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O encontro que virou show

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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

II – Poucas e boas

Oposição desperta (foto: Ana Lúcia)
Despertou!
Finalmente, parece que a oposição acordou! Depois de dois fracassados comícios, encheu a avenida Sete de Setembro. Cerca de 3 mil pessoas marcaram presença. Desta vez, havia algumas atrações costumeiras: a deputada Fátima Nunes e o Federal Daniel Almeida. Se foi para causar bom impacto, não há dúvida, chamou mesmo atenção. Os governistas dizem que vieram caravanas de Cícero Dantas e Raspador. Não importa, a público foi muito bom, bem melhor que o da inauguração do Comitê Central do PCdoB. Só perdeu para o comício de inauguração do prefeito Ildinho.
Adesões
Chamou atenção no comício a quantidade de adesões. Fazendo uma rápida pesquisa, muitos dos anunciados já votavam no PCdoB há longas datas. O partido aposta na desinformação para estimular o eleitor indeciso, mas muitos saíram dali sem nem comentar as adesões. Propaganda enganosa.
Questão pessoal
O orador Antônio Jackson Maranduba de Sousa é uma figura importante na política de Heliópolis. De vez em quando comete umas asneiras de doer na alma. Diante de 3 mil pessoas, confessou, por meio de um discurso cheio de ressentimento, que estava ali para se vingar da demissão de Zélia Maranduba. Não disse assim com estas palavras, mas deu a entender. Sua vingança é superior às qualidades do candidato Mendonça.
Diploma pronto
Ninguém pode dizer que o PCdoB não é otimista. Os membros do partido só veem a vitória. Gil de Lia, do alto de sua certeza, chegou a dizer que a eleição já estava definida naquele momento. Só faltou comunicarem ao Juiz da 110ª Zona para confeccionar o diploma e entregá-lo a Mendonça. Chega a ser infantil a colocação. Acho que Gil Dentista, como é mais conhecido, está tomado de uma doença que atacou outro político de Heliópolis certa vez: acreditar na própria mentira.
Falta de preparo
Gilberto Jacó apareceu no palanque do 65. Apesar de rejeitado pelo PCdoB, não resistiu e subiu no palanque vermelho. Fez bonito ao entregar as propostas do seu partido, o PRB, ao candidato Mendonça, mas derrapou feio quando disse que não aceitou ser vice porque o seu grupo não estava preparado. Falou bem de Aroaldo Barbosa, das suas obras, e até esqueceu de falar bem do candidato a prefeito. Deu mais uma derrapada ao afirmar que o povo de Heliópolis não gosta de reeleição, dando a entender que o resultado já estava sacramentado. Esqueceu que Aroaldo foi prefeito reeleito.
No grito
Alguém precisa avisar ao candidato a vereador José Guerra que o som estava muito bom e que não precisava que ele gritasse tanto. Acabou sendo mal entendido. As pessoas reclamaram que entendiam uma palavra e não decifravam outras dez. Até porque, já passou a época de se ganhar no grito. Mas é uma ilusão minha pensar que ele vai entender porque eu não estou cobrando nada.
Mentiras
A figura folclórica de Mundinho do Tijuco não poderia faltar. E a cantilena é a mesma. Ele diz que nunca perdeu uma eleição em Heliópolis, o que, claro, não é verdade. Mas não foi só Mundinho quem mentiu. Aroaldo Barbosa chegou a dizer que havia 7 mil pessoas no comício. Um ex-prefeito, que não é candidato, disse que o grupo já tinha a garantia de cinco candidatos eleitos a vereador e que precisava chegar aos seis. Vale lembrar que eles têm apenas 8 candidatos. Mentira maior é impossível. Também afirmaram que eles não tinham nada a ver com o cancelamento da Cavalgada de Ivan de Ildinho. Será que não se pode fazer política sem mentir? Daqui a pouco vão dizer, caso aconteça uma derrota do grupo, que é golpe!
No mais....
Nada de novo nas demais participações. Pedidos de votos, apresentação de propostas, enaltecimento da família etc, etc e etc. A deputada Fátima Nunes não disse nada de novo, de igual forma o deputado federal Daniel Almeida. Ninguém falou da impugnação do vice e o discurso dele foi o de sempre. Mendonça falou muito, já com o público bem menor. Apresentou propostas num discurso sem atração ou novidades. Mas, somando tudo, o encontro foi positivo para mostrar aos candidatos governistas que a oposição está viva, pelo menos por enquanto.