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sábado, 6 de setembro de 2014

Operação Lava Jato pode beneficiar Marina Silva

Paulo Roberto Costa: delação bomba
A ex-senadora Marina Silva (PSB) está muito bem no filme da eleição deste ano, mas a delação premiada envolvendo o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, pode ac abar com a eleição já no primeiro turno e Marina Silva seria a principal beneficiada. Paulo Roberto citou pelo menos 32 deputados e senadores, um governador e cinco partidos políticos que receberiam comissões sobre os valores de contratos firmados pela empresa. Alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Paulo Roberto depôs em regime de delação premiada para tentar obter o perdão judicial. O número se refere apenas aos primeiros depoimentos, mas como o processo ainda não terminou novos nomes podem surgir.
Segundo o ex-diretor, havia um cartel de empreiteiras em quase todas as áreas da estatal e “todo dia tinha político batendo em sua porta”. Ele contou que, durante sua gestão na diretoria de Abastecimento, entre 2004 e 2012, os desvios nos contratos da Petrobras envolveram desde funcionários do terceiro escalão até a cúpula da empresa. Ao final do processo, as citações a políticos deverão ser remetidas à Procuradoria-Geral da República (PGR) por causa do foro privilegiado. Com o acordo de delação premiada, ao invés de 50 anos de prisão que poderia pegar, Paulo Roberto deve apenas ficar um ano com uma tornozeleira eletrônica, em casa, e sem poder sair na rua. Segundo um dos seus advogados, ele está “exausto” com a série de depoimentos, mas “se diz aliviado”. O doleiro Alberto Youssef, também preso por supostamente ter encabeçado um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, também tentou negociar com o Ministério Público Federal uma nova delação premiada, mas desistiu ao ser informado que pegaria ao menos três anos de prisão em regime fechado.
Mário Negromonte foi citado
O conselheiro Mário Negromonte
Mário Negromonte está agora em emprego vitalício no Tribunal de Contas e colocou seu filho para substitui-lo na Câmara Federal, certo de que o povo vai seguir sua ideia. Entretanto, sua participação na Operação Lava Jato da Polícia Federal ainda precisa ser explicada. O ex-deputado e recém-empossado conselheiro do Tribunal de Contas do Município (TCM) é apontado pela Revista Veja, da edição desta semana, como um dos nomes vazados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa na delação premiada.  Além dele, estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Do Senado, Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR), o eterno líder de qualquer governo, o petista Cândido Vaccarezza (SP) e João Pizzolatti (SC).
Renan Calheiros bem na fita
Dilma Rousseff: mais problemas
Senador Renan Calheiros (PMDB)
A empresa UTC Engenharia também foi citada pelo ex-executivo como integrante do esquema que desviou recursos de contratos bilionários da Petrobras. As empresas ganhariam os contratos em troca de pagar propina de 3% para deputados e senadores. Um dos negócios mencionados envolvendo Renan Calheiros é um acerto com o doleiro Alberto Youssef para que o Postalis comprasse R$ 50 milhões emitidos da Marsans Viagens e Turismo, que tinha Youssef como um dos investidores. O doleiro teria se reunido com Renan, em Brasília, no início de março, para acertar a comissão do PMDB nesse negócio. O fundo de pensão dos Correios é controlado pelo PMDB e PT. O negócio não ocorreu porque estava em curso quando Youssef e Paulo Roberto foram presos. A empresa fechou após as prisões. Paulo Roberto relatou aos policiais a formação de um cartel de partidos políticos que atuavam para desviar recursos da Petrobras por meio de comissões em contratos arranjados. E exemplificou: "Todo dia tinha político batendo na minha porta". Num dos depoimentos, ele citou uma conta de um "operador do PMDB" em um banco europeu. Paulo Roberto contou que os desvios nos contratos da Petrobras envolveriam desde o funcionário do terceiro escalão até a cúpula da empresa, durante sua gestão na diretoria de Abastecimento. Os depoimentos são todos filmados e tomados em uma sala na Custódia da PF. Ao final de cada dia, são lacrados e criptografados pelo MPF, que os envia diretamente para a PGR que mandou emissário a Curitiba no início do processo de delação.
 Marina e Dilma
Marina Silva (PSB)
O jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, foi feliz ao fazer uma análise do que a Operação Lava Jato pode provocar de estrago nos candidatos da chapa presidencial. Segundo ele, o mundinho da política ferve com a possibilidade de se tornar conhecido o conteúdo dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ontem (5), soube-se que Costa já teria relacionado os nomes de 12 senadores, 49 deputados federais e de um governador. Esse grupo estaria envolvido em traficâncias com a estatal. Pelo menos três partidos políticos também ficam encrencados nesse escândalo – PT, PMDB e PP. Para Fernando, em algum momento, o ex-diretor da Petrobras declarou que não haveria eleição neste ano se ele revelasse tudo o que sabe. Um exagero, segundo o jornalista. Eleição, haverá. Mas de outra natureza. No caso da corrida presidencial, o Petrobrasgate, como é chamado o escândalo pelo jornalista do UOL/Folha, é ruim para Dilma Rousseff na mesma proporção do benefício possível para Marina Silva. É outro capítulo na mais imprevisível de todas as eleições recentes.
Com informações do UOL, Blog do Fernando Rodrigues, Bahia Notícias, portal da revista VEJA e A TARDE.