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sábado, 23 de abril de 2016

Ampliação de igreja é questionada. Padre João nega irregularidade

Padre João defendeu a ampliação da Igreja Matriz (foto:Ana Lúcia)
Na sessão da última segunda-feira (18), na parte dos pronunciamentos da comunidade, usou a palavra o José Américo, conhecido mais por Bigode da EBDA. Ele pediu ajuda para o que considerou um crime contra o patrimônio histórico de Heliópolis. Segundo ele, a Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus data de 1911 e nenhuma alteração na sua estrutura deveria ser feita porque é um patrimônio da comunidade que deveria ser preservado. Bigode procurou o Landisvath Blog e disse que qualquer bem público com mais de 70 anos é passível de tombamento e as obras de ampliação da igreja, comandadas pelo padre João Maranduba, estavam irregulares.
Na quarta-feira (20), a repórter Ana Lúcia entrevistou o padre João Maranduba na Casa Paroquial. Ele informou que a reforma da igreja foi iniciada por questão de necessidade de mais espaço. Já como pároco da paróquia de Heliópolis há seis anos, Padre João afirmou que a ideia foi dele. Quando o bispo Dom Paulo Romeu visitou a cidade durante os festejos do Sagrado Coração de Jesus, ele apresentou o projeto idealizado pelo seu sobrinho Aurélio Gustavo Maranduba de Souza, que é arquiteto. O bispo gostou da ideia e autorizou a ampliação. Primeiro será ampliado o lado direito, o da praça, depois será a vez do lado da avenida Sete de setembro.
Quanto à irregularidade por se tratar de patrimônio histórico, padre João disse que para ser considerado patrimônio histórico tem que ser tombado pelo órgão competente. “Aqui não tem nenhuma coisa assim. Tem que ir para fora para fazer esse tombamento. Então, aqui não tem com certeza isso não.”, afirmou. O padre ainda fez questão de afirmar que tudo está legalizado e não há nenhuma irregularidade. Além disso, a igreja será ampliada sem mexer na parte já existente. E completou dizendo que “essas pessoas deviam pelo menos ter a sensibilidade ou então educação de procurar os órgãos. Eles deveriam procurar o responsável pelo patrimônio histórico para ver se tinha alguma coisa, que arte tem aí e que idade tem essa igreja. Tem pessoas que fazem as coisas... fazem por fazer e que não tem conhecimento nenhum.”
Bigode questionou a ampliação da Igreja
(foto: Ana Lúcia)
Para que não restem dúvidas, o tombamento pode ser aplicado a bens móveis e imóveis de interesse cultural e/ou ambiental em várias escalas interativas como a de um município, de um estado, de uma nação ou de interesse mundial. Podem ser tombados fotografias, livros, acervos, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, bairros, cidades, regiões, florestas, cascatas, entre outros. Somente é aplicado a bens de interesse para a preservação da memória e referenciais coletivos,
O Tombamento pode ser feito pela União, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, pelo Governo Estadual, através da Secretaria de Estado da Cultura, ou pelas administrações municipais que dispuserem de leis específicas. Não há em Heliópolis nenhuma lei aprovada neste sentido. O tombamento também pode ocorrer em escala mundial, reconhecendo algo como Patrimônio da Humanidade, o que é feito pelo ICOMOS/UNESCO.
A Constituição Federal, no Artigo 216, estabelece que é função da União, do Estado e dos Municípios, com o apoio da comunidade, preservar os bens culturais e naturais brasileiros, dando especial atenção aos sítios arqueológicos. A abertura do processo de tombamento de um bem cultural ou natural pode ser solicitado por qualquer cidadão, pelo proprietário, por uma organização não governamental, por um representante de órgão público ou privado, por um grupo de pessoas por meio de abaixo assinado e por iniciativa da própria Coordenadoria do Patrimônio Cultural, caso exista no município. Heliópolis ainda não tem nada disso. 
Padre João explica que “as igrejas que são tombadas pelo patrimônio histórico são igrejas muito antigas. Essa igreja já passou por várias reformas.” Para o pároco, o que importa é que a comunidade aplaudiu. “As pessoas que estão questionando são pessoas que não frequentam a igreja. Querem criar problema, talvez por falta de conhecimento mesmo.”, concluiu.