Os tacógrafos da discórdia
Tudo que é ligado à educação na
Bahia parece andar a passos de cágado. Até mesmo o transporte escolar tem
vocação para se arrastar, mesmo quando tudo indica estar resolvido. É que seis
prefeitos ainda não foram resgatar os veículos dos municípios que fazem parte,
segundo informou a Secretaria de Educação do Estado (SEC), do Programa Caminho
da Escola. São os casos de Derivaldo Pinto (PT) de Irará; Clovis Rocha Oliveira
(PSD) de Castro Alves; Leandro Luiz Ramos Santos (PSB) de Igrapiúna; Luiz
Antônio Alvim Delgado (PP) de Caravelas; e Cristina Sodré (PP) de Brotas de
Macaúbas. Em junho foram entregues 40 veículos e, no começo deste mês, foram
entregues outros 76 ônibus. A culpa é
dos prefeitos? Não é bem assim. Tudo indica que o professor Osvaldo Barreto fez
mais uma barbeiragem. Três das seis prefeituras apontadas como faltosas no
resgate dos ônibus escolares, que estão parados no pátio do Centro
Administrativo da Bahia (CAB), se posicionaram através de suas assessorias a
respeito do fato e deram justificativas para o imbróglio. De acordo com a
prefeitura de Irecê, no centro-norte baiano, a notícia de que o município teria
deixado de buscar seu respectivo ônibus foi vista com surpresa pela
administração do prefeito Luizinho Sobral (PTN). Na nota, a prefeitura informa
que no dia da entrega, em 7 de novembro, um funcionário e um secretário vieram
a Salvador para resgatar o ônibus de Irecê, mas foram impedidos por conta de o
veículo não dispor de tacógrafo (dispositivo que monitora o tempo de uso, a
distância percorrida e a velocidade), roubado em uma ação que subtraiu outros
tacógrafos de 19 ônibus. “No exato dia da cerimônia de entrega, a prefeitura de
Irecê foi surpreendida com a notícia de um assalto aos ônibus escolares, e que
inclusive o veículo destinado a cidade de Irecê estava entre os ônibus
furtados”. A falta do mesmo equipamento também foi alegada pelo município de
Igrapiúna, no sul baiano, como entrave para que o ônibus já estivesse na
cidade. Segundo a assessoria do prefeito Leandro Luiz Ramos Santos (PSB), a SEC
estaria faltando “com a verdade” pois teria se comprometido a resolver o
problema com a empresa responsável pelos ônibus e até o momento “não deu nenhum
retorno”. A prefeita de Brotas de Macaúbas, no sudoeste, Cristina Sodré (PP),
também facultou à falta de tacógrafo ao não recolhimento do ônibus para o
município. "Nós estivemos na entrega, recebemos a chave, assinamos a
documentação, mas não teve condição de trazer o ônibus por conta do roubo de
tacógrafos".
Com informações do Bahia
Notícias.