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Racismo estrutural: Vidas negras importam?

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

A noite não parece tão escura como o normal


Naely Matos

    A noite não parece tão escura como o normal.

    O mundo está perdendo o nexo, e ninguém está percebendo! 
    Talvez tudo aquilo que pensávamos ser, não é.
Estamos vivendo em um mundo onde andamos em cordas bambas, sem um fundo por baixo, é preciso equilíbrio, acima de tudo, assim como foco e determinação, um deslize e é o fim, o final parece tão longe, mas tão perto ao mesmo tempo!
Amizades, namoros, depressões, TPM, adolescência, puberdade, é tudo muito sem sentido, mas tão eficaz, um mundo com regras que parecem não ser seguidas! Pessoas que tem direitos e ao mesmo tempo não, e ainda lutam por algo que já tem!
Será, que nenhuma vez sequer, possamos sentar numa varanda, num quintal olhar as estrelas e respirar fundo e dizer que tudo está bem.
Pessoas não se compreendem, não se respeitam, com sede de fazer algo mórbido e ineficaz para não ter tédio!
MUNDO, algo tão grande para mentes tão pequenas.
Pessoas nem se permitem sonhar mais, não se permitem amar, por medo, por decepções, isso é algo tão deprimente e depravado, quantos caras que acham que podem ser maiores, só por conta de um saldo bancário!
Onde pregam a paz, mas não a tem em si mesma, é mais que notório que está tudo perdido, e talvez não haja saída!
Todos fecharam os olhos para aquilo que precisavam ver e abriram para o que não lhes cabia!
O mundo ficou estranho, a escravidão acabou, mas o preconceito e a discriminação continuam, o pobre e o rico não se misturam, uma sociedade que se padronizou em um magro e gordo, alto e baixo, preto ou branco, cacheado ou liso, crespo ou quimicado!
Está tudo errado, um mundo tão subdesenvolvido, para pensamentos tão estúpidos.
Presos por um fanatismo, uma paixonite, um simples pequeno aparelho celular.
Pessoas escondem seus sentimentos por medo de se ferir, de ferir o próximo, ninguém pede mais ajuda, se afogam em si mesmos. Suicídios, transtornos alimentícios, paranoias, depressões, tantas coisas só por causa de uma dor que você não consegue superar ou desabafar!
Bunda, peito, barriga chapada, tudo lindo, mas tão sem graça, ninguém precisa "se" melhorar para ninguém, mas parece que não entendem. Assédios, abusos, estupros [...] será que não somos donas nem do nosso próprio corpo mais?
Estou falando isso aqui, porque depois talvez eu não possa mais.
Mas tudo o que o vento hoje leva, um dia ele traz de volta.
Você se pega pensando, triste e chorando, dizendo: Já era a hora!
Ah meu mundo, não está nem perto de acabar a história.