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Mais duas mortes trágicas em Heliópolis

Mariza Alves sofria de asma Adriano faleceu em acidente A cidade de Heliópolis tem vivido uma das maiores epidemias de mortes de...

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Uma Bahia mísera e decadente

                                                    Landisvalth Lima
Se fizermos um levantamento detalhado dos setores em que a Bahia vem perdendo espaço, caberia uma conclusão inquestionável: estamos em plena decadência. Há uma crise capitalista no ar, sim. Não precisa dizer. Todos estão cansados de saber. As crises em economia são resolvidas por decretos, ajustes, trabalhos governamental e privado. O problema é que estamos vivendo também uma crise de criatividade. Chega a ser bestial o momento em que estamos vivendo. Nunca jamais na história deste estado fomos tão sem noção, tão sem norte! Tão míseros e sem criatividade. E isto requer muito mais que medidas corretoras. Precisamos de um choque cultural.
A primeira coisa que se precisa para corrigir um erro é admiti-lo. A propaganda governamental é combustível para o otimismo. Esse negócio de ficar comparando o agora com o antes é balela. Até minha avó morta sabe que sempre é possível melhorar em alguma coisa, por mais ruim que possa ser o governo. A estrutura que governa a Bahia tem mais de 30 anos. Os vícios são seculares e as virtudes são poucas e centralizadas. Todas as estruturas estão contaminadas pelo continuísmo e pela ideia do se mudar é pior. O lema mais comum é o empurrar com a barriga.
Só para não dizer que estou jogando conversa fora, pergunto: o que mudou na educação da Bahia nos últimos anos? Nada, porque o Ensino Fundamental de 8 para 9 anos foi projeto nacional. Ensino Técnico? É projeto também nacional, não vale. Criação de universidades? Também não vale. É coisa do MEC. Nem mesmo a UNEB cresceu. A Bahia parou na estrutura de governo montada por Antônio Carlos Magalhães e se ancora nos projetos oriundos do governo federal.
E não é só na educação, não. Nosso maior ídolo na música retoma letras de velhos boleros, que estariam bem melhores na voz de Maria Bethânia. O axé gorou nossa criação musical. Não há mais novos Caetanos e Gilbertos. O Pelourinho pede socorro, o teatro está de cuia na mão e a nossa literatura desapareceu da mídia. Os artistas que criam algo novo não conseguem aparecer porque não tem o lepo-lepo. Até na política a oposição é velha. Pasmem que, como saída, querem um neto de ACM, que desenvolve com questionável competência velhos métodos ligados ao aumento de impostos e obras de restauração para turistas.
E no futebol? Precisa dizer mais algo? Precisa revelar que vendemos os nossos Taliscas jovens por bagatelas e compramos ex-craques ultrapassados e com defeitos em várias partes da rebimboca da parafuseta? Neste ponto não devemos nos preocupar. O Flamengo em breve ultrapassará Bahia e Vitória em número de torcedores no nosso estado e teremos o nosso representante global na 1ª divisão. Acho que o melhor é torcer para o Confiança de Sergipe, que agora vai disputar a 3ª divisão! Lá, pelo menos estão melhorando em alguma coisa. Não demora muito e poderemos ter Confiança e Vitória no Lourival Batista, em Aracaju, pelo campeonato brasileiro da 2ª ou 3ª divisão. Alguém duvida?
Por fim, deve aparecer algum otimista de plantão para dizer que eu estou falando mal da Bahia. É que o babaca não leu, não ouviu e nem viu a arte de Gregório de Matos, Padre Vieira, Manoel Botelho, Castro Alves, Frei Itaparica, Pedro Kilkerry, Euclides da Cunha, Jorge Amado, Adonias Filho, Caetano Veloso, João Gilberto, Gal Costa, Maria Bethânia, João Ubaldo Ribeiro, Gerônimo, Caribé, Antônio Torres, Dias Gomes e centenas de tantos outros artistas que, criando o novo ou parodiando o velho, sempre fizeram brilhar a velha face da Bahia. Espero que tudo isso não vire saudade num túnel sem uma nova luz!
Angico grita novamente
Moradores do Angico interditam BA 393 mais uma vez
E o pequeno povoado Angico, município de Fátima-Ba, localizado no km 3 da BA 393, que liga Heliópolis-Ba a Poço Verde-Se, ainda não obteve nenhuma resposta das autoridades. Na semana passada fizeram manifestação pedindo a instalação de quebra-molas no local, após a morte do jovem Adão Nascimento, de apenas 16 anos. Ninguém deu satisfação. Hoje, mais uma vez, interromperam o tráfego na BA 393 no local e aguardam solução para o problema. É a Bahia! Estamos no mês final do ano e ainda não resolvemos os velhos problemas. Será que a solução ficará para depois do próximo carnaval?
Heliópolis ainda sem Orçamento

Ana Dalva: Sessões até o Natal
A Câmara Municipal de Heliópolis não realizou sessão ordinária nesta segunda-feira. O número de vereadores presentes não foi suficiente para iniciar a reunião. Todos os vereadores da oposição, incluindo Valdelício, não apareceram. Alguém precisa avisar aos estrategistas da oposição que a coisa foi mal planejada. Uma coisa é obstrução, outra é ausência. A presidenta da casa, vereadora Ana Dalva, pode descontar dos salários dos edis a ausência. É que não deram nenhuma satisfação e nem apresentaram atestado médico. Também não podem apresentar a interdição da pista no Angico como desculpa porque eles moram do lado de cá. Ninguém entendeu o que quer os opositores. Falavam na apresentação de uma emenda que até o momento não apareceu. E olhem que há dois políticos experientes dividindo o comando: o vereador Mendonça (PCdoB) e o Vice-prefeito Gama Neves (DEM). O blog tentou entrar em contato com o vice-prefeito mas ele desligou o telefone. Já o prefeito Ildinho Fonseca esperava o vice-prefeito para uma conversa neste fim de semana. Parece que nada aconteceu. Fato é que, segundo Ana Dalva, não haverá tempo para, em uma sessão, votar o Orçamento, a mudança no Regimento Interno e promover a eleição da nova mesa diretora da casa. “Tudo indica que este ano chegaremos até o Natal”, disse a presidente. Sem aprovação do Orçamento, a Câmara Municipal não poderá entrar em recesso. A última sessão do ano seria na próxima segunda-feira, dia 15 de dezembro.