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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Teremos mais apagões?


Dez dias depois de dizer que é "ridículo" falar em racionamento de energia, a presidente Dilma Rousseff convocou reunião de emergência sobre os baixos níveis dos reservatórios, para quarta-feira (9), em Brasília, informa a Folha de S. Paulo. A reunião foi acertada entre Dilma, durante suas férias em Salvador, e o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que a presidirá. Balanço e propostas serão levados diretamente à presidente. Dirigentes de órgãos do setor tiveram que cancelar compromissos para comparecer. Na avaliação do governo, os níveis dos reservatórios estão até 62% abaixo dos registrados no ano passado e a situação tem piorado por causa do intenso calor, sobretudo no Sudeste. Com temperaturas que chegam a 40 graus em cidades como o Rio de Janeiro, o consumo de energia com ar-condicionado, ventilador e refrigerador tem disparado. Também de acordo com a Folha, técnicos do setor acusam Dilma de centralizar as decisões e dizem que, se o racionamento não é uma certeza, também não pode ser simplesmente descartado. Um deles diz que o risco "está acima do prudencial".
Na nossa Bahia de meu Deus, aqui e acolá, acontecem apagões, quase todos fruto de falta de manutenção da Coelba. Em Heliópolis, bastou uma chuva localizada de 87 milímetros, em exatos 45 minutos, para que o município ficasse sem energia elétrica na última sexta-feira, 04, das 14:30 às 21:00 horas, isso depois de várias tentativas de normalização do sistema, ocasionando um liga/desliga que provocou danos em vários eletroeletrônicos. Tudo isso consequência da centralização administrativa e da falta de planejamento. Desde Fernando Henrique avisam dos problemas do setor elétrico, mas o governo insiste numa propaganda enganosa e se nega a planejar o futuro, fazendo ouvido de surdo aos gritos dos técnicos e especialistas do setor. Que isso sirva de exemplo aos novos administradores. Não adianta dar cargos a incompetentes. Pode até dar votos, mas gera prejuízo ao público. Também não adianta centralizar poder nas mãos de uns poucos ou de membros da família. As consequências são desastrosas tanto econômicas, como administrativas e principalmente políticas.
Informações complementares do Bahia Notícias.