adaptados ao forró. Aquilo que Sandrino Ferraz apresentou na sexta-feira, no 1º dia, parece se consolidar como uma tendência. Tudo virará forró eletrônico. Todos os ritmos, de todas as tribos. Isto dará oxigênio a estas bandas por mais algumas décadas. É bom lembrar que Limão com Mel está fazendo 25 anos. Se continuar com shows como este, seu tempo será o futuro.