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Edivaldo Silva e o presente ao Contraprosa

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Um Lugar no Sertão: Monte Santo e Pedra Vermelha - Capítulo 4

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Saímos de Euclides da Cunha e pegamos a BA 220 para Monte Santo. Percorremos 38 kms de estrada em perfeito estado de conservação. Ao logo do trajeto, três comunidades se apresentam irmanadas com a rodovia e pertencentes ao território de Monte Santo: Derba, Lajinha e Laje. Alguns quilômetros antes, já é possível desfrutar a imagem deslumbrante da Serra do Piquaraçá e, aos seus pés, como se a fazer reverência, está toda a cidade de Monte Santo. Chegamos ao município por volta do meio-dia e o estômago reclamava. Fomos então para a Lanchonete D’Ana, que serve almoço nos dias de feira livre. Não foi difícil deixar o prato vazio porque a comida estava ótima. Barriga cheia, fomos à luta! Mas Monte Santo não é de hoje. Sua história começa em outubro de 1775, quando o Frei Apolônio de Todi sai da aldeia de Massacará para atender um chamado do fazendeiro Francisco da Costa Torres. Este ara dono da fazenda Lagoa da Onça e pretendia realizar uma missão de penitência em sua propriedade. Na chegad...

Um Lugar no Sertão: Euclides da Cunha

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Quem sai de Caimbé pela BA 220, com destino à cidade de Euclides da Cunha, tem a impressão de que o governo acordou para a importância da ligação entre o município sede e um dos seus mais importantes distritos. Mas é só mesmo impressão. Logo depois, a BA 220 se transforma num corredor de areia, buracos e lama. Bem próximo da cidade, a estrada volta a ser um pouco larga, mas, mesmo assim, não parece ser uma BA. Mais uma promessa foi feita para a chegada do asfalto. As máquinas estão na pista mais uma vez e o povo, com razão desconfiado, espera o término da obra ou o seu reinício. Toda essa região foi um dia habitada pelos índios Caimbés, da tribo dos Tupiniquins. Mas os brancos chegaram por aqui vindos de Monte Santo e Tucano, principalmente. Fixaram suas famílias e trabalharam nas lavouras e criação de gado. O povoamento da colonização teve início na Fazenda Cumbe do Major, de propriedade do Major Antonino, primeiro explorador das terras do município. Os padres jesuítas, em missão de...

A história do assassinato de Karoline

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Karoline abraçada com seu futuro assassino. Mais um feminicídio de uma saga que parece não ter fim. (Foto: Carla Stúdio) A imagem desta postagem pode representar um momento de felicidade de um casal diante de uma máquina fotográfica. Mas é apenas um momento. Neste último domingo, dia 12 de novembro, o abraço virou tragédia, o amor passou para o ódio e o afeto se transformou em ataque a facadas. Depois de uma discussão, Karoline de Jesus Nascimento, moradora do conjunto Françual, em Poço Verde – SE, foi encontrada com várias perfurações pelo corpo em frente à residência. O agressor, seu companheiro, estava numa calçada, já contido por populares. Antes mesmo de ser socorrida, Karoline deixou esta vida. Ela tinha 27 anos e mãe de duas crianças. O feminicida foi levado para a delegacia de Tobias Barreto e o corpo de Karoline seguiu para o Instituto Médico Legal, em Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju. Este é mais um capítulo da saga sobre o assassinato de mulheres ...

Abelardo denunciado! Agora será diferente?

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Valérias: um lugar de muitos protagonismos

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Um Lugar do Meu Sertão: Massacará, Caimbé, Betânia, São João da Fortaleza e Cipó - Episódio 2

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Nossa viagem hoje será para uma região magnífica e pouco conhecida pelos brasileiros. Nosso objetivo é chegar à terra indígena de Massacará. O segundo episódio da série Um Lugar do Meu Sertão começa na cidade histórica de Cícero Dantas e usamos para o deslocamento a BA 220, que recebeu malha asfáltica em 2022. Primeira parada foi no povoado Bethânia, que teve sua praça central inaugurada naquela semana do feriado de Nossa Senhora Aparecida. Depois chegamos a São José da Fortaleza. Até aqui o asfalto reina até o povoado Juá localizado um pouco depois do distrito de São João da Fortaleza, na estrada que segue para Massacará e Caimbé, no município de Euclides da Cunha. A Terra Indígena Massacará está localizada no nordeste do estado da Bahia, ocupa uma área de 8.000 ha no município de Euclides da Cunha, já devidamente homologada, embora os índios queiram mais 4 mil ha para fazer jus à área real deixada pelos seus ancestrais, e reconhecida pelo Marquês de Pombal no século 17. Na área vivem...

3ª Feira de Agricultura Familiar de Valérias e a morte de José Adário

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Prefeituras promovem fraude na matrícula do EJA para aumentar FUNDEB

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Falta água, eficiência e vergonha!

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Prefeito de Montes Claros dá receita para uma boa administração: "Basta não roubar!"

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Prova Saeb, mortes, conquistas e conferências

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Governador Jerônimo Rodrigues visitou Heliópolis

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Uauá - capítulo 1 da série Um Lugar no Sertão

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Quando chegamos a Uauá, a cidade estava em festa, toda enfeitada para louvar o seu padroeiro São João Batista. Tudo estava destinado à alegria, com palcos armados onde desfilariam os artistas mais afamados que os cofres do município possam pagar. Qualquer passante por estas bandas tem despertada a sua curiosidade quando ouve as quatro vogais, desprovidas de consoantes e com sílaba repetida imitando um refrão: Uauá. É música para os ouvidos e interrogações para a mente. Vamos então aqui decifrar algumas curiosidades a respeito desta comunidade. O primeiro documento em que aparece o nome Uauá é o tombo dos bens patrimoniais da Casa Tatuapara, mais conhecida como Casa da Torre. O território constava na relação dos bens de Garcia D’Ávila, como fazenda arrendada ao senhor André Gonçalves Batista da cidade de Jeremoabo. Depois de passar por várias famílias, a fazenda Uauá foi comprada por Pedro Pereira de Alcântara, o popular Pepedro. Este mandou construir um tanque para armazenar água, perm...

As prefeituras estão mesmo quebradas?

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Um lugar no sertão - nova série do Contraprosa

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BA 395, a rodovia de Creguenhém que foi esquecida

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Como sabemos, a Bahia está distante, muito distante mesmo, de ser um estado com rodovias em condições que satisfaçam as necessidades do nosso povo. As federais deixam a desejar, as estaduais são ruins em sua maioria e as municipais são péssimas, com pouquíssimas exceções. Na nossa região a coisa é um pouco pior. Além das federais deterioradas por buracos e remendos a perder de vista, são poucas as estaduais asfaltadas e em boas condições de tráfego. Agora, não me vem à memória uma estrada vicinal asfaltada ou em condições excepcionais para uso. Neste vídeo, conheceremos uma estrada esquecida pelo governo do estado: a BA 395. Além de ligar duas rodovias federais, a BR 110 e a 410, passa por várias comunidades nos municípios de Tucano e Cipó, todas margeando o rio Itapicuru, inclusive o distrito de Creguenhém, em Tucano. O início do nosso percurso é na BR 110, logo depois de sair da cidade de Cipó, também ainda depois do entroncamento desta BR com a rodovia BA 084, que segue para a cidad...

A farsa do asfaltamento da Estrada do Raspador

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Cidades do Velho Chico: Juazeiro - episódio 11

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Não é preciso andar muito para chegar a Juazeiro, na Bahia, claro, quando se está em Petrolina. Basta cruzar a ponte sobre o São Francisco, limite entre os dois municípios e cordão umbilical que une os dois corpos. O município de Juazeiro nasceu na margem direita do Velho Chico. Além do caminho das águas do rio, situa-se no ponto exato da passagem para se chegar a vários caminhos no interior do Brasil. O rio integra Juazeiro e Petrolina ao sul e ao norte e os caminhos terrestres, abertos inicialmente pelo bandeirante Domingos do Sertão, unem a região aos demais pontos. Passamos por Juazeiro duas vezes nesta jornada; quando seguimos para as cidades no entorno do lago de Sobradinho, e no retorno quando passamos por Petrolina. A primeira curiosidade vem logo sobre o nome da localidade. Se na vizinha do lado pernambucano o nome nasceu para homenagear uma pessoa, do lado baiano a questão envolve o tributo à sombra protetora da árvore, considerada mãe do sertão, o juazeiro. De fato, havia um...

As obras da BA 393

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