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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ações contra Jader seguem sem solução e provam que o sistema protege corruptos


Com informações de Aguirre Talento e Rodrigo Vizeu – da FOLHA DE SÃO PAULO.   
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) voltou ao Senado sem que os escândalos que o levaram a renunciar à presidência da Casa e ao mandato, em 2001, tenham sido solucionados na Justiça. Por conta disso, as ações em que Jader é réu têm grandes chances de prescrever. Há ao menos seis ações ligadas aos principais escândalos em que ele foi acusado de envolvimento. Nunca houve condenação ou absolvição. A única punição que sofreu foi um bloqueio de parte dos bens. Ele chegou a ser preso em 2002 por suposta participação em desvios na Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), mas foi solto horas depois. Após renunciar no Senado para evitar a cassação, Jader retornou a Brasília em 2003 com dois mandatos seguidos de deputado federal. Em 2010, foi eleito senador, mas sua candidatura foi barrada pela Lei da Ficha Limpa, por ter renunciado. No mês passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) liberou a posse dele após concluir que a Ficha Limpa não valeu para a última eleição. O andamento das ações contra Jader atrasou mais ainda quando ele renunciou à Câmara, em 2010. Seus processos deixaram o STF e foram para instâncias inferiores, o que leva meses. Com o retorno de Jader ao Congresso, as ações voltam ao STF, o que causa mais atrasos. O procurador Ubiratan Cazetta, do Ministério Público Federal do Pará, investigou Jader e diz ver com "decepção" que tão pouco tenha avançado em dez anos. "É a demonstração de que o sistema não funciona." Cazetta lembrou ainda que Jader já tem 67 anos. Com 70, o prazo de prescrição cai pela metade, afirmou. A crise que causou a queda de Jader começou após uma disputa por espaço político com o colega Antonio Carlos Magalhães (morto em 2007), à época no PFL. Ambos passaram a trocar acusações e vieram à tona escândalos supostamente ligados a Jader. Pressionado, o peemedebista renunciou.
OUTRO LADO
A defesa de Jader afirma que as ações contra ele se baseiam em "conjecturas" e que não há provas que o liguem a crimes dos quais é acusado. "Ninguém tem nada empiricamente comprovado para montar processo contra Jader", afirmou o advogado Edison Messias de Almeida. Segundo seus advogados, os processos estão nas fases finais de tramitação.