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quinta-feira, 21 de abril de 2016

O último aviso aos surdos

                                    Landisvalth Lima
O governo do nosso Ildefonso Andrade Fonseca, o Ildinho, é muito bom. Claro que há pessoas que encontram defeitos em tudo, por interesse político, por revanchismo ou paixão ideológica. Também é verdade que não há governo que não apresente problemas reais. Todos erram. Errarão menos os que aproveitarem os erros como ensinamento. Fosse hoje a eleição, com os candidatos que estão postos, e Ildinho ganharia de barbada. Sou um admirador deste governo, mas não sou cego. Sou um aliado, mas não sou de jogar o lixo para debaixo do tapete. Os dois gargalos da administração de Ildinho são o transporte e o preenchimento de cargos de confiança. Talvez o problema todo se resuma na administração dos surdos.
Um grupo político numa sociedade como a nossa, múltipla de ideias e anseios, exige como pressuposto básico o diálogo corriqueiro. Esta coisa de que um manda e os outros obedecem já não polula mais por aqui. O perfil do atual prefeito é o do diálogo e ele sabe que a única coisa que não se deve colocar na mesa para discutir é a chave do cofre. Entretanto, a forma de como se aplica o dinheiro do cofre nas demandas do povo é sim objeto de discussão. Como pode um grupo político passar dois anos sem uma reunião entre os seus membros? Esta semana vi que os vereadores governistas estavam todos embaralhados porque não sabiam o que dizer dos infindáveis problemas que ocorrem no transporte escolar. E isso não é de agora!
Este mês de abril foi o que mais reclamações ocorreram por falta de transporte escolar. Vários motoristas simplesmente cruzaram os braços, ou por pagamento menor ou por não ter recebido o pagamento. Somente hoje soube, através de Evanilson, que o pagamento está sendo feito por quilometragem e o mês de março teve uma menor quantidade de dias úteis. Sim, mas houve conversa neste sentido? Ninguém sabe. Por quê? Quem tem a resposta é o nosso querido Beto Fonseca, filho do prefeito. Numa reclamação de estudante, o prefeito acabou falando o que não podia e a gravação já circula pelas redes sociais. Como isto pôde acontecer? Ildinho não se preparou ainda para o ano eleitoral. Como não tem maldade no seu comportamento, esquece que o adversário vive disso. E por que tudo isso acontece? Surdez e falta de diálogo com aliados. Tudo isso poderia ser evitado com uma simples reunião.
Não se pode fazer administração ouvindo dois ou três amigos próximos. Beto Fonseca tem nas costas uma responsabilidade enorme. É o pai dele o prefeito e ele é secretário de administração e finanças. Além de estar com a chave do cofre, é o ordenador de ações. Custa ouvir um pouco o grupo? Custa sentar de vez em quando para ouvir sugestões? Ou será que está pensando em vencer as eleições sozinho e levar para o travesseiro o peso da derrota? Estamos num barco todos nós, inclusive o povo de Heliópolis. Poucos têm o bote salva vidas. Se errarmos, o povo vai engolir água. Quem não souber nadar vai morrer afogado! Está ouvindo, Beto!
Como pode uma empresa vencer uma licitação, receber o dinheiro e não pagar aos motoristas contratados? Quando a coisa estourar, ninguém vai culpar o dono da empresa. É Ildinho quem pagará a conta eleitoral! Assim como os salários pagos em dia, os contratados precisam receber em dia. São pessoas que fizeram compromisso financeiro para o sustento da família. Não pode haver desculpa. Não adianta ficar dizendo que o problema foi a conta bancária ou a transferência errada. Compromisso é compromisso! A empresa falhou? O que não falta neste país é empresa querendo ganhar dinheiro. E não adianta dizer que há atraso em outros municípios ou que o governo do estado também atrasa. Nós não fomos eleitos para ser iguais aos outros. Temos que dar exemplo, temos que ser os melhores!
Gostaria muito de dizer outras coisas, mas não posso. Há coisas que só podem ser ditas numa reunião. Mas até lá não posso segurar certas coisas. Além de alguns nomeados não cumprirem o seu papel, ainda vejo a nomeação de um secretário que não vai trazer nada para o grupo. É incompetente e, pior, não se dispõe a aprender. Será apenas um vaso ocupando o espaço. E isto é imperdoável. Há duas condições para a nomeação de um secretário: competência para o cargo ou capital político. Um secretário extraordinário deve ter as duas, mas uma delas já o credencia à pasta. Quando não tem nenhuma destas, é dinheiro jogado fora e comprometimento do serviço público. Duplo prejuízo. 
Ildinho é hoje a melhor riqueza política do grupo que está no poder. Corre-se sério risco de se perder este potencial com os próprios erros do grupo. Muita coisa melhorou em Heliópolis e isso foi feito porque é obrigação de quem está no poder. É preciso credenciar o grupo para os próximos quatro anos. Para isso, alguns erros não podem continuar. Em política um erro prejudica muitos. Os únicos beneficiados com os erros são os opositores. E não adianta dizer que eles estão se aproveitando e que quando estavam no poder não resolveram o problema. O problema é de quem administra. E quem está no controle erra menos se ouvir mais. E esta é última vez que chamarei atenção. Não tenho mais paciência para ficar implorando oitiva dos meus conselhos. Minha tolerância com os surdos é zero, mas jamais me fingirei de mudo.