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terça-feira, 9 de junho de 2015

Magistério de Sergipe continua greve e faz ato em frente ao Tribunal de Justiça

                       Caroline Santos - da Rede Estadual/Sintese
Movimento dos professores do estado de Sergipe continua forte
Os professores da rede estadual decidiram em assembleia nesta terça, 09, continuar a greve, a ocupação no Palácio de Despachos e realizam nesta quarta, dia 10, a partir das 8h ato em frente ao Tribunal de Justiça.  Na quinta-feira, 11, os educadores realizam nova assembleia a partir das 15h no Instituto Histórico e Geográfico.
A escolha do órgão máximo da justiça estadual se dá pelo fato de que nesse mesmo dia será votado pelo pleno do Tribunal de Justiça, o agravo instrumental impetrado pelo SINTESE que contesta a decisão de desembargador José dos Anjos sobre a ilegalidade da greve. “Esperamos que seja feita a justiça com aqueles que estão todos os dias no chão das escolas públicas da rede estadual contribuindo para a formação dos cidadãos sergipanos”, disse a vice-presidenta Ivonete Cruz.
“Todos os dias em sala de aula nós ensinamos a nossos alunos a não abrirem mão dos seus direitos e a reivindica-los. Por isso não voltaremos até que o governo compreenda que precisa respeitar a luta dos professores e garantir o direito do magistério da rede estadual seja garantido”, enfatizou a presidenta Ângela Maria de Melo.
A fala da presidenta do SINTESE demonstra a indignação e revolta dos professores com a falta de propostas do governo estadual não só com relação ao reajuste do piso para 2015 (na ordem de 13,01%), mas também com relação aos demais pontos da pauta (gestão democrática, alimentação e transporte escolar de qualidade, não entrega das escolas de ensino fundamental aos prefeitos, reforma das unidades de ensino, garantia do pagamento da interiorização, combate a violência nas escolas, formação continuada, entre outros).
Audiência com desembargador
A nova rodada da audiência de conciliação realizada no Tribunal de Justiça na tarde da segunda-feira, 08, frustrou mais uma vez a categoria. Os secretários de estado da Educação (Jorge Carvalho) e da Fazenda (Jefferson Passos) só voltaram a repetir a argumentação de que a Lei de Responsabilidade Fiscal e a falta de recursos inviabilizam o pagamento do reajuste. “A lei de responsabilidade fiscal em nenhum artigo impede o reajuste dos professores, inclusive o artigo 22 garante que categorias que têm reajustes estabelecidos por lei possam recebe-los, o que é o caso do magistério após a lei do piso. Por isso os professores não aceitam essa falta de proposta”, aponta Roberto Silva dos Santos, diretor do Departamento de Assuntos da Base Estadual.
Ato dos estudantes 
Enquanto ocorria a assembleia dos professores, os estudantes realizaram ato em frente ao teatro Tobias Barreto e em caminhada pela avenida Adélia Franco se juntaram aos educadores em direção a Secretaria de Estado da Educação. “Os estudantes compreendem que essa é uma luta também é nossa e estamos ao lado dos professores, pois eles merecem ser respeitados e valorizados”, disse Jan Victor, presidente da União Sergipana dos Estudantes Secundaristas. “Não merecemos ter que fazer cotinha se quisermos beber água com qualidade ou pagar pelas fotocópias de nossas provas e apostilas. Nós merecemos uma escola de qualidade, com material didático e instalações adequadas”, disse a estudante do Colégio Estadual Costa e Silva, Larissa Alves. Os estudantes realizam mais um ato nesta quarta, 10. A concentração será no calçadão da rua São Cristóvão em frente a Big Bolo.