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Novo Triunfo é a cidade mais pobre do Brasil

Novo Triunfo é a cidade mais pobre do Brasil (foto: Google) Ser Nordeste duas vezes não é fácil. Nossa região está localizada no Norde...

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

O que você precisa saber sobre a delação da J&F

Joesley Batista entrega Michel Temer em delação (foto: Diário da Amazônia)
1 – Joesley Batista gastou 30 milhões de reais para eleger Eduardo Cunha presidente da Câmara dos Deputados.
2 – Não dá para defender Michel Temer. Ele recebeu o dono da maior empresa de carne do planeta sem registro em agenda oficial. O Joesley entrou pela garagem e Temer ainda perguntou se alguém o teria visto.
3 – Temer deixou claro a Joesley Batista que poderia ajudar o Eduardo Cunha no STF com dois ministros. Há pelo menos dois ministros sob suspeita no Supremo.
4 – Todos os partidos que se coligaram com o PT em 2014 receberam propina, inclusive o próprio PMDB. Só para o partido de Temer foram algo em torno de 40 milhões.
5 – As propinas da JBS para Lula e Dilma somam 150 milhões. Boa parte deste dinheiro foi depositado em contas no exterior. Agora o PT mudou o discurso: as provas de Joesley Batista não são mais irrefutáveis. É tudo mentira!
6 – Os donos da J&F dizem que, ao longo dos governos Lula/Dilma/Temer, os valores em propina ultrapassam a cifra de 400 milhões. Ou seja, daria para construir 400 colégios do tamanho do José Dantas de Souza.
7 – O que a Justiça brasileira não pode fazer é não dar uma sentença, uma condenação, uma pena para os dois irmãos da J&F. A procuradoria exige multa de algo em torno de 11 bilhões de reais, mas é muito pouco. Tem que haver uma pena. Os caras cresceram na propina e via empréstimos do BNDES. Precisam ser punidos. Dinheiro só não resolve.
8 – O senador Aécio Neves estava empenhado em acabar a punição ao uso de caixa 2 em campanha. Contaria com apoios de ilustres petistas. A ideia era uma só: corruptos unidos jamais serão vencidos.
9 – O presidente Michel Temer entrou com um Habeas Corpus contra as decisões do Ministro Fachin nesta sexta-feira (19). Pelo sorteio eletrônico, o nome do ministro que vai julgar o HC será o Barroso. Até em sorteio Temer está dando azar.
10 – Foi o deputado João Bacelar quem conversou com Joesley Batista e solicitou a compra de 30 deputados para votar contra o impeachment de Dilma. Cada deputado receberia 5 milhões. O dono da JBS disse que poderia ajudar com a compra de 5 deputados a 3 milhões. Apesar disso, teve deputado que recebeu e votou a favor. 

O PT não tem jeito!

Mesmo se esfacelando, o PT não consegue reconhecer seus erros (foto: blog O Cachete)
O PT não tem jeito! A falta de vergonha dos seus dirigentes chega a ser zombaria. Tiveram coragem de soltar uma nota sobre os depoimentos de Joesley Batista. Vejam o que disseram:
“As denúncias contra o usurpador Michel Temer e vários de seus aliados, incluindo o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, desmascaram em definitivo o bloco golpista.
Provas materiais, irrefutáveis, comprovam a natureza corrupta da coalizão de forças que se apossou do poder e vem impondo ao País uma agenda de reformas antipopulares, antinacionais e antidemocráticas”.

Agora eu quero saber o que vão dizer quando o restante do depoimento do dono da JBS, que detalha inclusive compra de deputados para evitar o impeachment de Dilma. Mais, revela como distribuía propina ao PT, Lula e companhia, sob as bênçãos de gordos financiamentos do BNDES. Meu Deus! Quanta cara de pau. Não vejo o dia sagrado em que eu possa assistir a uma leva destes calhordas na cadeia abraçados! Lula, Dilma, Aécio, Temer, Cunha, Dirceu e tantos outros, apontando um o dedo sujo para o outro dizendo: “A culpa foi sua, golpista!”

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O fim de uma era!

Michel Temer não reúne mais condições de governar o Brasil
       Não há mais nada que possa ser feito. Depois do que gravou o dono da JBS, se ainda houver um pouco de dignidade, é hora do presidente Michel Temer sair de mansinho. Verdade seja dita: 54 milhões de eleitores foram frustrados ao votar na chapa PT-PMDB e perceberem o mar de corrupção e o infecto jogo de poder. Se insistir em continuar, cabe ao TSE cassar de uma vez toda a composição que enganou os brasileiros em 2014. Não haverá nem mesmo ambiente para as necessárias reformas. Só um governo eleito poderá convocar o povo e promover as necessárias correções. É hora de limpar a casa. Não adianta jogar apenas desinfetante. O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou na noite desta quarta-feira, 17, na Câmara, novo pedido de impeachment do presidente Michel Temer por crime de responsabilidade. O pedido é baseado na gravação que teria sido feita pelo empresário Joesly Batista, dono da JBS, com Temer dando aval para “compra de silêncio” do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A gravação foi divulgada mais cedo pelo jornal O Globo

A Pedra do Reino e o Mito do Sebastianismo

A Pedra do Reino da Serra do Catolé (foto: Landisvalth Lima)

Numa reportagem do UOL, assinada pelo jornalista Marcelo Testoni, denominada “Brasil, 1838: Sacrifícios humanos”, há todo um histórico detalhado, que passamos aqui a reproduzir, sobre uma seita no sertão de Pernambuco, mais precisamente no município de São José do Belmonte, na Serra do catolé, divisa com a Paraíba, que brutalizava pessoas para trazer de volta Dom Sebastião. O episódio foi retratado em várias obras da literatura brasileira, como A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, e Pedra Bonita, de José Lins do Rego. Estive no local há alguns anos e resgato aqui este fenômeno esquecido por vários historiadores. Vamos à reportagem de Marcelo.
No dia 24 de junho de 1578, um Exército de 24 mil portugueses, comandado pelo seu rei dom Sebastião I, partiu de Lisboa e após quase um mês navegando pelo Atlântico em 847 embarcações chegou a Tânger, no Marrocos. Dali marchou por sete dias até a cidade de Alcácer-Quibir. O objetivo era atacar, com seus cavaleiros, lanças, espadas, arcabuzes e canhões, o rei marroquino Abd al-Malik. A vitória mataria dois coelhos: afastaria as ameaças dos muçulmanos ao litoral português e o país seria o protagonista de um processo de cristianização e colonização do norte da África.
Mas o desastre foi total para os portugueses. Abd al-Malik também tinha cavaleiros, lanças, espadas, arcabuzes e canhões. E a vantagem de um Exército de 60 mil homens. Três marroquinos para cada português. Metade do Exército lusitano foi morto na batalha e a outra metade, presa.
O corpo de dom Sebastião nunca seria encontrado. Aos 24 anos, o rei não deixou herdeiro ao trono e Portugal seria governado pela Espanha por 60 anos. Do fim misterioso de dom Sebastião surgiu o sebastianismo, a crença mística de que ele voltaria para afastar o domínio estrangeiro ou para livrar dos seus opressores os pobres e infelizes.
O mais popular divulgador do sebastianismo foi o sapateiro da vila portuguesa de Trancoso Gonçalo Annes Bandarra, que previu, em poemas, a volta de dom Sebastião,“o Desejado”.Suas Trovas fizeram enorme sucesso. Foram proibidas pela Inquisição, mas continuaram circulando clandestinamente por décadas, mesmo após sua morte. A lenda se espalhou por Portugal e, 260 anos mais tarde, tornou-se realidade no alto de uma montanha próxima à cidade de São José do Belmonte, sertão de Pernambuco, transformando-se em um dos episódios mais bizarros e sinistros da história brasileira.
Primeiro Reinado
Tudo começou em 1838, na Pedra Bonita (hoje, Pedra do Reino) – um platô encimado por dois rochedos paralelos, cada um com 30 m de altura –, quando João Antônio Vieira dos Santos começou a abordar os habitantes mostrando-lhes duas pepitas, as quais ele dizia serem preciosas. João Antônio afirmava que as havia conseguido graças ao rei dom Sebastião, que o conduzia todos os dias em sonho a seu esconderijo.
O rei português ainda lhe teria indicado que o desencanto e a revelação de seu reino estariam próximos e, assim que isso acontecesse, ele retornaria ao mundo como o Messias. Para dar fundamento, digamos, acadêmico a seus argumentos, o profeta levava consigo, além das pedrinhas, os textos de As Trovas do Bandarra, que tanto sucesso haviam feito em Portugal.“Esse fato demonstra a perspicácia do falso profeta, que, conhecendo o nível de esclarecimento de seus ouvintes, apropriou-se de uma narrativa de convencimento”, diz Marcio Honorio de Godoy, da PUC-SP e autor de O Desejado e o Encoberto, sobre o sebastianismo.
Moradores de sítios vizinhos começaram a aderir à crença e visitar o complexo rochoso encantado, onde dom Sebastião dormia, segundo suas pregações. Com a popularidade crescendo, o profeta foi coroado rei de Pedra Bonita, cargo provisório enquanto dom Sebastião não despertava. Mas a agitação atraiu os olhares das autoridades.
O movimento provocava o esvaziamento da mão de obra rural e disseminava uma seita pagã. Enfim, um caso de polícia e de Igreja. O padre Francisco José Correia, respeitado na região, foi acionado. “O embusteiro João Antônio então se apresentou ao sacerdote, arrependeu-se de sua conduta e devolveu-lhe as falsas pedras”, conta Belarmino de Souza Neto, historiador e autor de Flores do Pajeú: História e Tradições.
O que deveria ser o fim do sebastianismo sertanejo gerou uma crença ainda mais fanática e perigosa. João Antônio assumiu a farsa e saiu da cidade, mas antes passou a coroa para o cunhado João Ferreira. O segundo rei de Pedra Bonita também dizia ter visões de dom Sebastião e intensificou a divulgação da profecia. Carismático, ganhou muita popularidade e conseguiu aumentar o número de seguidores para 300. Eles o chamavam de “Sua Santidade El-Rei” e beijavam-lhe os pés. Decidiu estabelecer sua corte ali mesmo, junto às duas grandes rochas de Pedra Bonita – local de rituais de desencantamento que permitiram ao outro rei, o desaparecido em Alcácer-Quibir, e que no momento dormia, voltar ao mundo real.
Segundo Reinado
São José do Belmonte (foto: Evandro Lira)
É nesse momento que as coisas começaram a degringolar. Ferreira decidiu estabelecer sua casa em um dos blocos de rocha. Nela, eram promovidos festejos e beberagens entre seus associados, que se drogavam com manacá e jurema, ervas com propriedades alucinógenas, para conseguir “entrar” no reino de dom Sebastião. Na segunda torre de pedra, foi escavado o santuário – que servia de refeitório e para os rituais de desvirginamento, nos quais, após cerimônias de casamento, as noivas eram oferecidas em primeira mão ao monarca.
O que o novo rei pregava foi registrado, em 1875, por Antônio Attico de Souza Leite, do Instituto Arqueológico da Província de Pernambuco. “Um iluminado ali congregou toda a população para o advento do reino encantado do rei dom Sebastião, que irromperia castigando, inexorável, a humanidade ingrata”, escreveu. O dia a dia dos sebastianistas era ocupado por rezas e cantorias. Na rotina não entravam a preocupação com vestimentas ou com a higiene. Também não se tomava o cuidado de cultivar vegetais ou criar animais. Caravanas de jagunços de confiança do rei eram despachadas para recolher doações ou saquear fazendas vizinhas e, se possível, buscar novos adeptos.
Ferreira tinha ideias próprias de quais seriam os rituais exigidos para promover o desencantamento de dom Sebastião. “Era necessário banhar as pedras e regar todo o campo vizinho com sangue dos velhos, dos moços, das crianças e dos irracionais”, registrou Antônio Attico.
A loucura começaria para valer na manhã de 14 de maio de 1838. Ferreira anunciou que, numa visão, dom Sebastião lhe garantira que o sangue dos seguidores o traria de volta. Durante três dias, os fiéis, embalados por gritos, danças hipnóticas, música e bebidas alcoólicas, mataram 30 crianças, 12 homens, 11 mulheres e 14 cães. Pais e mães traziam como oferendas partes do corpo dos filhos. Aos pés do rei, arrancavam orelhas, língua, dedos dos pés, das mãos ou genitais, relata Antônio Attico, baseado em testemunhas.
Os cadáveres amontoavam-se e eram colocados na base das duas pedras de maneira simétrica, separados por sexo, idade e “qualidade”, esta última determinada de acordo com o tipo de promessa e da entrega de entes queridos ao sacrifício que eles houvessem feito. Quem se recusava ao sacrifício era tido como infiel e desprezível. “Os mais fanáticos entendiam tal recusa como uma quebra na continuidade do ritual de desencanto”, afirma Honorio de Godoy.
Terceiro Reinado
A loucura assassina de Sua Santidade El-Rei fez surgir um terceiro personagem. Pedro Antônio Viera dos Santos, irmão do primeiro rei, João Antônio, resolveu frear o ritual. Tomou a palavra e fez um discurso carismático anunciando que ele também tinha uma mensagem de dom Sebastião para divulgar. “Ele anunciou que dom Sebastião lhe apareceu em uma visão cobrando o sangue do segundo rei para o desencantamento ser concluído”, afirma o historiador Belarmino de Souza.
Os fiéis apoiaram imediatamente a sugestão e começaram a gritar: “Viva El-Rei dom Sebastião! Viva nosso irmão Pedro Antônio!” Deposto do seu título e na condição de um simples súdito, João Ferreira, o amalucado messias, foi arrastado ao sacrifício. Seu crânio foi esmigalhado e o corpo amarrado, pés e mãos, ao tronco de duas árvores grossas. Ao vencedor, Pedro Antônio, foi passada a coroa. Era ele, agora, o terceiro regente de Pedra Bonita. Sua primeira medida foi decretar a suspensão imediata dos assassinatos.
 A Batalha Final
Mas tamanho horror não poderia escapar às autoridades. Enquanto no alto do morro a transição entre os dois reinados acontecia, as denúncias dos sacrifícios humanos chegavam ao conhecimento do major Manuel Pereira da Silva, autoridade militar de São José do Belmonte.
Um vaqueiro, José Gomes, fugido de Pedra Bonita, relatou as barbaridades. Curiosamente, o delator destacava a frustração dos integrantes por terem sacrificado inocentes em vão, já que dom Sebastião não havia desencantado.
O major partiu no dia seguinte rumo à Pedra Bonita. Liderava um grupo formado por dois de seus irmãos, Cypriano e Alexandre, e 26 soldados. Após um dia de caminhada, e ainda distante do local da seita, a caravana fez uma pausa embaixo de alguns umbuzeiros. A poucos metros do abrigo, no entanto, encontrou-se de frente com o novo rei dos sebastianistas, Pedro Antônio, acompanhado de um séquito numeroso de pessoas armadas com porretes e facões. O rei e sua corte haviam deixado Pedra Bonita fugindo do cheiro dos cadáveres insepultos. 
O encontro pegou os dois grupos de surpresa. Os militares, em campo aberto, pareciam em desvantagem diante dos sebastianistas. Mas estes estavam exaustos. Na batalha que se seguiu, o major ganhou a guerra, mas pagou caro pela vitória. O rei, Pedro Antônio, e 16 de seus seguidores foram mortos. Do lado dos militares, cinco vítimas fatais, inclusive os dois irmãos do major. Ali, debaixo dos umbuzeiros, terminava, em 17 de maio de 1840, o sangrento reinado dos sebastianistas da Pedra Bonita, sem que dom Sebastião acordasse para socorrê-los. O messianismo não se extinguira no imaginário brasileiro. Grupos semelhantes surgiram. Um dos maiores, no interior da Bahia, em 1896, foi liderado por Antônio Conselheiro e gerou a Guerra de Canudos. Hoje, na Padre do Reino, para não apagar da memória popular, há romarias no local e muita diversão, como foi possível ver no vídeo aqui postado. Para quem desejar conhecer um pouco da cidade de São José do Belmonte, veja o vídeo feito por Adelson Pereira.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Maltratando a estudantada

                                                            Landisvalth Lima
Os estudantes de Heliópolis precisam de sua república
Eu não queria tocar no assunto. Não mais gostaria de tratar de assuntos que envolvam a política na cidade de Heliópolis. Não vejo nenhum fruto. É mais perda de tempo. Há uma geração de políticos que vieram para continuar os mesmos erros dos de outrora. Mesmo que apareça um querendo fazer algo novo, diferente, tem dez no caminho atrapalhando e não querendo mudança nenhuma. Como os bons não têm força ou coragem para mandar a raça ruim para o inferno do ostracismo político, prefiro poupar-me de aborrecimentos. Entretanto, a causa é mais que justa e urgente.
De início, quero logo tirar o prefeito Ildinho como o culpado da história. Acho até que ele não está sabendo de nada. Há pessoas ao seu lado que funcionam como uma espécie de escudo e as coisas não chegam até a fonte. Como sei que o responsável pela resolução do problema é falastrão e só resolve as coisas sob pressão, vou abrir espaço aqui extraordinário, torcendo para que alguém passe o problema ao prefeito. Se depois disso nada acontecer, Ildinho não poderá dar uma de Lula.
A questão é sobre a Casa do Estudante de Heliópolis em Aracaju, parte integrante do programa de governo do prefeito reeleito. O primeiro semestre do ano letivo de 2017 começa agora no próximo dia 6 de junho. O apartamento, que foi alugado de forma terceirizada, desde o ano passado já não mais abriga os sem-república. São cerca de oito estudantes fazendo faculdade, muitos deles na Universidade Federal de Sergipe, sem ter onde morar e sem condições de bancar a moradia na capital sergipana. Ou seja, têm a inteligência, mas não têm as condições matérias mínimas para continuar os estudos. Pior é saber que tudo isso depende de apenas, no máximo, 800 reais, menos que um mísero salário mínimo.
Como não sou adepto da defesa intransigente de um ou de outro lado político, espero que resolvam a questão. E outra, não me venham com esta de pensar em troca. Há uma mania em Heliópolis de só se fazer algo com retorno político. Não se pode fazer nada para educação pensando em voto de estudante. Se estudante fosse grato a professor, há muitos profissionais da educação que já seriam presidente da república. Trata-se de um investimento obrigatório na melhoria da qualidade da população. Um dia desses, assisti a um médico salvar a vida de duas pessoas num pronto-socorro em Aracaju. O cirurgião tinha sido meu aluno no antigo Colégio Brasília. Valeu a pena ter sido seu professor. Não perdi meu tempo. Será que foi perda de tempo ter defendido tanto o nome de Ildinho?

domingo, 14 de maio de 2017

O velho X o novo velho

                                                                                       Landisvalth Lima
Nada de novo no front político em Poço Verde
Quem imaginava uma mudança substancial na política de Poço Verde vai ter que esperar nascer chifre em cabeça de galinha. Tudo está como dantes no quartel de Abrantes. É que política neste interiorzão de meu Deus é na base da cabrestada. De um lado, o prefeito Iggor Oliveira está agindo como o seu pai rejuvenescido fisicamente. A cabeça continua igual, administrando para os seus, sem ver Poço Verde no horizonte. Até a estrutura administrativa e a forma de agir politicamente não mudaram nadica de nada. Nem mesmo na oposição é possível deslumbrar algo de novo.
Dois fatos para ilustrar o que aqui afirmamos. Todos sabem que Alexandre Dias, do PSDC, foi eleito pela coligação que apoiou Iggor. Além disso, foi o mais votado. Por falta de juízo do prefeito eleito, ou por sei lá que bagulho, não quis apoiá-lo para chegar à presidência da Câmara de Vereadores. A oposição, ferida por deixar o poder, entregou o cetro legislativo a Alexandre. Até aí, tudo normal. Para se defender de futuras complicações, Alexandre Dias fez uma eleição antecipada dos dois últimos anos desta legislatura e, claro, ele novamente será o presidente até 2020. Consolidou-se como uma evidente pedra no sapato de Iggor e outra no seu tênis. O jogo é questionável, legal e distante de qualquer ética. Alexandre não foi o primeiro a fazer isso e acho que não será o último.
Mas o contra-ataque viria, como uma retribuição generosa de Iggor Oliveira. Rivan Francisco e João Ramalho foram sacados das suas respectivas secretarias e foram alçados para a Câmara, já que são suplentes. Por sua vez, o vereador Dii de Nilo foi para a pasta de Obras e Urbanismo e o vereador Gileno Alves vai para a pomposa secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável, Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Ufa! Pesada! A mensagem foi clara: Rivan e Ramalho botam para lá no parlatório e os vereadores se saem melhor na burocracia. Com minoria na Câmara, e com a presidência com a oposição, Iggor quer equilibrar o jogo, pelo menos de forma verbal. Ah! O futuro de Poço Verde? Isto é para depois, caso haja oportunidade.

Seria uma confissão?

Gilberto Carvalho: erro repetido (foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
       O castelo de mentiras de Lula está caindo. Depois de Mônica Moura e do tucanense João Santana, agora é a vez de Gilberto Carvalho. Falando à Folha de São Paulo, justificou por que  Lula se recusaria a conhecer a origem do dinheiro que bancava suas campanhas: "O candidato não pode fazer tudo. É claro que ele espera que ninguém fizesse bobagem". Gilberto admitiu a patacoada: Foi “um erro gravíssimo que nós cometemos. Nós seguimos um padrão que condenávamos". Na entrevista, Gilberto carvalho foi lembrado de que o PT já havia confessado o crime no mensalão, mas voltou a praticá-lo nas eleições seguintes. E ele completou: "Foi repetido. Infelizmente". Será que o PT agora vai baixar a cabeça, admitir o erro e tentar limpar a legenda? Não acreditamos porque a militância continua na internet teimando que o Lula é Jesus Cristo.