Exclusivo!

Nós sobreviveremos!

O Brasil é árvore que cai e continua existindo! (foto: Willian Sanches) Aconteça o que acontecer, neste 7 de outubro de 2018 nós vamo...

Novidade

quarta-feira, 14 de março de 2018

Rui Costa dá bronca no PT

Rui Costa (PT) dá grito de realidade no PT (foto: Ascom-Ba)
Tinha perdido a esperança de que houvesse alguém de juízo no Partido dos Trabalhadores. Entretanto, nesta semana, o governador da Bahia, Rui Costa, em entrevista ao portal UOL, afirmou que o partido precisa entender que, em um cenário sem Lula, “mais importante que ter um nome do partido, é ter um nome que reconstrua o Brasil”. Viva! Finalmente alguém bateu na tecla do bom senso. E o governador parece ter falado como alguém que está cansado de falar internamente. Disse, por exemplo, que  “não podemos ficar nessa marra de que, se não há um nome natural do PT e se o Lula não puder ser candidato, por que não pode ser de outro partido?”. Isso mesmo. Quer dizer que só há alguém capaz na esquerda se for do PT?
Disse ainda o governador baiano que a prisão de Lula poderia, inclusive, render votos ao PT. Segundo ele, a detenção aumentaria um sentimento "de revolta, de indignação", e os beneficiários disso seriam os candidatos alinhados a Lula ou quem ganhar o apoio do ex-presidente. Mas nem mesmo isso o partido está enxergando, perdido no emaranhado de tentar mostrar que não está errando, errando mais uma vez. Parece até que o PT não enxerga outra possibilidade a não ser a de repetir uma mentira mil vezes para que vire uma verdade. Rui Costa, inclusive, disse que ( a prisão de Lula) contribuirá para “aumentar ainda mais a indicação de algum nome que ele venha a apoiar, acho que aumenta a chance”, opinou o governador.
Para também permitir uma união com um leque maior de eleitores, o PT também precisaria deixar de lado os discursos sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Nós temos que virar a página daquele momento. Se a gente ficar remoendo o impeachment, nós não vamos nem dialogar com a sociedade". Ele disse que pretende manter o PP, partido de seu vice que apoiou o impeachment, em sua chapa à reeleição. “Nós queremos ou não o voto dessas pessoas para reconstruir o Brasil? Queremos. Então não adianta ficar brigando com aquele momento histórico, seus erros, seus acertos. Nós temos que dialogar com a sociedade e chamar quem comporá o Brasil em novas bases éticas, onde a gente consiga pactuar mudanças estruturais”, completou.
Já era tempo de alguém chamar a atenção, mas a cúpula do PT parece não se preocupar com o partido, mas com a própria pele. Assim que a notícia repercutiu, Gleisi Hoffman e Jacques Wagner entraram em campo e estão desdizendo o que Rui Costa disse. A presidente do PT discordou do governador e Jacques Wagner disse que Rui não defende plano B para Lula. Eles ainda acham que existe um plano A. Rui Costa sabe que cegueira é veneno letal para políticos inocentes e a teimosia pode ser doença fatal para políticos que se acham inteligentes.