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domingo, 21 de maio de 2017

O encontro que virou show

Sandro Becker animou o encontro dos professores na casa de Álvaro (foto: Landisvalth Lima)

A ideia dos professores do Colégio do Salvador para um encontro deste de espantar o estresse virou um inesperado show. O fato se deu na casa do professor Álvaro Azevedo, que leciona Física e, nas raras horas vagas, dá uma de percussionista explorando o seu carron. Para animar a festa, foram convidados especiais Elifas Santana, fabricante das mais famosas guitarras do Brasil, que tocou seu bandolim; Valério Badaró, no violão; Sid, sanfoneiro da banda Forró Traquino; Alan Kardec, no zabumba, e a presença inesperada do cantor, compositor e apresentador Sandro Becker. O quadro didático e de plateia ficou a cargo deste professor e blogueiro, Landisvalth Lima, ladeado de Mateus Melo (Matemática), Austeclínio Dantas (Matemática), José Joilton (História), todos acompanhados devidamente de suas esposas. Também marcaram presença Ana Paula Oliveira (Português), Suzana Melo (Inglês) e o Coordenador do Ensino Fundamental do Colégio do Salvador, Magno Queirós, e sua esposa. O quadro se completa com o produtor Marcos Girino, seu amigo Cassio Sampaio e a vereadora por Heliópolis, na Bahia, Ana Dalva, da Rede Sustentabilidade.
Sandro Becker 
Sandro Becker (foto: Landisvalth Lima)
Quem não se lembra dos estrondosos sucessos das músicas de duplo sentido que fizeram sucesso nos anos de 1980? É difícil para alguém que viveu esta época não pensar no refrão “Julieta-tá tá me esperando”. Sandro Becker foi um astro desta época, disputando com Luís Caldas os primeiros lugares nas paradas de sucesso. Hoje, o terceiro filho mais ilustre de União dos Palmares, os outros dois são Zumbi dos Palmares e o poeta Jorge de Lima, nascido no distrito de Rocha Cavalcante, continua fazendo forró de duplo sentido, mas mesclado com o forró clássico de Luís Gonzaga, que ele tem orgulho de dizer ter sido o incentivador de sua carreira.
O alagoano Sandro Becker tem nome oficial de Emanoel do Vale Trindade. Seu pai é sergipano de Ilha das Flores, um comerciante evangélico que completa este ano a marca dos 101 anos.  Sandro, embora não pareça, está completando 62 anos e mora em Natal, no Rio Grande do Norte, onde apresenta programa na televisão e é empresário. Becker aprendeu a tocar vários instrumentos musicais e iniciou sua carreira artística na capital alagoana, em 1972. Numa rádio local, fazia sucesso com o personagem Coronel Zé Lotero em programa humorístico. O sucesso foi levado para o Rio de Janeiro quatro anos depois, na rádio Metropolitana.
Professor Álvaro, o anfitrião
(foto: Landisvalth Lima)
O primeiro disco foi gravado somente em 1979, denominado Sandro Becker, de Beethoven a Soriano. Sete anos depois veio o grande sucesso Julieta. Mas não ficou só por aí: O Gato Tico, O Kiko e A Velha Debaixo da Cama foram outros grandes sucessos. Este ano, Becker grava o seu 38º trabalho, denominado É forro pro ano inteiro. Como compositor, assinou canções como  Viagem da Carmelita, Cabo Velho e Quiabo Gigante. Seu produtor Marcos Girino, há 22 anos no ramo, afirma não ter dúvida da continuidade do sucesso de Sandro Becker. Ele aposta na diminuição da corrupção, do superfaturamento e das festas juninas de grande porte, com atrações caríssimas, que não trazem nenhum benefício aos municípios. Para ele, o São João tradicional é o melhor caminho. “É o melhor investimento cultural, além de sobrar a grana para o essencial: educação.” disse.
Elifas Santana
Elifas Santana (foto: Landisvalth Lima)
Um luthier é um profissional que trabalha na construção, manutenção e aperfeiçoamento de instrumentos musicais, notadamente instrumentos de cordas. É isso que faz o Elifas Santana, e o faz muito bem. Sua lutieria em Aracaju tem fila com pedidos dos mais importantes músicos do país. A fama dele é tão grande que chegou ao ponto de, no Carnaval baiano 2013, (O tema foi a Guitarra Baiana) a pedido da Família Macedo, Elifas construiu uma Guitarra Baiana estilizada, com os desenhos das Bandeiras do Brasil, da Bahia e de todos os estados da federação, que foi oferecida à Presidente Dilma Rousseff.
Para desempenhar cada vez melhor o seu trabalho, vendeu a estrutura gigante da sua Guitarra Brasil e está montando uma bem menor e mais eficiente. “Música para mim é alma” e é com essa mentalidade que ele dedica todo o tempo disponível, quando não está no seu emprego público, ao estudo de aprimoramento de cada instrumento musical. Elifas guarda com orgulho a 1ª e a 2ª guitarras de Armandinho e se orgulha de ter aprendido muito com o lendário Osmar Macedo. No encontro deste sábado na casa do professor Álvaro, presenteou a todos com uma versão curta de Bolero, de Ravel. Perguntado se já dominava o instrumento que tocava, um bandolim, ele disse humildemente: “Sou um aprendiz.”.
Valério Badaró
Valério Badaró (foto: Landisvalth Lima)
O violonista Carlos Valério Badaró é funcionário da Cohidro e, nas horas vagas, toca violão. Nunca viveu profissionalmente da música, mas toca desde os 18 anos. Hoje, com 50, orgulha-se de tocar com profissionais do porte de Caribé e Júnior do Banco do Brasil. Deixa claro, porém, que música para ele é diversão.
Sid e Forró Traquino
Sid e seu Forró Traquino (foto: landisvalth Lima)
Ele é empresário do ramo de cimento e começou a fazer música por diversão. Aprendeu a tocar sanfona e conheceu na infância o Sandro Becker. Daí em diante não quis mais parar. Hoje diverte pessoas com a banda Forró Traquino e admite que já é uma profissão. Sid, inseparável de sua sanfona Leticce, lançou o seu 1º cd Sid & Forró Traquino, com 15 composições e as participações especiais de Mestrinho, Sandro Becker, Nurimar, Adriana e Amorosa. Há músicas de Sandro Becker, Dogival Dantas, Accioly Neto e outros.
Os aniversariantes
Para completar o sábado com chave de ouro, dois professores aniversariavam: Mateus Melo e Magno Queirós. Suas esposas prontamente providenciaram um bolo, bonitas palavras, duas velas, que não conseguiam ficar acesas devido ao forte vento, e muita gratidão. Assim o dia ficou noite e o encontro já tinha se transformado em um belo espetáculo da vida. 

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