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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Professores pagam recuperação de escola

Na pátria da educação de Dilma Rousseff, a prioridade está apenas no papel. A prática é um verdadeiro faz-de-conta.
A prefeitura de Cascavel não fez sua parte
No Paraná, professores financiam a recuperação de uma escola. A escola municipal atende os alunos em tempo integral em Cascavel (PR). O ano letivo está prestes a começar e a maior preocupação dos servidores e da comunidade é com a reforma da instituição que não foi realizada. “Como que os professores vão receber os alunos na segunda-feira se a escola está em condições de abandono. Nenhuma reforma foi realizada para dar qualidade no ensino dos alunos”, explica o presidente da associação de moradores do Bairro Morumbi, Valdir Brizola.
As paredes estão descascando. A pintura urgente é uma necessidade. O forro está caindo. No refeitório, algumas partes estão apodrecendo com a infiltração. As grades estão enferrujadas. No chão, mais problemas, em algumas salas a madeira já não existe. No pátio o mato toma conta do ambiente. O parque de diversões também está em condições críticas. A única quadra esportiva da estrutura é descoberta, ou seja, não protege os alunos da chuva, além disso, ela está abandonada, o mato toma conta do local. “Precisava de uma reforma urgente, pois não há condições. Está em situação de abandono”, explica Valdir.
O complexo tem nove blocos e mais de 30 salas de aula. Para limpar todo o prédio a prefeitura disponibiliza apenas três zeladoras. “Vamos aos poucos, fazendo o trabalho devagar. Os profissionais não medem esforços para dar a melhor qualidade aos alunos, no entanto precisamos de uma reforma”, explica a diretora Simonete Doneda. Para tentar amenizar um pouco dos problemas, os próprios pais e professores trabalham para reformar o que podem. Andréia leciona na escola há quatro anos. Ela é moradora do Bairro Morumbi e conta que tirou dinheiro do bolso para reformar a sala que vai dar aula. “Meus irmãos e meu pai me ajudaram a lixar, limpar e vamos pintar a sala amanhã. Troquei a fechadura e comprei as ferramentas e a tinta com meu dinheiro, pois não tenho como receber os alunos em uma estrutura precária”, afirma Andreia Borges.
São mais de 220 alunos atendidos na instituição. A necessidade de melhorar a estrutura é evidente, mas segundo a Secretaria de Educação, o investimento não será feito, pois uma nova escola deve ser construída nos próximos anos. “Eles disseram que em dois, três anos, será construída uma nova escola, por isso não vão reformar esta estrutura aqui, pois não há porque investir se terá outra”, explica a diretora.
A prefeitura enviou uma empresa terceirizada para roçar o mato alto, mas os servidores mal começaram a trabalhar e já estavam cansados, por isso decidiram descansar embaixo da sombra. Uma empresa de Toledo, responsável pela troca da parte elétrica no refeitório, começou o serviço, mas o trabalho porco foi abandonado. “É uma vergonha e indignante ver os pais e professores tirar dinheiro do bolso para investir em uma estrutura que é pública. Esses dias os empresários do bairro disseram que não vão doar nada para ajudar, pois já pagam valores altos de impostos, mas na educação não estão sendo investidos estes recursos”, finaliza Valdir.

Informações do UOL.