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2º dia da 1ª Fecultarte teve dança, vídeo e teatro

A 2ª noite da 1ª Fecultarte foi dominada pela dança e pelo teatro (foto: Landisvalth Lima) O Colégio Estadual José Dantas de Souza – C...

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Programa Eleitoral Eduardo Campos e Marina Silva

Marina Silva e sua hora

                          Por FERNANDO DE BARROS E SILVA – do portal da revista PIAUÍ
Marina Silva nunca esteve tão perto da Presidência da República
Marina Silva jamais esteve tão próxima da Presidência. No mundinho da política esse sentimento se espalhou por toda parte nas últimas 48 horas, em graus variados, entre adeptos e adversários da possível candidata.
Sim, Eduardo Campos ainda não foi enterrado; sim, Marina não assumirá a candidatura antes do funeral; sim, o PSB, partido que a hospeda, é um saco de gatos magros sem nenhuma liderança forte e ainda não decidiu oficialmente que rumo tomar.
Ninguém mais, no entanto, nem no PT nem no PSDB, cogita seriamente a hipótese de ver Marina fora da disputa. A carta do irmão de Campos reiterando a vontade da família de que a vice substitua o candidato morto praticamente encerra a questão.
A repórter Daniela Pinheiro, da piauí, tem a informação de que Marina quer Renata Campos, a viúva, como candidata a vice-presidente. Considera que ela, auditora do Tribunal de Contas de Pernambuco, gosta de política e entende de administração pública. Sua candidatura seria também uma maneira de homenagear o marido e manter viva a imagem da família na própria chapa presidencial. Seria, sobretudo, um tremendo lance de marketing.
As resistências no PSB a Marina, tão repisadas nos bastidores da pequena política nas últimas horas, tendem a se diluir diante da perspectiva, agora real, de chegar ao comando do país. Ou seja, até em nome do oportunismo político os velhos socialistas brasileiros caminham para os braços da líder ambientalista, ainda que alguns deles tenham horror a ela.
Sem Marina, Dilma muito provavelmente venceria a eleição no primeiro turno. Aécio Neves, por sua vez, vive uma situação paradoxal: precisa de Marina no páreo para manter viva a expectativa de que haja segundo turno; ao mesmo tempo, corre o risco - a essa altura muito grande - de ser ultrapassado pela representante da terceira via e ficar fora do palco da grande final.
O histórico das candidaturas sugere isso. Marina figurou pela última vez numa pesquisa do Datafolha como possível candidata do PSB em abril deste ano (só em maio o partido viria ratificar o nome de Campos na cabeça da chapa). Ela tinha, então, 27% das intenções de voto (marca que Aécio jamais alcançou). Dilma estava com 39% (praticamente no mesmo patamar em que se encontra hoje). Aécio somava 16%.
Na próxima segunda-feira, a Folha divulga o resultado de uma nova pesquisa com Marina de volta à cédula. A apreensão entre os petistas é imensa. “Sacanagem fazer a pesquisa nesse momento”, me disse um deles ontem à noite. “Ninguém da elite, em sã consciência, a quer como presidente. Querem usá-la para manter Aécio vivo, mas é uma manobra arriscada”, acrescentou.
Na avaliação desse petista, Marina será ungida candidata assim que o caixão de Campos descer à terra. Haverá, num primeiro momento, uma pantomima para encenar a unidade do partido. Os problemas e as brigas virão logo nos dias seguintes: quem vai mandar na campanha? Qual será o discurso da candidata? Como se comportará diante das alianças regionais com petistas e tucanos feitas por Campos à sua revelia?
Muita gente parece ter descoberto que Eduardo Campos era seu candidato agora que ele morreu. Boa parte disso se deve às circunstâncias trágicas de seu fim e à comoção que tomou conta do país. Mas, além disso, parece que a morte de Campos trouxe à tona o desejo latente de mudança que fermenta há meses de forma difusa na sociedade. Até então nenhum candidato - nem Aécio nem Campos - tinha sido capaz de galvanizar esse sentimento de insatisfação, que não é necessariamente contra o governo (embora também o seja), mas, também, contra o sistema político. A deterioração do quadro econômico, embora lenta, só tende a engrossar o coro dos descontentes.
Marina parece ser o personagem ideal para o momento. Basta lembrar que, ao contrário da quase totalidade dos políticos, ela se beneficiou das revoltas de junho de 2013. No início daquele mês, quando o movimento ainda era gestado, Marina aparecia no Datafolha com 16% das intenções de voto; Dilma tinha 51%. Dois meses depois, em agosto, Marina tinha saltado para 26%, enquanto Dilma caía para 35%. A virtual candidata entrava em sintonia com o recado das ruas.
Renovação da política e aversão à política se confundem na figura de Marina. Sua fala a todo instante descamba para o registro messiânico, ao mesmo tempo em que ela preserva sua postura ponderada e dá sempre a impressão de ser uma pessoa extremamente racional. Há algo de genuinamente monástico em sua figura que contrasta com o bordel da política brasileira. Como ela vai governar, se chegar lá, talvez nem o Senhor saiba explicar.
Em 2010, Marina era uma candidata mambembe, com pouco tempo de TV e quase nenhuma estrutura partidária. Obteve quase 20 milhões de votos, surpreendendo a todos. Dois anos depois, nas eleições municipais, pressionada a sair candidata para aproveitar o cacife eleitoral acumulado, se recusou a fazê-lo. Foi além, retirando-se da disputa sem apoiar ninguém. Parecia um fim.
Quando eclodiram as revoltas de junho o nome de Marina andava esquecido. Praticamente ninguém a mencionava como peça importante do xadrez da sucessão. Em poucas semanas, ela ressuscitou nas ruas, quase à revelia de si mesma.
Logo adiante, voltou a afundar quando a Justiça Eleitoral negou o registro da sua Rede. A mão pesada do PT atuou para inviabilizar a provável candidatura presidencial da ex-ministra de Lula, sabemos disso. Mas o episódio também deixava patente a inabilidade (ou incompetência) de Marina para lidar com as contingências do mundo prático. Fora incapaz, apesar de todo o respaldo popular, de obter assinaturas ao longo de meses para criar seu partido. Isso enquanto outras legendas muito menos representativas ou francamente negocistas recebiam sua certidão de nascimento e ingressavam no circo da democracia institucional.
Em menos de 48 horas, no entanto, Marina virou o jogo novamente, aliando-se a Eduardo Campos, no que ficou conhecido como o "casamento do ano”.
Nos últimos meses, muita gente na cúpula do PSB acusava Marina de jogar apenas para si mesma e fazer pouco esforço pela candidatura de Campos. A família de Eduardo, porém, a tinha e a tem em alta consideração. Seja como for, o fato é que Marina ainda não havia transferido sua popularidade ao ex-governador de Pernambuco. Parecia, mais uma vez, devolvida à condição de coadjuvante numa chapa com algum potencial de crescimento, mas na qual mais ninguém apostava suas fichas. Isso tudo até a manhã dessa quarta-feira, dia 13 de agosto.
A campanha eleitoral está praticamente recomeçando, a 50 dias do primeiro turno, sob forte componente emocional. A tragédia de Campos o transforma num mártir. Marina Silva, por sua vez, tem certeza de que é uma predestinada. Como milhões de pessoas, crê nos desígnios de Deus. Só saberemos o final do filme em outubro. Mas para quem acredita em destino este é um enredo e tanto.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Marina Silva deve ser anunciada como substituta de Eduardo Campos

PSB iniciou conversas para convencer a ex-senadora a entrar na disputa. Campanhas de Dilma e Aécio já estudam novo discurso com Marina na corrida. Irmão de Eduardo Campos quer Marina na liderança da Chapa
Silvio Navarro e Talita Fernandes – do portal da revista VEJA
Eduardo Campos ao lado da ex-ministra Marina Silva em 2013, em Brasília 
(foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Um dia depois da trágica morte do candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, a classe política ainda vive o luto, mas os comandos das campanhas da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) e do tucano Aécio Neves já estão prontos para a entrada da ex-senadora Marina Silva na disputa eleitoral. O PSB também.
Tanto a campanha petista quanto a tucana aguardam a divulgação do resultado da pesquisa do instituto Datafolha, que vai a campo nesta quinta-feira e sexta-feira, já com o nome de Marina na lista de candidatos. Nos dois lados, a expectativa é que Marina tenha desempenho bem acima do patamar de 8 ou 9% que Campos alcançava – e que a entrada dela embole a corrida. Petistas e tucanos também avaliam que se Marina embarcar na disputa terão de reformular boa parte da linha dos programas de televisão. Por enquanto, ambos gravaram apenas as primeiras inserções – no caso de Aécio, ainda direcionadas a apresentá-lo ao eleitor; no caso de Dilma, exibir imagens de obras e programas do governo federal.
Segundo aliados que a acompanham desde que recebeu a notícia de que o jato de Campos caiu no litoral de São Paulo, Marina permanece fortemente abalada. O deputado Walter Feldman, um dos seus conselheiros e responsável pela delicada interlocução entre o PSB e os “marineiros” da Rede Sustentabilidade, diz que Marina passou a noite em claro e só adormeceu nas primeiras horas desta quinta. Segundo Feldman, a ex-senadora permanecerá em São Paulo com a família até que o trabalho de identificação dos corpos, que está sendo conduzido pelo Instituto Médico Legal (IML), seja concluído. Na sequência, ela viajará para Recife para acompanhar o velório e o enterro. Nos raros diálogos que teve desde a noite de ontem, Marina só manifestou preocupação com a família de Campos, com quem mantém ótima relação – ela costuma chamar os filhos do ex-governador pelos apelidos de família, por exemplo.
Pelas regras da Justiça Eleitoral, o PSB tem dez dias para indicar um novo candidato. Marina já avisou o partido que não se posicionará até que o corpo de Campos seja enterrado. Segundo lideranças do PSB, a sigla vai aguardá-la e, nas palavras de um dirigente, avalia sua entrada na disputa como “o caminho natural”. Entre os coordenadores da campanha Campos-Marina, esse “caminho” ficou claro já nas primeira linhas da nota redigida pela coligação após a morte do ex-governador de Pernambuco: "Não vamos desistir do Brasil". Para dirigentes do PSB e do PPS, mais do que um discurso, essas palavras foram um recado claro de que a chapa aguarda por ela. Na manhã desta quinta, líderes do PSB – o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral, o senador Rodrigo Rollemberg (DF), o deputado Beto Albuquerque (RS) e o deputado Júlio Delgado (MG) – conversaram pela primeira vez sobre o futuro, em São Paulo. Oficialmente, eles afirmam que apenas acompanham a identificação dos restos mortais de Campos. Nas próximas horas, terão outras conversas com o presidente do PPS, Roberto Freire, e das demais siglas que compõem a coligação. Os primeiros entendimentos são que o PSB não pretende abrir mão da disputa.
Mas o arranjo não é tão simples. E o principal nó está justamente na Rede Sustentabilidade, ou nos “marineiros”, como os seguidores de Marina gostam de ser chamados. Sem registro na Justiça Eleitoral, a Rede é um quase partido do ponto de vista legal, mas tem militância em diversos Estados do país e forte atuação nas redes sociais – essa era, aliás, umas grandes apostas de Campos na aliança com a ex-senadora. Os “marineiros” sempre deixaram claro que não compactuam com as linhas programáticas do PSB, especialmente com a atuação dos deputados federais da sigla – e a coisa só piora quando o assunto são as posições antagônicas de ambientalistas e do agronegócio. Mais: para socialistas mais antigos, resta o dilema de ter Marina Silva, que nunca representou a sigla de Miguel Arraes, como futura líder.
Como escreveu nesta quinta-feira o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, no jornal Folha de S. Paulo, “tentar apontar eventuais herdeiros para as intenções de voto do pessebista ou imaginar o impacto de sua morte com base em dados antigos seria pura adivinhação”. Marina saiu das urnas em 2010 com capital de quase 20 milhões de votos (quase 20% dos votos válidos na época). Não é pouca coisa. Mas tampouco é certo afirmar que ela largaria com esse mesmo percentual hoje, num cenário eleitoral diferente e com novas questões à mesa – o sofrível desempenho econômico, por exemplo, não era tema central no pleito passado.
A contagem regressiva do calendário eleitoral impõe ao PSB e à própria Marina que a decisão seja tomada nos próximos dias – a campanha na TV começa na terça-feira e é preciso produzir material novo para ser exibido. É pouco tempo para desatar os nós na Rede dos “marineiros”. Mas parte deles podem começar a se afrouxar com as palavras do advogado Antonio Campos, único irmão do ex-governador Eduardo Campos, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo: "Se meu irmão chamou Marina para ser sua vice, com esta atitude ele externou sua vontade. Falo como membro do diretório nacional do PSB, com direito a voto, como o neto mais velho vivo do ex-governador Miguel Arraes e presidente do Instituto Miguel Arraes”. Neste momento, o apoio da família de Campos é o principal trunfo da ala majoritária do PSB que está à espera de Marina.
Em carta, irmão de Campos defende candidatura de Marina
Em resposta, o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse que a direção do partido tomará a decisão “quando julgar oportuno"
Marcela Mattos, de Brasília, e Laryssa Borges, de Recife – portal de VEJA
Antônio Campos, irmão do ex-governador, em Recife 
(foto: Alexandre Gondim/JC Imagem/Folhapress)
Em meio ao silêncio do PSB, o advogado Antônio Campos, único irmão de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na quarta-feira, defendeu nesta quinta-feira que a ex-senadora Marina Silva assuma a candidatura do partido à Presidência da República. Em carta aberta enviada à cúpula da legenda, Antônio afirma que o pedido, além de ser uma “posição pessoal”, representa também “a vontade de Eduardo”. Para Antônio, Marina e um vice ainda a ser escolhido teriam condições de fazer “o debate que o Brasil precisa fazer nesse difícil momento, em busca de dias melhores”. 
“Como filiado ao PSB, membro do Diretório Nacional com direito a voto, neto mais velho vivo de Miguel Arraes, presidente do Instituto Miguel Arraes – IMA e único irmão de Eduardo, que sempre o acompanhou em sua trajetória, externo a minha posição pessoal que Marina Silva deve encabeçar a chapa presidencial da coligação Unidos Pelo Brasil liderada pelo PSB, devendo a coligação, após debate democrático, escolher o seu nome e um vice que una a coligação e some ao debate que o Brasil precisa fazer nesse difícil momento, em busca de dias melhores”, afirma o irmão de Campos. E conclui: “Tenho convicção que essa seria a vontade de Eduardo”.
Com a repentina morte do ex-governador de Pernambuco em um acidente aéreo, o PSB tem um prazo de dez dias para definir a chapa que disputará o Palácio do Planalto. Marina Silva, por enquanto, mantém suspense e afirma que somente irá se manifestar depois do enterro de Eduardo Campos - ainda sem data definida. Partidos adversários e o próprio PSB, no entanto, já trabalham com essa hipótese.
Na carta intitulada “Não vamos desistir”, em referência à declaração de Eduardo Campos em entrevista ao Jornal Nacional (“Não vamos desistir do Brasil”), o irmão Antônio diz que a “perda afetiva do único irmão é imensa, mas é grande a perda do líder Eduardo Campos, político de talento e firmeza de propósitos”. “A nossa família tem mais de 60 anos de lutas políticas em defesa das causas populares e democráticas do Brasil. O meu avô Miguel Arraes foi preso e exilado, não se curvando à ditadura militar. Eduardo Campos continuou o seu legado com firmeza de propósitos, tendo trazido uma nova era de desenvolvimento para Pernambuco”, disse. “Desde 2013 vinha fazendo o debate dos problemas e do momento de crise por que passa o Brasil, querendo fazer uma discussão elevada sobre nosso país. Faleceu em plena campanha presidencial, lutando pelos seus ideais e pelo que acreditava”, afirmou, em carta.
E continuou: “O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e de correr o risco para viver os seus sonhos pessoais e coletivos. Ambos faleceram, no dia 13 de agosto, e serão plantados no mesmo túmulo, no Cemitério de Santo Amaro, em Recife, túmulo simples, onde consta uma lápide com a frase do poeta Carlos Drummond: “ tenho duas mãos e o sentimento do mundo”. Essas sementes de esperança e de resistência devem inspirar uma reflexão sobre o Brasil, nesse momento, para mudar e melhorar esse país, que enfrenta uma grave crise, sendo a principal dela a crise de valores. Não vamos cultivar as cinzas desses dois grandes líderes, mas a chama imortal dos ideais que os motivava”. Na quarta-feira, após passar grande parte do dia na casa da família de Campos, na Zona Norte do Recife, Antônio Campos havia prometido que se manifestaria oficialmente ao PSB em favor da indicação de Marina Silva.
Resposta – Em resposta à pressão por um posicionamento, o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, divulgou nota nesta quarta-feira em que diz que a direção do partido tomará, “quando julgar oportuno, e ao seu exclusivo critério, as decisões pertinentes à condução do processo político-eleitoral”. Amaral disse ainda que o partido está de luto e “recolhe-se, neste momento, cuidando tão somente das homenagens devidas ao líder que partiu”. 
Família - Nesta quinta-feira, políticos e familiares continuaram a homenagear Eduardo Campos com visitas à casa do político, no Recife. A família permanece reclusa e nem a viúva nem os filhos do casal se pronunciaram publicamente. Ainda nesta tarde, por intermédio do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, o ex-presidente Lula, que teve Eduardo Campos como ministro da Ciência e Tecnologia, deve falar por telefone com a viúva do político, Renata. Lula prestou condolências à ministra Ana Arraes, mãe do candidato, nesta quarta.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Sergipe perde Rogério e Pedrinho Valadares

Pedrinho Valadares estava no jatinho do presidenciável Eduardo Campos, que caiu em Santos, e Rogério, que revelou ser Sergipe o país do forró, estava doente em São Paulo.
Pedrinho Valadares (foto: Infonet)

A Infraero divulgou os nomes das pessoas que estavam no jato Cessna 560XL, entre eles, do ex-deputado federal por Sergipe, Pedro Almeida Valadares Neto, o Pedrinho Valadares, que estava assessorando o candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos. A aeronave caiu na cidade de Santos (SP). Na assessoria do PSB em Sergipe, a informação é de que o senador Antônio Carlos Valadares e o filho, o deputado federal Valadares Filho, estão em estado de choque e ainda não conseguem falar sobre a tragédia. O secretário geral do PSB Sergipe, Jorge Rabelo informou no início da tarde desta quarta-feira, 13, que o advogado Pedrinho Valadares era o assessor direto de Eduardo Campos.
O acidente aconteceu na manhã desta quarta-feira, quando Eduardo Campos e assessores saíram do Rio de Janeiro e seguiam para o Guarujá, aonde o presidenciável participaria de uma palestra. Chovia no momento em que o avião arremeteu e depois caiu próximo a uma academia de ginástica. Eduardo Campos, 49, deixa esposa e cinco filhos, entre eles um bebê de sete meses, cujo nome foi dado em homenagem ao avô Miguel Arraes. Pedrinho Valadares deixa esposa, filhos e uma netinha.
Todos as sete pessoas que estavam no avião morreram. Segundo a Aeronáutica, estavam no avião, além de Campos, os assessores Pedro Almeida Valadares Neto e Carlos Augusto Ramos Leal Filho (Percol), o fotógrafo Alexandre Severo Gomes da Silva, o cinegrafista Marcelo de Oliveira Lyra e os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins. A candidata a vice-presidente, Marina Silva, não estava a bordo do avião.
Rogério (foto: Infonet)
Rogério será sepultado em Estância
O corpo do cantor e compositor Rogério será sepultamento na quinta-feira, 14, na cidade de Estância, terra natal do cantor que consagrou Sergipe como o país do forró. As previsões, segundo informações dos familiares, indicam que o corpo do cantor sergipano sairá de São Paulo na noite desta quarta-feira, 13, e será velado inicialmente em Aracaju, em um velatório na rua Itaporanga, no centro da cidade.
A família prepara o velório para ter início logo após o show que homenageará o músico, marcado anteriormente. O show será realizado a partir das 21h desta quarta-feira, 13, no Teatro Atheneu, na capital sergipana. Nesta homenagem, um grupo de artistas sergipanos entoará as canções que mais marcaram a carreira de Pedro Rogério Cardoso Barbosa, que faleceu na madrugada desta quarta-feira, 13, aos 57 anos, em São Paulo, onde estava sendo submetido a tratamento de saúde, cujo estado se agravou devido a complicações hepáticas.
De acordo com informações do sobrinho do cantor, David Calazans, o corpo seguirá para Estância na manhã da quinta-feira, 14, onde o público poderá prestar as últimas homenagens ao cantor no velatório, no centro da cidade. Posteriormente, o corpo será sepultado no cemitério local, em horário ainda a ser definido. 
Informações do portal INFONET.

Sem Eduardo Campos, empobrecemos todos

                                                 do blog de MATHEUS PICHONELLI
Eduardo Campos em campanha na Bahia
“Não se pode mais fazer política como se fazia no século passado”. Observado agora, o último post no Twitter sobre a última entrevista de Eduardo Campos (PSB) serve como uma espécie de prelúdio da carreira política do ex-governador de Pernambuco, morto nesta quarta-feira, 13 de agosto, em um acidente aéreo em Santos, no litoral paulista. Muitos dos eleitores o haviam conhecido na véspera, durante a aguardada entrevista ao Jornal Nacional.
Em sua curta campanha, Campos tentou exprimir, e assumir para si, o desafio de propor soluções novas para impasses que não são apenas do século passado, mas do retrasado. Impasses de um país que não decretou, na prática, o fim da escravidão nem das soluções autoritárias de regimes autoritários. Um país que negociou com o velho todas as saídas em direção ao novo.
Ao lado de Marina Silva, Campos se colocou como porta-voz dessa ansiedade, o que sempre foi para ele uma missão ingrata: como servir de ponte para o novo se o ponto de partida era o denominado “velho”? Filho e neto de políticos, ex-ministro de Lula e ex-aliado do governo contra o qual se rebelara, ele teria pouco mais de dois meses para dar aos eleitores, e talvez a ele mesmo, uma resposta convincente. Esse tempo, desgraçadamente, esgotou-se nesta manhã. Mas a questão, levantada em sua entrevista ao JN, segue em aberto: como fazer política hoje com tantas amarras nos séculos passados?
A morte do candidato dá contornos trágicos a uma campanha que parecia definida. É cedo, além de inadequado, fazer qualquer previsão política em um momento de luto e solidariedade, mas um ponto é possível destacar: sem ele na disputa, a campanha se empobrece. Candidatos, jornalistas, eleitores. Ficamos todos empobrecidos nesta manhã.
Juntos, Campos e Marina teriam a oportunidade de se colocar como alternativa a um embate político polarizado há 20 anos entre PT e PSDB. Era deles a missão de sacudir essa polaridade com os questionamentos certos. O debate era necessário, ainda que não apresentasse as respostas definitivas. Não era tarefa fácil. Ficou ainda mais difícil.
Apressados, analistas políticos se engalfinharão nos próximos dias para dizer que, passada a tristeza, a vida pedirá passagem, sem tempo para o luto ser absorvido. É possível. Marina Silva será a candidata. Politicamente, dirão que ela começa a campanha com um espólio de 20 milhões de votos obtidos por ela em 2010. A estratégia de transferência de votos foi encurtada pelo destino, dirão os especialistas. E caberá a ela ampliar esse espólio.
A análise faz sentido politicamente, mas na prática a teoria é outra. Todas as perguntas que se seguem a uma tragédia desta magnitude pertencem à dimensão humana, e não apenas política. Marina Silva será agora a candidata a presidente pelo PSB. Mas como? Com que rosto? Com que forças? Com que ânimo? Se há algo em comum nos cartazes e vídeos de campanha é o sorriso dos candidatos. Só que nunca, como agora, a alegria ficou tão fora do tom. Como fazer campanha, então?
Campos foi um governador popular, querido em Pernambuco e tinha tudo para conquistar uma fatia do eleitorado nacional. Tinha carisma, boas ideias e currículo. Basta lembrar que ele deixou como legado um Estado melhor do que aquele que recebeu. A comoção por sua morte fará dele uma figura simbólica a exemplo do avô, Miguel Arraes, cujo projeto político fora interrompido pelos militares após o golpe de 1964. O neto tinha como missão resgatar esse país interrompido. Morreu no mesmo dia da morte do avô.
Enquanto esteve em campanha, o slogan de Campos pedia mudanças. Mais precisamente, pedia coragem para mudar. Era uma arma política. Hoje virou um prelúdio. E um desafio a quem se propor, a partir de agora, a assumir, mais que um discurso, uma missão. Uma missão que, em suas últimas palavras, eram resumidas como o “sonho de um Brasil melhor”.

Eduardo Campos morre em queda de avião em Santos

      Aeronáutica confirma morte de Campos e de mais 6 passageiros que estavam no avião.
Eduardo Campos estava em plena campanha
O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, estava na aeronave que caiu em Santos (72 km de São Paulo) na manhã desta quarta-feira (13), segundo informação da agência Reuters. O avião modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, vinha do Rio de Janeiro. A informação foi passada à Reuters por um assessor da campanha do candidato. Segundo a Globo News, a informação também foi confirmada pelo assessor da campanha Carlos Siqueira.
O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) disse que falou com o deputado Márcio França (PSB-SP) por telefone. França confirmou que Eduardo Campos estava na aeronave. Segundo o parlamentar, há pelo menos sete mortos. Na aeronave, além de Campos, estavam alguns assessores, como Carlos Percol.  Ainda segundo França, três pessoas da região atingida pela queda foram encaminhadas a hospitais.
Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, Campos, ex-governador de Pernambuco, tinha compromissos de campanha no litoral paulista nesta quarta. O avião decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e pousaria na Base Aérea de Santos, no Guarujá (86 km de São Paulo). A assessoria da candidata a vice Marina Silva informou que ela não estava na aeronave e a ex-ministra segue agora para Santos.
MARINA
A ex-senadora Marina Silva, candidata a vice na chapa de Campos, estava nesta terça (12) no Rio e embarcaria esta quarta no avião que caiu ao tentar pousar no Guarujá (SP). Na última hora, Marina mudou a rota e decidiu embarcar em um avião de carreira com assessores.
Marina está em sua casa, na cidade de São Paulo, reunida com políticos da Rede e pessoas próximas. Segundo relatos, a ex-senadora está em estado de choque e não vai se pronunciar sobre o episódio.
Políticos e parlamentares aguardavam por Campos no Guarujá, mas ele não apareceu, e nenhum de seus telefones respondia aos chamados. Pela rota do avião, do Rio até o Guarujá, tudo indicava que ele estava entre as vítimas do acidente.
Campos era casado com a economista e auditora licenciada do Tribunal de Contas de Pernambuco Renata Campos, com quem teve cinco filhos –Maria Eduarda, João Henrique, Pedro Henrique, José Henrique e Miguel, que nasceu no começo de 2014. O romance entre Campos e Renata começou ainda na adolescência, quando ele tinha 15 anos e ela, 13, no Recife (PE).
Com informações do UOL e da Rede Globo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Acreditem, o governador está preocupado com as negociatas eleitoreiras de 2014!

Li no Bahia Notícias duas postagens que me deixaram indignado. A primeira, do jornalista Fernando Duarte, mostra quão dissimulado é o nosso governador. As coisas estão acontecendo descaradamente nesta eleição, aos olhos da Justiça e de todos, e ninguém faz nada. E isto não é coisa só desta eleição. O próprio governo faz das suas ao negociar apoio em troca de cargos. Não é segredo para ninguém. O que me deixa espantado é que a coisa está piorando. Como o candidato pupilo de Jaques Wagner está perdendo a eleição, ele agora encontrou o que reclamar. Campo minado para candidatos, o custo da campanha piorou de 2010 para 2014, na opinião do governador do PT. Sem falar diretamente em compra de lideranças, Wagner criticou o rumo das relações para apoio no interior do estado. “Eu nunca vi nada igual ao que estou vendo esse ano. É como se tivesse banalizado que a coisa funciona assim e ponto final. Eu não sei porque não estou na ponta, mas todos os relatos que tenho são esses (compra de lideranças)”, relatou Wagner. Segundo ele, o problema é o “só trabalho por dinheiro”. “Eu estou vendo gente falando que está apertado que eu nunca vi. E estou vendo gente que não teve esse hábito de ter a relação assim que diz: ‘eu vou cair fora’”, completou o governador, citando, inclusive, o exemplo do presidente estadual do PSDB, Sérgio Passos. “Se eu não mudar a máquina eleitoral partidária no Brasil, cada ano sai pior. Está um negócio... Estou falando da relação [faz o gesto referente a dinheiro], ela banalizou”, critica. E chegou a sugerir alteração no calendário eleitoral: “Tem que acabar com esse negócio de dois em dois anos. Eu acho que devia ser cinco, sem direito a reeleição, de vereador a presidente da República”. Ótimo! E porque não fez isso nos oito anos de poder na Bahia? Por que não fez isso nos 12 do PT no poder federal? Agora que o projeto está fadado ao fracasso quer mudar? O Partido dos Trabalhadores é o principal responsável pela desgraça em que estamos vivendo. Foram anos no poder para mudar a história do país e não mudou coisa nenhuma. Nadaram da ponte ligando o nada ao lugar nenhum e agora vão morrer na praia.
A segunda é da jornalista Rebeca Menezes. Diz respeito ao Partido Popular, que sempre foi feudo familiar de Leões e Negromontes. Nada de novo também, mas confirma a reclamação do governador, que, com isso, deve perder espaço para os aliados na eleição proporcional. Fato é que a direção estadual do Partido Progressista (PP) parece ter se inspirado no Dia dos Pais ao definir o apoio dado a candidatos durante a campanha das eleições de 2014. O Bahia Notícias fez um levantamento dos deputados estaduais baianos que disputam, agora, uma vaga em Brasília. Segundo informações da primeira parcial de contas divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), herdeiros de nomes marcantes do PP aparecem com destaque, enquanto outro progressista ficou à míngua. Mário Negromonte Jr. – filho do até recentemente presidente estadual do partido e vice-presidente nacional, Mário Negromonte, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios – e Cacá Leão – filho do atual presidente regional, João Leão – receberam, cada um, R$ 350 mil dos cofres do PP. Já o terceiro, Ronaldo Carletto, não recebeu nada da sigla. De acordo com o TRE-BA, Carletto conseguiu arrecadar, ao todo, R$ 58 mil – montante bem abaixo das doações para os herdeiros progressistas. A discrepância é alta. A soma dos valores aplicados nas campanhas dos “filhos pródigos” representa quase os mesmos R$ 750 mil disponibilizados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para a campanha de Rui Costa ao governo do Estado. Procurado, o presidente estadual do PP, João Leão, não foi localizado para comentar as doações da sigla - segundo a assessoria, estava em campanha como candidato a vice-governador na chapa de Rui Costa (PT). Deve também não saber de nada, o inocente. No levantamento do BN, os deputados estaduais que almejam ir para a Câmara Federal Capitão Tadeu (PSB) – ex-deputado, mas que até bem pouco tempo tinha cadeira na Assembleia -, Paulo Azi (DEM), Elmar Nascimento (DEM), João Carlos Bacelar (PR) e Yulo Oiticica (PT) não receberam apoio financeiro de seus respectivos partidos. Só quem poderá resolver a peleja é o eleitor que desconfiar de campanhas com altas quantias de financiamento. Não pode um candidato gastar 2 milhões para se eleger, quando a soma dos salários de um deputado, sem nenhum desconto, durante os quatro anos é de pouco mais de 1 milhão. Esta conta não fecha. Num país sério, não precisava muito para cassar várias candidaturas.