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terça-feira, 7 de abril de 2015

Bahia: terra-mãe da Pátria Educadora


A Pátria Educadora é madrasta da educação
Eu não sei como ainda não virou um escândalo nacional, mas é fato que o Estado da Bahia já vem enfrentando problemas financeiros há muito tempo. Também não sei como tanta grana é gasta com propaganda, afirmando que o superávit das contas do governo estadual andou em torno do 1 bilhão de reais. Dá a impressão que o governo do PT está escondendo um rombo que já é visível a olho nu. O governador Rui Costa vai inaugurando obras que deveriam ter sido inauguradas o ano passado, fingindo que o estado está bem. Não será surpresa em breve o anúncio da quebradeira geral.
E só atentar para o que está ocorrendo com o Colégio Estadual José Dantas de Souza. Já estamos em abril, um mês após o início das aulas, e ainda não há merenda escolar. Por falta de pagamento, o telefone da escola foi cortado. Ninguém confirma, mas há atrasos também no pagamento da água e da energia. Parece que o superávit foi adquirido com a suspensão de vários pagamentos. Será que o objetivo seria usar a economia para passar a ideia da eficiência do governo, escondendo sua incompetência? Se foi isso, o tiro está saindo pela culatra. Até porque não se pode explicar como um estado tão superavitário não consegue dar sequer um aumento para corrigir os salários de uma inflação galopante. Os 13,01% dos professores parece que não vão sair e a greve será o único recurso. Para evitar isso, haverá 3 dias de paralisação (15,16 e 17 de abril). Rui Costa, até aqui, não se manifestou. Deve já ter esquecido os 115 dias de greve de outrora.
Hoje, o Bahia Notícias traz a paralisação das universidades estaduais na Terra-mãe da nossa Pátria Educadora. Nesta quarta-feira (8) fazem ato público em frente à Secretaria de Educação do Estado, Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, em reivindicação por mais aumento do repasse orçamentário do estado. Professores, estudantes e técnicos da Uneb (Universidade do Estado da Bahia), Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana), Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste Baiano) e Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) lutam para que o ensino superior do estado não perca qualidade. Entre os itens de reivindicação estão a ampliação do quadro de vagas e desvinculação das classes, respeito aos direitos trabalhistas dos docentes e aumento dos incentivos do Estatuto do Magistério Superior. Dos seis itens da pauta, cinco estão diretamente relacionados à reivindicação por maior repasse orçamentário do estado. Desde 2011, os professores reivindicam pelo menos 7% da Receita Líquida de Impostos para suprir as demandas de ensino, pesquisa e extensão.
Além das demandas na área da educação, a saúde vai mal, obrigado. O jornal Correio noticiou que o Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana, informou nesta terça-feira (7) que pode suspender o funcionalmente pleno a qualquer momento e tem estoques que podem durar apenas até a sexta-feira (10) por conta da falta de repasses de quatro faturas do Governo do Estado. Segundo nota da unidade médica, o Estado deve mais de R$ 22 milhões destas faturas - uma do exercício anterior, dezembro de 2014, e as outras referentes aos três primeiros meses de 2015.
Hospital Santa Teresa (foto: Joilson Costa)
Mas não fica só por aí. O Hospital Regional Santa Teresa, de Ribeira do Pombal, motivo de muita briga no horário eleitoral entre PT e DEM, está com atendimento limitado. Fala-se em falta de repasse do governo estadual deste outubro do ano passado. O hospital está na UTI financeira e a Fundação que administra a instituição já não tem mais reservas para manter o atendimento. A direção do Santa Teresa não quer se manifestar, mas o burburinho é que a coisa está para lá de caótica. 
Juro que não imaginava que chegássemos a um ponto desses. O PT está quebrando o Brasil e a Bahia. Os lemas dos governos são meras peças de propaganda. A Terra-mãe do Brasil mata seu povo cortando verbas da saúde. Também deixa o seu povo sem educação de qualidade, até chegando ao ponto de não pagar conta de telefone. E não preciso aqui dizer o que Dilma, a presidente Coração Valente, está fazendo com os programas educacionais lançados pelo próprio governo. É uma tristeza. Se isso fosse feito pela tão malfadada elite brasileira, era fatídico dizer que sempre fizeram tal e nunca valorizaram mesmo o povo. Mas são supostos trabalhadores ou defensores da classe que estão pisando literalmente na cabeça dos seus companheiros. Vão sair do governo um dia sem ter feito as revoluções na educação e na saúde tão esperadas pelo povo sofrido deste país. Hoje são apenas meros políticos disputando mandatos ou tentando se equilibrar na corda bamba, anunciando obras de fachada recheadas de superfaturamento para financiar o pragmatismo governamental do momento. Nossa Terra-mãe tem uma política madrasta e a Pátria Educadora lesa o interesse da nação ao praticar cortes drásticos em setores fundamentais, como o da educação, com a desculpa de cobrir rombos protagonizados pelos próprios companheiros no poder.