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domingo, 15 de junho de 2014

A 3ª Bienal de Cinema em Heliópolis acontece às sombras da sociedade. Falta incentivo do poder público municipal

Comunidade presente na III Bienal de Cinema de Heliópolis
No último dia 12 de junho foi comemorado o aniversário de três anos do Cineclube Filhos do Sol, que é um movimento cultural originado no povoado Massaranduba, em Heliópolis-Ba. O evento aconteceu no povoado Pindorama em Cícero Dantas – Ba, com missa na Capela Santo Antônio, depois a exibição de filmes, e logo após aconteceu um pequeno leilão. A data coincidiu com o período em que acontece a 3ª Bienal de Cinema da Bahia, e a primeira vez na cidade de Heliópolis – Ba, que teve início na sexta-feira passada, dia 06, no povoado Serra dos Correias, também em Heliópolis, e vai até o mês de Setembro, com um grande encerramento. O evento está sendo organizado pelo José Pereira, morador do povoado da Massaranduba, e que também organiza o Cineclube Filhos do Sol.
Ele recebe apoio de todas as comunidades por onde passa, e também de outros colaboradores que apoiam como podem, no intuito de incentivar o movimento cultural no nosso município. Apoios como o do Ponto de Leitura Antônio Ribeiro da Graça, Arcas das Letras Maria Ferreira, Associação Comunitária Cidadania de Massaranduba, Associação dos Artesãos de Massaranduba e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Heliópolis são essenciais e muito bem vindos. Com seu Cinema Itinerante, Zé Pereira, como é conhecido por muitos, roda pelos povoados da cidade do sol, apresentando em projeções grandes clássicos do cinema nacional e internacional.
De forma interessante e relativamente simples, o Cineclube Filhos do Sol leva diversão, entretenimento e alegria para muitas pessoas que anseiam por algo diferente e útil, além de despertar o censo crítico do grande público.
O ruim é saber que há pouco ou quase nenhum incentivo por parte da gestão pública municipal, mesmo sabendo que há verbas para tal. É pouco caso de muito. O bom é saber que um projeto assim exista, e aqui entre nós. É bom saber que ainda há muito a ser feito, que hão de existir muitas outras ideias como essa, através de qualquer tipo de arte. O importante é movimentar de qualquer forma o lugar em que vivemos, pois é como diz o meu amigo Naum Merce: “Quem está correndo, está andando; quem está andando, está parado; e quem está parado, está andando para trás”.
Zé Pereira na luta pela cinema
Conversando online com o Zé Pereira, resolvi fazer uma pequena entrevista:
1 – O que é e como surgiu a ideia do Cineclube Filhos do Sol?
Zé Pereira – Surgiu a partir do momento em ouvia falar que sobre o cineclube e suas metodologias, já gostava de passar filmes na associação da comunidade toda vez que ia ter assembleia eu passava filme para os associados daí surgiu a oportunidade de participar do edital da mais cultura e ganhamos os equipamentos e uma capacitação e hoje estamos com o nosso cineclube ai funcionando.
2 – Como você visualiza os efeitos de um projeto como esse no meio em que você vive, faz parte e conhece tão bem e a tanto tempo?
Zé Pereira - Os efeitos são muito pouco devido ao nosso público não está acostumado, é tanto que para atrair as pessoas tenho que usar de estratégias para chamar atenção das pessoas, mas existem comunidade que gosta muito e muita gente vai assistir ao filme sobretudos as pessoas de poder aquisitivo baixo. Eu vim conhecer o projeto a partir do momento que ganhemos o edital e até eu estranhei no começo foi a partir da execução do mesmo que fui conhecendo e me acostumando e aprendendo as metodologias do cineclube e descobrindo que tipo de filmes poderia está passando para as pessoas.
3 – E as pessoas tem aceitado bem a sua ideia do Cinema Itinerante?
Zé Pereira - Sim, as poucas pessoas que tem assistido aos filmes eles tem aceitado e tem comunidades que a participação e aceitação é boa. Não sei se é por que só mais nas comunidades isoladas que nunca viram algo exótico assim…
4 – Quais os filmes que o público mais gosta? E qual você mais gosta?
Zé Pereira - os filmes que mais gosto são os de temática rural e que o público mais gosta são deste gênero além de comedia mais do tipo Mazzaropi.
5 – Quais os seus projetos para o futuro, no que diz respeito a projetos socioeducativos como o que já trabalha?
Zé Pereira - No futuro é criar um espaço físico rural para agregar cinema e biblioteca, se que já existe um na comunidade Massaranduba, mas ampliar mais e incentivar as pessoas a participar mais dessas ações e o próximo projeto que está em andamento é o festival de zabumbeiro da Massaranduba, serão quinze grupos de zabumbeiros que irão participar e oficinas de flautas doce para a galera infanto-juvenil
6 – O que você tem a dizer sobre a atuação do Estado no incentivo a ações como esta? (O que falta?)
Zé Pereira - Governo baiano tem feito seu papel na aera da cultura nós que somos despreparados não temos cumprido com o nosso papel. Agora a nível de prefeitura sobre tudo a de Heliópolis ela nunca deu e nem dá valor a cultura do seu município até agora. E quando apoio de maneira tímida só apoia as pessoas que estão ligados a partido político a que pertence ela é omissa em tudo inclusive na cultura. Pois a cultura que a nossa prefeitura apoia é a cultura de morte e não dá vida é de incentivo a degradação das pessoas e a baixo autoestimas do ser humano e o incentivo ao consumo de álcool e de forma indireta as drogas, você pode perceber que os patrocínios só saem para as festas que são organizadas pelos donos de bares, você não vê uma festa onde agregue valores culturais como a arte a dança e música de qualidade.
7 – Uma frase para encerrar… (uma frase que te inspire) 
Zé Pereira - não estou inspirado para nenhuma frase no momento.
Por Landis Filho - do Portal Heliópolis. Veja a reportagem completa dando um clique aqui.