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                                                Landisvalth Lima O Dr. Antônio Carlos falando aos professores (foto: Landisvalth Lima) ...

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O débil, o mentecapto, o ególatra, o desvairado e o farsante

Claudivan, Mendonça, Giomar, Zé do Sertão e Valdelício (foto/montagem: Landisvalth Lima)
Os cinco personagens do artigo de hoje não honraram o apoio recebido do povo de Heliópolis, ao longo de suas vidas públicas. Pelo menos foi isso que demonstraram no último domingo ao promoverem o maior fiasco político da história do município. Até aqui, não se sabe o que motivou tal comportamento. Cheguei a pensar em vingança, mágoa, desejo de poder, traição velada, exibicionismo e outras desgraças, sem chegar a nenhuma delas. Acho que foi a mistura de tudo isso, e mais um pouco. Vamos tentar explicar o que aconteceu com cada um deles.
Claudivan Alves
O vereador comunista Claudivan Alves perdeu a talvez última oportunidade de assumir a presidência da Câmara Municipal de Heliópolis. Sabendo que o esquema já estava fechado em torno de Valdelício, a vereadora Ana Dalva tentou lançar o nome de Claudivan para presidir o parlamento municipal e ele não aceitou, mesmo sendo colocado de lado nas tramoias patrocinadas por Zé do Sertão, Valdelício, Giomar e Gama Neves. Na sexta-feira (30), na casa de Beto Fonseca, Ildinho e os vereadores da situação decidiram não votar em Giomar Evangelista ou Valdelício. Qualquer outro nome era passível de conversa, mas a preferência recaía sobre Claudivan Alves. Não aceitou. Deu como desculpa o problema de saúde vivido por sua genitora. Na verdade, Claudivan é um débil, um fraco, aquele sem energia, sem força, sem vigor ou saúde política. Frágil, covarde, de pouca resistência, sua expressiva votação não conseguiu fazê-lo desenvolto. Passa e ideia que é quase desprovido de inteligência e não tem convicção de caráter. Viverá o resto de sua vida política como prestador de serviços ao povo. Está mais para o serviço social que para a política.
José Mendonça
O ex-vereador José Mendonça fez certo ao tomar a frente e ser o candidato da oposição. Foi uma atitude, se não imediatista, inteligente e de frutos num futuro bem próximo. Só que o futuro virou ex. Se tivesse a Inteligência de perceber o perigo nas relações entre Zé do Sertão, Giomar e Gama Neves, notadamente no projeto de eleição de Valdelício para presidir o parlamento, manteria seu nome como o grande opositor de Ildinho, e com ajuda do prefeito. Era só convencer Claudivan a ser o presidente da Câmara. Ana Dalva chegou a visitá-lo com a proposta. Fabinho do bar e Ronaldo também. Ficou de dar a resposta no domingo às 8 da manhã. A resposta não veio e Mendonça agiu como um mentecapto. Não utilizou a razão e sua mente se desorganizou, movida ainda pela dor da derrota nas últimas eleições. Ficou sem juízo, maluco e usou o fígado no lugar do cérebro. Isso afetou a sua capacidade intelectual, gerando falta de inteligência. Agiu como um tolo, um idiota. Perdeu o lugar de maior opositor do prefeito. Restará para ele apenas um lugar de candidato a vereador na próxima eleição e lutará por Gama Neves ou Giomar Evangelista.
Giomar Evangelista
O ególatra é aquele que se coloca no centro de tudo. Ele não vê o todo a não ser pela ótica do seu eu. Sofre de egolatria a pessoa que é excessivamente egocêntrica, que idolatra o próprio eu. Giomar Evangelista é um indivíduo que sofre desta doença. É um egômano, um egocêntrico excessivo. Ele gosta de falar bem dele e ainda pergunta ao outro o que achou do que ele disse sobre ele mesmo. Ai do pobre que discordar! Como Zé do Sertão sofre da mesma doença, imaginem os dois num mesmo ambiente? O ruim do ególatra é que ele pensa que está convencendo todo mundo e que ele é o mais inteligente e mais bem preparado para os desafios. Giomar foi capaz de tentar desestabilizar a candidatura de Mendonça e depois rasgar elogios para não perder votos. Agora deu o golpe fatal em Mendonça. E não pensem que ele morre de amores por Zé do Sertão, Gama Neves ou Valdelício. Estes são apenas copos descartáveis. Giomar quer ser o próximo candidato da oposição e vai conseguindo até aqui.
Zé do Sertão
Além da egolatria, Zé do Sertão sofre de uma doença chamada desvario. Apesar de passar a ideia de que é um grande político, na verdade nunca passou de um grande sortudo e não soube aproveitar a inteligência quando a sorte lhe faltou. Entrou em desatino e passou a agir de forma desregrada no modo de proceder. Colocou na cabeça uma ideia fixa e não foge dela de maneira alguma. Chega a ser algo próximo da loucura, da falta de sanidade e de juízo. Ao insistir discursar num momento tenso daqueles, cometeu excessos, inclusive achando que convence mais alguém em Heliópolis com aqueles discursos longos, sem nexos, sem sentido e amplamente repetitivos. Zé do Sertão se mostra com comportamento exagerado, esbanjador e sem sensatez. Ele sonha não só com a filha no parlamento, mas com a volta do seu prestígio. Daí a inquietação, a falta de calma, a construção de uma fantasia quase impossível, a imaginação delirante, teimosa e incontrolável. Zé do Sertão ainda não percebeu que sua carreira política acabou e que Valdelício, Giomar e Gama Neves apenas o usaram nesta história toda. A última coisa que eles pensam é apoiá-lo a alguma coisa.
Valdelício Gama 
No teatro, o farsante é aquele que faz rir com suas representações, gracejos e piadas. Na política e na vida, é a pessoa que não procede com seriedade. É o fingido, o dissimulado, o falso, o aleivoso, o desleal. Ele age de forma sempre incorreta e a coisa mais difícil é saber o que ele quer além do dinheiro. Esta talvez seja a definição mais próxima do vereador Valdelício Dantas da Gama. Não se pode aqui analisá-lo como cidadão ou pai de família. A questão aqui é o seu comportamento político. Na sua história de vida, é difícil encontrar uma época em que ele foi fiel a um ou outro grupo político. Sempre caminhou para o governo. Desta vez foi o contrário e ninguém ainda entende o porquê. Seria para, no controle da câmara, cobrar um pedágio maior? Talvez. Alguns chegam a comparar com a eleição de Ana Dalva em 2013. Um absurdo sem precedentes. Ana Dalva jamais traiu seu grupo. Aceitou os votos da oposição sem romper com Ildinho e foi eleita por unanimidade. Ela lutou para ser valorizada no seu próprio grupo, o que de fato ocorreu. Não envolveu dinheiro, barganha ou chantagem. Agora, Valdelício fez tudo errado e ainda se armou com os maiores inimigos políticos do prefeito. Malandro demais se atrapalha. É osso! 
                                       Landisvalth Lima