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Mais duas mortes trágicas em Heliópolis

Mariza Alves sofria de asma Adriano faleceu em acidente A cidade de Heliópolis tem vivido uma das maiores epidemias de mortes de...

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sábado, 31 de dezembro de 2016

Uma prostituta vereadora

Coroca, a prostituta que virou vereadora
Lendo o jornal A Crítica, de Manaus, na Amazônia, graças ao advento da Internet, fiquei animado com a democracia. Com 1.122 votos, Francisca Ferreira da Silva, 32 anos, a prostituta Coroca, foi a vereadora mais votada nas Eleições municipais em Manacapuru (a 74 quilômetros de Manaus) e a quarta colocada entre todos os eleitos. Neste domingo (1) ela tomará posse na câmara municipal do município de 95 mil habitantes, localizado a 100 quilômetros de Manaus.  
Coroca, que para concorrer a uma das 15 vagas da Câmara Municipal da "Princesinha do Norte" recebeu apoio do PDT Nacional, trabalha em um bordel da cidade, e é com o que ela ganha lá que sustenta os três filhos: duas meninas, de 6 e 10 anos, e um menino, de 7. A sua campanha foi feita apenas com santinhos, com gastos de apenas 155 reais.
Durante a campanha, em suas redes sociais, Coroca levantou a bandeira contra o machismo e a violência contra a mulher. Ela também relatou, em vários momentos, que sofreu preconceito durante a campanha por conta de sua profissão, mas recebeu o apoio dos eleitores - a maior prova foi a votação expressiva. Em uma postagem de setembro, ela pede o voto dos humildes, para lutar na Câmara Municipal pelas reais necessidade do povo. "Peço os votos do povo humilde, que já sentiu na pele a necessidade de muitas das vezes não ter o que comer, de não ter remédio, de não ter a quem recorrer nas horas difíceis".
Ela apoiou o prefeito Angelus Figueira, que perdeu para Beto Dangelo, eleito prefeito de Manacapuru, com 14.427 votos. Muitos dos seus eleitores ouvidos disseram que votaram nela porque é uma mãe dedicada e sustentava a família com o que lhe foi possível fazer. Todos são unânimes em dizer que espera que ela surpreenda e faça mais que os outros atualmente fazem. Ela terá salário de 7.800 reais e verba de gabinete de mais de 3 mil. Poderá ainda contratar 4 pessoas. Vamos ver até onde Coroca está disposta a ir. 
Esta notícia confirma que a democracia é o melhor de todos os regimes, apesar de suas imperfeições. E são muitas. Aqui no Brasil, não preciso nem mesmo relatar. Na Bahia, puts! Mas em Heliópolis é diferente. Não se tem notícia que prostitutas tenham sido eleitas por aqui, mas o que tem de vereador se prostituindo, não está no gibi. É verdade! São dois ou três. A maioria está salva, mas que tem prostituto na política de Heliópolis, isso eu não tenho dúvida! E não é por necessidade, é por ambição. Leva quem dá mais!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O jogo não acabou!

                                                                    Landisvalth Lima
O jogo não acabou, mas Ildinho enfrenta sua pior crise (foto-montagem: Landisvalth Lima)
Quem faz a coordenação política do grupo do prefeito Ildinho já passou de levar um bom puxão de orelhas. Não é minimamente aceitável ver o aperto que o prefeito está passando nesta transição do primeiro para o segundo mandato. Já não é mais segredo: Valdelício Gama, Zé do Sertão, Giomar Evangelista e Gama Neves estão unidos com um só propósito: colocar Ildinho numa sinuca de bico.
Para entender o que está acontecendo, é preciso dizer que a vereadora Ana Dalva já esgotou quase todos os cartuchos de sua arma política e não está conseguindo reverter a situação. Chegou ao ponto de fazer uma visita ao Líder da oposição, presidente do PCdoB e candidato derrotado na eleição deste ano, José Mendonça Dantas. A conversa com Mendonça serviu para ver mais nitidamente o problema. Ele é bem maior do que se pensa.
Ana Dalva  X Valdelício
Uma coisa que ficou clara: até a data desta postagem, somente Ana Dalva e Valdelício se mantém como candidatos. Nas contas dos políticos, Ana Dalva já tinha seis votos para voltar ao comando da Câmara. Valdelício só tinha o voto dele. Mas a coisa teve um revertério patrocinado, tudo indica, por Gama Neves. Quando Valdelício se viu acuado, sem votos para se eleger, chegou a pensar em desistir. Zé do Sertão e Giomar Evangelista armam uma desculpa para que o vereador da Serra dos Correias volte a ser favorito. A condição era uma só: terá os votos da oposição se romper com Ildinho.
Chapa “registrada”
Para que o enredo mentiroso ficasse ainda mais fantástico e colocasse Ildinho na parede com a faca na garganta, foi “registrada” uma chapa nº 1 para concorrer à mesa diretora da Câmara Municipal de Heliópolis, biênio 2017/2018. Presidente: Valdelício Dantas da Gama – Vice-presidente: Giomar Evangelista. A chapa se completa com Doriedson Oliveira e Manoel do Tijuco. Claudivan ficou de fora, provavelmente por não concordar. O besteirol é tão ridículo que será guardado como uma das coisas mais piegas da política heliopolitana. Sim, porque não tem efeito jurídico nenhum. A chapa só poderá ser oficializada depois da posse dos novos membros, a partir do dia 1º de janeiro. O objetivo é um só: pressão sobre Ildinho. E o que eles querem?
Giomar Evangelista
Além da sede de vingança permanente contra Ana Dalva e o prefeito Ildinho, o presidente da câmara quer mais dois intentos. O primeiro é liderar a oposição, tirando Mendonça do seu caminho. Como Mendonça ficará sem mandato, Giomar, que já não via o colega com bons olhos, pretende ser o mandachuva para guiar os opositores a uma suposta vitória em 2020. Para isso conta com o apoio irrestrito de Gama Neves. Ele aposta que o atual vice-prefeito será candidato a deputado estadual e se elegerá. Com ACM governador e Gama Neves deputado, Giomar será o candidato da oposição e realizará seu segundo intento. Se isso for verdade, só falta combinar com o povo.
Gama Neves
Daqui a dois dias, Gama Neves concluirá seu mandato de vice-prefeito. Do ponto de vista político, foi sua maior vitória. Da eleição de 2012 para cá, a nível de município, tudo deu errado para Gama. Apostava ser o candidato da oposição e viu Mendonça triunfar, mesmo perdendo. Agora quer continuar manejando Giomar Evangelista para controlar a oposição e levá-la ao colo de ACM Neto. Além disso, o DEM precisa voltar aos velhos tempos e Gama será candidato a deputado estadual. Já conta com Zé do Sertão, Valdelício e Giomar Evangelista. Quer ainda Doriedson, Claudivan, Manoel do Tijuco e José Clóvis. Com isso, matará cinco coelhos numa só tramoia. Além de consolidar a oposição, se livra da liderança de Mendonça, coloca a faca no pescoço de Ildinho, ajuda a eleger ACM Neto governador e ainda se elege deputado estadual. Seria a glória feita de vingança e vitórias.
Valdelício Gama
Fica difícil dizer o que quer Valdelício com sua eleição para a Câmara de Heliópolis. Não se trata de uma pessoa voltada para a administração e com ambições de futuro no jogo político. Não há, portanto, motivos para Valdelício brigar tanto por um cargo que exige dedicação quase que total. Alguém chega a afirmar que se trata apenas de dinheiro, o que não surpreende ninguém neste jogo sujo costumeiro. Mas desta vez ele quer mais que isso. Porque não é admissível que, já no seu oitavo mandato, o vereador se deixe manipular por Zé do Sertão, apenas para fazer o jogo do futuro vice-prefeito. E Valdelício sabe que, se o jogo não for bem jogado, é sua despedida da política em Heliópolis.
Zé do Sertão
Este blogue já tem divulgado todas as intenções ocultas do vice-prefeito eleito. Não é segredo o que ele quer. Além de dar uma cadeira à filha no parlamento municipal, sua ambição vai além. Ele quer voltar a ser o bambambã da política em Heliópolis. Sente saudades do tempo em que dividia com Deus a preferência dos heliopolitanos. Quer reverter uma situação quase impossível de se resolver ou mesmo insolúvel. Para isso, conta com o silêncio benevolente da cúpula da prefeitura municipal, com a falta de planejamento, diálogo e união entre os vários nomes do grupo que apoia o prefeito. Zé do Sertão está vencendo por 1 a 0. Fez um golaço quando Ildinho teve que engolir sua candidatura a vice. Mas o jogo não acabou e Zé quer fazer o seu segundo gol.

Poço Verde tem Superação como exemplo

Projeto Superação é exemplo de ação nota dez
Vivemos a era da cólera. Intolerância, preconceito e egocentrismo dominam as relações humanas nesta segunda década do século 21. Esquerdistas se colocam como solução para tudo, desde que se exterminem tudo aquilo que eles considerem ligados ao imperialismo americano. A direita responde com ideias inconsistentes para um mundo já pós-moderno, pregando um mínimo de estado e o máximo de um liberalismo que só resolve os problemas da própria direita. Artistas, pensadores, professores, profetas e outros formadores de opinião levantam bandeiras perpetuando um lado ou outro. Enquanto os problemas perduram, um agrupamento humano, aqui e ali, pratica ações que, de fato, são importantes para a evolução da sociedade. Em Poço Verde, o Projeto Superação é um exemplo disso.
Nascido há dois anos, o Projeto Superação foi criado pela minha ex-aluna Amanda Coelho, que estudava no Colégio Estadual Professor João de Oliveira. Enquanto praticamos nossa individualidade doentia, Amanda e mais 18 voluntários saem por aí levando alegria àqueles que já tinham a solidão como sua companheira quase inseparável. No dia 21 de dezembro último, por exemplo, o Superação esteve no Asilo Santo Antônio, em Lagarto-SE. Foi um dia de alegria para as chamadas crianças idosas. E a satisfação com as brincadeiras e com os presentes não era só dos velhinhos e das velhinhas. Os voluntários do Superação pareciam tomados pela contaminação do amor ao próximo.
No dia seguinte, o Superação já estava em Poço Verde e foi visitar populares no povoado Lagoa do Junco. Mesmo com o sol a pino, com dificuldade para conseguir transporte, os voluntários fizeram a alegria da garotada e de várias famílias do povoado. Contaram com a colaboração fundamental de Negão  da São José Calçados e do vereador Jaci de Silvino. Foram distribuídos brinquedos tanto em Lagoa do Junco como em Cedro e em todas as casas da estrada até a sede de Poço Verde. Também sortearam cestas básicas para diversas famílias da localidade.
Com apenas 2 anos e 2 meses de existência, Amanda Coelho se orgulha do muito que já fez, admitindo que ainda precisa fazer muito mais. Para isso, conta com seus bravos voluntários e espera que o grupo cresça cada vez mais. 
Num fim de ano marcado por meses de um pacote completo de maldades: corrupção, miséria, desamor, desemprego, dívidas, injustiça e outras misérias, a vitalidade do Projeto Superação é um lenitivo para nossa região. Enquanto alguns pensam que a solução está na matança de nossos jovens, ou em outras atividades práticas violentas que eliminam o livre arbítrio e o livre pensar, Amanda Coelho e seus voluntários dão exemplos poetizados por Drummond: só de mãos dadas poderemos remover as pedras no meio do caminho. Caso contrário, um dia bem próximo, restará apenas a opção de, sem destino, perguntarmos a nós mesmos: e agora?
Para ver mais fotos do Superação, dê um clique AQUI.   (Landisvalth Lima)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Maré de incertezas

Ana Dalva, Valdelício, Ronaldo e José Clóvis querem ser presidente da CMH
Se tivéssemos que estabelecer uma palavra para o próximo governo de Heliópolis, que se inicia dia 1 de janeiro, esta seria INCERTEZA. O Natal já foi e o tempo ficou curto para resolver tudo até o dia da posse dos novos eleitos e reeleitos. Nem mesmo os nomes dos novos secretários foram divulgados. Tudo é indefinição e o motivo é o de sempre: a presidência da Câmara Municipal de Heliópolis. Enquanto não se resolver a questão, nada será definido. O problema é que muitos não estão fazendo nada, esperando que uma solução caia no colo. Isto, em política, todos já sabem, jamais acontecerá.
Ildinho queira ou não
Enquanto isso não acontece, o vice-prefeito eleito, consciente de que já é carta fora do baralho na próxima administração, usa a sua única carta restante: Valdelício Dantas da Gama. Candidato do Pros, o vereador caminha sob ordens de Zé do Sertão sem saber que está colocando a faca na garganta de Ildinho. Tanto isso é verdade que o futuro vice-prefeito disse, em alto e bom som, numa esquina de rua, que “O presidente será Valdelício. Já está decidido, Ildinho quer queira ou não queira. Toda oposição já fechou questão em torno dele e acabou.” Que Valdelício possa ser o próximo presidente, ninguém duvida, mas não será necessário primeiro haver uma votação? E a oposição já está sabendo disso?
Alguém está mentindo
A gente sabe que a classe política tem quadros de qualidade, que dão a palavra e não voltam atrás, que até fazem sacrifício para não perder o foco naquilo que desejam, mas é sabido que há muitos treiteiros sem caráter alarmando ter o que nunca tiveram, ou que já tiveram e deixaram escapar por incompetência. Ninguém da oposição confirmou votar em Valdelício. Um vereador chegou inclusive a dizer que a oposição poderá apresentar uma chapa no dia, mesmo sabendo que poderá ser derrotada, mas não há nada definido. Uma coisa está certa, qualquer atitude será tomada em bloco, ou por maioria. Pelo histórico de acordos políticos, a oposição tem mais crédito no que diz. Pelo sim, pelo não, vamos ver quem está mentindo nesta história toda. Este blog dará o nome do mentiroso com todas as letras.
Os nomes em destaque
Todos os vereadores querem a presidência. É fato. Mas disputam com chances: Ana Dalva (Rede), Ronaldo Santana (PSL), Valdelício Gama (Pros) e José Clóvis (Pros). Nenhum destes está descartado, nem mesmo os que aqui não foram citados, inclusive da oposição. A preferência popular é para Ana Dalva, Ronaldo tem a simpatia do Poder Executivo e Valdelício e José Clóvis têm uma pedra no meio do caminho: Zé do Sertão.
Os futuros secretários
Não há ainda nomes oficialmente lançados, mas um alto executivo da prefeitura confirmou o nome de Nilda Santana para a secretaria de assistência social como listado. Não quer dizer que será efetivado. O professor Dênis Correia já confirmou que pretende ser o diretor do polo da Cajazeiras e não deverá continuar à frente da secretaria da educação. Quelton voltaria ou já se pensa em outro nome? E a secretaria de saúde? Continuará com Regiane Andrade? As interrogações continuam em relação às outras. A única certeza é que Beto Fonseca continuará na secretaria de finanças e administração.
Engrenagem demorada
Como ainda não se tem os nomes das pastas, é claro, não há planejamento. Então, o segundo mandato de Ildinho começará pelo crivo da indefinição. Deveria haver reuniões entre os novos secretários para planejamento das ações em 2017, pelo menos. Isso não está acontecendo e haverá muitas dificuldades. É a velha política contribuindo negativa ou positivamente com a administração. Esperamos que o prefeito dê prioridade à arrumação daquilo que está errado e melhora daquilo que deu certo. Como o governo dele foi muito bom, a engrenagem será demorada, mas deve funcionar. Agora, para isso, tem que saber escolher bem os nomes. Há secretários que ninguém ouve falar, nem de bem e nem de mal, mas são os que mais puxam para baixo uma administração.    (Landisvalth Lima)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Como será o “Toque de acolher” em Heliópolis?

Dr. José Brandão Neto explica as finalidades do "Toque de Acolher" (foto: Ana Lúcia)
O juiz da Comarca de Cícero Dantas, dr. José Brandão Neto, promoveu Audiência Pública na Câmara Municipal de Heliópolis, na terça-feira (20), para detalhar como será implantada a Lei Municipal do Toque de Acolher, discutida e votada pelo poder legislativo municipal e sancionada pelo prefeito Ildinho no final do ano de 2015. A audiência começou por volta das 20 horas e teve a presença de várias autoridades: o secretário municipal de educação, prof. Dênis Correia, o secretário de administração e finanças, Beto Fonseca, o secretário de assistência social, Renan Vieira, os vereadores Giomar Evangelista, Ronaldo Santana, Valdelício Dantas da Gama, a vereadora Ana Dalva Reis, a vereadora eleita Maria da Conceição, o oficial de justiça Tiago Andrade, o futuro Vice-prefeito José Emídio, o tenente PM Fagner, além da presença dos conselheiros tutelares e demais autoridades.
O evento foi apresentado por Carlos Renildo Silva, coordenador do mesmo projeto no âmbito da cidade de Cícero Dantas. Todas as autoridades que usaram a palavra deixaram bem claro que se tratava de um benefício e não de uma punição. O objetivo da Lei do Toque de Acolher é contribuir para a diminuição da criminalidade, prevenir a prostituição, o alcoolismo, roubos, proliferação do uso de drogas e proteger a criança e o adolescente. O dr. José Brandão informou que, tão logo a Justiça volte do recesso natalino, de 24 de dezembro a 05 de janeiro, a lei será implantada efetivamente em Heliópolis. Além das explicações, foi apresentado um vídeo com reportagem da TV Bahia sobre a implantação de uma lei semelhante em Cícero Dantas.
Populares e autoridades lotaram as dependências da Câmara  (foto: Ana Lúcia)
Respondendo a diversos questionamentos, dr. José Brandão disse que crianças até 13 anos só poderão circular pelas ruas até às 21 horas, desacompanhadas dos pais ou responsáveis. Com 14 ou 15 anos, até 22 horas. Com 16 ou 17 anos, até 23 horas. Nos dias de sábado, domingo ou feriados, será permitida meia hora a mais de tolerância. E ainda, em festas tipo “Open bar”, qualquer que seja a hora, fica proibida a entrada de crianças desacompanhadas dos pais ou responsáveis. Sempre que o motivo for escola, religião, atividade esportiva e grandes festas, não haverá limitação de horário, mas o acompanhamento dos pais se faz necessário, quando for o caso.
Se por ventura uma criança for flagrada em uma situação fora da lei, será levada ao Conselho Tutelar e, persistindo a situação, os pais serão processados, podendo pagarem multas que vão de 3 a 20 salários mínimos. Além dos Conselheiros Tutelares, a Polícia Militar dará todo o apoio. Além disso, haverá agentes especiais voluntários voltados para este tipo de fiscalização. As dúvidas poderão ser esclarecidas pelo e-mail - juizjosebrandao@hotmail.com
Além do debate em torno da lei, várias outras questões tomaram conta do ambiente, algumas até inoportunas, mas nada que atrapalhasse o brilhantismo da noite histórica, notadamente porque ela lança uma luz no fim do túnel que possa nos dar esperança de uma melhoria de vida de uma geração que pode estar com seus dias contados, caso medidas como estas não sejam colocadas em prática. E cabe aqui uma pergunta feita pelo jornalista Jorge Souza. E quando o dr. José Brandão Neto for embora desta comarca? A Lei vai continuar com o mesmo vigor? É natural que a ideia esmoreça quando o criador se afasta da criatura. Para que coisas boas vinguem, é preciso encará-las como algo fundamental para nossas vidas. Tudo é uma questão de querência.   

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Políticos diplomados e sistema falido

                                                        Landisvalth Lima
Santaninha, o prefeito Ildinho e dr. Paulo Henrique na diplomação dos eleitos
(foto: Landisvalth Lima)
Fui à diplomação dos eleitos dos municípios de Heliópolis, Banzaê e Ribeira do Pombal. A solenidade de diplomação ocorreu no Salão do Júri do Fórum de Ribeira do Pombal, sede da 110ª Zona Eleitoral, na última segunda-feira (19). Estava mais acompanhando Ana Dalva que disposto ao evento. Mas foi uma frase do Juiz, dr. Paulo Henrique Santos Santana, que me despertou para uma análise mais profunda, não só da artificialidade necessária da solenidade, como da artificialidade persistente dos agentes públicos.
Dr. Paulo Henrique disse, logo na abertura, que, a partir dali, e principalmente após a posse em 1º de janeiro de 2017, cada agente público não poderia ser representante daqueles que os elegeram, mas de toda uma sociedade. Ou seja, Ildinho, em Heliópolis, é prefeito de todos. Ele não pode promover o calçamento de uma rua só nas casas dos que voltaram nele. O vereador não poderá lutar somente por sua comunidade, visando apenas Tijuco, Farmácia, Viuveira, Riacho, Tanque Novo ou Cajazeiras. Heliópolis, Ribeira do Pombal, Banzaê formam núcleos urbanos indissolúveis.
Mais ainda, após o processo eleitoral, devemos olhar para o caminho da unidade em torno de um só objetivo: a evolução do município. O que o dr. Paulo Henrique disse é o que está na interpretação literal da nossa Constituição. É o estado pleno, absoluto, senhor das nossas ações como membros de uma sociedade democrática, republicana, e norte orientador da prática constante das conquistas individuais e coletivas. Mas isso é o ideal, o distante. Diria até, o quase inatingível. O sistema político está podre e lança lama sobre os caminhos que nos querem levar ao paraíso.
Vou aqui usar alguns exemplos, todos eles sobre Heliópolis, porque conheço de cátedra. Na solenidade, foi diplomado um político que exigiu 40 mil reais do prefeito Ildinho para apoiá-lo em sua reeleição. Como agiria fazendo oposição ao futuro prefeito? Outro, e aí já não é mais segredo, teve a coragem de dizer que estava disposto a dialogar e que faria tudo para melhorar Heliópolis e tererê e tralalá. Na presidência da Câmara Municipal só fez perseguir e nem mesmo pagou os vencimentos dos próprios colegas. Descumpriu um preceito constitucional e fala em diálogo para melhorar sua cidade. Não respeita a Constituição, mas está aberto ao diálogo para ajudar a melhorar o município. Farsa de botequim de quinta.
E quem não ouviu um diplomado falar que seria o vice mais atuante da história de Heliópolis? Dona Vanda e Clóvis de Dulce devem ter ficados injuriados. Mas o recado não era para os que já morreram, era para um vivo. O alerta era para Ildinho. Uma espécie de “ou me dá o que quero ou sento no seu lugar!”. Não é à toa que já está com um vereador do seu partido em plena campanha para a presidência da Câmara Municipal. A coisa está tão explícita que, pela primeira vez na história, um vice teve mais importância na diplomação que o prefeito. Um veículo de comunicação só entrevistou o vice indesejado. Quem estava lá? Beto Moura. Até onde Gama Neves teve participação em tudo isso?  
Quem também não deixou a solenidade cair na mesmice foi o prefeito Ildinho. Disse, com poucas palavras, o que o Dr. Paulo Henrique havia chamado atenção antes: “Corrupção é a grande desgraça da administração pública.” E talvez venha daí a explicação do discurso de um vereador, todo ele centrado no “eu isso, eu aquilo”. Passou a ideia de conquista pessoal, agradecendo à família e aos amigos que ajudaram na jornada. Ninguém falou sobre as responsabilidades que os esperam, sobre os desafios, as mudanças necessárias, a correção de rumos. E aí entrou mais uma vez o Dr. Paulo Henrique retrucando a todos porque não se trata de uma conquista pessoal ou presente da sociedade. É, antes de mais nada, uma missão para o povo, com o povo e pelo povo. 
O Juiz foi certeiro, mas estamos cada dia mais longe deste ideal. O sistema está falido porque as pessoas não querem mudar comportamentos e atitudes. Numa certa cidade do interior, o prefeito foi reeleito sem gastar mais que o permitido pela Justiça Eleitoral. Praticamente não houve comícios. Cada vereador bancava seus santinhos, sua gasolina. Não precisou barganhar com a oposição e nem molhar a mão de vereador para ter seu projeto aprovado. Suas contas foram fiscalizadas e aprovadas pelos edis. Este lugar existe e pode ser reimplantado por aqui, mas todos precisamos mudar e isso tem que começar logo. Não dá para assistir mais cenas como a que aconteceu no povoado Tijuco na mesma segunda-feira (19). Enquanto os vitoriosos agradeciam a confiança, logo após a diplomação, uma garota gritava insistentemente “Ladrão! Ladrão!”. Era a filha de um político da oposição, que cobrou 150 mil reais pelo apoio ao prefeito e não foi atendido.
Para ver mais fotos da solenidade de diplomação, dê um clique AQUI.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Ana Dalva: “Não temos oposição em Heliópolis”

Ana Dalva: "Seria uma injustiça Ildinho não se reeleger"
O repórter Jorge Souza bateu um papo descontraído com a vereadora reeleita Ana Dalva, da Rede Sustentabilidade, sobre o resultado das eleições no município de Heliópolis este ano. A conversa foi na residência da entrevistada aqui em Heliópolis. Esta reportagem foi publicada no Jornal Impacto no mês passado e vai aqui reproduzida.
Jornal Impacto – Ana Dalva, mais um ano de eleições no país e aqui em Heliópolis. Como a senhora viu o pleito eleitoral deste ano?
Ana Dalva – Para mim não foi uma surpresa a reeleição de Ildinho porque havia no povo uma vontade de vê-lo novamente prefeito. Só a força de um povo supera as vontades de alguns poucos poderosos. Mas não foi assim mil maravilhas. Houve muita falta de companheirismo e isso acabou afetando a campanha. É preciso fazer política com diálogo. Não se pode mais fazer parte de um grupo e cada um fazer o que achar melhor. Enfrentamos muitos desequilíbrios e isso acabou nos atingindo e, por isso mesmo, não pudemos fazer uma campanha mais equilibrada, segura e confiante.
Jornal Impacto – A senhora foi reeleita para mais um mandato, o terceiro consecutivo. Quais foram as dificuldades enfrentadas nessa conquista?
Ana Dalva – As dificuldades são várias e elas já começam no início de um mandato. A maior de todas as dificuldades é a falta de espírito coletivo do grupo. Isso não só dificulta qualquer eleição como também prejudica o desenvolvimento do nosso município. Apesar de ter ficado muito feliz com o resultado, tudo ficaria bem melhor e mais fácil com diálogo, planejamento e trabalho coletivo. Muita gente esquece que foi feita uma coligação de comuns, de pessoas que pensam de forma bem próxima. Não tem sentido nenhum você se sentir perseguida ou cercada pelo seu próprio colega. Tenho certeza de que até Ildinho passou por isso.
Jornal Impacto – A oposição tentou mas não conseguiu eleger o candidato dela e amargou mais uma derrota. Como a senhora viu a derrota da oposição?
Ana Dalva – Na verdade não temos oposição em Heliópolis de fato, não no sentido preciso da palavra. Temos pessoas que se reúnem, de quatro em quatro anos, em função de um bem próprio. São oportunistas do poder. Se os membros da oposição tivessem como objetivo melhorar Heliópolis, haveria entre eles um elo inquebrável. Aí estaria estabelecida entre eles a coletividade. Duvido que perdessem. Mas os interesses pessoais falam mais forte e poucos estão se preocupando com as melhorias do município.
Jornal Impacto – Sobre a reeleição do prefeito Ildinho, a senhora estava confiante? Ficou feliz com o resultado?
Ana Dalva – Eu não esperava outro resultado. Seria uma tamanha injustiça Ildinho não se reeleger. O trabalho que ele fez nos últimos três anos é algo histórico para todos nós. Fiquei sim muito feliz. Espero que ele continue trabalhando e não espere reconhecimento de muitos da oposição, e de alguns também no próprio grupo nosso. O que importa nesta hora é o povo, é a cidade, é o município. Ildinho tem que administrar para a coletividade e não para alguns.
Ana Dalva espera que Ildinho tenha tranquilidade para realizar um bom governo
Jornal Impacto – A senhora fez algum pedido para o prefeito, caso ele conseguisse ser reeleito?
Ana Dalva – Entreguei a ele os dezoito pontos debatidos e discutidos com os membros da Rede Sustentabilidade de Heliópolis. Estes pontos vão desde a questão do descarte e reciclagem do lixo, passando pela questão de uma solução para o açude, pedindo mais investido para saúde e educação até a questão da melhoria do processo político. Também pedi a ele uma solução para o Mercado de Carne e a construção da Praça dos Estudantes. Eu sei que vontade ele tem de fazer tudo isso, mas vamos torcer para que esta crise acabe e os recursos apareçam para a efetivação destas conquistas.
Jornal impacto – O que a senhora espera do segundo mandato do prefeito Ildinho nos próximos quatro anos? 
Ana Dalva – Espero que o nosso prefeito continue com a mesma tranquilidade, respeitando cada cidadão heliopolense, colocando em prática as propostas de campanha e atendendo as necessidades mais urgentes do povo. Sei também que ele precisará de tranquilidade para resolver todos os outros problemas que surgirão no decorrer destes quatro anos de mandato. É preciso governar para todos e ouvir muito aqueles que sempre estão ao seu lado. Como se trata de um homem generoso e humilde, tenho esperança de que ele fará um bom segundo mandato.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

CEPJO realiza Mostra Cultural e Científica

Alunos do 3º ano apresentaram Geni e o Zepellin, da obra de Chico Buarque
(foto: Landisvalth Lima)
Nesta quarta-feira (14) teve início a II Mostra Cultural e Científica do Colégio Estadual Professor João de Oliveira – CEPJO – em Poço Verde. O tema deste ano é A beleza da diversidade do conhecimento. A abertura ocorreu nesta quarta às 13 horas com as exposições dos trabalhos nas salas. Às 14 horas foi feita a abertura oficial pelo diretor da escola, prof. Oneas. Logo após ocorreu apresentação de Cordas & Sons, desfile das personalidades negras, teatro sobre A Odisseia, coreografia sobre Consciência Negra, explanação sobre A funcionalidade da democracia, apresentação de paródias, cordéis, coreografias, danças circulares e roda de capoeira.
No turno da noite, a programação continuou com Cordas & Sons, teatro sobre Memórias Póstumas de Brás Cubas, clipes musicais do projeto CLEE, desfile do Nem melhor nem pior, apenas diferente, o teatro de Hermanoteu na Terra de Godah, Geni e o Zepelin, encerrando a noite com HIP HOP.
A II Mostra Cultural e Científica continua na quinta-feira (15) com as exposições nas salas de aula. As apresentações começam às 14 horas com o teatro dos Heterossemânticos, apresentações de paródias, cordéis e coreografias. Depois teremos o teatro de O Seminarista, apresentações de convidados de Cícero Dantas, do projeto Radialistas da cidade, um clipe do Realismo X Romantismo e o teatro de Senhora. Pela noite, início com o teatro do Chaves, um musical, teatro de Dom Casmurro, dança espanhola, apresentação de São João, Dona Lourdes e convidados, espaço para poesia, música, paródias, cordéis, coreografias e teatro. 
As exposições nas salas apresentam os seguintes temas: sala 1 – Experimentos físicos e modelos matemáticos; sala 2 – Circuitos e registros e Experimentos sobre a energia; sala 3 – Experimentos químicos; sala 4 – Novas tecnologias; sala 5 – Meio ambiente: Rio Real, exposição de fotos de Poço Verde e Impactos ambientais do acidente de Mariana; sala 6 – Exposição sobre Tobias Barreto e sobre o Centenário do Samba; sala 7 – Consciência negra e cultura afrodescendente; sala 8 – Exposição sobre cultura americana; sala do laboratório de informática – Cinema de Almodóvar e Exibição de vídeos; nos pátios serão apresentados dados sobre a Cultura espanhola, cultura poçoverdense e Música tonal e atonal.

      Para ver fotos do 1º dia, dê um clique AQUI.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Heliópolis terá toque de recolher

Heliópolis terá o seu "Toque de Acolher" 
A Lei completa nesta quarta-feira (14) 1 ano de sancionada e tem o nome sugestivo de Toque de Acolher crianças e adolescentes, sancionada pelo prefeito Ildefonso Andrade Fonseca, após aprovação na Câmara Municipal de Heliópolis. A ideia foi do Juiz José de Souza Brandão Neto, da Comarca de Cícero Dantas, adotada pela administração municipal. O objetivo principal é evitar tragédias como a que ocorreu no último sábado, quando o menor Cristiano, de apenas 16 anos, foi alvejado com tiros na cabeça e luta pela vida numa UTI em Aracaju.
Dr. José Brandão estará na audiência pública
O princípio básico é evitar que o mal maior aconteça e educar nossos adolescentes para a vida. Para melhor detalhar a Lei, o Dr. José de Souza Brandão Neto estará participando de uma audiência pública em Heliópolis, dia 20 de dezembro, a partir das 19 horas, na Câmara Municipal, inclusive para informar quando a Lei 416/2015 efetivamente entrará em vigor. Nenhuma criança desacompanhada de seus pais poderá frequentar ruas, bares ou locais públicos, de 18:00 até 05:00 da manhã. Caso seja encontrada uma criança em tal situação, por absoluta medida de proteção, será encaminhada ao Conselho Tutelar.
A Lei 416/2015 considera situações de riscos para crianças e adolescentes frequentar locais onde haja consumo de bebidas e drogas, exposição à prostituição, importunação ofensiva ao pudor, locais com sons em alto volume, condução de veículos motorizados ou qualquer situação que possa expor perigo físico, psicológico ou moral para quaisquer crianças. Não está escrito na Lei, mas é claro que os pais também serão alvos. Terão que regular melhor os passos dos filhos e acostumá-los a andar com documentos. Apesar de Heliópolis ser uma cidade considerada pequena, já não se pode confiar mais em crianças brincado livremente pelas ruas. Como há muitos adolescentes que estudam pela noite, haverá regras para o deslocamento da escola para a casa e isto também será detalhado na audiência pública.  
Não se pode acreditar que os diversos problemas enfrentados pela infância e juventude sejam resolvidos com tais medidas. Sabemos que o tripé família, estado e escola é fundamental para a formação dos nossos jovens. Basta que um deles falhe para que o adolescente tenha motivos suficientes para desistir de ser e de estar. O estado está tentando fazer sua parte e, se aplicada perfeitamente, restará a ação primordial e corriqueira dos entes familiares no lapidar comportamental, moral e ético dos filhos. 

domingo, 11 de dezembro de 2016

Heliópolis tem final de semana violento

José Luciano morreu no local e deixa uma filha
O ano de 2016 ficará marcado como um dos mais violentos da história de Heliópolis e este final de semana, 10 e 11 de dezembro, foi certamente o mais violento da história do município. Até aqui foram contabilizados dois assaltos a mão armada, três pessoas baleadas e um morto a tiros. Dos feridos, um está à beira da morte. Não há necessidade dizer que há urgência para uma tomada de atitude. A outrora pacata Heliópolis já desponta como uma cidade violenta e parece que as autoridades que cuidam da segurança pública ainda não estão sensibilizadas.
Tudo começou no início da noite deste sábado (10). Dois homens armados fizeram um arrastão no povoado Tijuco. Além de assaltar populares, raparam os caixas do posto de gasolina do povoado. Ainda não há maiores detalhes porque nada foi registrado oficialmente, mas populares informam que os mesmos bandidos estiveram no povoado Farmácia, por volta das 20:30 horas e tentaram fazer outro arrastão. Alguém deve ter reagido ou os bandidos ficaram afobados porque começaram a atirar. Os disparos atingiram o dono do bar, Agnaldo Guerra, conhecido popularmente por Naná de Guerrinha, de 46 anos, e Vagner Nobre dos Santos, de 35 anos. Agnaldo foi atingido no braço e Vagner levou um tiro nas costas, onde a bala ficou alojada. Os dois não correm risco de vida e estão sendo atendidos no Hospital Santa Teresa em Ribeira do Pombal. Os bandidos fugiram e ninguém mais teve notícia.
Mas parecia que a noite não seria de paz. Em Heliópolis, no bar de Pedro Veloso, na Avenida 7 de Setembro, bem no centro da cidade, uma banda se apresentava e o povo se divertia para espantar o cansaço da semana de trabalho. Eram 1 hora e 15 minutos quando cinco tiros foram disparados impiedosamente. A banda parou, o povo correu e dois corpos tombavam. Dois homens, ainda não identificados, aproximaram-se de dois irmãos que se divertiam e apenas disseram: “Já compraram os caixões? ”Na sequência veio a carnificina.
Cristiano (esq.) agoniza antes do socorro e José Luciano (dir) já morto. (foto: WhatsApp)
 
Os tiros foram disparados nas cabeças das vítimas, em clara evidência de execução. O primeiro a tombar foi José Luciano Alves dos Santos, natural da cidade de Fátima e morador na Avenida Helvécio Pereira de Santana, em Heliópolis, na saída para Poço Verde-Se. Tinha 23 anos e há poucos dias retornou de São Paulo. Deixou órfã uma filha. O outro, Cristiano dos Santos Neves, tem apenas 16 anos e foi socorrido e levado para Aracaju. Até o fechamento desta postagem, familiares dizem que o estado dele é gravíssimo, mas que ainda resistia.
O corpo de José Luciano ainda está exposto no passeio público do bar de Pedro Veloso, dez horas depois do fato acontecido. Policiais militares apareceram agora pela manhã e colheram documentos. O corpo aguarda o IML – Instituto Médio Legal – de Euclides da Cunha, a 140 quilômetros, ou de Juazeiro, a 370 quilômetros. A Bahia grande e querida, que cabe inteira no coração dos baianos, ainda não atende satisfatoriamente seus filhos nas necessidades básicas. São anos de promessas de melhoria na educação, na saúde e na segurança pública e nada melhora, nada avança. Continuamos estagnados.
Logo, logo vão aparecer os teóricos a dizer que a culpa é do mundo das drogas, mas a verdade está muito além disso. Qualquer bandido pé-de-chinelo perdeu o medo do estado. O mesmo estado que prende, é o mesmo que solta. O mesmo estado que educa também marginaliza. Há muita coisa que precisa ser corrigida. Para isso, é preciso uma tomada de consciência. Não acredito numa reviravolta na mentalidade dos nossos políticos encastelados nos altos cargos da República. Eles querem o poder e pouco estão se importando se há queima-de-arquivo, morte por vingança, latrocínios e execuções. É povo matando povo. Virou coisa tão comum que uma vida vale menos que um telefone celular. 
Informações colhidas entre populares dão conta de que o assassinato de Luciano tem a ver ainda com os extermínios conhecidos do município de Poço Verde. Ou seja, mesmo após a morte de José Augusto, nossos jovens continuam sendo executados. Duro é saber que há pessoas de notório saber pregando nas redes sociais que “bandido bom é bandido morto”. Além de colocar todos numa agenda só, sem ao menos direito ter a uma investigação policial, estão condenando nossa juventude a viver a era da oportunidade única, mesmo com uma educação de péssima qualidade, numa sociedade administrada pelos mais variados corruptos. Será que vamos ter que aguardar aparecer um Sérgio Moro na segurança pública?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Quebra de acordo confirma natureza do PT

Hospício de egocêntricos

Os interesses pessoais manipulam Leis em Brasília (foto: Estadão)
Vivemos sim num país democrático, mas distante ainda do que poderia ser verdadeiramente um estado democrático pleno. Quem, de sã consciência, fizer uma análise sobre os nossos jovens anos de democracia verá que ela ainda é uma promessa. A atitude do senador Renan Calheiros de não cumprir uma ordem judicial de um ministro do Supremo fragilizou sobremaneira a nossa confiança no sistema. Isso quer dizer que qualquer pessoa poderá tomar tal atitude porque todos são iguais perante a lei, segundo nossa Constituição. Se não houve punição ao senador, e parece que jamais haverá, abriu-se uma fenda enorme na confiança do povo no Judiciário. O Poder Legislativo já não anda muito bem na opinião popular, mas o Supremo sempre teve prestígio junto às massas, só perdendo para a Operação Lava Jato. A chave para entender tudo isso que acontece está numa verdade: as leis no Brasil são manipuladas para atender interesses pessoais, em boa parte dos casos. Só que há um problema agora: está virando loucura.
O noticiário de bastidores dá a entender que a presidente do STF agiu como bombeira para apagar o incêndio e isso levanta alguns questionamentos. O que tem de tão forte o senador Renan Calheiros, de Alagoas, que possa fazer uma corte de 11 juízes se acovardar? Como um senador com tantos processos, exatamente na hora em que vira réu num deles, engrossa a voz, levanta o tom, a ponto de desafiar uma Liminar de um ministro do STF? Se atentarmos para os votos do ministro Marco Aurélio, eles estão longe de ser interpretação diferente das leis. Há votos deste ministro que são verdadeiras pérolas de incoerência. Mas aqui cabe dizer o que ele afirmou ao defender o afastamento de Renan, pedido pelo Rede Sustentabilidade, afirmando não ser um caso muito diferente do afastamento do deputado Eduardo Cunha. E disse mais ainda: “A previsão constitucional não encerra a possibilidade de pular-se este ou aquele integrante da linha. A interpretação nada mais revela do que o já famoso ‘jeitinho brasileiro’, a meia-sola constitucional”, disse Marco Aurélio.
Está claro que a decisão do Supremo atendeu a interesses. Ninguém está pensando no país. Virou rotina ver isso Brasil afora. Vou dar um exemplo claro: o prefeito de Antas, o heliopolitano Wanderley Santana, teve suas contas aprovadas pelo TCM da Bahia, com ressalvas. E bota ressalvas nisso. Vai pagar 5 mil de multas e devolver quase 486 mil aos cofres públicos. Como alguém pode ter contas aprovadas numa situação destas? Outro caso foi aqui em Heliópolis. O atual presidente da Câmara Municipal não atendeu determinação do próprio TCM – Tribunal de Contas dos Municípios – de pagar os vencimentos da vereadora Ana Dalva. Foi punido? Qual nada! Teve suas contas de 2015 aprovadas sem ressalvas. Parece que estamos num hospício. A vereadora levou o caso à Justiça e até agora nada. O presidente vai encerrar o mandato dele e não será punido, ou pelo menos obrigado a pagar o que deve.
Sérgio Moro: Lei é para todos, sem privilégios.
Mas vamos pegar um caso nacional para não se dizer que é em causa própria. O juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, quer que o pecuarista – e amigão de Lula – José Carlos Bumlai volte a cumprir pena na cadeia. Ele cumpre pena em prisão domiciliar. Disse o juiz de Curitiba muito bem, para justificar a volta do prisioneiro para a cadeia: “Algum abalo emocional pela prisão ou manutenção da prisão são fatos que afetam todos os presos e não justificam tratamento diferenciado”. Garantir que o preso tenha tratamento adequado é um dever do estado, mas quem foi que disse que prisioneiro não pode sofrer psicologicamente, se é esta a finalidade? Ou alguém acha que privação de liberdade não é sofrimento físico e psicológico? Fosse o prisioneiro um cidadão comum, sem grana e sem prestígio social, haveria tal justificativa para colocá-lo em prisão domiciliar?
É fato que há manipulação das leis para proteger certos personagens e uso das mesmas leis contra inimigos. E estão fazendo isto descaradamente. Não precisamos dizer a manobra feita por deputados para tornar uma lei anticorrupção numa lei protetora dos corruptos. A coisa está tão terrível que já não ouso mais chamar de lei, mas de PJRPP, Peça Jurídica de Resolução de Problemas Pessoais. Todos querem se salvar, transformando Brasília numa lavanderia. Com medo da Lava Jato, os agentes dos poderes estão ficando loucos. Deixaram de pensar no país há muito tempo. O ego de cada um é mais importante que o futuro da nação. 
(Landisvalth Lima)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Samba de Moça Só no CEJDS

Sival Gois no Conselho de Classe do CEJDS

Todos aprovados no Conselho de Classe do CEJDS

Samba de Moça Só brilhou no Conselho de Classe do CEJDS (foto; Landisvalth Lima)
O Colégio Estadual José Dantas de Souza realizou o seu Conselho de Classe – 1ª edição – no último sábado (03). Foi a última festa do ano da escola, com o objetivo de arrecadar fundos para melhorias na infraestrutura, principalmente a climatização das salas de aula. Desta vez, quatro bandas animaram a noite. A festa foi aberta às 21:30 pela banda 100 Vergonha, da cidade de Poço Verde. Em seguida, subiu ao pequeno palco o cantor Sival Gois, radicado em Poço Verde e um dos principais nomes de intérpretes da MPB da região. Por volta da meia noite e meia, as garotas do Samba de Moça Só deram um grande show num repertório pautado no samba-raiz. Foi a primeira vez que tocaram em Heliópolis e deixaram extraordinária boa impressão. Elas contaram ainda com as ajudas de Silval Gois e Rodrigo (do Barões do Forró), que não resistiram e cantaram com as moças. Por volta das duas e meia da madrugada, Barões do Forró fecha a noite festiva com chave de ouro, tocando do axé ao sertanejo, passando pelo forró e pela quebradeira. Pode-se dizer que todos foram aprovados. Os alunos compareceram em massa, os professores contribuíram, o público prestigiou e os shows foram de altíssima qualidade. A escola promete uma 2ª edição para 2017.
Para ver fotos do evento, dê um clique AQUI.

Sergio Moro desmascara senador petista

sábado, 3 de dezembro de 2016

IV – Quem mais perdeu na eleição em Heliópolis?

Nos últimos três artigos escritos sobre os vencedores e vencidos nas eleições municipais deste ano em Heliópolis, concentrei o tema nos políticos da oposição. Agora, chegou a vez de falar dos que perderam, mesmo vencendo. São muitos os que não tiveram a oportunidade de alcançar determinada meta, mesmo tendo as facilidades de um grupo e do fato de estar no poder. Nossos personagens aqui selecionados não devem levar minha análise como uma verdade única. Há outras verdades que nem sempre podem ser ditas, mas espero que seja o que direi um parâmetro para aqueles que querem continuar a trilhar o caminho do processo democrático.
Zé do Sertão
Zé do Sertão
É, sem dúvida, o principal derrotado desta eleição. Os motivos já foram aqui debatidos neste blogue em vários artigos. Vai nosso futuro vice-prefeito honrar a galeria dos vices que romperam com os prefeitos ou foram abandonados por eles. O caso de Zé não é abandono, é pura ingratidão do ex-prefeito. E não estamos falando do direito dele de preitear a vice, que, mesmo diante de sua história política bonita, lá no início de sua luta, já não merecia mais nada na política de Heliópolis. Abandonou seu povo e chegou ao ponto de achar que as pessoas tinham obrigação de votar nele. Se merecimento vencesse política, Ulisses Guimarães teria sido nosso presidente da República.
Jane de Zé do Sertão
Jane de Zé do Sertão
O principal erro de Zé do Sertão foi colocar sua filha na jaula com os leões e ensiná-la a bater num lado específico: exatamente em Ildinho. Quem tem um aliado destes não precisa dos pardais como adversários. E isso tudo com a esposa como Chefe de Gabinete, a filha como Diretora de Cultura e mais outros cargos. Foi uma chantagem atrás da outra. A ideia era fazer Ildinho pensar que perderia sem Zé do Sertão. Para garantir eficiência, levou Zé Clóvis e Valdelício juntos. E tudo isso deixou a filha numa situação difícil. Vai demorar muito para esquecerem um fato concreto: os maiores adversários de Ildinho nesta eleição de 2016 foram Zé do Sertão e Jane, sua filha. O resultado provou que Zé do Sertão ainda pode piorar sua situação porque ele ainda não desistiu de atormentar Ildinho. Ganhou o cargo, perdeu a confiança do prefeito, mas ainda quer sua cadeira. E Jane? Bem, acho difícil que ela mude sua personalidade. Entretanto, ainda é muito jovem. Pode acordar! Mas, continuando nessa linha, nem mesmo se vier um dia a assumir uma cadeira nestes quatro anos, melhorará sua situação política.
Professor Kelton
Professor Kelton
Professor Kelton é um personagem que contribuiu bastante para a consolidação de conquistas do professorado municipal. Tem experiência como sindicalista e como secretário de educação, que foi por duas vezes. De todos os ligados a Ildinho, foi o mais flexível em cargos de alto escalão. Diria, de forma mais clara, foi o secretário que deu maior espaço aos servidores ligados ao grupo político da oposição. Também foi o candidato a vereador que mais apoio recebeu. Todos nós contávamos com uma boa votação dele, o que não aconteceu. Foram apenas 285 votos. E não foram os votos do professor Igor que impediram uma votação mais expressiva. Ainda não é possível saber de fato o que ocorreu, mas é possível dizer que ele já é, depois de algumas tentativas, um ex-futuro vereador.
Sabiá da Viuveira
Sabiá da Viuveira
Raimundo Sabiá recebeu uma mensagem de sua comunidade: não se candidate mais. Teve apenas 233, muito menos que na última eleição. É uma pena porque a Viuveira já está merecendo um vereador. Dizem que seu trabalho político foi bem menor este ano, mesmo estando à frente da secretaria de obras do município. Outros afirmam que seus votos foram migrados para Manuel do Tijuco. Certo é que ninguém aguenta ser por vezes primeiro suplente da Câmara e, agora, não chegar em nenhuma suplência. É fim da carreira política de Sabiá?
Nilda Santana
Nilda Santana

Não pode aqui ser considerada como uma derrotada. Foi, efetivamente, sua primeira candidatura. Ela foi para a luta. O que faltou foi estratégia adequada ao município de Heliópolis. Se continuar, tem muito a ganhar ainda, mas precisa entender como funciona a química daqui. O segredo é a persistência. Veja quanto tempo Manoel apanhou? Chegando lá, só sai se fizer besteira, mas muita besteira mesmo. E mesmo assim, não sei. Há vereadores de ambos os lados que já fizeram um monte de besteira e, mesmo assim, foram reeleitos. Isto é muito relativo.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

X – Poucas & Boas

Quem está enganando quem na Câmara de Vereadores de Heliópolis?
Aprovadas
As contas de campanha dos candidatos começam a aparecer com os seus respectivos pareceres. Já foram publicadas como aprovadas as contas do prefeito Ildinho, das vereadoras Ana Dalva e Maria da Conceição (Maria de Renilson) e dos vereadores Ronaldo Santana e José Clóvis, todas sem ressalvas.
Outras contas
O que parece não andar bem é a coligação A mudança se faz com todas as forças. Acontece que alguém entrou questionando uma candidata com zero de voto. Já é a segunda vez que ela concorre só para completar o quadro feminino da coligação. Além da ausência de voto, o Ministério Público Eleitoral quer saber também as contas zeradas de candidato. Agora, candidata com conta zerada e sem voto é argumento fatal para anulação de toda a chapa de vereadores. Há quem duvide que isso venha a acontecer, mas eu me lembro de um tempo em que se imaginava impossível um ministro ou deputado, ou até mesmo senador, ir para a cadeia no Brasil. O que o Ministério Público quer é acabar com as falsas candidaturas. Quem colocou mulher, irmã, cunhada e a gata da casa para falsear uma realidade que se cuide!
Quem está usando quem? – I
Fica impossível dizer quem está sendo usado nesta história. Explico: o vereador Valdelício virou frequentador da casa de Zé do Sertão, mesmo depois de quase perder a eleição por causa dos problemas arranjados pelo ex-prefeito. O que não se entende nesta história é que a candidatura de Valdé a presidente da Câmara atende a interesses do vereador ou do futuro vice-prefeito? Será que Valdelício não está se valorizando para mais adiante abrir mão em nome de algo melhor? Teria mesmo o decano vereador saúde, disposição e paciência para dois anos de uma administração cheia de senões?
Quem está usando quem? – II
Cabe também trazer à tona uma informação prestada por um professor de alto cargo da prefeitura, que pediu para omitir o nome. Ele jura, e diz até ter uma foto, de um eleitor do vereador Valdelício sendo transportado para determinada cidade no carro da Câmara de vereadores. Como se sabe que Giomar Evangelista é incapaz de uma cortesia, e que o motorista do veículo é de inteira confiança dele, cabe perguntar: foi favor ou foi traição? Mais uma pergunta que não quer se calar: Giomar estaria jogando com Valdelício a possibilidade de se reeleger como presidente da Câmara ou Valdelício está usando Giomar para chegar lá?
Por força da Lei
E, finalmente, os professores do município de Poço Verde-Se tiveram seus salários pagos, referentes ao mês de outubro. As verbas da prefeitura estão bloqueadas para regularizar a situação dos funcionários. Se até o dia 5 de dezembro forem pagos os salários de novembro, tudo indica que o ano se encerrará sem muitos danos. Mas isso só foi possível graças à interferência da Justiça. Dependesse da vontade do atual prefeito, nada voltaria a ser como antes. Tiago Dória é ainda prefeito, mas com limitações consideráveis. Chega a ser constrangedor ver um jovem político encerrar uma administração de forma tão lastimável.
Próximo do fim
Parece que a novela da falta de pagamento dos subsídios da vereadora Ana Dalva, quando esta assumiu a secretaria de saúde, está chegando ao fim. O que Giomar Evangelista menos quer é uma decisão antes da passagem do cargo a outro. Mas há informações confiáveis de que tudo está apenas aguardando a martelada do Juiz. Sabe-se que seria inconveniente deixar uma bronca desta para outra pessoa pagar. Vamos aguardar.
Decisão
Uma música passou por meu ouvido e disse que sábado será dada a largada para a questão da presidência da Câmara de Vereadores de Heliópolis. A vereadora Ana Dalva é a preferida do público e da maioria do grupo de apoio ao prefeito Ildinho, mas Valdelício corre por fora. A decisão começará sábado pela noite, numa das mesas da festa do Conselho de Classe do Colégio Estadual José Dantas de Souza, e terminará em algum lugar no domingo. Quem não quiser participar vai inventar uma doença ou dar socorro a algum suposto paciente.

Elize Matsunaga não quis ver marido esquartejado

Elize Matsunaga
(foto:Nelson Antoine/Framephoto/Estadão Conteúdo)
A assassina de Marcos Kitano pede para sair ao ver imagens do corpo do ex-marido em júri. Além da saída dela do plenário, uma jurada passou mal ao ver as imagens e foi advertida pelo juiz Adilson Paukoski Simoni.
O júri de Elize Matsunaga, acusada de matar e esquartejar o ex-marido em 2012, foi interrompido por alguns minutos na manhã desta terça-feira após imagens de partes do corpo da vítima, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, herdeiro da Yoki, serem exibidas no plenário. Uma jurada passou mal e foi advertida pelo juiz. Elize começou a chorar e pediu para ser retirada do local.
No segundo dia de julgamento, é ouvido no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, o delegado Mauro Gomes Dias, testemunha comum do Ministério Público Estadual (MPE) e da defesa. Ele presidiu o inquérito do caso, investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Foi ao delegado que Elize confessou ter assassinado e depois retalhado do corpo de Marcos. A confissão foi filmada. O crime aconteceu na noite do dia 19 de maio de 2012, um sábado. “Ela conseguiu enganar a família inteira”, disse.
Uma jurada, que tem diabete, sentiu-se mal durante a exibição de partes do corpo de Marcos e foi advertida pelo juiz Adilson Paukoski Simoni. “Eu falei com a senhora antes, se conseguia participar do júri que trata de esquartejamento”, disse. Depois, Elize começou a chorar e, por meio dos advogados, pediu para sair da sala.
Elize havia acabado de voltar de uma viagem ao Paraná quando cometeu o crime. Marcos foi buscar a esposa, a filha do casal e uma babá no aeroporto e depois todos foram para o apartamento onde moravam. Há duas versões para o que aconteceu na sequência.
À época, Elize narrou que Marcos desceu para buscar uma pizza. Na volta, ela teria contado que contratou um detetive para filmar uma traição do marido e os dois teriam iniciado uma discussão. A ré contou que foi agredida com um tapa e alvo de xingamentos.
Ela teria tentado fugir do marido e alcançado a arma, uma pistola calibre 380 que havia recebido de presente de Marcos. “Você não tem coragem de atirar”, teria dito a vítima, antes de ser alvejada no lado esquerdo do crânio. O delegado, no entanto, não acredita nessa versão.
“Quando chegou com a pizza, a vítima não teve tempo nem de dizer ‘ai'”, afirmou Gomes Dias. Segundo demonstração do policial, o disparo foi feito à curta distância, de cima para baixo. Elize também já estaria com a arma engatilhada. Para a promotoria, um indício de crime premeditado. “Ele não teve chance de se defender”, disse o delegado. “Na época dos fatos, ela estava carregada de ódio”, acrescentou.
Gravações de câmeras de segurança mostram as quatro pessoas chegando ao apartamento. Depois, Marcos desce sozinho e, demonstrando irritação, chuta a porta do elevador. As imagens seguintes mostram Elize saindo do prédio com três malas, onde estava o corpo do marido, e voltando sem elas.
Os laudos médicos apontam que Marcos começou a ser degolado quando ainda estava vivo, segundo o policial. Já as partes do corpo foram jogadas à beira de uma estrada em Cotia, na Grande São Paulo. “Os animais se alimentam da carne. Era uma forma de sumir com o corpo”, disse.
Quebra do sigilo telefônico da ré mostrou que Elize esteve no local em que as partes do corpo do marido foram achadas. Após o crime, ela também trocou o cano da arma e jogou a cápsula da bala no vaso sanitário. “Ela eliminou as possibilidades de perícia. Tinha conhecimento de tiro”, disse.
Em depoimento, o delegado também contou que o reverendo Renè Henrique Gotz Licht, que era próximo ao casal, notou o comportamento estranho de Elize antes do crime. “Ele já havia alertado Marcos a quebrar a chave dentro do cofre onde guardavam as armas”, afirmou Gomes Dias. “Marcos, ela pode te matar”, teria dito.
Então casado e com uma filha, Marcos conheceu Elize por meio de um site de acompanhantes. Saíram juntos, trocaram telefone, viraram amantes. Marcos se separou. A cerimônia de casamento dos dois foi feita por Licht. Depois, o empresário começou a sair com outra mulher, do mesmo site de Elize. “Ela provou do próprio veneno”, disse o delegado.

(Por: Veja e Estadão)