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2º dia da 1ª Fecultarte teve dança, vídeo e teatro

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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Não há mais favorito em Poço Verde

Iggor Oliveira no corpo-a-corpo e Eduardo Milton recebendo reforço de campanha
(foto: Facebook dos candidatos)
A eleição municipal em Poço Verde chega à última semana num nível de disputa inimaginável. A vantagem estúpida que o candidato Iggor Oliveira tinha no início já é tão pequena que nos leva a pensar que qualquer resultado é perfeitamente possível. A candidatura de Eduardo Milton deu um ânimo incontestável ao grupo político encastelado no poder. O ex-prefeito Toinho de Dorinha entrou de vez na campanha e ajudou sobremaneira a diminuir o terreno perdido. Ninguém fala mais em 3 mil votos de vantagem.
Mas ainda há dois probleminhas que não foram resolvidos pela chapa liderada por Eduardo Milton: o atraso do funcionalismo e o indeferimento da candidatura de Edna Dória. Se o problema envolvendo a vice é coisa para os magistrados resolverem, o pagamento do funcionalismo é um problema de Tiago Dória. Não seria exagero afirmar que o maior cabo eleitoral de Iggor Oliveira é o atual prefeito. A vantagem do candidato do PSC só é ainda visível por haver muitos servidores preparando-se para a chamada vingança nas urnas.
Já é praticamente visível a mínima diferença entre as duas candidaturas, mas muitos dizem que quem decidirá o pleito tem no título de eleitor a profissão de servidor público. Se não houver pagamento, resta saber qual o nível de esperança dos servidores em Eduardo Milton, a ponto de provocar esquecimento e abrandamento do ódio. Também, resta saber quão carismático será o candidato do PSC, para driblar a desconfiança e fazer nascer uma nova esperança neste mesmo servidor público, completamente desacreditado nos políticos e nos administradores públicos de Poço Verde.
Falta carisma
Até que o PCdoB de Heliópolis tem levado um número considerável de pessoas aos seus comícios. A multidão levada pelo prefeito Ildinho no sábado ao povoado Tijuco foi apenas um pouco superior ao povo que lotou as ruas do mesmo povoado no domingo. A diferença é de carisma. O povo da coligação Pra Heliópolis continuar a sorrir fica até o final. Só sai quando acaba o discurso de Ildinho. Quando o candidato a prefeito Mendonça começa a falar nos comícios do PCdoB, metade do povo já está disperso.
Gesto humano
Pela primeira vez na história da política de Heliópolis, Antônio Jackson Maranduba de Souza mostrou-se preocupado com as pessoas. Fez um discurso indignado. Afirmou que Ildinho só tinha olhos para dois candidatos a vereadores e que os outros da coligação liderada pelo PSL estavam sendo humilhados. Com o objetivo claro de espalhar discórdia no grupo adversário, Jackson se mostra bem mais humano do que se espera. Chega a ser comovente!
Jogo duplo
Um cabo eleitoral da coligação A mudança se faz com todas as forças, que se orgulha loroteiramente muito em nunca ter perdido uma eleição, está fazendo jogo duplo. Pode apoiar uma candidata a vereadora da coligação Pra Heliópolis continuar a sorrir, ninguém sabe em troca de que. Talvez seja gratidão, o que não acreditamos, ou negócio mesmo. Estamos ainda bem longe de uma eleição plenamente republicana.
Manoel do Bonfim
Quem está muito animado é o professor e candidato a vereador Manoel do Bomfim. Conversou sobre sua situação política e disse que está muito bem, disputando uma vaga de forma concreta no município de Fátima. Ele disse que o grande sonho é trabalhar como faz a vereadora Ana Dalva, da Rede Sustentabilidade de Heliópolis, exemplo de como fazer política sem sujar sua história. Manoel está na coligação de Sorria, mas como é o único candidato do povoado Bomfim, há muitos eleitores de Binho que vão cruzar o voto.
Encerramento
A coligação Pra Heliópolis continuar a sorrir fará seu encerramento nesta quarta-feira (28). A coligação liderada pelo PCdoB terá a quinta-feira, o último dia de campanha, para o fechamento de sua caminhada. Dois comícios concorridíssimos, mas que não mais decidem nada. Neste ponto da estrada, são pouquíssimos os que estão indecisos. Serve para ver o poder de organização dos grupos e a capacidade de resistência dos eleitores e políticos. Para quem gosta é uma festa!