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2º dia da 1ª Fecultarte teve dança, vídeo e teatro

A 2ª noite da 1ª Fecultarte foi dominada pela dança e pelo teatro (foto: Landisvalth Lima) O Colégio Estadual José Dantas de Souza – C...

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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Léo Pinheiro, da OAS, pode complicar Lula e Lulinha

Em troca de benefícios legais, executivo da OAS promete revelar, em delação premiada, o que viu, ouviu e fez nos anos em que compartilhou da intimidade do ex-presidente e revelar o enriquecimento de Lulinha.
A revista VEJA desta semana traz detalhes sobre a forte relação que existe entre Léo Pinheiro e o ex-presidente Lula. O portal da revista afirma que Léo e Lula são bons amigos. Mais do que por amizade, eles se uniram por interesses comuns. Léo era operador da empreiteira OAS em Brasília. Lula era presidente do Brasil e operado pela OAS. Na linguagem dos arranjos de poder baseados na troca de favores, operar significa, em bom português, comprar. Agora operador e operado enfrentam circunstâncias amargas. O operador esteve há até pouco tempo preso em uma penitenciária em Curitiba. Em prisão domiciliar, continua enterrado até o pescoço em suspeitas de crimes que podem levá-lo a cumprir pena de dezenas de anos de reclusão. O operado está assustado, mas em liberdade. Em breve, Léo, o operador, vai relatar ao Ministério Público Federal os detalhes de sua simbiótica convivência com Lula, o operado. Agora o ganho de um significará a ruína do outro. Léo quer se valer da lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a delação premiada, para reduzir drasticamente sua pena em troca de informações sobre a participação de Lula no petrolão, o gigantesco esquema de corrupção armado na Petrobras para financiar o PT e outros partidos da base aliada do governo.
Ainda na chamada da reportagem de VEJA desta semana, por meio do mecanismo das delações premiadas de donos e altos executivos de empreiteiras, há a revelação de que os procuradores já obtiveram indícios que podem levar à condenação de dois ex-ministros da era lulista, Antônio Palocci e José Dirceu. Delatores premiados relataram operações que põem em dúvida até mesmo a santidade dos recursos doados às campanhas presidenciais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e à de Lula em 2006. As informações prestadas permitiram a procuradores e delegados desenhar com precisão inédita na história judicial brasileira o funcionamento do esquema de sangria de dinheiro da Petrobras com o objetivo de financiar a manutenção do grupo político petista no poder. 
A notícia completa está na revista impressa que começa a circular a partir desta noite de sexta-feira, mas já é possível ver que é nessa teia finamente tecida pelos procuradores da Operação Lava-Jato que Léo e Lula se encontram. Amigo e confidente de Lula, o ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro autorizou seus advogados a negociar com o Ministério Público Federal um acordo de colaboração. As conversas estão em curso e o cardápio sobre a mesa. Com medo de voltar à cadeia, depois de passar seis meses preso em Curitiba, Pinheiro prometeu fornecer provas de que Lula patrocinou o esquema de corrupção na Petrobras, exatamente como afirmara o doleiro Alberto Youssef em depoimento no ano passado. O executivo da OAS se dispôs a explicar como o ex-presidente se beneficiou fartamente da farra do dinheiro público roubado da Petrobras.

Marina Silva: 'Não se sacrifica o destino de uma nação para ganhar uma eleição'

Ex-candidata à Presidência atribuiu atual crise política ao sistema que divide nacos do Estado para satisfazer interesses pessoais
Marina Silva (foto:Ivan Pacheco/Veja.com)
A ex-candidata presidencial Marina Silva disse na noite desta quinta-feira que a crise política, agravada com a ruptura do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governo, é fruto do sistema político no país. "Isso é resultado do que é esse presidencialismo que era de coalizão e que, agora, virou um verdadeiro presidencialismo de confusão", afirmou, após participar de um evento na cidade de São Paulo.
Marina argumenta que, desde 2010, alerta para o problema de se "distribuir pedaços do Estado" para atender a interesses e formar maioria no Congresso Nacional. "A composição do governo, com raras exceções, tanto para a formação dos ministérios quanto para constituir maioria no Congresso não é feita em cima de um programa e, ao não ser feito em cima de um programa, mas da distribuição de pedaços do Estado para atender interesses de grupos ou indivíduos, dá no que está dando agora", complementou.
A ex-presidenciável, ainda filiada ao PSB e no processo de criação de sua Rede Sustentabilidade, voltou a reclamar do processo eleitoral do ano passado e de como Dilma Rousseff venceu com uma proposta de "mentiras". "Não se sacrifica o destino de uma nação para ganhar uma eleição", afirmou. Marina atribui ao uso de mentiras da campanha da sua então adversária o alto número de pessoas que hoje defendem o afastamento da presidente. "As pessoas se elegem com uma promessa e, em seguida, mudam o que prometeram da água para o vinho. É claro que há uma insatisfação da sociedade."
Ela destacou que esse quadro deve ser tomado como lição e que o país deve aprender a exigir plataformas e programas eleitorais claros dos candidatos. "A gente precisa aprender com tudo isso, não se pode ganhar uma eleição para um país como o nosso sem um programa de governo, com um cheque em branco para depois se fazer o que quiser", ponderou.
A ex-senadora também afirmou que não se pode apenas eleger culpados pela corrupção, mas que a questão deve ser tratada pela sociedade. Para ela, o país deve sair da posição de "espectador da democracia" para passar a autor do processo democrático. "Aqui no Brasil está todo mundo feliz de dizer que a culpada pela corrupção é a Dilma. Quando a corrupção virar um problema nosso, criaremos instituições para coibi-la", disse Marina. "Não é sustentável acharmos que a corrupção é o problema de uma pessoa, de um grupo ou de um partido", prosseguiu, ao citar outros políticos que viram alvos de argumentações simplistas como culpados pela existência de corrupção no país, como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Sarney (PMDB).
Marina argumentou que o Brasil só saiu da ditadura quando ela virou um problema de toda a sociedade e não apenas dos militares. "Enquanto a ditadura era um problema apenas dos militares, a coisa era feia."
Lava Jato - Marina repetiu considerar que o Brasil passa por "um momento muito difícil", mas preferiu não falar diretamente sobre sua posição em relação a um eventual pedido de afastamento da presidente. Sobre a Lava Jato, disse que "é preciso dar todo apoio às investigações", que devem ser feitas com autonomia para os trabalhos da Polícia Federal e do Ministério Público, além do Tribunal de Contas da União - em referência ao julgamento das contas do governo Dilma em 2014 e do uso das chamadas pedaladas fiscais. Para Marina, esse é o único caminho para o país sair "do fundo do poço".
"Não é uma questão de instrumentalizar a crise, é como a gente de fato faz para de fato resolvê-la, indo a fundo nas investigações, punindo os culpados e fazendo o necessário para tirar o país do fundo do poço, como estamos, do ponto de vista político, econômico, moral, ético. Esse é o esforço que precisa ser feito, olhando para crise no mérito da crise e não no sentido de qual é a vantagem que tiro dela."

(Do portal de VEJA, com Estadão Conteúdo)

domingo, 19 de julho de 2015

Acreditando na própria mentira

                                                    Landisvalth Lima
Em outros tempos disse aqui neste blogue que muitos políticos mentiam. Nada de incomum. Está aí o PT que não me deixa mentir. Quantas vezes vi Lula chorando, prometendo colocar este país nos trilhos. Nunca mais retornaríamos a um país onde a inflação, o desemprego, a corrupção, a ignorância, o preconceito e outras desgraças nos colocassem na parede. Fomos enganados por oito anos com medidas sociais paliativas e justas, mas sem o caráter duradouro. Em duas eleições, Lula disputou prévias dentro do PT, até tirar Dilma do bolso do colete. Empurrou um poste na garganta do povo brasileiro e agora quer pousar de vítima. Mente ao dizer que está sendo traído para salvar a própria alma. Dizem que entrou em depressão por acreditar em sua própria mentira.
Durante toda minha trajetória política, elegi meus antagonistas: ACM, Jader Barbalho, Fernando Collor de Melo, José Sarney, Renan Calheiros. Acreditei plenamente na esquerda, do PCdoB ao PT. Os homens que salvariam o país: Lula, José Dirceu, Leonel Brizola, Mário Covas, Tancredo Neves, Florestan Fernandes. Os primeiros estão saqueando o país com Lula e Dirceu, exceto ACM que já faleceu. Dos outrora salvadores, todos morreram e marcaram a história como estadistas. Dos vivos, Lula e Dirceu, respondem por seus crimes e pregam a necessidade de alianças para manter a governabilidade. Mentira. Querem dinheiro e a manutenção do poder. É só olhar para a situação econômica do Lulinha, o filho do Lula. Em quinze anos já figura como um membro da classe A, e nem mesmo professor de Português era.
Lamentável é a situação de José Dirceu. Em relato da revista IstoÉ esta semana, Dirceu confidenciou a interlocutores que não suportaria um retorno à cadeia. Quer ajuda para evitar um novo infortúnio. Caso contrário, não responderá por si. É mais uma mentira. Está jogando para tentar enganar mais uma vez. Mas, se ele cumprir o que insinua em seus recados, o que resta ainda de PT vai pelo ralo. Pessoas que estiveram com ele nas últimas semanas garantem que aquele “guerreiro” da esquerda, de punhos cerrados erguidos, realmente sucumbiu ao medo. Enquanto Mandela passou 27 anos preso para mudar a África do Sul, o nosso “guerreiro” não consegue mais que 1 ano na prisão, nesse caso, para mudar a sua vida econômica e financeira, depois de participar do maior esquema de corrupção da história da república mundial. Uns 27 anos de cadeia é pouco, mas ele deve achar que estava fazendo política para melhorar o Brasil. Mentira.
Gama Neves
E por falar em mentira, o vice-prefeito Gama Neves não consegue fazer um mea-culpa e admitir que fez uma jogada que beira o idiotismo ao abandonar o barco do prefeito Ildinho no meio do mandato. Conversei com ele no São Pedro e mantém a mesma ladainha: foi expulso do grupo, queria votar em Ana Dalva para reeleição da Câmara e não teve nada a ver com o voto de Valdelício a favor de Giomar Evangelista. Portanto foi um acordo de Valdelício com Giomar. Ele não teve nenhuma participação. Essa ele não só mentiu como acredita na própria mentira. Mas uma verdade ele disse: Aroaldo Barbosa não estava presente na reunião das oposições na fazenda de Celso Oliveira. Só Adilson e Adelson participaram.
Suplementação
Os vereadores da oposição preparam um banquete de vinganças contra o prefeito Ildinho. Sabe-se que, com a quantidade de obras pela cidade, será impossível trabalhar com uma suplementação de apenas 20% do Orçamento. Estão contando nos dedos os dias até que o prefeito envie o projeto de pedido suplementar de verba. Valdelício prepara sua vingança e Giomar já tem o discurso pronto. Enquanto isso, Gama Neves bate palma e diz que não tem nada a ver com isso. Todos querem ver o prefeito com o pires na mão ou com as mãos amarradas. E se disserem que vão fazer isso pensando no futuro de Heliópolis, estão mentindo. Pensam em 2016. Querem o Poder. Para eles, quanto pior, melhor.
Candidaturas 
Gama Neves joga para ser o candidato dos Pardais. Sabe que será difícil não ser Mendonça. A questão é saber se Gama Neves aceita ser o vice de Mendonça. Será sim se Mendonça for imbatível. Para perder, Gama pode até ficar em casa. Certo é que ele fará tudo para se vingar de Ildinho, mesmo sem admitir isso. Este espírito de vingança é que mela a política. A oposição tem uma chapa muito boa na mão, mas não vê. Nos bares, nas feiras, nas rodas de conversa, os nomes mais citados são de Giomar Evangelista na cabeça e Doriedson na vice. Uma chapa nova, de nomes descompromissados com a velha política. Ildinho não diz, mas acha que a política será dura com estes dois. Os partidários do prefeito dizem que ainda bem que eles não ouvem o que as ruas dizem.