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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Waldir Pires e Tonho de Souza unem a Câmara de Heliópolis

Dois homenageados conseguiram unir oposição e situação na Câmara de Heliópolis
(Foto-montagem: Landisvalth Lima)

A última sessão legislativa do 1º semestre foi o que chamaríamos de um quase milagre. A Câmara Municipal de Heliópolis entra em recesso e só voltará dia 3 de agosto. Nesta segunda-feira (25), por um instante, os vereadores esqueceram as suas desavenças e seus interesses pessoais e trabalharam para homenagear coletivamente duas figuras importantes para Heliópolis: Antônio de Souza Montalvão e Francisco Waldir Pires de Souza. Os dois homenageados faleceram na semana passada.
As duas Moções apresentadas foram assinadas por todos os vereadores. No caso de Antônio de Souza, natural da comunidade de Baixa Grande, assíduo frequentador das sessões da Câmara Municipal de Heliópolis, foi uma Moção de Pesar pelo seu falecimento. No documento os vereadores afirmam se tratar de pessoa límpida, com dedicação em seu viver em prol de uma vida digna, um modelo a seguir. Tonho de Souza, coma era mais conhecido, não admitia que ninguém falasse mal de vereador algum. Ele sempre dizia que a câmara era a casa do povo e precisava ser preservada. Faleceu dia 19 de junho passado e tinha 77 anos.
A outra foi uma Moção de Louvor pela vida do ex-governador Waldir Pires. Seria apresentada pela vereadora Ana Dalva, mas ela achou que Waldir Pires foi um ótimo governante para Heliópolis e solicitou que todos os vereadores fossem coautores. Apesar de certo contratempo, ao final, todos concordaram em assinar e colocaram na pauta do dia. No documento proposto afirma que o ex-ministro, sem sofrer mácula alguma, foi exemplo de que não é preciso perseguir, matar, vilipendiar, oprimir e calar pessoas para se chegar ao poder. É o povo, na querência certa ou errada, quem elege e em nome dele deve ser exercido todo o poder. Os 70 anos de vida pública de Waldir Pires devem servir de exemplo para todos nós. Francisco Waldir Pires de Souza faleceu dia 22, em Salvador, e tinha 91 anos.
Os dois homenageados com o sobrenome Souza conseguiram o ineditismo de encerrar o primeiro semestre legislativo deste ano sem brigas, sem senões. Isso não quer dizer que vá acontecer sempre, mas está claro que as ideias não conseguem sanar o que os mortos curam. Mas uma coisa todos concordaram: na idoneidade dos homenageados. Na abertura da sessão, tive a oportunidade de contar um caso vivido no gabinete de Waldir Pires, quando ele era governador. Foi levado um abaixo-assinado para que ele transferisse uma funcionária pública, adversária ferrenha, para o mais longe possível. Waldir Pires disse que nós não tínhamos votado nele para ser um novo ACM. Ele não podia perseguir uma funcionária só porque ela era adversária. Precisamos de políticos iguais a Waldir Pires e de eleitores como Tonho de Souza.