Exclusivo!

Poço Verde nega título a Lula. E daí?

A cegueira ideológica impede a transformação real da sociedade (foto: porvir.org.) Dizem que o Brasil está tão dividido que é preciso ...

Novidade

sábado, 21 de junho de 2014

Professores de Sergipe rejeitam proposta do governo e paralisação continua

Professores de Sergipe não abrem mão dos 22.22% de 2012
Os professores da rede estadual decidiram na assembleia realizada na última sexta-feira, 20, a manter a paralisação iniciada no dia 02. Na quinta, dia 26, o magistério estadual realiza ato público a partir das oito horas em frente ao Palácio de Despachos (na avenida Adélia Franco). A continuidade do movimento paredista se deu a partir da proposta apresentada pelo governo do Estado em audiência na quarta-feira, 18, na Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão.
A proposta que é condicionada ao aumento das receitas, por isso não garante o restabelecimento da carreira do magistério estadual (motivo da paralisação) e ainda traz um cenário sombrio para 2015, a não implementação do índice de reajuste do piso (estabelecimento pelo Ministério da Educação) para os professores em todos os níveis da carreira. A presidenta do SINTESE, Ângela Maria de Melo leu a proposta do governo aos educadores e ela consiste em nos seguintes pontos:
- Política salarial a partir de 2015 que permita ganho real salarial condicionado ao crescimento das receitas da Educação;
- Garantir a reposição inflacionária anual;
- A política da valorização salarial vigorará até que o valor do vencimento da letra "A", nível I, do quadro permanente do magistério corresponda a 1,4 vezes ao piso salarial.
A professora Ângela também apresentou o que defende do sindicato:
- Política salarial de valorização (piso salarial) e recuperação da carreira do magistério estadual de Sergipe;
- Reajuste do piso salarial profissional do magistério de acordo com o índice anual defendido pelo MEC;
- A política da valorização salarial de recuperação da carreira vigorará até que sejam restabelecidos os índices estatuídos no artigo 1º da Lei Complementar nº 163 de 18 de junho de 2009.
 “Não concordamos com a proposta do governo, pois ela não garante o reajuste do piso na carreira dos professores, pois a reposição inflacionária anual é ter reajuste diferenciado para os professores com Nível Médio e Nível Superior, já rejeitamos essa proposta em 2012 e não vamos aceita-la para 2015”, explica a presidenta do SINTESE.
Professores em Itabaiana
Após a assembleia centenas de professores foram a Itabaiana com o objetivo de dialogar com o governador Jackson Barreto que estava na região para uma agenda de eventos para que a proposta apresentada pelo governo fosse refeita.
Na saída da entrega de parte da reforma do Colégio Estadual Murilo Braga, um grupo ainda conseguiu apelar para o governador que revisse a proposta, mas sem nenhuma resposta. Com isso centenas de educadores ocuparam um dos lados da avenida onde se localiza a em frente a rádio Princesa FM onde Jackson Barreto concederia entrevista.
Depois de várias horas aguardando, as professoras Ângela Melo, Ivonete Cruz e Lúcia Barroso foram recebidas pelo governador. As dirigentes colocaram que os professores têm um grande conflito com a proposta do governo, pois ela não garante o reajuste do piso na carreira. O governador garantiu que conversará com o secretário da Fazenda e que até quarta-feira, entrará em contato com a direção do sindicato.
“Mesmo com essa perspectiva de conversa, o ato público da próxima quinta-feira está mantido. Os professores da rede estadual continuam a luta pelo restabelecimento da carreira e o cumprimento da lei do piso em 2015”, ratifica a presidenta. (Portal do Sintese).