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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Mais um impasse na Câmara de Heliópolis

Caso inédito na história do parlamento de Heliópolis: em um único dia são realizadas duas sessões ordinárias. Nada foi decidido, mas ninguém sabe qual delas terá valor.
Sessão pela manhã: minoria nada decide. (foto: Ana Lúcia) 
Com a volta dos vereadores na semana passada, dia 15 de fevereiro, tudo parecia caminhar para um ano legislativo sem maiores novidades. Ledo engano. Não se pode esperar tranquilidade quando está na presidência o vereador Giomar Evangelista, um político que age claramente como presidente de uma aglomeração política e não como presidente do parlamento. Agora, estamos em mais um impasse. Uma sessão pela manhã foi aberta nesta segunda-feira (22), Giomar como presidente, mas não se pôde fazer nada. Só ele, Claudivan Alves, José Mendonça e Doriedson Oliveira estavam presentes. Sem maioria não se faz nada, segundo o Regimento Interno.
Na mesma segunda-feira pela noite, por volta das 19 horas, o vereador Valdelício Dantas da Gama, atual 1º Secretário, declarou aberta sessão ordinária em frente ao prédio da Câmara Municipal, já que o recinto não foi aberto. Foi feito até uma ata registrando tudo e assinada por todos os vereadores presentes, cinco ao todo. Além de Valdelício, estavam Ronaldo Santana, José Emídio, José Clóvis Pereira e Zeic Andrade. Eles poderiam decidir qualquer coisa já que formam a maioria, mas faltam os documentos oficiais, entre eles o projeto que reajusta os salários do funcionalismo público municipal.
O impasse
Tudo começou bem lá atrás. Os vereadores da situação, em várias oportunidades, chamaram o presidente para dialogar. Giomar Evangelista, mesmo perdendo a maioria, vem enfrentando seguidamente a administração municipal, burlando, protelando, interpretando ao seu bel prazer o Regimento Interno da casa. O atual presidente da Câmara se acha acima da lei. É de se registrar a paciência do pessoal da bancada do prefeito, que tem tudo para afastá-lo do exercício da presidência. Não se sabe ainda por que não se tomou tal atitude.
Sessão da noite: maioria do lado de fora (Foto: Ana Lúcia)
Na primeira sessão deste ano, o vereador Ronaldo Santana, Líder do governo, foi porta-voz de uma decisão de bancada: as sessões voltariam a ser todas as segundas-feiras, às 19 horas. Só que Giomar parece não ter dado atenção. Fez ouvido de mercador ou deu uma de João sem braço. Como o Regimento fala de decisão da maioria, os vereadores governistas passarão a frequentar as sessões no horário decidido e aí se formou o impasse.
E as sessões pela manhã?
O histórico da mudança do horário das sessões começou com Ana Dalva. Sabendo que o colega tinha passado no vestibular e teria aula pela noite, para atender um pedido do próprio Giomar Evangelista, Ana Dalva, então presidenta, fez uma reunião com todos, explicou os motivos e, por unanimidade, o horário foi acordado para as 9 horas da manhã de segunda-feira. Só que Giomar continua estudando pela noite e precisa que as sessões sejam pela manhã.
Então...
Nenhum vereador da situação vai dizer que se trata de uma retaliação ao aprendiz de ditador no exercício da presidência, mas é claro que é. Há coisas que não precisam ser ditas. Estão declarando guerra a Giomar porque ele mesmo pediu isso. O presidente plantou discórdia o tempo todo e agora não pode colher nada além de discórdia. Além disso, ficará no colo dele o atraso na votação da proposta de aumento dos vencimentos dos professores e funcionários públicos. Ou aprende a negociar ou pagará um preço alto e não poderá passar a ideia de vítima da história.
Teimosia insana 
Ninguém sabe quem está aconselhando Giomar Evangelista, ou se ele fechou os ouvidos para todos, mas o que está fazendo com o salário da vereadora Ana Dalva beira as raias da insanidade. Além de não cumprir a determinação judicial de pagar todos os atrasados, pagou o mês de janeiro e, agora, no mês de fevereiro, depois de depositar os vencimentos na data correta, fez em seguida um estorno do depósito e colocou um cheque programado para daqui a vinte dias! Além disso, entrou com um embargo protelatório para atrasar ainda mais o pagamento dos salários do ano de 2015. A jogada arriscada pode dar numa multa considerável, como manda a Lei. Giomar está pensando que a Justiça baiana pode ser controlada pelo PC do B.