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Teatro, música e dança no encerramento da III JECC

A Lira Santa Cruz foi destaque no III JECC do CEPJO (foto: Landisvalth Lima)      Na noite desta quinta-feira (07) foram apresentadas ...

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Oposição representou contra cavalgada

A cavalgada que não houve (foto: novoclique)
O Landisvalth Blog teve acesso ao documento que gerou toda a polêmica em torno do cancelamento da cavalgada de Ivan de Ildinho. A representação foi protocolada na 110ª Zona Eleitoral dia 29 de agosto, às 17:38, e recebeu nº 137804/2016. No comício da coligação A mudança se faz com todas as forças, liderada pelo candidato a prefeito José Mendonça, do PCdoB, disseram em palanque que não tinham nada a ver com a cancelamento do evento. Não foi bem a verdade.
A peça jurídica nasceu no escritório de advocacia Fontes & Mota, do advogado Gabriel Fontes, que presta serviços jurídicos à Câmara Municipal de Heliópolis. Quem assina a petição é o advogado Nildo Nunes da Silva – OAB/BA nº 48388. Quem entra com a representação é o agropecuarista Antônio Jackson Maranduba de Sousa, que é o mesmo representante da coligação que engloba os partidos PP, PT, PCdoB, PRB, PPS, PTB, PMB (embora esteja erroneamente na petição o PMDB) e PEN.
Na petição diz que o candidato a prefeito Ildinho “atenta contra a dignidade da Justiça e aos mais comezinhos princípios de Direito Constitucional e Penal desde o início da sua campanha.” Diz ainda que o prefeito vem atentando contra a democracia “promovendo ABUSO DE PODER ECONÔMICO E/OU CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO”. Usando o verbo no futuro, disse que Ildinho estaria promovendo cavalgada com contratações de Arreio de Ouro e Mauricinho das Vaquejadas, o que chamou de “showmício disfarçado”.
Mais adiante, alegou o que aqui já havíamos adiantado: o nome IVAN DE ILDINHO traz o apelido do pai, além de o evento sair da fazenda Vaca Brava, de propriedade do prefeito de Heliópolis. Não demorou muito para a peça jurídica dizer que a festa tinha caráter eleitoreiro e, isto, segundo a petição “desequilibra a disputa eleitoral”. O que não dá para entender é porque eles estão negando que pediram a anulação do evento. Na própria representação, na parte final, a dos pedidos, na letra “g”, está lá a prova do crime, quando o advogado pede “A procedência da presente representação para que Vossa Excelência determine a NÃO REALIZAÇÃO do mencionado evento, sob pena das respectivas punições na esfera eleitoral e cível;”. 
Vendo agora, depois do fato, distante da celeuma, cabe dizer que a oposição deu dois tiros no pé. O primeiro foi receber a prolongada ira dos que esperavam a festa para ganhar algum dinheiro, de donos de bares a vendedores ambulantes. Segundo foi entrar com a representação antes da realização do evento. Foram os advogados da coligação do prefeito que, ao receber a notificação para proceder a defesa, aconselharam suspender o evento. Seria difícil para os candidatos conter o povo e suas manifestações de apoio ao prefeito ou a algum vereador. Fosse feita uma representação depois, fatalmente Ildinho poderia ter sua candidatura cassada. A “jogada” da oposição, com medo da presença de uma multidão, prejudicou muitos, mas acabou por beneficiar o prefeito.