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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

“Dia D” em Heliópolis alerta para Chikungunya e Zika Vírus

Com a chegada do verão sabemos que é extremamente necessário a prevenção para conter o Aedes aegypti, que é conhecido aqui no Brasil como o mosquito da dengue, pois esta era a doença que transmitia com sua picada. O verbo em questão está no passado não é porque finalmente conseguimos nos livrar desde mal, mas sim porque nos últimos meses temos visto diariamente nos meios de comunicação que, além da dengue, podemos também contrair a Chikungunya e o Zika vírus.
Pensando no melhor para a população, a coordenadora sanitária Andrea de Morais Carneiro propôs um projeto com imediato apoio da Prefeitura Municipal de Heliópolis, Secretaria da Saúde, Governo do Estado, Vigilância Epidemiológica e os demais funcionários ligados na área da saúde deste município. Foi organizado então, na manhã de quinta-feira (03), uma caminhada para alertar a comunidade contra a dengue denominada como o “Dia D”. Contaram com um carro de som que, além de animar, também informava ao público que estava presente. Houve a distribuição de folhetos contendo os sintomas causados por cada uma dessas doenças provocadas pelo mosquito da dengue.
Durante a trajetória, contou-se com a participação das escolas Castro Alves e Waldir Pires, apesar de que todas as escolas do município tenham sido convidadas. Os que apoiavam o evento estavam vestidos com camisas de cores diferentes: amarela, agente de epidemias; azul, agente de saúde; verde, motoristas e branca, os funcionários ligados à área da saúde.
A saída foi do colégio Waldir Pires às 10 horas, indo pela avenida Helvécio Pereira de Santana, dando a volta na Praça da Igreja, passando pela Herculano Barbosa até chegar ao seu destino final, a Secretaria de Saúde. A passeata durou cerca de meia hora. Andrea Carneiro explicou ao Landisvalth Blog com mais detalhes o porquê desta empreitada, e como podemos prevenir. “Na verdade, a caminhada é uma conscientização da população de que precisa eliminar o foco do mosquito que está transmitindo 3 tipos de doença, agora não é só mais a Dengue, também tem a Chikungunya e a Zika.”, relatou.

     Andreia explicou que “a Zika, na verdade, está sendo um problema a nível nacional porque estão apresentando muitos casos de microcefalia, já   associados ao vírus. E a gente não tem uma real noção do que essa microcefalia vai fazer com essas crianças, que tipo de déficit elas vão ter, se motor ou cognitivo.” E continuou afirmando que a única saída que se tem é a eliminação do mosquito, com a tomada de consciência, o que muitos ainda não têm.

Quem também estava no evento era a vereadora licenciada Ana Dalva, a secretária de saúde. Como Andrea, Ana Dalva também mencionou que a comunidade já tem conhecimento do que se deve fazer para prevenir a expansão do Aedes aegypti em nosso meio, mas relembra que não se deve acumular água em latas, pneus, vasos; ter cuidado com a caixa d’agua descoberta, remover folhas e galhos das calhas, prestar atenção ao lixo e, o principal, não deixar água parada. Somente com a conscientização de cada um, essa tragédia, que acontece em vários estados do Brasil, será debelada. Ana Dalva informa que houve apenas um único caso de microcefalia em Heliópolis, de uma paciente que chegou da região metropolitana de Salvador. 
Lamentável é saber que um evento de saúde pública teve pouquíssima adesão. Fosse uma festa, o público estava garantido. Dá a impressão de uma certa banalização da morte. Não podemos deixar de reconhecer que a ideia é excelente, mas a pratica não foi bem recebida. Os recursos são minguados e não há como fazer divulgação em massa. Muitos dos participantes não sabiam o que estava acontecendo. O evento teve atraso de uma hora para aguardar os alunos que faziam prova do PAMEH, o que ajudou um pouco. Os próximos eventos deverão ser concentrados nas escolas. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai até Maomé.     
Reportagem e fotos de Ana Lúcia.