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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A carta da APLB à comunidade

Numa rede social, li uma carta da APLB-Sindicato endereçada aos pais, mães e alunos. O texto é um primor de equívocos, revelando o sindicato como um difusor de ideologias que em nada beneficiam a comunidade escolar. Primeiro chama o governo Temer de Ilegítimo. Aí já mostra o nível rasteiro da carta. Temer, todos sabem, era vice de Dilma. Dilma era ilegítima? Ela e Temer foram eleitos por 54 milhões de votos. Como é ilegítimo? A não ser que a APLB esteja se referindo aos milhões da Petrobrás, usados indevidamente para a manutenção da coligação PT/PMDB no poder. Mas aí é esperar demais.
A carta continua sua relação de maldades do “golpista Temer”. Informa que a PEC 241 é a garantia de “pagamento da dívida pública aos especuladores nacionais e estrangeiros”. Pior, ainda diz que o governo “pretende privatizar vários setores da economia e ainda cortar vários direitos dos trabalhadores” e estabelecer a idade da aposentadoria em 65 anos. Chega a dizer que o trabalhador vai morrer e não se aposenta. Seria trágico se não fosse cômico. Interessante é que não diz como poderíamos fazer para melhorar a situação.
A melhor parte do texto é interessante. A carta questiona por que Temer não deixa de pagar os juros das dívidas, não taxa os impostos para os que são ricos? A APLB se esquece de perguntar também por que o PT não fez isso quando passou 13 anos no poder. Também a carta questiona o que ainda não foi feito: o corte de programas sociais. Tudo isso para justificar o Dia nacional de paralisação, neste 11 de novembro. 
Lamentável ver o sindicato dos professores da Bahia em um papel tão lastimável, mais próximo do peleguismo que da luta pela classe. Pior é saber que muitos aproveitarão a paralisação para descansar do fastio da luta quase inglória de ser professor da rede estadual da Bahia, descanso mais que merecido. Estamos longe, muito longe mesmo, do sindicalismo de representação dos interesses dos associados. Nossos sindicatos, com raras exceções, estão a serviço de ideologias ultrapassadas e carcomidas pelo viés dos interesses de grupos estranhos à causa da educação.