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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Pedir desculpas? Eu?


                                         Landisvalth Lima
Cícero Dantas - Bahia
Recebi a seguinte postagem de um leitor que pediu para não ser identificado: “Landisvalth, acho que a população de Cicero Dantas merece uma postagem em seu blog pedindo desculpas pelo seu erro sobre o candidato Zelito Ribeiro, o mesmo se encontra deferido. Você tem ideia da quantidade de pessoas que ficaram transtornadas? Os Gaviões merecem respeito. O mínimo que o Sr. pode fazer é um pedido de Desculpas. Obrigado.” Já tive a oportunidade de mandar um e-mail pessoal ao leitor e agora faço de público minhas considerações.
Primeiro, eu não tenho que pedir desculpas a ninguém. O que disse no artigo sobre a impugnação da candidatura de Zelito Ribeiro, reafirmo com todas as letras. Num país sério, Zelito e vários outros ex-prefeitos da nossa região não deveriam se candidatar nem a inspetor de quarteirão. E quem está pensando que eu estou tomando partido é porque não leu as postagens que fiz sobre a administração de Weldon em Cícero Dantas. Eu não sou Gavião, Bem-te-vi, Pardal, Jacu, Galinha, Pulga, Cachorro ou nenhum outro ser denominador desta política provinciana e medieval. Sou um defensor destes seres em convívio harmonioso com o ser humano, mas não como plataforma linguística de nenhum grupo político.
E desta vez vou defender o dr. Antônio Fernando. Na decisão sobre Zelito ele foi corretíssimo. Se o TRE julgou o candidato do PDT pelo viés da Lei da Ficha Limpa, errou feio! O histórico político de Zelito Ribeiro ofende a qualquer lei que obrigue civilidade ao serviço público. A candidatura dele e de vários ex-prefeitos são xingamentos contra o estado democrático de direito. Num país sério, bastam indícios de desvios de recursos para que o elemento seja afastado de qualquer processo eleitoral. Aqui, na nossa Bahia de meu Deus, o TRE está liberando candidatos com contas rejeitadas, com comprovação de desvios de recursos, sempre encontrando uma brechinha nas leis para justificar as decisões. Como vamos acabar com a corrupção assim?
E não me venha o lado adversário pensar que eu estou tomando partido. Cícero Dantas tem sérios problemas com seus políticos. Para ser mais exato, são raros os que merecem o voto que recebem. Vejam o caso de Weldon. O que fez em oito anos de governo? Transformou uma sociedade? Melhorou a educação? Criou novas perspectivas de desenvolvimento? Nada disso! Ficou, como muitos, em busca de recursos federais e estaduais para calçar uma rua ou outra e usar os recursos municipais para os mesmos vícios de sempre: empreguismo, desvios, favorecimento e outros tantos males do serviço público. É só olhar a relação de contratações feitas neste ano de eleição para comprovar o que digo. Agora vá vê se houve melhora no serviço público! Tudo isso por um simples detalhe: em Cícero Dantas, e em todos os municípios de nossa comarca, política é um negócio, um meio de vida.
Vejamos o caso da minha ex-colega de partido, a deputada Fátima Nunes. Qual a utilidade de seu mandato para Cícero Dantas? Qual a justificativa que ela tem para dizer ao povo de ter sacrificado a candidatura de Gilmar, do seu partido e vice-prefeito? Só pode ser para manter o seu mandato como deputada. Foi a única utilidade. Não quero dizer aqui que Gilmar seria um bom prefeito, até porque não se pode dar uma de futurista cartomântico, mas era o único que não tinha o perfil, o ranço de dois grupos políticos que afundam Cícero Dantas há décadas em disputas que jamais colocarão o progresso e o desenvolvimento da cidade como matérias primas básicas.
O leitor afirma que o meu artigo deixou várias pessoas transtornadas. E esta política ordinária e medieval, caro leitor, transtorna Cícero Dantas? Esta cidade já revelou ilustres figuras para o cenário baiano. Tem um povo altamente inteligente, trabalhador e com grandes perspectivas de crescimento. Quando é que este povo vai acordar para o futuro? Até quando vai durar esta política de troca de favores, de compra de votos, de adoração a falsos líderes e de fanatismo a grupos que lembram torcidas organizadas de times de futebol?
Quem tem que pedir desculpas ao povo de Cícero Dantas é Zelito Ribeiro, Fátima Nunes, Weldon, Fernando Andrade e tantos outros políticos que receberam mandatos do povo e não fizeram as transformações necessárias para que a cidade de Cícero Dantas alcançasse o lugar de seu. As migalhas que andam pregando por aí como obras de seus mandatos não são sequer paliativos para o câncer que nos devora: a ignorância, alimentada pela servidão e pelo mandonismo. Pior é saber que estamos jogando fora mais um ano eleitoral na lata do lixo. Sim, porque acredito na democracia como o melhor caminho para evoluirmos, mas, diante das candidaturas postas, acredito que a caminhada será por vias íngremes e tortuosas.