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domingo, 11 de outubro de 2015

Mulher transa com 32 homens para vingar traição

Com o título A volta por cima depois da traição, a repórter Débora Crivellaro publica esta semana na revista ISTOÉ um cardápio de traições programadas por mulheres que foram traídas pelos maridos. Incentivadas pelo testemunho de Isabel Dias, que se relacionou com mais de trinta homens para vingar anos de infidelidade no casamento, mulheres partilham histórias de espanto, dor e recomeço. “Não há no céu fúria comparável ao amor transformado em ódio, nem há no inferno ferocidade como a de uma mulher desprezada”. A frase pinçada da obra do poeta e dramaturgo inglês William Congreve (1670-1729) ajuda a explicar como a plácida Isabel Dias se transformou no vulcão Estela Andrade. Uma ligação anônima a informou que o marido tinha um caso. A dona de casa tentou relevar a infidelidade, reconfortada que estava nas três décadas de casamento estável. Mas nunca mais conseguiu dormir de olhos fechados. E, com um pouco de apuração, descobriu que o pai de seus filhos mantinha quatro amantes. Quatro anos depois de ter descoberto a primeira infidelidade, a administradora, ruidosamente, decidiu se separar. Do marido, da família, da cidade, do círculo social, do conforto financeiro. Mudou-se para São Paulo e, após meses de intensa dor, se aventurou nos sites de relacionamento. “Eu não podia me esconder embaixo da cama”, diz. Isabel não sabe em que momento seu projeto de vingança entrou em ação: iria se relacionar com 32 homens, um para cada ano de casamento. Justamente ela, que até se separar só tinha feito sexo com o marido. 
Lá pelo quarto parceiro sexual a revanche da administradora paulista foi arrefecendo e dando lugar à adrenalina pelo próximo encontro. Findo o “Projeto 32”, cerca de um ano depois, Isabel já não precisava mais de Estela. “Todas as experiências que tive para viver eu vivi”, afirma, convicta. Sua autoestima havia sido reconquistada e a vida de dona de casa no interior era apenas uma lembrança que ela não queria resgatar. Como sempre teve o hábito de escrever, registrou suas aventuras sexuais num diário, que depois se transformou num blog. Não demorou para que sua história se transformasse em livro e, mais do isso, estimulasse outras mulheres a expurgar a dor da traição – ela já recebeu dezenas de testemunhos em sua página. “32, um homem para cada ano que passei com você” (Ed. Boa Prosa) foi lançado com quatro capas, com previsão de mais 28. Nelas, uma mulher nua ajeita o cabelo em frente ao espelho do banheiro, numa explícita inspiração da famosa foto de Simone de Beauvoir, tirada no banheiro de seu amante, Nelson Algren, em 1950, por um amigo dele, o fotógrafo Art Shay. As modelos da capa, todas com mais de 40 anos, também foram traídas por seus companheiros. Algumas, como Isabel, tentaram revidar. Outras ainda se debatem em intenso sofrimento, acuadas entre a dúvida e a incredulidade. O fato é que o gesto incomum, acompanhado da corajosa exposição, tem feito da administradora paulista uma fonte de estímulo para muitas mulheres, num país em que o machismo e o preconceito com as pessoas mais velhas ainda reinam. “Minha história não precisa ser exemplo para ninguém, mas me sinto muito mais senhora do meu corpo e do meu desejo hoje”, diz ela, que tem feito palestras motivacionais para grupos de terceira idade, principalmente mulheres, e já rascunha um segundo livro, que deve navegar nas águas da autoajuda. Há ainda na reportagem da ISTOÉ vários depoimentos da construção de outras vinganças. Para ler a reportagem completa, dê um clique aqui.