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sábado, 18 de outubro de 2014

Depois de enterrado Zé Augusto, novo assassinato ocorre em Poço Verde

O sepultamento de Zé Augusto foi concorrido (foto: TV Atalaia)
O corpo do ex-presidiário José Augusto Aurelino Batista, 41 anos, conhecido por Augusto de Lerindo ou simplesmente Zé Augusto, passou por uma nova necropsia no Instituto Médico Legal (IML). O corpo foi encaminhado na tarde da última quinta-feira (16) pela Polícia Federal, que chegou no meio do velório de José Augusto, na cidade de Poço Verde. A perícia durou quase três horas e teve por objetivo identificar se realmente houve disparos de dentro da casa onde ele foi morto. Apenas a mulher de José Augusto pode acompanhar os trabalhos. “Agora a justiça vai ser feita. Estou com meu coração aliviado”, disse a viúva. 
De acordo com o advogado da família, Getúlio Sávio Sobral, o novo exame foi pedido pelo Ministério Público, após o depoimento da viúva Simone Correia, que sinalizou uma possível execução. “A partir desse depoimento, o MP solicitou ao Ministério da Justiça que deslocasse uma equipe da Polícia Federal para intervir no caso”, declarou o advogado. A necropsia, segundo Getúlio Sávio, foi realizada por peritos da Polícia Federal de Brasília, e as investigações estão sendo comandadas por um delegado federal da Divisão de Direitos Humanos. Também será realizada uma perícia na residência de José Augusto, que deverá atestar se realmente houve disparos de dentro da casa. Os laudos devem ficar prontos na próxima semana.
Todo o procedimento pericial foi concluído por volta de 14h30 desta sexta-feira (17), pela Polícia Federal na residência do ex-presidiário, morto durante cumprimento de mandado de prisão no município de Poço Verde, na última quarta-feira (15). Ao fim da nova necropsia, o corpo foi levado para a cidade de Poço Verde e no final da tarde foi sepultado. Uma multidão seguiu o cortejo até o cemitério São Sebastião. A SSP declarou que não vai se manifestar sobre os trabalhos de investigações da Polícia Federal.
Na última quarta-feira (15) a superintendente da Polícia Civil, Katarina Feitosa, declarou durante uma coletiva de imprensa sobre a morte de Zé Augusto, que a ação policial foi legítima e que a intenção da Polícia Civil era mais uma vez prendê-lo, como fez outras duas vezes. Ainda segundo Katarina Feitosa, José Augusto portava uma pistola ponto 40 de uso restrito das forças policiais, chegou a ser socorrido e não resistiu. A superintendente também declarou durante a coletiva que ele era bandido, foragido da justiça, suspeito de mais de 20 homicídios em Sergipe e Bahia. “Inclusive publicamente ele havia dito que a polícia não entraria na casa dele se ele estivesse em casa. Ele ameaçava o Ministério Público e o judiciário do Estado”, afirmou Katarina que ressaltou.  “A nossa intenção era prendê-lo, se não tivesse reagido ele estaria preso. Mas qualquer tipo de irregularidade será investigado, a princípio a ação foi legítima, temos que lembrar que o bandido ali era ele e não a polícia”, concluiu.
Acabou a tranquilidade
Vários são os moradores que defendiam a ação de Zé Augusto. Senhoras chegam a declarar em emissoras de rádio que “Ele matava os bandidos. Era um homem bom”. São pessoas que ou não tem noção da gravidade do que afirmam ou estão cansadas da ausência do estado que ainda não tem um plano de segurança pública. Poço Verde, após os fatos, está tomada por policiais e, mesmo assim, não impediu a ocorrência de mais um assassinato. Um homem foi morto na madrugada deste sábado (18) após ser vítima de arma de fogo no município. O Instituto Médico Legal (IML) registrou o corpo de Valdomiro Silva Santos, de 41 anos de idade. Segundo informações do 7º Batalhão de Polícia Militar (7º BPM), ele foi abordado por dois homens em uma motocicleta, que efetuaram vários disparos contra a vítima. Para completar o terror, pessoas usam as redes sociais para disseminar a ideia de que a violência grassa. Várias fotos de pessoas assassinadas em outras épocas circulam na Internet ajudando a aumentar a sensação de insegurança.
Mais de vinte assassinatos
José Augusto foi morto depois de mandar para o outro mundo mais de vinte jovens infratores. Não há um número exato de quantos foram eliminados por ele. Concretamente só havia o processo do assassinato do garoto retirado da ambulância em São José. As pessoas não falam, mas correm a boca miúda que havia uma vaquinha e que os valores eram de 2 ou 3 mil reais por morte. Chegam a falar em 26 a 2 mil e 14 a 3 mil que povoavam a lista da morte. Os crimes ocorriam em Heliópolis, Tobias Barreto, Poço Verde, Fátima e até em São Paulo. Mas tudo é especulação. Fato é que Augusto de Lerindo estava ganhando fama e tinha pretensões políticas. Ter dado mais votos a um deputado estadual que o prefeito permitiu a ele até sonhar com a prefeitura. Já havia pessoas que diziam que ele seria candidato a prefeito já em 2016. Na história do Brasil os fatos indicam que quando os prejudicados são os pobres parece que a coisa anda. Entretanto, não é permitido invadir o terreno dos poderosos. Fato é que Zé Augusto tinha costas quentes e os fatos serão esclarecidos. É pena que os assassinados não tenham tido o mesmo tratamento, apesar de ainda não existir pena de morte no Brasil.
Com informações da SSP, do portal Infonet e do portal A8 do Sistema Atalaia de Comunicação.